Os dias seguintes foram estranhos e elétricos ao mesmo tempo.
A gente não falou muito sobre aquilo no sábado. Tomamos café da manhã tarde, ela de roupão, eu de cueca, os dois com olheiras de quem dormiu pouco e fodeu muito na cabeça depois que a luz apagou. De vez em quando nossos olhares se cruzavam e havia um sorriso torto, meio cúmplice, meio envergonhado. Mas nenhum dos dois puxava o assunto. Era como se falar alto pudesse quebrar o encanto — ou pior, transformar tudo em vergonha.
Na segunda à noite, enquanto eu lavava a louça e ela secava os pratos encostada na pia, Marina quebrou o silêncio.
“Você pensou nisso o dia inteiro hoje, né?”
Eu ri baixo, sem olhar pra ela.
“Pensei no quê exatamente?”
Ela se aproximou por trás, colou o corpo no meu, queixo no meu ombro.
“Na cara que eu fiz quando gozei nele. No barulho que minha buceta fez quando ele metia fundo. No jeito que a porra dele escorreu quando você veio lamber.”
Minha mão parou debaixo da água. O pau deu um pulo imediato dentro da calça de moletom.
“Você tá tentando me matar do coração, Marina?”
Ela riu contra meu pescoço, mordeu de leve.
“Não. Tô tentando ver quanto tempo você aguenta antes de pedir de novo.”
Naquela mesma noite a gente transou como se fosse a primeira vez depois de meses separados. Selvagem, suado, quase com raiva. Eu a comi de quatro, puxando o cabelo, batendo na bunda, chamando de puta enquanto ela gemia “sim, isso, me chama assim”. Quando eu gozei dentro dela, ela virou o rosto e falou com voz rouca:
“Imagina se fosse a porra dele de novo… você lambendo tudo misturado com a sua…”
Passaram duas semanas. A gente voltou a conversar sobre Daniel como quem fala do tempo — casualmente, mas com segundas intenções. “Será que ele topa de novo?”, “Acha que ele sentiu minha buceta diferente da dele?”, “Você reparou que ele ficou mais grosso quando eu pedi pra gozar dentro?”.
Até que numa quinta-feira chuvosa Marina chegou do trabalho com os olhos brilhando de um jeito que eu já conhecia. Jogou a bolsa no sofá, tirou os sapatos e falou sem rodeios:
“Mandei mensagem pra ele hoje.”
Meu estômago virou.
“E?”
“Ele respondeu em menos de dois minutos. Disse que tá livre sábado à noite… e perguntou se ‘o combinado continua o mesmo’.”
Ela se aproximou, sentou no meu colo de frente, pernas abertas em volta da minha cintura.
“Eu respondi que sim. Mas adicionei uma coisa.”
“Que coisa?”
“Que dessa vez você pode se aproximar mais. Pode tocar. Pode mandar. Só não pode meter antes dele terminar.”
Eu senti o calor da buceta dela através da calça social fina que ela ainda usava. Ela estava molhada só de falar nisso.
“Você quer que eu mande ele te foder de um jeito específico?”
“Quero que você diga exatamente como quer me ver sendo usada. Quero ouvir você pedindo pra ele me abrir mais, me fazer gritar, me encher de porra enquanto você assiste de perto… e depois quero você me limpando com a língua enquanto ainda tô gozando dos espasmos.”
Eu a beijei com força, quase mordendo. Ela riu contra minha boca.
“Então sábado”, ela sussurrou. “Mas dessa vez sem camisola. Quero ficar completamente nua pra vocês dois. Quero que vocês vejam cada pedacinho de mim sendo fodido.”
Sábado chegou rápido demais.
Dessa vez a iluminação era um pouco mais forte — abajur de luz âmbar ao lado da cama. Marina estava nua desde o banho, pele ainda quente e cheirando a sabonete de baunilha. Ela se deitou de bruços no meio da cama, bunda empinada, pernas ligeiramente abertas, esperando.
Quando Daniel chegou, o clima já estava denso. Ele me cumprimentou com um aceno de cabeça, tirou a camisa devagar, mostrando o peito largo e definido que eu tinha tentado não reparar da outra vez.
Marina olhou pra mim, depois pra ele.
“Amor… diz pra ele o que você quer ver primeiro.”
Eu engoli seco. A voz saiu mais rouca do que eu esperava.
“Quero ver você de quatro de novo… mas dessa vez quero que ele entre devagar, bem devagar, pra eu ver cada centímetro desaparecendo dentro de você. E quero ficar perto. Quero ver de perto.”
Daniel sorriu de lado, tirou o resto da roupa. O pau já estava semi-duro, pesado, balançando enquanto ele se aproximava.
Marina se posicionou, joelhos e cotovelos na cama, bunda alta. Eu me sentei na beira do colchão, a menos de meio metro deles. Perto o suficiente pra sentir o calor dos corpos.
Ele segurou a base do pau, esfregou a cabeça na entrada molhada dela várias vezes. Marina soltou um gemidinho ansioso.
“Pede”, ele repetiu, igual da outra vez.
Ela olhou direto pra mim, olhos brilhando.
“Me abre devagar, Daniel… quero que meu marido veja minha buceta se abrindo toda pra você.”
Ele empurrou. A cabeça entrou. Depois mais um pedaço. Eu via os lábios dela se esticando, rosados e brilhantes, abraçando a grossura dele. Marina respirava pela boca, sobrancelhas franzidas de prazer e esforço.
“Vai… devagar… deixa ele ver…”
Centímetro por centímetro até encostar tudo. Quando os ovos dele tocaram a pele dela, Marina deixou escapar um “aaahhh foda-se…” longo e trêmulo.
Eu estendi a mão, toquei de leve a nádega dela, sentindo a pele arrepiada.
“Agora fode ela com força”, falei, voz baixa. “Quero ouvir ela gemer alto. Quero ver ela tremer.”
E ele fodeu.
Estocadas longas e brutas. O som da carne batendo, o barulho molhado, os gemidos dela subindo de tom. Em certo momento ela virou o rosto pra mim, boca aberta, baba escorrendo no canto.
“Amor… tá vendo como ele me arromba? Tá vendo como eu fico molhada pra ele?”
Eu assenti, pau latejando dentro da cueca.
“Pede pra ele gozar dentro de novo”, falei.
Ela riu entre gemidos.
“Daniel… goza dentro de mim… enche minha buceta… quero ficar pingando pra meu marido lamber depois…”
Ele acelerou, grunhiu, segurou os quadris dela com força e gozou. Pulsos visíveis, corpo travado contra o dela. Marina gozou junto, gritando meu nome misturado com o dele, corpo convulsionando.
Quando ele saiu, a porra escorreu grosso, branco, caindo em fios no lençol. Eu não esperei nem um segundo. Deitei de costas embaixo dela, puxei os quadris dela pra baixo até a buceta ficar exatamente na minha boca.
“Lambuza minha cara, amor… deixa tudo escorrer pra mim…”
Ela rebolou devagar, esfregando a buceta melíflua e cheia no meu rosto, na minha língua, no meu nariz. O gosto era ainda mais forte dessa vez — salgado, quente, misturado com o mel dela e o cheiro de sexo cru.
Enquanto eu chupava, lambia, sugava, Marina se inclinou pra frente, pegou meu pau duro e começou a me masturbar devagar.
“Goza na minha boca enquanto lambe a porra dele de mim…”
Eu não aguentei mais que uns segundos. Gozei forte, gemendo contra a buceta dela, sentindo os espasmos dela na minha língua ao mesmo tempo.
Depois ficamos ali, os três respirando pesado, corpos moles, cheiro de sexo impregnado no ar.
Daniel se vestiu, deu um “valeu” curto e saiu.
Marina desceu do meu rosto, deitou do meu lado, passou o dedo nos meus lábios melados e levou à própria boca.
“Você gostou de mandar dessa vez?”
Eu sorri, ainda ofegante.
“Gostei.”
Ela se aninhou no meu peito.
“Então na próxima… quem sabe a gente não convida ele pra ficar a noite toda?”
Eu fechei os olhos, imaginando.
E soube que a loucura estava só começando.