Castigo Domestico- Apresentando a namorada

Um conto erótico de Domestico
Categoria: Heterossexual
Contém 1323 palavras
Data: 05/02/2026 08:40:32

Tinha passado a manhã toda a cuidar da casa. A minha tia estava contente, afinal era a primeira vez que ia conhecer uma namorada minha, M. aquela rapariga da universidade de quem eu lhe falava sempre ao telefone durante a semana e com quem partilhava casa durante a semana.

Quando a campainha tocou, eu ainda estava a tirar o casaco no corredor.

— Tia… ela chegou — disse eu, visivelmente nervoso.

A minha namorada sorriu assim que entrou.

— Olá, dona C! Sou a M. Finalmente conheço a famosa Tia .

A minha tia riu-se.

— Nada de “dona”, por favor. Chama-me C. E sê bem-vinda a casa.

Sentaram-se na cozinha, onde a minha Tia acabava de dobrar panos e aventais. Eu fiquei encostado à bancada, a ouvir.

Após apresentações terem sido feitas e alguma conversa acerca da vida e da nossa dinâmica a partilhar a mesma casa

— Tenho de lhe dizer uma coisa — começou a minha namorada, com um sorriso cúmplice.

— O seu sobrinho é o único rapaz que conheci que não faz cara feia quando tem de limpar a cozinha de casa. Cozinha, lava, passa… tudo.

A minha tia cruzou os braços, satisfeita.

— Ainda bem que isso se nota. Cá em casa sempre foi regra: tarefas não têm género. Educar um homem é também ensinar que a casa é responsabilidade de todos.

Tentei interromper, sabendo que o assunto me ia começar a "fugir".

— Tia…

— Não interrompas — disse ela, divertida. — Lembras-te quando dizias que certas coisas “eram coisa de mulher”?

M olhou logo para mim.

— Disseste isso?!

Eu fiquei vermelho.

— Foi… foi há anos.

A minha tia riu.

— Pois foi. E cada comentário desses vinha com um “castigo” educativo: mais tarefas, e sempre devidamente equipado.

Apontando a sorrir para uma bata e um avental pendurados atrás da porta.

— Aquilo era o uniforme oficial do serviço doméstico dele- disse a minha tia.

M. soltou uma gargalhada.

— Estou a imaginar a cena.

— Não tem de imaginar — disse a minha. — Ele ainda sabe onde está tudo.

Eu abanava a cabeça, envergonhado, enquanto as duas riam.

— Resultou — continuou a minha tia — Hoje ele não acha que varrer, lavar ou cozinhar diminui ninguém. Pelo contrário.

M. assentiu, genuinamente impressionada.

—Parabéns mesmo. Dá gosto ver alguém que percebe que educação também é isto.- elogiou M.

A minha tia inclinou-se para a frente, em tom de brincadeira séria.

— E digo-te mais: se algum dia ele se portar mal, já sabes. Avisas-me, e no fim de semana quando vier da universidade… coloco-o de castigo a reforçar a aprendizagem.

M. arregalou os olhos… e depois riu.

Adoro a ideia. Lá em casa já é ele que usava o avental.

— Ó M… — protestei, enquanto as duas trocavam um olhar cúmplice.

A minha levantou-se e pegou na bata.

— Isto não é castigo. É lembrança de que respeito, responsabilidade e colaboração é tua obrigação- disse a minha tia

Passou a bata para M. a brincar.

— Se quiseres, levem para vossa casa. Para garantir que ele não descuida o serviço - disse a minha tia em jeito irónico

M. aceitou, rindo.

— Combinado. Prometo mantê-lo na linha.

Suspirei, rendido.

— Eu só queria vir a casa descansar…

M, fica para almoçar connosco — disse a minha tia. — Assim vês como isto funciona cá em casa.

— Com prazer — respondeu M. — Estou curiosa.

Eu soltei um risinho nervoso.

— Vais arrepender-te…

A minha tia abriu o frigorífico e falou por cima do ombro:

— Põe a mesa- ordenou-me ela

Eu levantei os olhos.

— Agora? Mas eu acabei de chegar… vocês estão aí as duas, assim é mais rápido- disse eu mostrando uma rebeldia já pouco habitual em mim

O silêncio caiu instantaneamente.

A minha tia virou-se devagar.

— Como é que disseste?

M. arregalou os olhos e depois mordeu o lábio para não rir.

— AMOR… — tentou-me avisar M.

— Não, não — interrompeu a minha tia, com calma perigosa. — Repete lá a parte em que achas que duas mulheres na cozinha tornam o trabalho “mais rápido”.

Eu percebi tarde demais.

— Eu… não quis dizer isso, desculpa… era só uma maneira de falar…- tentei-me desculpar de imediato

A minha tia foi até ao armário e tirou de lá uma bata listada e um avental bem conhecido meu.

— Então vamos tratar disso já. Bata e avental. AGORA-ordenou me ela chateada

— Tia! — protestei eu. — À frente da M.?!

— Especialmente à frente da M. — respondeu a minha tia, firme. — Para aprenderes a pensar antes de falares.

M. cruzou os braços, divertida.

— Amor… eu avisei.

Eu levantei-me de devagar, com as orelhas vermelhas, e vesti a bata.

O avental veio logo a seguir. A minha tia ajeitou-me as alças com precisão exagerada.

— Muito bem. Agora estás vestido a rigor para trabalhar — disse ela. — Comentários machistas dão direito a prática imediata.

M. já estava a rir sem parar.

— Isto é incrível. Na universidade ele nunca mais vai dizer nada dessas coisas.

— Espero bem — respondeu a minha — começa por colocar a mesa. Depois lavas a loiça. E enquanto trabalhas, quero silêncio e reflexão.

Peguei nos pratos, evitando olhar para M.

— Isto é humilhante…

— Não é humilhante — corrigiu a minha tia. — É educativo.

M. aproximou-se de mim e falou em tom provocador:

— Se quiseres, posso tirar uma fotografia… para memória futura.

— Nem penses nisso! — disse eu, ainda mais vermelho.

A minha tia riu-se.

— Era boa ideia... ajuda a fixar a lição.

Suspirei, comecei a colocar a mesa e murmurei:

— Nunca mais faço comentários desses.

— Assim é que se fala — disse a minha tia. — Um homem aprende em casa para se comportar bem fora.

M. assentiu, divertida.

— Dona C., acho que ele está muito bem treinado.

— Ainda está em formação — respondeu ela, com um sorriso cúmplice.

No final do almoço, a minha tia e M. Continuaram à mesa na cozinha enquanto eu acabava a loiça, ainda de bata e avental, claramente contrariado.

— Isto faz-me lembrar quando ele tinha uns 17 anos — começou a minha tia, divertida. — Uma vez decidiu que “arrumar o quarto era inútil porque voltava a ficar desarrumado”.

— Não acredito — disse M., rindo. — Ele disse mesmo isso?

— Disse. Resultado: escreveu 100 x “O quarto deve ser arrumado e mantido limpo” depois ficou virado para a parede a pensar na filosofia da coisa.

Eu reclamei:

— Isso já prescreveu…- tentei argumentar para me livrar da vergonha que estava a sentir

— Não prescreveu nada — respondeu ela. — Educação é cumulativa.

M. adorava cada segundo.

— Agora percebo porque ele é tão certinho lá em casa. Sempre que faço a lista de tarefas, ele pergunta se está “aprovada”.

A minha tia riu-se alto.

— Medo saudável. Funciona sempre.

Eu, achando que a conversa estava demasiado focada em mim, aproveitei um momento de distração e tirei a bata e o avental, dando a tarefa por terminada.

— Pronto, já chega disto.

A minha tia virou-se imediatamente.

—… quem te deu autorização?

— Vá lá, Tia…- falei com voz calma prevendo que já tinha feito asneira

Ela levantou-se, aproximou-se de mim e, com dois dedos, agarrou-me pela orelha, dando-me alguns puxões, mais teatrais do que doloridos.

— Regra número um: não se tira a bata sem permissão.

— Ai! — protestou ele, mais por vergonha do que por dor. — À frente da M.?!

M. tapou a boca, a rir.

— Amor, juro que isto é a melhor aula prática de igualdade doméstica que já vi.

Ela aproximou-se de mim e, em tom de brincadeira, fez o mesmo gesto na minha orelha.

— Considera isto um aviso simbólico extra- disse-me ela, prevendo que seria mais usado na "nossa" casa

Fiquei completamente vermelho e com a orelha a arder .

— Vocês combinaram isto, só pode.

— Não — disse a minha tia, retomando o lugar à mesa. — Isto chama-se coerência educativa.

M. assentiu, ainda a rir.

— Se ele algum dia se portar mal lá em casa já sei exactamente o que fazer- disse M. a sorrir e a adorar a situacao

— Dizes-me — respondeu a minha tia. — E no fim de semana podes ficar descansada que não andará na rua com amigos a fazer asneiras, mas em casa de Castigo

Suspirei e voltei a vestir o avental...

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