ATENÇÃO HISTÓRIA SENSÍVEL CONTÉM VIOLÊNCIA EXTREMA! NÃO LEIA SE FOR SENSÍVEL A ESSE TIPO DE CONTEÚDO! HISTÓRIA COMPLETAMENTE FICCIONAL!
Eu fecho a porta do escritório com o calcanhar, o peso da minha bota de couro rangendo contra o piso de cerâmica branca manchada. O calor de outubro cola minha camisa de algodão azul-claro nas costas, delineando cada músculo da minha coluna como se o tecido fosse uma segunda pele molhada. Tenho quarenta e cinco anos, um metro e oitenta e cinco de altura que preenchem qualquer ambiente com a imponência de um predador encostado. Meus ombros, largos como a lataria de um caminhão, esticam as costuras da camisa desbotada, e sinto o tecido raspar nos mamilos endurecidos pelo ar-condicionado defeituoso.
Passo a mão direita — grande, calosa, com dedos grossos de tanto apertar porcas e consertar canos — pelo meu rosto quadrado, sentindo a barba por fazer que raspa na palma como lixa fina. Mas minha mente não está no rosto. Está na portaria. Nela.
Meus olhos castanhos, pequenos e fundos, examinam o monitor de segurança, mas vejo apenas a imagem borrada do balcão vazio. O cheiro de café requentado impregna o ar, misturado com o odor do meu próprio suor seco — um cheiro forte, masculino, de macho que trabalha — e o desinfetante Pinho Sol. Mas sob meus dedos, imaginando, sinto outro cheiro. O cheiro de Cida.
A tatuagem do Bope insinua-se pelo meu braço esquerdo, desbotada, uma águia cansada julgando mortos. Não sou mais policial há oito anos, mas mantenho o corpo como templo de guerra: peitoral musculoso que deforma a camisa, barriga dura saliente, coxas grossas esticando a calça jeans verde-oliva desbotada. Sinto a pressão da minha virilha contra o jeans, a protuberância pesada do meu pau semi-ereto que pulsa em ritmo lento, antecipando.
Saio para a ronda, as chaves tilintando na cintura. O corredor externo é um L de concreto sujo, iluminado por lâmpadas amareladas que criam sombras prostitutas nas paredes cor-de-rosa desbotadas. Mas meu sangue já ferve em outra direção.
Paro na recepção. Lá dentro, atrás do balcão de fórmica riscada, está ela. Minha propriedade. Minha puta particular. Minha esposa.
Cida tem quarenta e dois anos, mas o tempo a esculpiu com a rudeza de um machado em pedra maciça. Ela é robusta, cavalona, daquelas mulheres que foram feitas para serem fodidas com força e ainda pedirem mais. As coxas grossas preenchem a saia preta justa do uniforme, carnes macias que se espalham quando ela senta, deixando transparecer a linha da calcinha enfiada no meio daqueles montes de carne suada. Os quadris largos, de parideira fértil, balançam quando ela anda, convidando sem querer. A cintura, que já foi fina, agora é macia, com gordurinha que eu adoro apertar quando a pego por trás.
Mas são os seios que me tiram o juízo. Grandes, pesados, dois melões maduros que a camisa branca amarelada luta desesperadamente para conter. O tecido fino deixa entrever o sutiã bege gasto, mas o que me excita é o suor — o suor que escorre pelo vale entre aqueles seios enormes, molhando o tecido, criando manchas escuras de umidade que brilham sob a luz fria. Eu quero enfiar o rosto ali, entre aquelas tetas gigantes, e cheirar o odor adocicado do suor dela, misturado com o perfume barato que ela usa.
O cabelo, preto com mechas grisalhas, está preso num coque desgrenhado, fios rebeldes caindo sobre a testa suada. O rosto é redondo, traços indígenas fortes, nariz largo, lábios grossos e ressecados que eu quero ver envolvendo outro pau enquanto eu assisto. Olhos castanhos fundos, cansados, mas que brilham com uma inteligência perversa quando eu a pego de jeito.
Ela usa tênis brancos de enfermeira, mas eu imagino os pés nuos, as solas encrostadas de pó do motel, as coxas abertas...
— Tá quieta a noite — Cida diz, sem olhar para cima, contando notas com dedos trêmulos.
— Tá — grunho, parado na entrada, preenchendo o vão com a largura dos meus ombros. Mas minha mente já está fodendo ela mentalmente. Observo a forma como o tecido da saia estica sobre a bunda larga quando ela se inclina. A mancha de suor nas axilas. O cheiro dela que chega até mim — sabonete Ype neutro misturado com o odor particular de mulher que trabalha, suor feminino adocicado, o cheiro do sexo dela que eu conheço tão bem, aquele aroma de boceta excitada que impregna a cadeira dela depois de um turno longo.
O silêncio entre nós é carregado de eletricidade sexual. Transamos pouco, mas quando transamos, é brutal. Eu a uso como objeto, e ela geme como puta. Há uma posse tácita — ela é minha propriedade, meu brinquedo sexual, e eu sou o dono que decide quem brinca com ela.
O farol de uma BMW X6 preta corta a escuridão. O carro para debaixo da luz, imponente, cheio de dinheiro e arrogância.
Desce um homem. Rodrigo Chevalier. Trinta e oito anos, corpo de academia — ombros largos de musculação, cintura fina, braços que esticam a camisa social de seda azul-marinho. Terno Armani, relógio de ouro, cabelo com mechas artificiais. Bonito de uma forma genérica, de quem paga para ser bonito.
Ele caminha em direção à recepção, o perfume importado chegando antes dele — amadeirado, forte, sexuado. Mas quando ele olha para Cida, sinto meu pau endurecer de raiva e excitação misturadas. Ele a avalia como quem avalia uma vaca no mercado — olhos fixos no decote, nas coxas expostas, naqueles seios enormes que sobem e descem com a respiração dela.
— Boa noite — Rodrigo diz, olhos devorando Cida. — Quero o quarto de luxo. Quatro horas.
Paga com cartão preto, mas os olhos não saem do corpo dela. Olham com o desplante de quem está acostumado a comprar o que quer, inclusive mulheres casadas. Não me movo da porta. Apenas cruzo os braços, fazendo a camisa estalar sobre os bíceps. Ele me olha uma vez — segurança, caseiro, lixo — e volta para Cida, me desprezando.
Mas eu não sou lixo. Sou o dono do terreno. E ele acabou de mijar na minha cerca.
Vinte minutos depois, Rodrigo volta. Sozinho. Não transou. Esperou. Decidiu.
— Moça — ele diz, apoiando os braços no balcão, invadindo o espaço dela. — Eu quero algo mais... especial. Algo que não está no cardápio.
Cida recua. — Não entendi, senhor.
— Entende sim — ele abre a carteira e joga cinco mil reais no balcão. — Uma hora com você. Aqui. Agora. No quarto 15.
O silêncio é denso, sexual, elétrico. Cida olha para o dinheiro. Cinco mil reais. Mas há algo nos olhos de Rodrigo — uma expectativa de submissão, de humilhação do marido, que me faz sentir meu pau pulsar forte contra a calça, duro como pedra, a cabeça rosada já molhada de tesão antecipatório.
Entro na recepção. A porta bate. Meu corpo preenche o espaço, minha sombra projetando-se sobre Rodrigo. O cheiro do meu suor masculino invade o ambiente, expulsando o perfume caro. Sinto meus músculos tensos, prontos, o sangue correndo quente para o pau que já está marcando calça, visível, imponente.
— O motel é meu — digo, voz grave, vindo do peito. — Ela é minha. Se você quer brincar no meu quintal, você joga pelo meu regulamento.
Rodrigo ri, nervoso. — Olha, amigo, cinco mil é bom para vocês dois. Deixa de ser machão.
Dou um passo. Sou mais alto, mais pesado, mais real. Minha mão calosa toca no dinheiro e empurra de volta, devagar.
— Você não entendeu — falo, cada palavra pesada. — Eu não estou recusando. Eu estou negociando. Mas do meu jeito.
Circulo o balcão. Fico ao lado de Cida, minha mão pesada descansando no ombro dela, apertando, sentindo a carne macia sob o tecido. A protuberância da minha virilha está nível com o rosto dela se eu me virar, pesada, evidente.
— Você quer foder minha mulher — digo, a palavra crua, suja, excitante. — Eu permito. Mas não como você quer. Você não é o dono aqui. Eu sou.
Sinto Cida estremecer sob minha mão. Não de medo. De tesão. Ela conhece esse tom. Sabe que o macho alfa está acordado.
— Eu escolho o quarto — continuo, baixo, obrigando-o a se inclinar. — O doze. Tem duas portas. Eu fico com a chave mestra. Eu entro a cada quinze minutos para "checar a manutenção". Você olha para ela, toca nela, mas sabe que eu estou vendo. Sabe que eu posso parar isso a qualquer momento. E quando eu mandar parar, você para. Ou você não sai vivo daqui.
A ameaça é factual, sexual, dominadora. Meu pau pulsa, duro, insistente, a manga da calça jeans esticada sobre a ereção que não escondo. Deixo que ele veja. Deixo que saiba que eu sou o macho aqui.
— Você é louco — Rodrigo sussurra.
— Sou dono — corrijo. — Cinco mil é pouco. Você paga sete. E você agradece quando eu permitir que você goze.
O silêncio se estende. Cida permanece imóvel, o ombro quente sob minha mão. Sinto o tremor dela — excitação pura. Ela ama quando eu fico assim. Dominação total.
Rodrigo olha para Cida, buscando salvação. Encontra olhos curiosos, brilhantes, talvez um brilho de excitação perversa. Ele olha para minhas mãos, grandes o suficiente para quebrar ossos ou segurar quadris com força enquanto ele fode.
— Sete mil — Rodrigo diz, rouco. — Tudo bem. Sete mil. Mas eu quero... liberdade total.
— Você não tem liberdade aqui — respondo, pegando o dinheiro adicional, contando devagar, deixando que ele veja meus dedos grossos manuseando o que será o preço do tesão dele. — Você tem permissão. É diferente.
Pego o caderno de pauta. Escrevo: 28/10, 03:47h. Cliente 1. R$Quarto 12. Resistência: a determinar.
— Vá para o quarto doze — ordeno. — Tire a roupa. Espere nu. Eu vou preparar ela.
Rodrigo pega a chave, mãos trêmulas. Sai encolhido, as costas do terno Armani perdendo toda a postura de alfa. Ele sabe que será usado. Que será meu brinquedo, não o contrário.
Quando a porta do quarto 12 bate ao longe, viro-me para Cida.
Ela está de pé, as bochechas avermelhadas, os olhos brilhando com aquela mistura de medo e excitação que conheço bem. Os mamilos estão duros como pedras, marcando o tecido fino da camisa branca, apontando para mim, querendo.
— Quer? — pergunto, direto, meu olhar descendo para o decote, vendo o suor brilhando entre os seios pesados.
Cida engole em seco, a língua umedecendo lábios secos.
— Ele é bonito. É... diferente. Da rotina.
— Eu sei.
— E o dinheiro...
— Eu sei — repito. Dou um passo, invadindo o espaço dela, prendendo-a entre meu corpo e o balcão. Minha ereção, dura, grossa, pressiona contra a barriga dela, marcando, exigindo. Ela sente o tamanho, ofega. — Você vai transar com ele. Mas você vai olhar para mim quando eu entrar. Você vai gemer alto porque eu quero ouvir. E depois... depois eu vou te limpar. Por dentro e por fora. Com a minha língua, com o meu pau, com o meu leite. E você vai saber que é minha puta. Minha propriedade.
Cida ofega, a boca trêmula. — Eduardo...
Eu a pego com brutalidade. Não é um beijo. É posse. Meus dentes mordem os lábios dela, minha língua invade a boca, a barba raspa a pele macia. Uma das minhas mãos sobe e agarra o seio pesado por cima da camisa, apertando com força cruel, deixando marcas roxas que durarão dias. A outra mão desce, vai para trás, agarra a bunda macia, espalhando as nádegas sobre a saia, sentindo o calor da bunda dela através do tecido.
Cida geme na minha boca, submissa, puta, minha. As mãos dela agarram meus braços, dedos cravando-se na carne dura, sentindo o poder.
Quando me afasto, ambos ofegamos. Ela está vermelha, excitada, o sexo dela cheirando a tesão, aquele cheiro de boceta molhada que eu conheço tão bem.
— Vá para o banheiro — ordeno, voz rouca, pau doendo de tão duro. — Tira essa roupa. Toma banho. Bota o vestido preto curto. O que eu comprei mês passado. Sem calcinha. Sem sutiã. Você vai entrar naquele quarto como um presente embalado para ser usado. E eu vou estar olhando cada segundo. Cada penetração. Cada gemido.
Cida assente, bambas, as pernas trêmulas. Ela sai de trás do balcão, passando por mim, o quadril roçando contra a minha virilha dura, provocando, puta safada que ela é.
Espero ouvir a porta do banheiro. Então pego as chaves e vou em direção ao corredor escuro.
O quarto 12 é o último, perto do muro de fundo onde o mato alto cresce. Abro com a chave mestra, sem bater. Entro no escuro, acendo o abajur.
O cômodo é decadente. A cama king-size com lençóis brancos surrados, espelho no teto manchado. O ar-condicionado rangia. E Rodrigo está sentado na cama, já sem camisa, o peito depilado brilhando de ansiedade suada, a calça ainda no corpo, mas o volume da ereção visível.
Entro como dono. Vou direto ao ar-condicionado, ajusto para dezoito graus, frio que deixará os mamilos dela duros como pedras. Vou ao armário, pego lençóis novos — que eu trouxe pessoalmente — e troco, arrumando a cama com movimentos militares, enquanto sinto o olhar dele em mim, confuso, assustado, submisso.
— O que você está fazendo? — Rodrigo pergunta, voz trêmula.
— Preparando o terreno — digo, sem olhar, esticando o lençol branco que em breve estará sujo de suor e porra. — Você vai transar nesses lençóis. Vai sujar com o seu tesão, com o cheiro do seu pau, com o suor da sua bunda. Quando acabar, você vai embora. E eu vou limpar ela. Porque é minha. Minha propriedade. Minha puta.
Eu me viro, finalmente encarando-o. Ele está pálido, o peito subindo rápido, a calça marcando uma ereção mediana, patética comparada ao que eu sei que tenho. Caminho até ele, paro a um palmo, sentindo o cheiro de medo que sai dele, misturado com perfume caro e tesão reprimido.
— Regras — digo, baixo, dominador. — Primeira: você não beija na boca dela. Essa boca é minha. Segunda: você usa camisinha. Eu vou verificar se está colocada direito, e se não estiver, eu mesmo coloco, tocando no seu pau se necessário. Terceira: quando eu entrar, você não para. Você continua metendo. Mas você sabe que eu estou aqui, vendo sua bunda se contrair, vendo suas bolas baterem nela. Quarta: você não goza sem minha permissão. Se gozar antes, eu te boto para fora nu, te amarro no poste do estacionamento, e chamo a polícia dos meus amigos para te prender por tentativa de estupro. Entendido?
Rodrigo engole seco, a garganta fazendo barulho. — Entendido.
— Fique de pé — ordeno. — Tire a roupa. Quero ver o que ela vai levar. Quero ver se vale o dinheiro.
Ele obedece, instintivamente submisso ao meu tom de comando. Levanta, tira a calça, a cueca boxer de seda. Fica nu, o pau meia-bomba, rosado, circuncidado, de tamanho médio, contra um corpo bronzeado. Avalio friamente, comparando comigo mesmo — sei que sou maior, mais grosso, mais homem.
— Serve — digo, desdenhoso, fazendo meu próprio pau pulsar na calça, a protuberância enorme evidente. — Mas você vai ter que se esforçar mais. Ela gosta de grossura, não de comprida. Vai ter que usar ângulo. Eu vou te dizer qual. Agora, deite na cama. Espalhe as pernas. Deixe o pau duro. Espere.
Saio, deixando-o nu e tremendo no quarto frio. Fecho a porta. Espero no corredor, encostado na parede, sentindo meu próprio coração, lento, controlado, enquanto minha mão desce e ajusta o pau dolorido na calça, massageando a cabeça bulbosa que já molha a cueca de pré-gozo.
Cinco minutos depois, ela aparece.
Meu Deus. Cida caminha pelo corredor como uma deusa da fertilidade, uma vaca de cria no cio. O vestido preto cola nela como segunda pele, curto o suficiente para mostrar as coxas grossas, macias, brancas, que se esfregam uma na outra quando ela anda. O decote é profundo, os seios pesados quase saltando, balançando a cada passo, livres, sem sutiã, os mamilos escuros e duros marcando o tecido fino. O cabelo solto sobre os ombros. O salto alto fazendo a bunda balançar, provocante.
Ela para diante de mim, olhando para cima, os olhos escuros fundos, a boca trêmula, o hálito quente cheirando a menta do banho.
Não digo nada. Apenas desço a mão, ergo a barra do vestido, subindo pela coxa macia, sentindo a pele quente, e confirmo com os dedos — encontro a pele nua, quente, a boceta já molhada, escorrendo, a entrada estreita pulsando contra minha ponta do dedo quando eu a toco levemente.
Cida geme baixinho, uma exalação de puta no cio, arquejando, ofegante.
— Entra — digo, abrindo a porta, vendo Rodrigo deitado na cama, pau ereto, esperando. — E lembra: você é minha. Ele está apenas alugando. E eu sou o dono que cobra o aluguel com juros.
Cida entra, o vestido balançando, mostrando a bunda por baixo. A porta fecha-se.
Eu vou até o escritório, sento na cadeira de couro rangente, ligo o monitor. A câmera do quarto 12 mostra tudo em preto e branco, mas nítido. Vejo Cida se aproximar da cama. Vejo Rodrigo sentar, tocando nela, timidamente ainda.
Abro o zíper da calça, puxo meu pau para fora — grosso, escuro, vêneo salientes, a cabeça bulbosa e roxa, grande, imponente, pingando pré-gozo. Começo a bater uma, devagar, apertando forte, imaginando que sou eu entrando naquele quarto, que sou eu dominando, que sou eu o dono absoluto enquanto observo o show começar, colhendo o que é meu, gozando o que é meu, controlando tudo.
O dono do terreno. O dono da puta. O dono do tesão.
***
Eu estava há vinte minutos no quarto doze, preparando o terreno como quem prepara um altar de sacrifício. Os dedos calosos deslizavam sobre o lençol branco novo, esticando o tecido até fazer estalos secos, eliminando qualquer ruga que pudesse incomodar a pele dela. A cama king-size, com sua cabeceira de madeira falsa dourada, estava centralizada exatamente sob o espelho do teto — eu havia ajustado o ângulo pessoalmente, garantindo que visse cada contração do cu de Rodrigo quando ele metesse, cada gota de suor caindo das costas dele sobre o corpo da minha mulher.
O ar-condicionado rangia baixinho, expelindo ar a dezoito graus, frio suficiente para deixar a pele arrepiada, para fazer os mamilos de Cida ficarem duros como pedras de mármore antes mesmo de eu tocá-los. Eu havia trancado a segunda porta, a dos fundos, deixando apenas a entrada principal acessível — controle total de fluxo.
No espelho de corpo inteiro na parede, instalei uma GoPro pequena, escondida atrás da moldura, transmitindo em tempo real para o meu celular e para o monitor do escritório. Duas câmeras. Nenhum ângulo perdido. Eu era o diretor, o produtor, o dono do espetáculo.
Quando ouço passos no corredor — o tique-tique dos saltos dela misturados com o arrastar hesitante dos sapatos italianos dele — meu pau dá um pulso dentro da calça, a cabeça bulbosa massageando a costura do jeans. Estou duro há quarenta minutos, uma ereção dolorida, insistente, deixando uma mancha úmida de pré-gozo na cueca. Não me masturbo. Guardo o tesão para o momento certo. Para a direção.
Abro a porta antes que Rodrigo possa bater. Ele está lá, pálido, o terno Armani amassado nas mãos, usando apenas a calça do pijama de seda que encontrei no armário para ele — um toque meu, humilhante, fazendo-o parecer um hospedeiro de programa barato ao invés de um magnata. O peito depilado brilha de suor frio, os mamilos cor-de-rosa e pequenos contraídos pelo frio. Seu pau, semi-ereto, médio, rosado, faz uma barriga tímida na seda da calça.
— Entra — ordeno, bloqueando metade da porta com meu corpo, obrigando-o a passar de lado, esfregando-se contra mim como um cachorro submisso.
Ele entra, cheirando a medo e a perfume caro misturados. Eu fecho a porta, giro a chave mestra na fechadura — o som metálico ecoa como uma sentença.
— Tire isso — aponto para a calça de seda. — Fica nu.
Examino o equipamento.
Rodrigo hesita, as mãos trêmulas. — Olha, a gente podia...
— Nu. Agora. Ou o negócio acaba e você perde os sete mil.
Ele obedece, baixando a calça. O pau dele salta livre, já duro, curvado para cima, a glande roxa e brilhante de tanto tesão reprimido. As bolas, pequenas e apertadas contra o corpo, estão depiladas — irritação de adolescente. Avalio friamente, circulando-o como um médico examinando gado.
— Vira de costas — comando. — Mostra o cu. Quero ver se está limpo.
— Que?! — ele gira, engasgado.
Dou um passo, invadindo o espaço pessoal dele, minha sombra cobrindo-o por completo. — Você vai meter na minha mulher. Eu inspeciono o que entra nela. Vira. Ou sai.
Rodrigo vira, humilhado, as nádegas brancas e musculosas apertando-se nervosas. Estão limpas, infelizmente. Eu gostaria de ter motivo para expulsá-lo, para mostrar quem manda.
— Serve — digo, desdenhoso. — Mas é pequeno. Você vai ter que trabalhar o ângulo. Deite na cama. De bruços. Espalhe as pernas. Deixa o pau durinho no lençol. Não goza até eu dizer.
Enquanto ele se posiciona, ouço o tique-tique dos saltos de Cida parando na porta. Minha respiração acelera. O momento é meu.
Abro a porta.
Ela está ali, um monumento de carne feminina. O vestido preto cola-se a cada curva, os seios enormes quase explodindo pelo decote profundo, os mamilos escuros e endurecidos marcando o tecido fino como duas pedras. As coxas grossas, brancas, macias, escorrem pelo vestido curto, quase revelando a bunda carnuda. O cabelo solto cai sobre os ombros, desgrenhado de propósito. Ela está sem calcinha — eu sei porque instruí — e o ar gelado já a deixou molhada; posso ver o brilho úmido nas coxas quando ela cruza as pernas, insegura.
— Entra, puta — digo, baixo, mas não como insulto. Como identificação de propriedade.
Cida entra, os olhos escuros saltando entre mim e Rodrigo nu na cama. Ela hesita, as bochechas coradas, o hálito acelerado fazendo os seios subirem e descerem num ritmo hipnótico. O frio faz sua pele se arrepiar, pequenos pontinhos de excitação cobrindo os braços.
Eu a pego pelo braço, puxando-a para o centro do quarto, onde a luz do abajur a ilumina como um holofote. Minha mão desce, agarra um dos seios pesados por cima do vestido, apertando com força brutal, sentindo o mamilo endurecido contra a palma.
— Olha para ele — ordeno, virando-a de costas para Rodrigo, que observa da cama de bruços, o pau dele pulsando contra o lençol. — Olha o que você vai levar. Mas lembra: é meu. Tudo isso é meu.
Eu a beijo, então, enquanto ele assiste. Uma demonstração de força brutal, minha língua invadindo a boca dela, mãos nas duas nádegas, erguendo o vestido para expor a bunda branca e macia para o ar gelado e para os olhos dele. Ela geme na minha boca, submissa, molhada.
— De quatro na cama — ordeno, afastando-me, ajustando meu próprio pau duro na calça, a protuberância enorme evidente. — Agora.
Cida caminha até a cama, os saltos altos fazendo as coxas balançarem. Ela sobe, posicionando-se ao lado de Rodrigo, que se vira, confuso com a dinâmica. Ele esperava dominá-la; encontra uma mulher posicionada como cadela no cio, esperando comando.
— Não — eu digo, frio, quando ele tenta se aproximar por cima dela. — Ela não quer te ver. Ela quer sentir. Você vai meter de lado, por trás, sem olhar nos olhos dela. Ela não é sua namoradinha. É uma boceta alugada. Compreendeu?
Rodrigo assente, boquiaberto, o pau dele saltando. Ele se posiciona atrás dela, as mãos trêmulas tentando erguer o vestido. Eu intervengo:
— Espera.
Pego uma tesoura pequena da minha cintura — ferramenta de trabalho — e caminho até a cama. Pego o tecido fino do vestido preto e corto, rasgando-o aberto nas costas, expondo a coluna dela, a pele macia, as nádegas redondas. Cida arqueia as costas, gemendo baixinho, "ahhh", um som de puta excitada. Eu rasgo até a base, expondo tudo — o cu rosado, apertado, e a boceta, escorrendo, os lábios internos rosados e inchados de tesão, brilhando no ar gelado.
— Agora — digo, recuando, cruzando os braços, dominando o cenário. — Mete. Devagar. Quero ouvir a entrada.
Rodrigo posiciona a cabeça do pau na entrada dela. É médio, mas grosso na base. Ele empurra, hesitante. A boceta de Cida resiste um segundo, molhada mas apertada, e depois engole, os lábios se abrindo, se moldando ao pau dele. O som é úmido, obsceno, "slurp", carne cedendo carne.
Cida joga a cabeça para trás, gemendo alto: "Ahhh, porra..."
— Silêncio — ordeno. — Você geme quando eu disser que pode.
Rodrigo começa a meter, desajeitado, rápido demais, batendo os quadris contra a bunda dela com sons secos, "slap slap slap", a carne branca tremendo a cada impacto. Ele está excitado demais, perdendo o controle. Em quinze segundos, sua respiração já está ofegante.
Eu observo do canto, o pau doendo na calça. Mas não é hora.
Aos cinco minutos, ele já está suado, o ritmo falho. Cida não está gemendo como deveria; está apenas recebendo, não sentindo. Eu vejo a decepção no corpo dela, a falta de tensão.
Paro o relógio mentalmente. Intervenção.
Abro a porta da frente, entro no quarto como furacão. Rodrigo congela, o pau ainda enterrado até as bolas nela, olhando para mim com pânico.
— Você é patético — digo, caminhando até a cama. — Sai de lá.
Ele tira o pau, brilhante de lubrificação dela, pulsando, quase gozando. Recua, confuso, sentando-se na beirada da cama.
Eu me aproximo de Cida, que ainda está de quatro, ofegante, a boceta aberta, escorrendo, vermelha. Minha mão desce, dois dedos grossos entrando nela sem cerimônia, sentindo o calor úmido, a pressão interna, a textura rugosa da parede vaginal. Ela geme alto, "Ohhh, Eduardo...", arqueando as costas, pressionando contra minha mão.
— Molhada — constato, olhando para Rodrigo. — Mas não satisfeita. Você não sabe foder, garoto. Eu vou te mostrar.
Tiro os dedos, molhados até o punho com o fluido dela, e levo-os à boca de Cida, que os chupa avidamente, limpando, olhando para mim com adoração de cadela.
— Posição correta — ordeno, girando Cida de lado, deitando-a de lado, erguendo uma perna dela para cima, abrindo-a completamente, expondo tudo. — Assim você acerta o ponto G. E você — aponto para Rodrigo — vai meter devagar, profundo, e parar quando eu bater palma.
Rodrigo obedece, se posicionando entre as pernas dela. Ele entra novamente, dessa vez mais fácil, a boceta receptiva, molhada. Ele enche-se, "ahhh", gemendo baixo. Cida realmente sente dessa vez; seus olhos rolam, a boca se abre.
Eu me sento na cadeira que trouxe para o canto, encostando-a na parede, a três metros da cama, ângulo perfeito. Abro as pernas, ajustando meu pau na calça, massageando a protuberância dura.
— Continue — ordeno. — Meta fundo. Quero ver as bolas batendo.
O som começa, "slap slap slap", ritmado, mais controlado agora. Rodrigo segura o quadril dela, os dedos cravando-se na carne macia, deixando marcas vermelhas. Cida geme, "ahhh, ahhh", a cada entrada profunda.
— Segura o pescoço dela — ordeno, voz fria. — Mas com força média. Ela gosta de sentir posse, não asfixia.
Rodrigo obedece, mão subindo para o pescoço dela, apertando levemente. Cida arqueia, gemendo mais alto, "sim, sim, assim..."
— Eu disse silêncio — lembro, mas deixo passar. — Mais rápido. Bata na bunda dela. Deixa vermelho.
"Slap!" A mão dele acerta a nádega direita, deixando uma marca vermelha instantânea na pele branca. Cida grita, não de dor, de êxtase.
— Boa — digo, observando, batendo uma punheta lenta por cima da calça. — Agora muda. De quatro de novo. Quero ver o cu dele enquanto trabalha.
Rodrigo puxa o pau para fora, brilhante, coberto de fluidos dela, e vira Cida. Ela fica de quatro, as nádegas abertas, mostrando a boceta vermelha e pulsante, o cu apertado contraído. Rodrigo entra por trás, uma penetração profunda e única, "splock", enchendo-a completamente. As bolas dele batem no clitóris dela a cada estocada, "slap slap slap".
O suor escorre das costas dele, pingando no lençol branco. Cida agarra o cabeceira, os seios balançando para frente e para trás, pesados, livres sob o vestido rasgado.
— Forte — ordeno. — Mete como homem, não como menino.
Rodrigo acelera, o som de pele batendo pele enchendo o quarto, "slap slap slap slap", rápido, violento, o sexo sujo e mecânico. Cida geme sem parar agora, "ahhh, porra, ahhh", a voz embargada.
Eu me levanto. Caminho até a cama. Paro ao lado deles. Rodrigo congela novamente, o pau enterrado, olhando para mim com medo e tesão misturados.
— Não pare — digo, baixo. — Continua. Mas olhe para mim.
Ele retoma o movimento, metendo, enquanto olha para mim. Eu desço a mão, pego um dos seios de Cida, apertando o mamilo duro, torcendo. Ela grita, "Eduardo!", gozando, o corpo convulsionando, a boceta apertando o pau dele em espasmos.
— Não goze — ordeno, olhando nos olhos de Rodrigo. — Se você gozar agora, eu quebro seu pau.
Ele para, ofegante, suado, o pau pulsando dentro dela, à beira. Suas bolas estão contraídas, duras, cheias.
— Saca — ordeno.
Ele tira, gemendo de frustração, o pau saltando, vermelho, pingando pré-gozo. Eu pego um pano — limpo, branco — e enrolo na base do pau dele, apertando, segurando o orgasmo.
— Respira — ordeno. — Você tem mais quinze minutos. Vai usar a boca dela. Quero ver ela engolir até a garganta.
Cida, ofegante, a boceta escorrendo no lençol, vira-se, senta na beirada da cama. Rodrigo fica em pé diante dela, o pau na altura da boca dela. Ela abre, os lábios grossos, e engole, "gluck", a cabeça desaparecendo, depois o eixo, até a metade. Rodrigo joga a cabeça para trás, "ahhh, meu Deus...", as mãos indo para o cabelo dela.
— Não toca no cabelo dela — ordeno, severo. — Mãos para trás. Ela faz o trabalho. Você recebe.
Ele obedece, mãos cruzadas atrás das costas, o corpo tenso enquanto Cida chupa, o som obsceno de garganta profunda enchendo o quarto, "gluck gluck slurp", saliva escorrendo pelo queixo dela, molhando os seios. Ela usa a mão em si mesma, esfregando o clitóris, gemendo ao redor do pau dele, a vibração fazendo-o gemer alto.
Eu observo, ajustando meu próprio pau, sentindo a pressão insuportável. Estou quase gozando na calça só de ver.
— Pára — ordeno, aos quatorze minutos. — Deita ela de costas. Agora você acaba. Mas olhando para mim. Quero ver sua cara quando você encher minha mulher de porra.
Rodrigo deita Cida, as pernas abertas, a boceta vermelha, escancarada, molhada, pronta. Ele entra de uma vez, "slap", enchendo-a. Ela grita, "Aihhh!", as unhas cravando nos lençóis.
— Mete — ordeno, sentando na cadeira novamente, abrindo a calça, puxando meu pau para fora finalmente — grosso, escuro, vêneo saltados, a cabeça roxa e enorme, pingando pré-gozo. — Mete forte. Quero ver você gozar nela. Quero ver suas bolas contraírem.
Rodrigo acelera, desesperado, o som de pele batendo pele ecoando, "slap slap slap", suas nádegas se contraíndo, o cu dele piscando a cada estocada. Cida geme, "vai, porra, me enche", provocando, puta, minha puta.
— Pode — ordeno, masturbando-me lentamente, vendo o momento chegar. — Goza. Agora.
Rodrigo grita, "ahhh, porra!", as nádegas se contraindo violentamente, as bolas subindo, o pau pulsando dentro dela. Eu vejo a contração, vejo o momento em que ele desaba, enchendo a camisinha — ou deveria estar usando? Verifico mentalmente, sim, ainda está lá, felizmente — mas o ato de gozar, a cara dele contorcida, o suor escorrendo, Cida gemendo sentindo o pau dele pulsar em seu interior... é demais.
— Tira — ordeno, quando ele para, ofegante, derrotado.
Ele tira, o pau mole já, pequeno, envergonhado, a camisinha cheia de porra branca, pendurada na ponta flácida. Cida fica aberta, a boceta vermelha, pulsando, vazia agora, suada, usada.
Eu me levanto. Pego uma toalha branca, limpa, das minhas costas — não a dele, não a do motel. Minha toalha pessoal. Caminho até a cama.
Rodrigo recua, sentando-se no chão, nu, suado, acabado.
Eu me sento na beirada da cama, entre as pernas abertas de Cida. Ela me olha, ofegante, os olhos vidrados. Eu desço a toalha, limpando-a, começando pelo ventre, subindo para os seios, mas depois voltando. A toalha desce entre suas pernas.
Mas não é só limpar por fora.
Eu enrolo a toalha no dedo médio, grosso, e introduzo, "squish", sentindo a umidade quente, os restos do tesão dela, a textura interna ainda pulsante. Ela arqueia, "ohhh, Eduardo...", as mãos indo para meus ombros.
Eu limpo por dentro, dedo entrando e saindo, massageando, sentindo a boceta ainda apertada, ainda quente. A toalha fica encharcada. Eu a retiro, jogo no chão, e uso minha língua.
Enterro o rosto entre as pernas dela, a língua entrando profundo, "slurp", saboreando o sabor misto dela — seu fluido, o suor, o cheiro de sexo recente. Ela grita, gozando novamente na minha boca, "ahhh, meu Deus, Eduardo!", as coxas me envolvendo a cabeça, tremendo.
Eu lambo até ela parar de tremer. Então me levanto, o pau ainda duro para fora, apontando, enorme, ignorado por enquanto.
Olho para Rodrigo, que observa do chão, derrotado, confuso, humilhado.
— Vista-se — digo, frio. — A porta é ali. Você tem dois minutos antes eu solte o cachorro.
Ele se veste rápido, tropeçando, as mãos trêmulas. Antes de sair, hesita.
— Posso... posso voltar?
Eu olho para ele, depois para Cida, que está deitada na cama, satisfeita, os seios expostos, ainda ofegante.
Eu estava sentado na beirada da cama, lambendo os restos do orgasmo dela dos dedos, quando Rodrigo se levantou do chão. Ele estava trêmulo, envergonhado, o pau flácido agora pequeno e ridículo entre as pernas. Ele pegou a calça de seda, vestiu-a com dificuldade, as mãos ainda trêmulas. O terno Armani estava no chão, amassado, insignificante.
— Posso... posso voltar? — ele perguntou de novo, a voz fina, quebrada, o macho alfa reduzido a um inseto.
Eu não respondi. Apenas o observei enquanto ele tentava recuperar a dignidade, enfiando os pés nos sapatos italianos, pegando a carteira do bolso do paletó caído. Ele contou o dinheiro mentalmente — sete mil — e hesitou, a mão trêmula estendendo os maços para mim.
— Aqui... aqui está o resto — ele disse, tentando um sorriso amarelo. — Foi bom, né? Ela gostou...
Eu olhei para as notas na mão dele. Depois olhei para o rosto dele. Bonito demais. Dente branco demais. Pele lisa demais. Rico demais.
Algo quebrou dentro de mim. Não raiva. Decisão.
— Não — eu disse, baixo, quase carinhoso.
— Não, o quê? — ele piscou, confuso.
— Você não vai sair vivo daqui — expliquei, como se estivesse explicando o clima para uma criança. — Você entrou no meu quintal. Fodeu minha mulher. E achou que podia pagar e ir embora como se eu fosse segurança de motel. Como se eu fosse lixo. Você errou o cálculo, garoto.
O rosto dele mudou. O medo verdadeiro finalmente apareceu, dilatando as pupilhas, fazendo a pele pálida ficar cinzenta. Ele deu um passo para trás, as mãos levantadas.
— Olha, eu posso pagar mais! Dez mil! Vinte!
— Dinheiro eu pego de qualquer jeito — eu disse, levantando-me da cama.
Meu corpo se desenrolou, imenso, bloqueando a luz do abajur. As sombras cobriram Rodrigo. Ele tentou correr para a porta, mas eu estava mais perto. Muito mais perto.
A primeira mão — a direita, a maior, a que conserta canos de dois polegadas — pegou-o pelo cabelo castanho perfeito. Os dedos se fecharam como uma garra mecânica, puxando-o para trás com tanta força que eu ouvi o som seco do couro cabeludo se destacando da carne em alguns pontos. Ele gritou, um som agudo, feminino, patético.
— Eduardo! — Cida gritou, sentando-se na cama, os seios balançando, os olhos arregalados.
— Fica quieta — eu ordenei, sem olhar para ela. — Isso é negócio de homem.
Eu girei Rodrigo, encontrei seus olhos verdes de contato — um olho falso em um rosto falso — e soltei o punho esquerdo. Direto no nariz. O osso estalou como galho seco sob bota. O sangue explodiu, vermelho vivo, quente, salpicando meu rosto, minha camisa, o lençol branco. Ele gritou, as mãos indo para o rosto, mas eu segurei seu pulso direito com minha mão esquerda, torcendo-o até ouvir o "crack" limpo do rádio se quebrando, o osso saindo da pele em ponta branca e vermelha.
— Ahhh! Meu Deus! — ele uivou, caindo de joelhos.
Eu não parei. Soltando o cabelo, agarrei sua mandíbula com a mão direita, apertando os dedos nos pontos de pressão, forcando a boca aberta. Com a esquerda, desferi três socos rápidos, militares, na boca aberta. Dentes voaram — incisivos perfeitos, caros — pingando no chão de cerâmica como pepitas de porcelana. A boca dele virou um buraco sangrento, desdentado, a gengiva exposta rosa e escarlate.
Ele tentava falar, gorgolejar, o sangue borbulhando na garganta. Eu o joguei de costas na cama, sobre o lençol ainda úmido do sexo dele com minha mulher. Ele tentou se defender, as pernas chutando o ar, mas eu montei nele, sentando-me em seu estômago, sentindo as costelas dele cederem sob meu peso com um estalo seco.
— Você achou que comprava minha mulher — eu grunhi, levantando os punhos. — Você achava que dinheiro compra tudo.
O primeiro soco desceu no olho esquerdo. A órbita cedeu, o osso malar fracturando-se, o globo ocular comprimido, sangue e humor vítreo escorrendo como gema de ovo. Ele gritou, um som gutural, animal. O segundo soco acertou a têmpora, a pele rasgando-se no anel da minha mão, o crânio cedendo com um som surdo, úmido, como melão maduro sendo golpeado.
— Eduardo! Para! Você vai matar ele! — Cida gritou, mas não se moveu da cama. Ela estava paralisada, os olhos fixos, as mãos nos seios, respirando rápido.
— Exatamente — eu respondi, o terceiro soco descendo no maxilar.
A mandíbula se deslocou, pendendo para o lado errado, a pele esticada até rasgar nos cantos da boca. Rodrigo não gritava mais. Ele apenas tremia, convulsionando, o sangue espumando da boca desfigurada, os olhos — um deles fechado, o outro fora da órbita, pendendo no nervo óptico — rolando para trás.
Eu continuei. Método. Profissional. Uma série de socos no pescoço, sentindo a traqueia colapsar sob meus nós dos dedos. Punhadas no esterno, ouvindo as costelas quebrarem uma a uma, "crack crack crack", como degraus sendo destruídos. O esterno cedeu, afundando, perfurando o pulmão. Sangue escorreu dos cantos da boca dele, escuro, arterial, misturado com espuma de ar tentando escapar de um tubo quebrado.
Ele estava morto há trinta segundos, mas eu continuei batendo. A violência tinha se tornado mecânica, sexual, uma extensão do tesão que eu não havia satisfeito. Eu martelava o rosto dele, transformando-o em polpa, em carne moída, em algo irreconhecível. O crânio cedeu finalmente, abrindo-se como melão maduro, o cérebro cinzento e rosa escorrendo para o lençol branco, misturando-se com o esperma seco e o suor.
Quando parei, minhas mãos estavam cobertas até os cotovelos de sangue quente e tecido cerebral. O rosto de Rodrigo não existia mais. Era uma massa informe de ossos quebrados, dentes, sangue e cabelo. O corpo estava inerte, as pernas abertas em ângulo estranho, a calça de seda manchada de urina — ele havia se mijado no final, o cheiro amôniaco misturando-se com o ferro doce do sangue.
Eu respirei ofegante, o peito subindo e descendo. Olhei para Cida. Ela estava encolhida no canto da cama, os joelhos no peito, os olhos brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto — medo absoluto, sim, mas também excitação doentia, o reconhecimento de que ela era propriedade de um monstro, não de um homem.
— Ele... ele está morto — ela sussurrou.
— Está — eu confirmei, levantando-me do cadáver. O corpo fez um som úmido quando meu peso saiu dele.
Eu caminhei até a mão direita dele, ainda agarrada à carteira. Abri os dedos — três deles estavam quebrados, tortos para trás — e peguei o maço de notas. Sete mil reais. Mais o que estava na carteira — talvez mais dois mil. Sangue manchava as pontas das notas, mas o dinheiro ainda era bom.
— Dinheiro é dinheiro — eu disse, contando as notas com dedos ensanguentados, lambendo o sangue que escorria pelo pulso. — E agora ele não vai contar para ninguém que comeu minha mulher.
Eu olhei para o corpo. Era um problema. Mas era um problema manejável. Eu tinha um freezer no depósito. Tinha o mato nos fundos. Tinha concreto e sacos de cimento.
— Vamos limpar isso — eu disse para Cida, estendendo a mão ensanguentada para ela. — Mas primeiro... você viu o que acontece quando alguém toca no que é meu?
Ela assentiu, trêmula, lambendo os lábios.
— Tira essa roupa rasgada — eu ordenei, o pau duro novamente, pulsando contra a calça ensanguentada. — Você vai me limpar. Com a boca. Depois... depois a gente resolve o lixo.
Eu sentei na cadeira, o dinheiro na mesa ao lado, o corpo morto aos meus pés, e abri a calça, puxando meu pau — duro, escuro, coberto de sangue seco que não era meu — para fora.
— Venha — eu disse. — Mostra que você é minha puta de verdade. Que você me pertence mais que essa morte.
Cida veio, rastejando pela cama, sobre o cadáver, os olhos vidrados, a boca aberta, pronta para servir ao dono absoluto do motel, do sexo, da vida e da morte.
O dono do terreno havia cobrado o aluguel. Com juros. E sangue.