Neon acordou cedo, ainda com o cheiro de Ruiz impregnado na pele e no lençol amarrotado. O corpo doía nas partes certas: a bunda latejando de leve, o pescoço marcado por mordidas que ele cobriu com a gola da camisa. Mal teve tempo de tomar café quando Paul Bullock, seu pai, apareceu na cozinha com um sorriso que Neon não via há anos.
— Levanta essa bunda daí, menino. Hoje você vai conhecer sua futura esposa.
Neon quase engasgou com o café.
— Esposa? Pai, que porra é essa?
Paul ignorou o palavrão e continuou, como se estivesse falando de venda de gado:
— Penny Lane. Filha do Aquarius Lane, dono da maior fazenda de gado leiteiro do vale. Fiz um acordo com ele ontem à noite. Casamento arranjado, terras juntas, gado misturado, dinheiro circulando. Você casa com ela, a gente vira o maior produtor da região. Ele quer netos, eu quero expansão. Simples.
Neon sentiu o estômago revirar.
— E eu não tenho voz nisso?
— Tem sim. Voz pra dizer “sim, senhor”. Vai lá conhecer a moça. Se não gostar, a gente vê outro jeito. Mas vai gostar. Ela é bonita pra caralho.
Horas depois, Neon chegou à fazenda dos Lane na carroça, acompanhado pelo pai. A casa era grande, branca, com varanda cheia de flores. Penny Lane os esperava na porta: loira platinada, olhos azuis claríssimos que pareciam vidro, pele bronzeada de sol, corpo curvilíneo apertado num vestido florido que marcava os peitos fartos e a cintura fina. Sorriu doce, quase inocente.
— Prazer, Neon. Ouvi falar muito de você.
A voz dela era melosa, romântica. Apertou a mão dele devagar, roçando o polegar na palma como quem acaricia.
Paul e Aquarius Lane logo se trancaram no escritório pra falar de números, contratos e dote. Deixaram os dois sozinhos.
Penny pegou o braço de Neon e o levou pra passear pela fazenda.
— Vem, quero te mostrar meu lugar favorito.
Andaram por pastos, pomares, um riacho cristalino. Ela falava de poesia, de estrelas, de amor eterno. Neon, tentando ser educado, recitou um trecho que lembrava de um livro antigo:
— “Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente…”
Penny parou, olhos brilhando.
— Meu Deus, Neon… você é romântico mesmo. Ninguém nunca me falou assim.
Ela se aproximou, encostou o corpo no dele, os seios roçando no peito. Beijou-o devagar, língua tímida no começo, depois faminta. Neon correspondeu por educação, mas sentiu um frio na espinha — era bom, mas não era Ruiz.
De repente, ela puxou a mão dele com força.
— Vem comigo. Quero te mostrar o celeiro. Lá ninguém nos vê.
Entraram no celeiro grande, cheiro de feno seco e esterco fresco. Penny trancou a porta de madeira com uma tranca enferrujada. Virou-se pra ele com um sorriso que já não era mais doce, era predador.
— Aqui ninguém ouve. Nem meu pai, nem o seu.
Sem aviso, ela o empurrou contra uma pilha de fardos de feno. As mãos pequenas e ágeis abriram o cinto dele num piscar de olhos, baixaram a calça junto com a cueca. O pau de Neon, ainda meio mole de confusão, saltou pra fora.
— Caralho, que pau gostoso… — murmurou ela, lambendo os lábios. Ajoelhou-se no feno e engoliu ele inteiro de uma vez, garganta profunda, sem engasgar. Chupava com vontade, babando, gemendo como se estivesse faminta há dias.
Neon tentou recuar.
— Penny… espera… a gente mal se conhece…
— Não precisa conhecer pra chupar um pau... não da gostando do meu boquete? — ela abaixou novamente a boca e engoliu a vara com fome.
Neon ficou num sinuca de bico, sem saber como sair daquilo. Poderia simplesmente empurrar ela e sair correndo. Mas se ele fizer isso ela iria julgar a sua sexualidade. Afinal que homem foge num belo boquete de uma mulher?
Ela levantou o vestido até a cintura, sem calcinha. A buceta loira, lisinha, já brilhando de tesão.
— Eu depilei hoje cedo ao saber que tu vinha me visitar.... — Subiu no colo dele, esfregando a entrada molhada na cabeça do pau. — Quero você dentro de mim agora. Quero gozar no teu pau antes do casamento.
Neon ficou desesperado. Tentou empurrá-la com cuidado.
— Porra, Penny… calma… meu pai tá lá dentro, teu pai…
Ela riu, uma risada baixa e safada.
— Então faz rápido. Ou quer que eu grite e todo mundo venha ver?
Ela se encaixou sozinha, descendo devagar, sentindo ele abrir caminho. Gemeu alto, sem se importar.
— Ai, que grosso… entra todo, vai…
Neon segurou os quadris dela, tentando controlar, mas ela quicava com força, as unhas cravadas nos ombros dele, mordendo o pescoço, sussurrando sacanagem no ouvido:
— Me fode como se eu fosse tua puta, Neon… imagine que eu sou uma puta de saloon que os cowboy fode e deixa alguns trocados na mesa...
o pau pulsando dentro dela, mas a cabeça gritava Ruiz, o risco, o acordo forçado. Tentou sair de baixo, mas ela apertou as coxas em volta dele, montando mais rápido, os peitos balançando no rosto dele.
— Não para… não para agora… vou gozar… ai, caralho…
Ela gozou tremendo, apertando ele com força, gemendo alto o suficiente pra ecoar no celeiro. Neon, sem escolha, gozou também, enchendo ela enquanto tentava não fazer barulho.
Penny desceu dele devagar, o sêmen escorrendo pelas coxas dela. Ajeitou o vestido como se nada tivesse acontecido, deu um beijo molhado na boca dele.
— Você é meu agora, Neon Bullock. E eu sou louca por você. Vamos casar logo antes que eu ganhar barriga...
— Barriga?
— Ora, tu gozou dentro de mim. O maximo que pode acontecer eu ficar gravida...
Ela saiu do celeiro assobiando, deixando Neon largado no feno, calça nos tornozelos, o coração disparado e a cabeça uma bagunça. Ele sabia: Ruiz ia descobrir. E quando descobrisse, o cowboy barbudo não ia aceitar dividir.