Escondida atrás dos muros do anonimato, podemos confessarmos todos os nossos sonhos depravados e pecados cometidos. Confessar, mesmo que para os surdos, ajuda a aliviar o peito e não enlouquecer. Eu precisava contar para alguém.
Sempre Fui apaixonada pelo meu pai. Era mais do que um sentimento de pai e filha, percebi tempos depois. Via ele com outros olhos, em meus pensamentos mais íntimos eu via ele em meus braços, em minha cama. Nos sonhos mais profundos, fazia amor com ele.
Assim que chegou a puberdade e meu corpo de menina se transformava em corpo de mulher, começava a sentir os calores da carne, aqueles sentimentos que nutria intimamente pelo meu pai, assumia formas em meus sonhos. No início acordava confusa, desorientada e cheia de culpa. Os sonhos vinham que nem nuvens no céu.
Desde que minha mãe morreu, eu me sentia na obrigação de cuidar do marido dela. Fazia seu café, suas refeições e passava suas roupas. Até o luto acabar e outras mulheres passarem em sua vida. Umas vinham e iam com a mesma velocidade até chegar em Aline, sua atual mulher. Me consumia um ciúmes forte por ele, me incomodava dividir ele com outras mulheres. Aline veio e ficou. Se casaram mas não tiveram filhos. Ela não podia.
Com a mesma intensidade que vinham os pensamentos quentes e proibidos por ele, vinha meu ciúmes. Lembro da primeira vez que os vi fazendo sexo. Já tinha ouvido sons abafados que fugiam pela porta do quarto deles, mas nunca tinha visto.
Nesta noite eles tinham ido a um restaurante ou algo assim. Fiquei em casa sozinha, já estava na idade dessa confiança, mas sempre com o celular do lado. Meu pai ligava a cada 40 minutos para saber das coisas. Quando eles ligaram essa noite (a terceira vez) eu estava no quarto do casal, em frente a penteadeira de minha mãe, passando um batom roxo em meus lábios. Admirando meu reflexo no espelho. Me curtindo. Me amando, alisando meu corpo em transformação. Nessa idade o espelho se tornou minha melhor amiga. Passava horas e horas me vendo. Ficava olhando meus peitos, com seus biquinhos rosados se destacando em meu corpo magro. Meu quadril com nádegas já volumosas. Percebia já os olhares dos garotos sobre mim. Seus olhares de cobiça. Sempre fui uma linda menina. Cabelos lisos cor caramelo, estilo Chanel. Com uma franjinha sobre a testa. Minha pele branca com meus lábios tingidos de roxo ficavam provocantes. Já tinha noção da minha beleza e começava a entender minha sensualidade. Assim que tive a primeira menstruação, já comecei a sentir aquele fogo louco subir por dentro. Minha primeira masturbação foi aqui nessa mesma cama, sentindo o cheiro da colônia do meu pai, esse cheiro de homem que toma o lugar todo com sua masculinidade. Me sentia seduzida por esses aromas que exalavam dos lençóis, seus perfumes, seu shampoo, seu suor e até o creme de barbear. Me deixava louca. Na época não compreendia por que me deixava assim, mas hoje entendo.
Eu ficava ali deitada, me deixando envolver pelo cheiro dele, sendo tragada ao mundo sensorial e cósmico. Me alisava perdida em sonhos, tocando meus lábios, meus seios, face, toda a extensão de minhas coxas até pousar na virilha. Me tocava deliciosamente, apaixonada pelas sensações. Com um pequeno espelho de mão, admirava minha vagina, toda fechada, com seus pequenos lábios e seu interior rosado, escorrendo filetes de baba, gozava intensamente, me contorcendo toda, mordendo meus lábios.
Na noite que eu os vi fazendo amor, tinha adormecido na cama deles, toda despida. Acordei com o barulho da porta da frente batendo e suas vozes subindo as escadas. Não tinha para onde fugir. Eles estavam quase chegando na porta do quarto, eu seria pega. Pulei para o chão e rolei para debaixo da cama. Eles entraram. Riam risos abafados de embriaguez. Nem repararam na luz do abajur acesa. A porta foi trancada. Deitaram na cama e pude ver pelo reflexo do espelho da penteadeira seus corpos. Suas roupas sendo arremessadas, seus corpos cada vez mais despidos até estarem nus, unidos. Aline gemia docemente, toda perdida no ato, enquanto meu pai a beijava. Primeiro nos lábios, seios e desceu sem cessar os beijos até encontrar sua vagina e ali ficar. Os gemidos chegavam aos meus ouvidos e se afogaram em meu peito cheio de ciúmes. Um turbilhão de sentimentos me atacava, me ferroando feito abelhas africanas. Depois que senti o amargor do ciúmes, senti o prazer de imaginar sendo eu ali, nos braços dele, na cama quente e não aqui no chão gelado. As mãos dela estavam na nuca de meu pai, forçando sua cabeça para baixo, com suas pernas trêmulas e seus gemidos mais intensos, até retrair todo seu corpo e explodir em êxtase. Ele subiu seus lábios até os dela e seu pênis entrar nela. A cama rangia sobre minha cabeça com as estocadas firmes dele até os dois terem seus orgasmos juntos. Após separarem, meu pai pegou um pano e entregou pra ela, que se limpou e ele fez o mesmo, jogando o pano para o chão, caindo perto de mim. Era sua cueca branca, toda amassada. Podia sentir o cheiro que exalava do tecido. O odor começou a fazer parte do meu olfato e paladar, salivando minha boca. Estiquei o braço e meus dedos sentiram a umidade, a viscosidade do líquido. Recuei a mão para perto do corpo, copo se tivesse visto um bicho. Fiquei ali por uns minutos até eles dormirem. Dormiam pesadamente e quando sai debaixo da cama, parei e dei uma bela olhada no homem que dormia ali. Era alto, corpulento com pelos no tórax que descia até a virilha que tinha uma penugem rala de pelos pubianos. Meus olhos pousaram em seu pênis. Era lindo! Com aquela glande circuncidada avermelhada, com um tamanho chamativo. Ele se mexeu na cama e eu fugi para meu quarto.
Deitei na cama e fiquei a olhar para o teto com uma sensação desconhecida, misteriosa e melhor de tudo, excitante. Quando voltei a mim, reparei que estava com a cueca em minha mão. Abri o tecido sobre meus olhos, estava todo cheio de sêmen. O líquido era grosso, com uma cor forte e seu cheiro animalesco. Nunca até aquele dia tinha sentido tal cheiro. Trouxe mais perto do nariz a cueca, fechei os olhos e senti na ponta do nariz o líquido, que ainda não tinha sido absorvido pelo pano. Desci até meus lábios e a lambi até sentir a gosma fazer parte da língua e seu sabor do meu paladar. Ardia em brasa. Gemia com meus dedos tocando meus grandes e pequenos lábios até entrar dentro. Masturbava-me esfregando o pano em minha cara, até que gozei intensamente. Sabe aquela sensação de arrependimento que temos após ter um prazer impuro ou errado, não tive. Não tive arrependimento algum. Pelo contrário, me deliciei com aquilo tudo. Queria mais. Mais e mais. Eu precisava experimentar algo assim de novo. Precisava. Imaginei-me fazendo amor loucamente com aquele homem. Imaginei sendo dele, todo dele, todo dentro de mim. Sonhei e sonhei até adormecer.
Eu era uma menina do ensino fundamental apaixonada pelo próprio pai, fazia de tudo para estar na presença dele. Era bonito, divertido e seu cheiro me deixava louca.
Ele me adorava — adorava como pai e filha, nunca fez algo desrespeitoso comigo.
Mas eu, não sei se movido pelos impulsos da carne ou algum espírito animalesco que se apossou das minhas faculdades mentais, eu fazia de tudo para sentir seu corpo no meu. Adorava sentar em seu colo, ficar abraçada com ele, beijar seu rosto, pescoço e ser beijada.
Eu tinha total noção do que estava fazendo, mesmo com pouca idade. Das vezes que sentava em seu colo sabendo que estava sem cueca, sentindo seu membro apertando em minhas nádegas. Das vezes que assim que minha madrasta saia pela manhã deixando meu pai dormindo, relaxado, às vezes com ereção matinal, eu deitava junto a ele, sentindo o pulsar do membro sobre a pele. Adorava isso.
Os anos foram passando e meus sentimentos por ele só aumentavam. Já no ensino médio, meus furores estavam enfrentando enxurradas de lava quente de prazer não saciada, ansiando por um corpo masculino para ser meu.
Arranjei um namorado, apenas para aliviar um pouco o fogo. Ele me venerava, fazia tudo que eu pedia. Quando ficávamos a sós, fazíamos sexo, mas não me saciava. Era como se todo o prazer fosse sugado por um ralo e se perdesse. Tínhamos bons momentos, quando me chupava e das vezes que me masturbava usando seu pênis, roçando entre os pequenos e grandes lábios e o clitóris até gozar. Dei uma colônia igual que meu pai tinha pra ele e deitávamos de conchinha, juntinhos com seu membro entre minhas coxas e minha virilha. Ficávamos ali até seu sêmen jorrar quente pela minha pele. Ele adorava aquilo. Estando com esse rapaz, eu imaginava meu pai. Gemia o chamando de "papai" quando me chupava. Gozava. Mas faltava algo. Não era aquele orgasmo que treme todo nosso ser deixando a gente tonta e perdida. Não tinha essa mesma potência. Quando mais eu buscava prazer, mais perto eu ficava de meu pai e isso pelo que eu percebia, deixava minha madrasta possessa de ciúmes.
No último ano do ensino médio, minha relação com ela ia de mal a pior. Brigávamos quase todos os dias. Chegou em um ponto que nem sabíamos o por que estávamos discutindo. " Você tem que superar a morte da sua mãe. Eu sei que você amava ela, mas ela não está aqui mais. Tem que aceitar!" Ela disse, sobre lágrimas. Foi a última coisa que disse. Desde então nunca mais nos falamos. Tudo isso aconteceu em uma época que o casal estava enfrentando problemas no relacionamento deles. Meu pai andava nervoso e triste. Pelo que eu descobri, ela não fazia mais amor com ele — não com tanta frequência assim. Parecia que estava perdendo a libido por causa de um medicamento que estava tomando ou meu pai estava perdendo o tesão nela, ou os dois. Percebi que a seca que ele estava sentindo estava cada vez mais intensa e forte. Pobre homem, estava ficando louco, se saciando apenas com masturbação. Quando olhava o cesto de roupas, olhava peça por peça, encontrava muitas vezes panos com sêmen. Aquilo me cortava o coração. Um homem ainda novo, nem tinha chegado aos 40 anos, tendo que passar por isso. Não suportava mais vê-lo assim. Mas tudo isso teve um fim, como tudo na via. Foi quando Aline estava viajando para a casa dos pais. Eu tinha acabado de voltar da escola, por volta das 23h. Entrei em casa e estava mergulhada no silêncio e na escuridão, com apenas uma festa de luz saindo pela porta da cozinha. Fui chamando para ver se tinha alguém. Ninguém me respondeu, achei estranho e fui lá. Deparei com meu pai debruçado sobre os braços na mesa. Ao lado, uma garrafa de uísque pela metade. Meu pai não era de beber, o álcool subia rapidamente ao cérebro dele, por isso evitava beber em festas. Fui até a mesa, chamei e tentei levantá-lo, mas em vão, era muito pesado. Pensei em deixar ele ali mesmo, mas não podia. Molhei a mão com água fria e pousei em sua nuca, reagindo poucos segundos depois. Ergueu a cabeça meio perdido, com olhos fechados, mas não totalmente embriagado. Me chamou de Aline e levantou. Chamei para o quarto e fomos juntos, ele apoiado em mim. Reclamando que era fraco para bebida e perguntando por que eu não estava na casa da minha mãe, dei de ombros, e entramos no quarto. Ele deitou, tirei seus sapatos, resmungou mais algumas coisas e pareceu adormecer, mas quando fui sair, ele segurou-me e pediu pra ficar. " Fica comigo" , disse. Segurou carinhosamente minha mão e pediu de novo. Fiquei a olhar para aquele homem, lindo, viril e sozinho. Não pude deixar o quarto. Não me perdoaria se saísse deixando-o assim. Olhei para a porta e depois para a cama. Deitei ao seu lado, de conchinha, como nos bons tempos de menina. Sentia sua barba em minha nuca, seu hálito quente em meus cabelos e suas mãos grossas e grandes sobre as minhas pequenas mãos. Ficamos juntos, agarrados sentindo o corpo um do outro. Aproveitava cada momento, cada segundo e milésimo de sua presença. Sentia a mulher mais desejada e amada naquele momento, com ele me apertando contra seu corpo, seus músculos me envolvendo. Senti um calafrio subir minha espinha quando suas mãos subiram até meus seios, arregalei os olhos e segurei suas mãos. Senti seus lábios em meu pescoço, beijando-me. Sua pélvis sendo apertada em minhas nádegas, seu membro endurecendo na parte posterior da minha coxa. Senti medo. Ele iria perceber que não era Aline. Ele iria acordar e ter um susto. Susto de estar tocando sua própria filha. Cristo! Mas isso não aconteceu. Os beijos continuaram, os toques ficaram mais quentes, suas mãos já estavam por baixo de meu sutiã, apalpando meus seios, sentia a calcinha molhar, meu corpo flamejar e o prazer me consumir aos poucos. Quando meus seios não eram mais o bastante, ele desceu até seus dedos passarem a calcinha e tocar meu clitóris, já todo molhado e inchado. Quando minha vagina foi sentida, uma força animalesca tomou conta de meu pai, o deixando louco de vontade. Eu não me movia, com medo de o acordar do transe, deixando ser levada para onde ele quisesse. Virou-me de frente, beijando-me toda, alisando todo meu corpo, mamando meus seios e sugando com força, sentia eles machucarem, mas me queimava de tesão aquilo. Tirou seu calção todo desajeitado, logo em seguida puxando minha saia-short junto com a calcinha. Abriu minhas pernas, salivou na mão e passou no membro. Senti a glande bater nos grandes lábios, à procura da entrada, até uma ardência e ele todo dentro de mim. Gritei, cravando as unhas em suas costas, seu corpo corpulento em cima de mim, empurrando tudo para dentro. Gemia com suas estocadas firmes, feito um cão com a cadela. Papai gemia perdido em meu corpo, segurando minha coxa esquerda mais alto e batendo sua pélvis contra a minha com potência. Durou pouco mais de um minuto até os movimentos aumentarem junto com seus gemidos e o jato de sêmen jorrar quente no meu interior. Seu pênis pulsando, suas veias inchadas, alimentando todo meu canal vaginal. Eu estava entrando em erupção, jogando lava para todo meu corpo, todo trêmulo, feito um ônibus descontrolado destruindo tudo. Gritei e relaxei, experimentando toda aquela onda de choque nos nervos, a ponto de explodir — de voar, de deixar o físico e visitar o cósmico. Quando voltei a mim, papai estava desmaiado, com o pênis dentro. Podia sentir a rigidez indo embora e seus fluidos escorrendo para minha coxa e lençol. Olhei para o teto e não vi fogo, não vi as chamas do outro mundo nem demônios voarem pelo cômodo. Nem trombetas soarem ao longe, anunciando o fim do mundo. Nada. Só eu e ele. Apenas o som pesado de sua respiração. Sai com dificuldade debaixo dele. Peguei meu shorts e sai dali. Quando cheguei ao banheiro, podia ver as marcas de seu corpo no meu. Seu sêmen por toda minha virilha e barriga. Hoje quando penso nesse dia, lembro que no momento que me tranquei no banheiro, eu não pensava em nada. Apenas sentia o corpo dele no meu. Lembro que me masturbei com os dedos, usando seu fluido como lubrificante. Tive um orgasmo, o segundo em menos de minutos. Me lavei e deitei. Não dormi. Não sonhei. Não imaginei nada. Só senti. No outro dia, logo de manhã, levantei para tomar café e lá estava meu pai com uma grande xícara de café e um semblante totalmente diferente do que estava antes. Parecia feliz. E eu assustada pensando que ele lembraria de algo. Mas não lembrou. Só reclamou da cabeça que doía. Disse que tinha encontrado ele na cozinha apagado e o levei pro quarto, mas não lembrou. Talvez tenha achado estranho estar todo melado do próprio líquido, mas não devia ser nada, só mais uma ereção matinal.
Minha vida seguiu. A dele seguiu — seguiu sem Aline. Eu me casei. Ele se casou de novo. Toda vez que faço amor com meu marido, lembro de meu pai. Toda vez que olho pro meu filho, lembro de meu pai. De meu amado pai.