PERDIDAMENTE APAIXONADO PELA BUCETA FEIA DE MARIANA

Um conto erótico de Rico Belmontã
Categoria: Heterossexual
Contém 922 palavras
Data: 04/02/2026 16:43:06

Heitor nunca permitia se apegar a ninguém. Gostava da pele macia, dos contornos previsíveis, das curvas que cabiam perfeitamente na palma da mão ou na fantasia de catálogo. Mulheres eram colecionáveis — belas na medida exata em que se encaixavam no padrão que ele já havia aprovado em silêncio.

Mariana surgiu como um ruído quase inaudível no escritório. Saia lápis desbotada, blusa sem graça, olhar que pedia permissão para ocupar espaço. Durante semanas ele nem registrou o nome dela. Era apenas um corpo neutro que passava pelo corredor.

A aproximação começou com café frio na copa e acabou em horas extras que viraram pretexto. As conversas cresceram devagar, como planta que ninguém rega, mas que insiste em brotar. Quando ele murmurou “um drinque pra relaxar?”, ela aceitou com um suspiro resignado, como quem já sabia o final da história.

No apartamento dele, com a luz baixa, ela se despiu com gestos hesitantes, cobrindo os seios pequenos, depois a barriga macia, depois — principalmente — a virilha. Quando a calcinha preta caiu, Heitor prendeu o ar.

Não era uma vulva comum, daquelas lisinhas, simétricas, de filme pornô.

Os pequenos lábios desciam longos, grossos, escuros nas bordas como se tivessem sido esticados por anos de desejo reprimido. Pendiam pesadas, úmidas, acetinadas, quase obscenas de tão abundantes. Os grandes lábios formavam um labirinto de formato estranho, dobras sobre dobras, franzidas aqui, lisas ali, a fenda da vulva era torta como um “S”, abrindo e fechando ao ritmo da respiração dela. O clitóris despontava grande, cartilaginoso, quase agressivo, no centro daquela bagunça gloriosa de carne excessiva.

Mariana virou o rosto, voz tremendo de vergonha antiga:

— Eu sei… é horrível. Feia. Sempre foi. Por isso quase ninguém me chama pra sair uma segunda vez.

Heitor não disse nada.

Ajoelhou-se devagar, reverente.

Encostou os lábios na borda mais externa e sentiu o cheiro subir quente, forte, animal — um cheiro de xoxota viva, molhada de vergonha e de tesão contido. Abriu as grandes ninfas com os polegares, devagar, como quem desembrulha um presente proibido. A carne cedeu, quente, escorregadia. Ele lambeu a primeira prega com a ponta da língua, educado, quase poético. Depois mergulhou inteiro.

A língua deslizou pelas dobras irregulares, explorando cada vinco, cada irregularidade. O sabor era salgado, ácido, denso — gosto de buceta de verdade, sem filtro, sem perfume íntimo, sem mentira. Ele chupou o clitóris inchado com devoção, depois com fome, depois com desespero sujo. Enfiou a língua no meio das pequenas ninfas franzidas, sentindo-as se contraírem contra sua boca. Esfregou o rosto inteiro ali — nariz, queixo, bochechas —, lambuzando-se de baba e de mel dela, era quase uma skincare. Gozou sem encostar no pau, só pulsando dentro da calça enquanto murmurava contra a carne:

— Caralho… que xavasca perfeita… que porra de buceta linda e torta…

A partir daquela noite, as outras mulheres perderam o brilho.

As bucetas lisinhas, rosadas, depiladas, “perfeitinhas demais” — agora pareciam coisas de virjão, sem graça, sem alma. Ele precisava daquela desordem. Precisava daquela carne farta, escura nas bordas, pendurada, molhada antes mesmo de ser tocada.

Mariana, que durante décadas se encolhia no chuveiro para não ver o próprio reflexo, de repente virou altar.

Heitor não queria foder. Queria adorar. Pedia que ela ficasse empinada de quatro na cama, pernas bem abertas, luz forte batendo direto na xota. Ficava minutos só olhando, sussurrando:

— Olha como essas cortinas de carne tremem quando você respira…a buceta abre sozinha.. olha como o grelo pulsa… porra, que tesão…

Tirava fotos em close extremo. Desenhava com lápis de cor, tentando capturar o tom arroxeado das bordas, o rosa escuro das dobras internas. Às vezes falava direto com a buceta dela, em voz baixa, como se fosse uma entidade à parte:

— Você é minha… só minha… ninguém mais entende você como eu.

O tesão virou mania. A mania virou necessidade doentia.

Ele passava horas com o rosto enterrado entre as coxas dela, lambendo devagar, depois rápido, depois devagar de novo. Chupava os pequenos lábios como se fossem frutas maduras, sugando, mordiscando de leve, deixando marcas vermelhas. Gozava no chão, nas coxas dela, no lençol — nunca dentro. Penetrar parecia profanação, agressão. O que importava era a superfície: a textura, o cheiro, o peso, o excesso.

Um dia, já no oitavo mês, ela perguntou enquanto ele ainda lambia devagar, rosto colado na carne encharcada:

— Se eu tirasse isso… se eu cortasse tudo fora… você ainda ia querer alguma coisa de mim?

Ele ergueu o rosto devagar. Boca brilhando, olhos vazios.

— Não sei. — Pausa. — Acho que não sobraria porra nenhuma.

Mariana sentiu o peito afundar. Não era raiva. Era lucidez cortante.

Naquela noite ela não dormiu. Ficou olhando o teto enquanto ele roncava, celular ainda aberto na última foto: um close tão íntimo que a vulva parecia uma paisagem lunar — úmida, irregular, perfeita na sua imperfeição.

De manhã, enquanto ele tomava banho, ela vestiu a roupa em silêncio. Deixou um bilhete na mesa:

“Você achou o que queria.

Eu ainda tô tentando achar o que sobrou de mim.”

Saiu sem barulho.

Heitor leu. Depois abriu a galeria. Passou os dedos nas fotos. Abriu uma, ampliou. Tentou se masturbar olhando as dobras familiares, o clitóris carnudo, os pequenos lábios pendurados.

Não conseguiu gozar.

Faltava o cheiro azedo-doce. Faltava o calor vivo pulsando contra a boca. Faltava o gemido envergonhado dela quando ele dizia “que buceta gostosa, caralho”. Faltava tudo.

Ele ficou olhando a tela preta até o aparelho desligar sozinho.

E o silêncio que ficou dentro dele não tinha nome.

Era só um vazio do tamanho exato daquela xoxota que ninguém mais conseguiria preencher.

Fim.

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