Era uma tarde naquele bairro. Não tão silenciosa, por causa dos barulhos vindos do quarto, de onde se podia ouvir o som da guitarra até a esquina.
De repente, a porta se abriu num baque, e uma enorme fumaça saiu para fora do quarto. Tentaram esconder os cigarros às pressas.
— Abaixa o volume dessa guitarra, tá fazendo barulho demais… Meu Deus, que fumaça é essa? Tá tendo um incêndio aí dentro? Não acredito, Bernardo, que tu tá fumando maconha de novo.
— Quem disse que é maconha?
— O cheiro diz tudo. E também, vocês esconderam o cigarro como se estivessem escondendo algo proibido. Deu sorte de ser eu. Se fosse a mamãe te pegando no flagra, tu ia levar uma surra.
— Sou grande demais pra levar surra. Sou adulto, faço o que eu quiser.
— Então devia arrumar um emprego e parar de ser vagabundo.
— Olha quem fala. Tu tem vinte e cinco anos e ainda mora aqui. Devia ter vergonha, nessa idade, ainda solteira, sem filho. Nenhum homem te quer. Daqui a pouco vai ficar pra tia.
De repente, os amigos de Bernardo se manifestaram.
— Peraí, cara, também não é assim, né. Tua irmã não é de jogar fora. Ela ainda dá um caldo.
— Viu, Bernardo? Tem gente que ainda me acha gostosa. Diferente de você, que é tão feio que as meninas só vão dar pra você se for por pena.
— Não se preocupa, minha irmã. Eu não fico com qualquer uma. E, de qualquer jeito, se eu não casar e não tiver filhos, eu contrato uma prostituta pra me satisfazer sexualmente. E você? Daqui a dez anos, se não tiver marido nem filho, vai fazer o quê? Vai pagar um garoto de programa pra te satisfazer?
Ela deu uma risada.
— Não se preocupa, meu irmãozinho. Se daqui a dez anos eu não virar uma dona de casa, recatada e do lar, eu viro uma prostituta!
Ela se aproximou, pegou o cigarro que eles tinham escondido, acendeu e começou a fumar. Depois sentou na cama, já meio chapada.
— O que foi? Você não diz nada pra mamãe e eu também não digo. Assim todo mundo sai ganhando — disse ela, dando outra tragada naquele cigarrinho.
— Caralho… por que tu não disse que sua irmã é gostosa? Será que eu tenho chance?
— Você tem chance é de levar um soco na cara se continuar falando assim dela.
— Qual é, cara, não pode mais elogiar a irmã de um amigo?
Letícia começou a tossir e, depois de alguns segundos, recuperou a voz.
— Deixa esse idiota do meu irmão. Pode me elogiar à vontade. Amigo do meu irmão é meu amigo também.
Letícia se deitou um pouco na cama, esticando as pernas e abrindo levemente a minissaia. Os rapazes sentados no chão viraram o rosto na direção dela, tendo uma visão perfeita da calcinha rosa em destaque.
— Ei, cara, tira os olhos das pernas da minha irmã.
— Difícil, cara. É como ver um pedaço de bolo com cobertura de chocolate bem na sua frente e não querer devorar com os olhos.
Letícia deu uma risada e soltou a fumaça do cigarro, olhando lentamente para os rapazes.
— Quantos de vocês já viram uma buceta? Revista não vale… nenhum? São um bando de cabaços mesmo. O que esperar dos amigos do meu irmão? Um bando de nerd virgem cuja única chance de sentir prazer é batendo uma pra essas revistas pornô. Tiraram a sorte grande, rapazes. Pela primeira vez vão ter o prazer de ver uma buceta.
De repente, Letícia levantou a saia, mostrando a calcinha. Em seguida, puxou a calcinha, que ficou presa entre as coxas grossas. Com os dedos, ela abriu os lábios da vagina, deixando tudo ainda mais em destaque.
— Aqui, isso é uma buceta… olha mais de perto. Grava bem na memória, porque talvez seja a última vez que vocês veem uma vagina tão de perto.
— Caralho, que buceta linda.
— Sem dúvida, uma das mais lindas bucetas que eu já vi.
— Cheia de pelos… que delícia.
— Posso tocar?
Bernardo pulou da cadeira, tomado pela fúria, e puxou a saia da irmã.
— Para com essa vergonha, sua safada, pervertida. Tu não tem noção nenhuma.
Aquilo criou uma situação constrangedora. Os amigos ficaram revoltados.
— Para com isso, Bernardo. Tu tá sendo machista. Sua irmã é adulta e faz o que quiser com o próprio corpo. Aliás, isso que tu tá fazendo é opressor pra caralho.
— Cala a boca, seus punheteiros safados. Eu sei muito bem o que vocês querem fazer com a minha irmã. Quer saber? Vão todos pra rua. Acabou a putaria. Sai todo mundo.
A diversão acabou, e os amigos foram embora, chateados. Letícia começou a rir, terminando de fumar o cigarro.
— Que irmão tão careta. Acabou com a diversão. Logo agora que ia esquentar.
— Eu sei bem por que você fez isso: pra me deixar desconfortável. O que tu ia fazer se eu tivesse feito isso com as tuas amigas?
Ela deu outra gargalhada bem alta.
— Com certeza elas iam vomitar de nojo ao ver o teu pinto tão pequenininho.
— Ei, o meu pau não é tão pequeno assim.
— Fala sério, Bernardo. Teu pinto é do tamanho do meu dedo mindinho.
Bernardo ficou com raiva daquilo e quis provar pra irmã que ela estava errada. Ele colocou o pau pra fora da calça, com toda a “potência” que conseguia — ou quase.
— Viu? Meu pau é grande.
Letícia não parava de rir em cima da cama.
— Vê? É muito menor do que eu pensei. Tuas bolas são até maiores que teu pinto… guarda logo isso, porque ainda pode ficar menor por causa do frio.
— E por que não tá duro… — ele colocou a mão no pênis e começou a bater uma, agitando com força pra tentar conseguir alguma ereção. Ereção, pelo menos, ele conseguiu. — Tá vendo? Meu pau agora tá duro.
— Grande coisa. Cresceu do tamanho do dedo mindinho pro dedo do meio… — disse ela, mostrando o dedo do meio pro irmão.
— Retira o que tu disse.
— O quê? Pinto pequeno? Teu pinto é pequeno! É tão pequeno que não consegue satisfazer nenhuma mulher. Coitada da tua futura esposa. É melhor você esconder bem esse pinto, porque se ela ver isso na lua de mel é bem capaz de pedir divórcio por justa causa.
— Olha, sua puta…
Ele pulou em cima dela e ambos começaram a brigar, entre puxões de cabelo e tapas. Se enrolaram até cair no chão. Bernardo caiu por cima dela, bem no decote de Letícia. Ele a observou: ela estava suada e ofegante, olhando para ele com aqueles olhos claros intensos, a boca entreaberta, soltando leves gemidos.
— Sua vadia!
— Seu pinto pequeno…
Ela o puxou e beijou sua boca. Os lábios deles se moveram em um beijo intenso, no qual suas línguas brigavam dentro da boca como duas serpentes. Ela abriu as pernas e agarrou a cintura dele. Bernardo encostou a ereção na vagina dela, sentindo algo macio e quente, o que parecia aumentar ainda mais sua ereção. Ele apalpou os seios dela, segurando firme aqueles seios macios e quentes.
Depois de tanto beijar, eles se abraçaram intensamente, sentindo o cheiro um do outro, o toque da pele, o contato dos sexos se batendo, se enconchando um no outro.
Bernardo continuou a esfregar a ereção na vagina da irmã, até finalmente gozar tudo no chão. Ambos soltaram grandes gemidos e se abraçaram mais forte, misturando seus cheiros e perfumes, compartilhando o suor e se tornando um só.
Depois da intensa tempestade, veio a calmaria. Os corpos relaxaram, o coração aos poucos voltava ao normal e aquela adrenalina ia desaparecendo. Bernardo caiu de lado no chão, exausto.
Letícia levantou a saia e observou o irmão caído no chão, se recuperando daquilo. Ela deu uma risada e acendeu outro cigarro. Observou mais uma vez e chegou à seguinte conclusão:
— Realmente, você tem um pinto pequeno.
Em seguida, saiu dando uma alta risada.