Harém - Parte 3 - Regras.

Da série Harém
Um conto erótico de Rafael
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 2535 palavras
Data: 03/02/2026 16:03:06

Parte 3 – Regras.

ESSE CONTO É FICTÍCIO E ENVOLVE TEMAS COMO DOMINAÇÃO E SUBMISSÃO. PODE CONTER CENAS DE MANIPULAÇÃO E DOMINAÇÃO PSICOLÓGICA. SE VOCÊ SE E SENSÍVEL, NÃO CONTINUE A LEITURA. AOS DEMAIS QUE SE INTERESSAREM, BOA LEITURA.

- Por favor. Tomás, eu preciso…

- Não é assim que se implora. – Bradou, me interrompendo. – Curve-se para mim. Volte a beijar meus pés enquanto pede.

Eu fiz como ele mandou. Arqueei as costas até que meu rosto estivesse quase na altura do chão. Bem perto de seus pés. Eu olhei para cima antes de começar, e ele me olhava vidrado, os olhos brilhando, como um caçador vendo a presa. O meio sorriso que ele exibia foi o que mais me impulsionou a continuar. Eu comecei a beijar seus pés enquanto, quase desesperado, implorava.

- Por favor, Tomás. Me faz seu. Me transforma em sua fêmea.

- Muito bem. Assim mesmo que tem de fazer. – Disse, confiante. – Pede pra que eu use você como eu quiser. Implore pra ser meu brinquedinho de masturbar.

- Por favor, Tomás, faça de mim o que quiser. Me use, me faça um objeto para o seu prazer.

- Sabe, desde que eu vi você pela primeira vez eu percebi como você era. Um viadinho louco pra agradar a um macho de verdade. É como… como se tivesse no seu cheiro. Eu até consigo farejar. E é isso que você é, não é mesmo!? Diz pra mim.

- Eu sou. Um viadinho louco pra agradar um macho como você.

- Bom. Muito bom. É importante que você aceite o que você é. Que aceite seu desejo. Diga, o que você faria pra me satisfazer? – Disse, envolvente. Eu já não tinha mais controle de nada. Apenas beijava seus pés, em uma quase adoração.

- Qualquer coisa. Eu faria qualquer coisa. Por favor, só me deixe…

- Deixo. Claro que eu deixo. – Falou, se curvando pra frente e segurando firmemente meu rosto com os dedos. – Mas eu tenho… regras. Regras que você precisa aceitar seguir pra isso dar certo. Você quer ouvi-las?

- Quero. – Gemi. Ele sorriu.

- Ótimo. Façamos assim: a cada regra que eu disser, você beija meus pés e agradece. Mesmo se você não concordar. Quando eu terminar você poderá dizer o que não te agrada, mas enquanto eu falo, você beija meus pés e agradece. Entendido!?

- Sim.

- Muito bom. Bom garoto. – Falou, soltando meu queixo e bagunçando meus cabelos antes de recostar de volta no sofá. – Mas a partir de agora é “sim, senhor” ou “não, senhor”. Essa é a primeira regra: a regra do respeito. Você vai me tratar por senhor. Ou mestre. Alfa. Rei. Qualquer coisa que exalte minha superioridade. Eu, por outro lado, vou te tratar como você merece. Te chamar do que você é. Está claro?

- Sim… senhor. – Disse, embriagado de excitação, o pau trincando na cueca. Ele só aprontou para os pés com o dedo indicado e eu me curvei e beijei seus pés. – Obrigado.

- A segunda regra: você deve saber o seu lugar. Eu sei que você é inteligente e tudo o mais, mas comigo… comigo você é só um viadinho estúpido. Desses, que não consegue nem pensar sem orientação do macho. Suas únicas preocupações devem ser, por exemplo, como me agradar da melhor forma, como atender minhas necessidades, tentar adivinhar minhas vontades… enfim. Coloque-se no seu lugar, entendido!?

- Eu… não… - Tentei dizer. Aquilo era um pouco demais pra mim, apesar de, no fundo, achar excitante essa ideia. Mas Tomás me interrompeu.

- Depois você fala o que acha. Agora você beija meu pé e agradece.

- Obrigado.

- Terceira regra: obediência e controle. Essa você meio que já a segue em partes, mas é bom deixar explícito. Eu mando, você obedece. Eu falo, você faz. Simples. O controle é sempre meu, e isso se extende para além do que já acontece. Se você desobedece, eu posso castigá-lo como achar necessário. Agora agradeça.

- Obrigado. – Beijei seu pé.

- Quarta regra: posse. Eu não aceito dividir puta. Você será meu, exclusivamente meu. Uma putinha particular. Só que, eu… eu não consigo me contentar com uma puta só. Mas você não precisa se preocupar. Além de me cuidar, eu faço questão da presença da minha putinha particular quase sempre que for comer outra puta. Entendido? – Falou, grave. Eu fiquei em silêncio, o encarando. Agora sim, isso era longe demais pra mim. Ele via minha feição e, inclinando-se e acariciando meu rosto, paciente, continuou. - Só falta uma regra. Agradeça pra que eu possa continuar.

- Tudo… tudo bem. Obrigado.

- Bom menino. Por último, a regra da porta. Todas as regras valem integralmente. O tempo todo, não só no sexo. Na rua você ainda é o Rafa que todos conhecemos e gostamos. Inteligente, dedicado… eu não vou exigir que você cumpra nenhuma das regras fora de casa, com excessão à regra da posse. Mas, a partir do momento que cruzar a porta de casa, você é a putinha submissa, burra e desesperada pela atenção do seu homem. Dentro dessa casa, eu sou a cabeça pensante, e você é só um brinquedinho implorando pra que eu preencha esse vazio da sua cabeça com minha porra farta e grossa. Aqui dentro, você faz o que eu quero, quando eu quero e da forma que eu mandar. Agora, agradeça.

- Obrigado. – Me inclinei mais uma vez para beijar-lhe os pés.

- Ótimo. Eu vi que você tem objeções quanto às regras. Diga agora qual ou quais não te agradaram e por quê.

- Eu… não quero… você com outras pessoas. – Assumi, sem olhar diretamente para ele.

- Entendo. Bem, eu pensei que você fosse um bom menino. – Disse. Sua voz me cortou como uma navalha gelada. – Mas antes de você recusar, eu quero te falar o que você ganha com isso tudo.

- Ganho?

- Claro. Isso tem que ser prazeroso pra nós dois. Afinal, no fim do dia, tudo que fizermos vai ser pra que você se sinta completo. Pra que realize o que sua alma grita, o que vai realmente te satisfazer. Plenamente. E, ainda mais importante: me satisfazer plenamente. Você quer isso, não quer?

- Sim senhor. – Respondi baixo, rendido. Era o que eu queria. O que eu sempre quis, só não sabia.

- Pois bem. Essa é a primeira coisa que você ganha: a oportunidade de, realmente, me satisfazer. Claro, vai depender de você, mas você… você tem potencial. Você é um bom menino. – Falou baixo, enquanto acariciava meus cabelos. – Você também vai poder cuidar de mim. Me servir. Adorar meu corpo. Você pensa que eu não via você orgulhoso de cozinhar pra mim? Você ficava tudo pomposo quando eu elogiava a comida, não ficava?

- Eu…

- Ficava ou não ficava? – Reforçou, firme, não me deixando dizer mais nada.

- Ficava.

- Eu sei. E a forma que você me olhava? Eu fazia de propósito. Saia sem roupa do banheiro, ficava só com esses shorts pela casa… tudo de propósito. Eu me enchia de tesão vendo seus olhinhos brilharem, me reconhecendo silenciosamente como um alfa. Você não vai precisar mais sair correndo ou se forçar a não olhar. Você poderá tocar, lamber, chupar… você nunca bateu uma pensando em fazer tudo isso?

- Tomás, eu… por favor… - Disse, envergonhado. Era claro que eu já tinha feito isso. Ele deu uma risada alta enquanto dizia.

- Não precisa se constranger. Eu já bati muita punheta imaginando tudo isso. Quase todos os dias. Eu gosto de bater enquanto você faz meu jantar. Uma vez, você colocou uma carne no forno e foi tomar banho, dizendo que iria demorar um pouco. Eu bati uma nesse sofá aqui, imaginando você colocando a carne no forno e vindo se ajoelhar entre as minhas pernas, pedindo pra que eu usasse sua boquinha enquanto esperava ficar pronto. Porra, eu gozei pra caralho naquele dia. Agora podemos fazer isso juntos. Tirar da imaginação, você não quer?

- Quero, mas…

- Sem mas. Você vai poder fazer sempre que quiser. E isso não é tudo. Eu vou cuidar de você também. Te dar carinho, elogiar quando você fizer tudo certinho… dar a validação que você tanto busca. – Ele dizia, sorrindo pra mim, calmamente, ainda alisando meus cabelos com suas mãos ásperas enquanto eu, ainda ajoelhado, apenas me envolvia naquelas palavras. - Além do mais, veja como vai ser melhor pra você. Você não vai mais ter essa ânsia de agradar todo mundo, só a mim. Se entregar a mim completamente vai satisfazer sua alma a ponto de você poder ser, finalmente, livre.

- Livre. – Repeti, baixo.

- Sim. Livre. É quem você é. E você não será um prisioneiro aqui. Você pode parar nossa… dinâmica… quando quiser. Pode dizer não quando algo que eu queira extrapolar seus limites. Pode parar de me servir de vez, quando quiser. Você só precisa falar comigo e eu te dou um prazo para conversarmos sobre. Pra que possamos pensar. Mas, enfim. O que importa é que eu goze e te faça gozar. Quando não tiver mais legal pra você, a gente para. Assim é bom para você?

- Sim senhor.

- Bom menino! Você pode ter tudo isso se aceitar minhas regras. Todas elas.

- Eu quero isso. Mas, Tomás… eu não sou… poligâmico.

- E nem precisa ser. Você não precisa… e nem vai… ficar com ninguém além de mim.

- Não é justo que… - Tentei interpor, mas ele colocou a voz acima da minha.

- O que não é justo é eu realizar seu fetiche de ser útil e você não querer realizar os meus. Eu sempre gostei de ter mais de uma putinha me servindo.

- Eu… não quero isso. – Disse, tentando colocar firmeza na voz. Tomás respirou fundo, revirou os olhos como se pensasse, e então, com calma, disse.

- Você não tem que responder hoje. Por hoje, eu vou deixar você ter uma amostra grátis pra te ajudar a se decidir. Estamos conversados?

- Sim senhor. – Falei, já antecipando de excitação.

Ele sorriu e seus olhos brilharam enquanto ele ficava de pé. Ele tirou lentamente o calção, mostrando um membro grosso, enorme, pulsando quente sem nenhuma cueca. Ele me segurou pela nuca com uma das mãos e, com a outra, afundou aquele calção contra meu rosto. Meu pau deu um pinote com isso. O cheiro da masculinidade dele era quase divino. Ele chegou bem perto do meu ouvido e começou a sussurrar.

- Você é uma putinha estúpida mesmo. Olha como você está hipnotizado pelo meu cheiro. Você gosta de cheiro de macho?

- Uhum. – Gemi.

- Eu sei que gosta, você é um viadinho. Uma vadiazinha louca pra se revelar. Se revela pra mim, Rafinha. Diga em alto e bom som “Eu sou só uma putinha burra, desesperada pela porra do meu alfa Tomás”. – Ordenou, afastando o calção do meu rosto. Eu parecia, de fato, hipnotizado por aquele cheiro, pela forma que ele falava. Tão fora de mim que disse, a plenos pulmões.

- Eu sou só uma putinha burra, desesperada pela porra do meu alfa Tomás.

- Muito bem, sua vagabundinha. Se assumir é essencial. Agora, me diga, você quer continuar sentindo meu cheiro pela roupa ou direto da fonte?

- Direto da fonte. – Respondi, mecânico. Mais uma vez me segurando pela nuca, Tomás me puxou, colando meu nariz em seus testículos enquanto dizia.

- Pois então sinta o cheiro das bolas do seu dono, femeazinha vagabunda. Você não passa de uma puta cuja única funcionalidade é ser depósito da minha porra. – Rosnava, se esfregando no meu rosto. – Alguém já bateu nessa carinha sua?

- Não senhor. – Disse, sentindo seus pelos grossos roçando na minha boca.

- Que tesão de putinha. Inocente. Intocada. Eu também não vou bater hoje. Quer dizer, não vou bater com a mão. Mas você vai levar muito do meu cacete na cara, bem assim.

Tomás, com a mão na base do pau duro, começou a bater com ele no meu rosto. Quente, pesado, me fazendo explodir de tesão. Eu comecei a massagear meu próprio pau por cima da roupa, o corpo arrepiando de desejo, e isso parece ter instigado Tomás pois ele, com voz de comando, ordenou.

- Abra a boca, vagabunda. E pode tirar esse pauzinho pequeno pra fora e bater uma enquanto eu uso você.

Tomás colocou primeiro só a cabeça da rola enorme na minha boca. Me mandou chupar, pressionar com os lábios, passar a língua. Me disse para que eu fizesse isso aos poucos até engolir tudo. Ele me deixou fazendo isso sozinho por um tempo, se limitando a gemer e jogar a cabeça para trás. Aquilo, ouvi-lo gemer e saber que era por mim, me fazia ter de me controlar para não gozar. Quando meu queixo encostou no saco dele, Tomás segurou minha cabeça com as duas mãos e começou a foder minha boca como se fosse uma boceta. Enfiava até o final. Tampava meu nariz me fazendo engasgar de propósito. Tirava o pau da minha boca e batia com ele, todo babado, no meu rosto. Me fazia chupar seu saco e depois enfiava tudo na minha garganta. De repente, tirou o pau da minha boca e o esfregou no meu rosto, me deixando completamente molhado. Me segurou pelos cabelos e disse.

- Venha, putinha. Eu quero te mostrar uma coisa.

Nós andamos, Tomás ainda me puxando pelos cabelos, até o banheiro. Ali, ele me soltou, me puxou para mais perto dele e apontou para o espelho. Meu reflexo era quase deprimente. O rosto vermelho, melado, os cabelos bagunçados. Até meus olhos estavam vermelhos por terem lacrimejado muito enquanto Tomás fodia minha garganta.

- Esse é você. O Rafinha. O nerd da engenharia. Por trás da máscara de bom moço: uma vagabunda imunda. – Disse, ao meu ouvido, num sussurro. – Aquela carinha inocente agora está toda melada do meu pré gozo. Mas eu ainda não corrompi você. Eu vou fazer isso agora. Ajoelhe-se como o bom viadinho que você é.

Eu me ajoelhei no chão frio do bananeiro e quase não tive tempo para pensar. Ele só voltou a me foder a garganta com seu pau grosso, mas aquilo parecia algo de outro mundo. Eu nunca senti tanto tesão quanto sentia agora. Foram mais uns dez minutos ali, os joelhos doloridos, a garganta ainda mais, os olhos fixos no meu alfa Tomás. Ele sorria pra mim, claramente gostando da adoração que via em meus olhos.

- Coloca a língua pra fora, piranhazinha de esquina. Recebe o néctar do seu senhor, puta estúpida. – Gritou comigo, enquanto gozava. Era muita porra saindo dele, entrando na minha boca, lavando meu rosto de branco. Depois do oitavo ou nono jato, Tomás balançou o pau, jogando o resto da sua porra sobre mim. Eu também gozei com essa cena sem ao menos me tocar. Com um sorriso no rosto, ele me levantou enquanto dizia. – Agora sim. Que tesão saber que, até meia hora atrás, esse rostinho era imaculado da maldade masculina. E agora… agora toda inocência dela foi lavada com a minha porra. Veja. Você gosta do que vê? Gosta da puta depósito de gala do alfa Tomás que você se tornou?

- Sim senhor. – Sussurrei.

- É uma vagabundinha nata mesmo. – Sibilou, me beijando o pescoço. – Você quase foi um bom menino hoje, Rafinha. Se não tivesse reclamado das minhas regras teria conseguido satisfazer o seu senhor plenamente. Agora, vá se deitar. Pense se vai aceitar ou não seguir minhas regras. Pense até amanhã, depois da aula, e me diga.

- Tomás… - Tentei dizer. Mas ele só ignorou, saindo do banheiro enquanto dizia.

- Amanhã conversamos. Boa noite, Rafinha.

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