Ouvi Minha Mãe e Tia Conversando Sobre Meu Pau, Então Dei uma Exibida - PARTE 7

Um conto erótico de Gil
Categoria: Heterossexual
Contém 4209 palavras
Data: 01/02/2026 13:11:39

Voltei pra rotina de São Paulo na segunda de manhã com a sensação de estar flutuando. Não era metáfora. Meu corpo literalmente parecia desconectado do chão, como se o que tinha acontecido no fim de semana em Angra tivesse me transformado em outra coisa. Em outro cara.

A Júlia mandou mensagem no caminho pro trabalho. "Saudade, amor. Quando a gente se vê?"

Olhei pro celular parado no trânsito da Marginal Pinheiros e senti... nada. Não era desprezo. Não era culpa. Era uma estranha sensação de superioridade. Como comparar uma refeição congelada com um banquete caseiro feito com ingredientes selecionados e servido com devoção? Como voltar pro raso depois de mergulhar no fundo do oceano?

Respondi curto: "Hoje à noite? Vai lá em casa."

Cheguei em casa no fim da tarde. Minha mãe estava na sala, lendo um livro, com aquele ar de matriarca que ela sempre teve, mas que agora carregava um peso diferente. Ela levantou os olhos quando entrei.

"Vai trazer a menininha pra cá hoje?" ela perguntou, fechando o livro. O tom era neutro, mas os olhos... ah, os olhos diziam tudo. Eles lembravam o que tinha acontecido. O que eu tinha feito. O que ela tinha permitido e, mais importante, o que ela tinha *gostado*.

"Vou," respondi, soltando a mochila no sofá. "Ela quer me ver."

"Ela quer sua atenção," minha mãe corrigiu, levantando-se e vindo até mim. Ela ajeitou a gola da minha camisa social, um gesto maternal que agora parecia carregado de eletricidade estática. "E você vai dar. Mas vai dar nos seus termos. Lembra do que conversamos no carro?"

"Lembro."

"Homem não pede, filho. Homem pega. Homem lidera. A Júlia é uma menina doce, mas ela precisa de um homem de verdade, não de um moleque inseguro que pede permissão pra tocar nela. Você aprendeu em Angra do que você é capaz. Não desperdice isso."

Ela deu dois tapinhas no meu peito, firmes. "Agora vai tomar um banho. Tira esse cheiro de escritório. Quero você cheiroso quando ela chegar. E depois... depois a gente conversa sobre a próxima aula."

***

Júlia chegou às oito da noite. Estava linda, vestidinho branco, toda perfumada. Me abraçou na porta como se eu tivesse voltado da guerra, e não passado apenas um fim de semana fora "resolvendo coisas da família".

"Nossa, parece que faz meses," ela disse, me beijando.

Retribuí o beijo. Mas foi diferente. Antes, eu beijava tentando agradar, tentando sentir se ela estava gostando. Agora, eu beijei pra tomar. Segurei a nuca dela com firmeza, invadi a boca dela com minha língua, pressionei meu corpo contra o dela até ela recuar um passo, surpresa, mas excitada.

"Uau," ela sussurrou quando soltei. "Que pegada é essa?"

"Sentiu falta?" perguntei, olhando nos olhos dela.

"Muita."

Fomos pro meu quarto. Minha mãe continuou na sala, lendo, a postura impecável. Ela nem olhou pra gente quando passamos, mas eu sabia que ela estava ouvindo. Sabia que ela estava atenta a cada passo, a cada som.

No quarto, não esperei. Não perguntei "posso tirar sua roupa?". Eu tirei. Despi a Júlia com eficiência, sem pressa, mas sem hesitação. Tirei minha roupa. E fodi ela.

Não foi agressivo. Não foi violento. Foi dominante. Foi técnico. Foi a aplicação prática de tudo que minha mãe e minha tia tinham me ensinado, mas filtrado por uma nova confiança arrogante. Eu sabia onde tocar. Eu sabia como ela ia reagir antes mesmo dela reagir. Eu a virei de costas, puxei o cabelo dela, controlei o ritmo.

E ela gozou. Gritou meu nome, arranhou minhas costas, disse que eu tava "diferente", "melhor", "incrível".

Mas quando gozei dentro dela, não senti a explosão mental que senti com minha mãe. Era bom, claro. Era prazer físico. Mas faltava a transgressão. Faltava o peso da autoridade sendo subvertida.

Depois, deitados na cama, ela grudada em mim, percebi que minha mãe tinha razão. A Júlia precisava disso. Ela estava mais carinhosa, mais submissa, mais entregue do que nunca. Mulheres, no fundo, queriam um homem que soubesse o que estava fazendo. E minha mãe estava me transformando nesse homem.

***

Na terça-feira à noite, cheguei em casa e encontrei minha tia na sala com minha mãe. As duas tomando vinho, rindo baixo.

"Olha quem chegou," minha tia disse, os olhos brilhando. "O garanhão de São Paulo."

"Para com isso, Lúcia," minha mãe repreendeu, mas sorrindo. "Deixa o menino."

Sentei na poltrona, de frente pra elas. O clima na sala mudou instantaneamente. Ficou denso. Carregado.

"E aí? Como foi com a Júlia ontem?" minha mãe perguntou, girando a taça de vinho. Não era fofoca. Era relatório de campo.

"Foi bom," respondi. "Fiz o que você falou. Liderei."

"E ela?"

"Adorou. Ficou... diferente depois. Mais mansa."

Minha tia soltou uma gargalhada gostosa. "Viu? Eu falei. Mulher gosta de macho, sobrinho. Não adianta vir com papinho de desconstruído. Na cama, a gente quer é pegada."

"Exatamente," minha mãe concordou, ficando séria. "E é por isso que a gente precisa continuar seu treinamento. Você tá indo bem, filho. Tá virando um homem de verdade. Não esses frescos que tem hoje em dia, que têm medo de mulher, que pedem desculpa por serem homens. Eu quero que meu filho seja um alfa. Alguém que entra numa sala e as mulheres sentem."

Ela se levantou e veio até a janela, olhando pra fora.

"Sabe por que a gente começou isso, filho?" ela perguntou, de costas pra mim.

"Não. Por quê?"

Ela virou. "Porque eu vi você sofrendo. Vi você inseguro, triste, achando que não era bom o suficiente. E eu sou sua mãe. Meu trabalho é te preparar pro mundo. Te dar as ferramentas pra vencer. E no mundo, meu amor, sexo é poder. Confiança é poder. Se você domina isso, você domina tudo."

"E também..." minha tia completou, levantando e vindo até mim, sentando no braço da poltrona, "porque a gente percebeu uma coisa. Você cresceu. Você virou um homem com... atributos genéticos raros. Seria um desperdício deixar isso na mão de meninas inexperientes que não sabem valorizar. A gente quer garantir que você saiba usar o que Deus te deu."

"E pra isso," minha mãe continuou, voltando a sentar no sofá, "você precisa entender uma coisa fundamental: o homem pode tudo. O homem tem necessidades. E a mulher... a mulher que tá com ele tem que entender isso. Tem que respeitar. Tem que servir."

Ela passou a mão no cabelo, ajeitando uma mecha solta.

"Mas..." ela levantou um dedo, autoritária. "Isso não significa que você pode ser um animal descontrolado. Um alfa tem controle. Um alfa tem respeito pela hierarquia. E nessa casa, a hierarquia sou eu."

"Claro, mãe."

"Você pode foder quem você quiser lá fora, filho. Pode ter a Júlia, pode ter as amigas da Júlia se você conseguir, pode ter quem for. Isso é direito seu. É sua natureza. Mas aqui dentro..." ela cruzou as pernas, o vestido subindo um pouco. "Aqui dentro você segue as minhas regras. Porque eu sou sua mãe. E eu sei o que é melhor pra você."

"E o que é melhor pra mim agora?" perguntei, sentindo meu pau endurecer na calça social com aquele discurso paradoxalmente conservador e pervertido.

"Prática," ela disse simples. "Você aprendeu a liderar a Júlia. Agora quero ver se você consegue liderar mulheres de verdade. Mulheres que sabem mais que você. Mulheres que... exigem mais."

Ela olhou pra minha tia.

"Lúcia, ajoelha."

Minha tia, sem hesitar um segundo, desceu do braço da poltrona e se ajoelhou no tapete, entre minhas pernas. Ela olhou pra mim com uma submissão teatral, mas excitante pra caralho.

"Abre o zíper dele," minha mãe ordenou.

Minha tia obedeceu. O som do zíper abrindo foi o único barulho na sala. Ela puxou meu pau pra fora. Ele já estava duro, pulsando.

"Olha pra isso," minha tia sussurrou, admirada. "Tá cada dia mais grosso, mana. Parece que tá crescendo com o uso."

"É genética," minha mãe disse com orgulho. "Agora, filho, presta atenção. Sua tia tá aqui pra te servir. Ela quer te servir. Mas você não vai simplesmente deixar ela fazer o que quer. Você vai dizer como quer. Você vai mandar."

Olhei pra minha tia. Uma mulher de 43 anos, casada, vivida, ajoelhada aos pés do sobrinho de 23. E olhei pra minha mãe, de pé, supervisionando tudo como uma general.

"Chupa a cabeça," ordenei, a voz saindo rouca.

Minha tia sorriu e obedeceu. A boca quente envolveu a glande.

"Não," minha mãe corrigiu. "Não pede. Não fala baixo. Fala com autoridade. Puxa o cabelo dela."

Enrolei a mão no cabelo da minha tia e puxei a cabeça dela pra trás, tirando a boca do meu pau. Ela gemeu, os olhos revirando.

"Eu disse pra chupar a cabeça," falei, mais firme, olhando nos olhos dela. "Devagar. Quero ver sua língua."

"Sim, senhor," minha tia sussurrou, e voltou ao trabalho.

A sensação de poder era inebriante. Ter uma mulher mais velha, da minha família, submissa aos meus comandos, sob a aprovação da minha própria mãe... era uma droga pesada.

Minha mãe assistia a tudo de braços cruzados, analisando.

"Tá vendo, filho? É assim que funciona. Ela gosta porque você tá no comando. Se você ficasse aí parado, tímido, ela ia perder o interesse. Mas você puxou o cabelo, você mandou... e ela molhou a calcinha. Né, Lúcia?"

Minha tia, com a boca cheia, só conseguiu gemer em concordância e balançar a cabeça freneticamente.

"Agora, tira," minha mãe mandou.

Puxei a cabeça da minha tia pra trás de novo. Meu pau saiu da boca dela com um estalo úmido, brilhando de saliva.

"Levanta, Lúcia," minha mãe disse.

Minha tia levantou, limpando o canto da boca, com um sorriso devasso.

"E eu, mãe?" perguntei, o pau latejando, querendo mais.

"Você?" ela sorriu. "Você foi bem. Mas controle, lembra? Um alfa não goza só porque uma mulher chupou ele um pouquinho. Você aguenta mais. Guarda isso. Guarda essa energia."

"Mas tá doendo..."

"Dor é fraqueza saindo do corpo," ela disse, citando sabe-se lá quem, mas na boca dela parecia um mandamento bíblico. "Vai pro banho gelado. Esfria a cabeça. Semana que vem a gente avança."

Ela se inclinou e me deu um beijo na bochecha. "Tô orgulhosa de você, meu amor. Você tá virando um homem perigoso."

Saí da sala com o pau na mão, literalmente, ouvindo as duas rirem baixo atrás de mim. E, estranhamente, a frustração não era ruim. Era combustível. Eu queria ser esse homem perigoso que ela falava. Eu queria ser o alfa que ela estava esculpindo.

***

A semana passou arrastada. No trabalho, eu estava mais focado, mais agressivo nas negociações. Meu chefe elogiou minha postura. "Tá com sangue nos olhos, garoto. Gostei de ver." Se ele soubesse de onde vinha esse sangue...

Com a Júlia, a dinâmica se consolidou. Eu mandava, ela obedecia. "Vem aqui." "Vira." "Não fala nada." E ela parecia cada vez mais apaixonada. Era bizarro como a teoria da minha mãe funcionava na prática. O mundo, aparentemente, recompensava os homens que tomavam o que queriam.

Sábado chegou. Minha mãe disse que íamos ficar em casa mesmo. "Angra é bom, mas a gente tem tudo o que precisa aqui. E privacidade é estado de espírito."

À tarde, minha tia chegou. Tio Marcos estava viajando a trabalho (de novo, ou talvez fosse mentira delas, eu nem me importava mais).

"Reunião de família," minha mãe anunciou, fechando as cortinas da sala, deixando o ambiente numa penumbra fresca.

"Qual a lição de hoje?" perguntei, já sem camisa, o corpo relaxado no sofá.

"Hoje vamos falar sobre a ordem natural das coisas," minha mãe disse, caminhando até mim com uma taça de vinho na mão. O olhar dela não era mais de teste, era de entrega. "Você aprendeu a mandar na Júlia. Aprendeu a controlar seus impulsos. Agora, você precisa aprender a possuir."

"Possuir quem?"

"Sua família," minha tia respondeu, vindo de trás do sofá e passando as unhas nas minhas costas. "A gente tá cansada de homens frouxos, sobrinho. A gente tá cansada de ter que liderar. Aqui fora, no mundo, a gente é moderna, a gente trabalha, a gente manda. Mas aqui dentro..."

"Aqui dentro," minha mãe completou, parando na minha frente e deixando o roupão de seda deslizar pelos ombros até o chão, revelando que estava nua, "aqui dentro a gente quer ser fêmea. E fêmea precisa de um macho pra colocar ela no lugar."

A visão da minha mãe nua, assumindo aquela postura de submissão voluntária, fez meu sangue ferver. Não era humilhação pra ela. Era poder pra mim. Ela estava me dando o cetro.

"O que vocês querem que eu faça?" perguntei, a voz grossa.

"Não pergunta," minha tia sussurrou, ajoelhando-se ao lado do sofá e começando a tirar minha bermuda com pressa, quase rasgando o tecido. "Usa. A gente é sua propriedade hoje. Faz o que você quiser."

Quando meu pau saltou pra fora, minha tia não esperou. Ela não provocou. Ela atacou. Começou a chupar com uma voracidade que eu nunca tinha visto, nem nela, nem na Júlia. Era desesperado. Era adoração.

Minha mãe subiu no sofá. Ela não sentou no meu colo. Ela ficou de quatro. Ali, na sala de estar, minha mãe empinou a bunda na minha direção, olhando pra trás por cima do ombro.

"Vem, filho," ela chamou. "Vem tomar o que é seu. Esquece essa merda de 'segurar'. Hoje eu quero que você me encha. Eu quero sentir você dono dessa casa."

Empurrei a cabeça da minha tia pra longe – ela reclamou com um gemido de protesto, mas obedeceu – e agarrei minha mãe pelos quadris.

Não teve preliminar. Não teve carinho.

Eu entrei nela com força, num golpe único. Ela gritou, mas não de dor. De alívio.

"Isso! Assim! Mete como se você fosse o dono!"

E eu meti. A cada estocada, eu sentia que estava reescrevendo meu DNA. Eu não era mais o filho bonzinho. Eu era o patriarca daquela matilha pervertida. Minha mão desceu e estalou na bunda dela. *Plaft!* A pele ficou vermelha na hora.

"Mais forte!" ela implorou. "Bate! Mostra quem manda!"

Enquanto eu fodia minha mãe, minha tia se arrastava pelo chão, beijando meus pés, subindo pelas minhas pernas, implorando por atenção.

"Deixa eu participar, meu senhor... por favor... deixa eu chupar enquanto você fode ela..." minha tia gania como uma cadela no cio.

"Chupa," ordenei, sem parar de meter na minha mãe. "Chupa as bolas."

Ela mergulhou entre minhas pernas, a língua trabalhando freneticamente no meu saco, enquanto eu segurava o cabelo da minha mãe e a puxava pra trás, expondo o pescoço dela.

"De quem é essa buceta, mãe?" rosnei no ouvido dela.

"Sua! É sua, meu filho! É toda sua!"

A resposta dela foi o gatilho. A submissão total da mulher que me deu a vida, da mulher que sempre mandou em tudo, agora entregue, aberta, implorando pra ser usada...

Eu gozei. Gozei com uma violência que assustou até a mim mesmo. Jatos intermináveis de porra quente inundando o útero dela, marcando território, assinando a propriedade.

Minha mãe contraía em volta de mim, ordenhando cada gota, gemendo meu nome como se fosse uma oração profana. Minha tia, sentindo os espasmos, lambia meu períneo, bebendo do nosso prazer.

Quando terminei, não saí de dentro dela. Fiquei ali, pesado, suado, respirando nas costas dela.

"É isso..." minha mãe sussurrou, a voz trêmula, caindo de bruços no sofá, exausta e feliz. "É isso que é um homem."

Saí de dentro dela devagar. Minha tia imediatamente correu pra limpar meu pau com a boca, engolindo os restos de sêmen e fluidos da irmã como se fosse néctar.

"Obrigada, meu senhor," minha tia disse, olhando pra mim com olhos de devoção absoluta. "Obrigada por cuidar da gente."

Sentei no sofá, as pernas abertas, enquanto elas se ajeitavam aos meus pés, duas leoas amansadas.

Foi aí que minha tia soltou a bomba. Ela acendeu um cigarro (algo que minha mãe odiava, mas que hoje permitiu), deu uma tragada longa e soltou a fumaça pro teto.

"Sabe o Marcos?" ela perguntou, o tom de voz mudando de submisso pra algo... desdenhoso.

"O tio? O que tem ele?"

"Ele não viajou," ela riu, seca. "Ele tá em casa. Sozinho. Batendo punheta."

"Como é que é?"

Minha mãe se ajeitou no meu ombro, rindo também. "Conta pra ele, Lúcia. Conta a verdade sobre o 'homem' da sua casa."

"O Marcos..." minha tia olhou pro meu pau mole, depois pros meus olhos. "O Marcos é um frouxo, sobrinho. Um 'corninho', como dizem por aí. Ele sabe que eu tô aqui. Ele sabe o que eu vim fazer. Ele paga minhas roupas, meus jantares, minhas massagens... tudo pra compensar o fato de que ele não consegue me foder direito. Ele não tem pegada. Ele é... servil."

A revelação caiu como uma peça final do quebra-cabeça.

"Ele gosta de saber que eu sou comida por machos de verdade," ela continuou, passando a mão na própria coxa. "Ele fica excitado imaginando. Mas ele nunca, *nunca* vai ter o que você tem. Ele nasceu pra assistir e pagar. Você nasceu pra comer e mandar."

"É a natureza, filho," minha mãe disse, acariciando meu peito. "Existem os machos que servem, como seu tio. Eles são úteis. Eles pagam as contas, dão mimos. E existem os machos que reinam, como você. Você pega o que quer. As mulheres sentem o cheiro."

"Então..." comecei a entender onde aquilo ia dar.

"Então," minha mãe sorriu, aquele sorriso perigoso de novo. "A gente teve uma ideia. Domingo que vem. Um almoço em família. Aqui."

"Quem vem?"

"Todo mundo," minha tia disse, os olhos brilhando de malícia. "Eu, sua mãe, você... a Júlia... e o titio Marcos."

"O tio Marcos?"

"Ele vai adorar," minha tia garantiu. "Ele vai sentar na ponta da mesa, quietinho, pagando a conta do churrasco e das bebidas caras. E ele vai ver. Vai ver a esposa dele e a cunhada dele olhando pro sobrinho com aquela cara de 'fui bem comida'. Ele vai sentir o cheiro de sexo na gente. E ele vai ter que ficar lá, sorrindo, sabendo que o sobrinho alfa dele tá cuidando das vadias da família enquanto ele só serve pra assinar o cheque."

"E a Júlia?" perguntei.

"A Júlia vai aprender o lugar dela," minha mãe decretou. "Ela vai ver como mulheres de verdade tratam seu homem. Ela vai ver a gente te servindo o melhor pedaço de carne, enchendo seu copo. E se ela for esperta... ela vai entrar na linha. E se o Marcos for bonzinho..."

Minha mãe olhou pra minha tia, cúmplice.

"...quem sabe a gente não deixa ele ouvir atrás da porta enquanto você fode a Júlia e a gente no quarto de hóspedes depois da sobremesa?"

A proposta era insana. Degradante. Perfeita.

O tio corno financiando o banquete. As mulheres da família submissas ao novo patriarca. A namoradinha sendo iniciada na ordem natural.

Olhei para as duas mulheres aos meus pés. Minha mãe e minha tia. Minhas propriedades.

"Marquem o almoço," ordenei, recostando a cabeça no sofá. "E avisem pro Marcos comprar picanha importada. O alfa aqui precisa de proteína."

"Exatamente," minha tia confirmou, tragando o cigarro com um prazer quase obsceno, os olhos semicerrados enquanto soltava a fumaça. Ela se ajeitou no tapete, apoiando as costas nas pernas da minha mãe, que acariciava os cabelos dela como se fosse um animal de estimação favorito.

"E não me olha com essa cara de quem tá com pena do tio, ela continuou, rindo rouco. "O Marcos é um amor. De verdade. Ele é gente finíssima, um doce de pessoa. Ele me trata como uma rainha, me dá tudo o que eu peço, nunca levantou a voz pra mim em vinte anos de casamento."

Ela fez uma pausa, olhando para a ponta acesa do cigarro.

"Mas é justamente isso. Ele é bonzinho *demais*. Ele não tem esse fogo que você tem. Ele não tem essa... urgência. O Marcos gosta de ser corno, sobrinho. Ele precisa disso. Ele sente prazer em saber que a mulher dele, a 'deusa' dele, tá sendo usada por um macho superior. Isso excita ele mais do que qualquer coisa que ele tente fazer sozinho."

"É a natureza, meu filho," minha mãe interveio, a voz suave, didática, enquanto passava a mão pelo meu peitoral suado. "O mundo lá fora tenta mentir pra gente. Tenta dizer que todo mundo é igual, que homem tem que ser sensível, que tem que pedir licença, discutir a relação... uma frescura sem fim. Criaram uma geração de 'homens' frouxos, esses viadinhos emocionais que têm medo de pegar na mulher com vontade, com medo de ofender."

"Deus me livre," minha tia bufou, com nojo genuíno. "Você sai pra jantar com esses caras de hoje e eles perguntam 'posso te beijar?'. Broxante. A mulher, seja ela casada, solteira, santa ou puta... no fundo, lá no instinto, a gente quer o macho raiz. Aquele que não pergunta. Aquele que sabe que a gente quer pica e entrega pica."

Ela se virou e segurou meu tornozelo, apertando com força.

"E é aí que entra a divisão do trabalho, sobrinho. Cada um tem sua função no ecossistema, entende? O Marcos, e os milhares de cornos mansos por aí... a função deles é importante. Eles dão o dinheiro. Dão o conforto. Pagam o meu carro, as minhas joias, o jantar caro de domingo. Eles dão o carinho, o ombro amigo. Eles mantêm a estrutura."

"E a minha função?" perguntei, sentindo meu ego inflar a níveis estratosféricos.

"A sua?" minha tia sorriu, maliciosa. "A sua função, e a função dos alfas como você, é dar o pau. É dar o que o dinheiro do Marcos não compra. É pegar a mulher casada, entediada e carente de macho, e foder ela até ela esquecer o próprio nome. É destruir a gente na cama pra gente poder voltar pra casa calminha e feliz pro marido corno."

"É um serviço social, praticamente," minha mãe riu, beijando meu ombro. "Você acha que o casamento da sua tia duraria tanto se ela não tivesse válvulas de escape? O Marcos sabe. No fundo, ele agradece. Ele sabe que quando a Lúcia chega em casa com o cabelo bagunçado e andando meio torto, ela tá feliz. E se ela tá feliz, a vida dele é fácil."

Minha tia apagou o cigarro no cinzeiro e voltou a engatinhar até ficar entre as minhas pernas de novo.

"Por isso o almoço de domingo vai ser tão perfeito," ela sussurrou, acariciando a parte interna da minha coxa, fazendo meu pau dar um sinal de vida novamente. "O Marcos vai estar lá, servindo a picanha que ele pagou caro, todo orgulhoso de reunir a família. E ele vai ver. Ele vai ver o jeito que eu olho pra você. O jeito que sua mãe te serve. O jeito que a gente fica mansa perto de você."

"Ele vai ficar duro na mesa," minha mãe garantiu. "Vai ficar se coçando pra bater uma punheta no banheiro pensando no sobrinho 'dotado' comendo a esposa dele."

"E você," minha tia olhou fundo nos meus olhos, "você não vai ter pena. Você vai tratar a gente como suas vadias na frente dele. Sutileza, claro, mas com aquela arrogância que ele não tem. Você vai comer a carne que ele cortou, beber a cerveja que ele comprou, e depois vai levar a gente pro quarto e fazer o serviço que ele não consegue."

"E a Júlia?" voltei a repetir, preocupado.

"A Júlia vai entender que ela tirou a sorte grande," minha mãe disse. "Ou ela entende que tem um macho de verdade nas mãos e aceita a hierarquia – onde ela é a namorada oficial, mas a gente é a prioridade da carne – ou ela vai rodar. Porque mulher pra homem como você não falta, filho. O que falta no mercado é homem como você pra gente."

A lógica delas era distorcida, perversa e... fazia todo o sentido do mundo pra mim naquele momento. Eu não era um traidor. Eu não era um canalha. Eu era o equilíbrio. Eu era o provedor de prazer, enquanto o tio Marcos era o provedor de recursos.

"Então tá combinado," falei, sentindo o poder daquela nova identidade se assentar sobre meus ombros como um manto real. "Domingo tem churrasco. E o tio Marcos paga a conta."

"E você dá a linguiça," minha tia riu, lambendo os lábios.

Minha mãe se levantou, majestosa em sua nudez, e estendeu a mão para mim.

"Agora vem. O alfa trabalhou muito, mas o treinamento de resistência acabou por hoje. Agora a gente vai pro meu quarto. As duas. E a gente vai te mostrar exatamente como mulheres gratas tratam o homem que resolve o problema delas."

Levantei, segurei a mão da minha mãe e a nuca da minha tia.

"Vamos," ordenei. "E capricha, Lúcia. Porque domingo eu vou estar ocupado fazendo o trabalho que seu marido não faz."

Elas riram, excitadas, e me seguiram pelo corredor. O mundo podia estar cheio de homens fracos e politicamente corretos, mas ali, naquela casa, a natureza selvagem tinha vencido. E eu era o rei da selva.

Elas riram, felizes, e voltaram a me beijar. O mundo lá fora podia estar perdido, cheio de homens fracos e confusos. Mas ali, naquela sala, a ordem tinha sido restaurada. E eu estava no topo da cadeia alimentar.

***

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Comentários

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Importante: a parte 8 será a última dessa série! Rs

Comenta aí pessoal! Um abraço!

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