Capítulo 23: A Última Barreira: O Despertar de Camila

Um conto erótico de João Vitor
Categoria: Heterossexual
Contém 2407 palavras
Data: 28/02/2026 18:10:07

O domingo na Tijuca amanheceu com um mormaço pesado que parecia grudar na pele. No café da manhã, o clima era de uma tensão elétrica. Eu observava as minhas irmãs: Ana Beatriz e Mariana tinham um brilho diferente nos olhos, uma cumplicidade de quem ainda sentia o rastro do motel de sábado no corpo. Mas a Camila estava estranha. Ela evitava o meu olhar, focada demais na xícara de café, tentando sustentar a máscara de mãe protetora enquanto o corpo dela claramente ainda latejava pelo que tínhamos feito no escritório da imobiliária na sexta.

O dia arrastou-se entre olhares furtivos. À tarde, aproveitei que as irmãs estavam trancadas em seus quartos e fui atrás da minha mãe. Eu sabia que ela estaria no pequeno escritório nos fundos do apartamento, fingindo organizar as contas da semana para fugir do que realmente a consumia. Tranquei a porta sem fazer barulho. O estalo seco da tranca fez a Camila dar um sobressalto na cadeira de mogno.

— "João... o que você está fazendo aqui? Eu disse que precisava de um tempo," — ela começou, a voz trêmula, mas os olhos azuis traindo a necessidade. — "Isso que aconteceu... a gente não pode repetir. Eu sou sua mãe, João Vítor! Eu tenho uma casa para manter, filhas para dar exemplo... o que eu me tornei?"

— "Esquece os rótulos agora, Camila. Aqui dentro, somos apenas nós dois," — caminhei até ela, parando atrás da sua cadeira e espalmando as mãos na mesa, cercando-a. Beijei sua nuca, sentindo o perfume de lavanda misturado ao calor da pele. Puxei-a pela cintura, obrigando-a a ficar de pé entre as minhas pernas enquanto eu permanecia sentado. Minha mão subiu pela coxa dela com firmeza, levantando o vestido de algodão leve até encontrar a seda da calcinha já úmida.

— "Isso é doentio... eu vou para o inferno por causa de você," — ela murmurou, mas seus quadris já se moviam, buscando o volume na minha bermuda.

— "Então vamos queimar juntos, mãe," — respondi, penetrando-a de uma vez. A resistência dela ruiu ali mesmo. Camila urrou de prazer, as mãos cravadas nos meus ombros. Eu a levantei e a virei de quatro sobre a mesa cheia de papéis, empinando aquele bumbum monumental na minha direção.

— "Diz que você é minha, Camila! Diz que esse corpo maduro só serve para o seu filho!" — rosnei, enquanto a esfolava com estocadas rítmicas e profundas que faziam os grampeadores e pastas saltarem na mesa.

— "Eu sou sua... ah, João... me fode! Me usa João!" — ela urrava, perdendo completamente a pose de mãe de família. — "Eu te odeio por me fazer sentir isso... mas não para! Me rasga todinha!"

Quando terminei, descarregando tudo no fundo do seu útero, o conflito voltou como um balde de água gelada. Ela se afastou bruscamente, vestindo-se com uma pressa nervosa. — "Isso é perigoso demais, João. Eu sinto que estou perdendo o chão... a cada toque seu, eu deixo de ser eu mesma," — ela disse, sem conseguir me olhar nos olhos, saindo do escritório com o passo apressado.

Eu a segurei pelo braço antes que ela cruzasse a porta, obrigando-a a parar por um segundo. Olhei fixamente nos seus olhos azuis, que ainda brilhavam com o rastro do prazer.

— "Você não está se perdendo, Camila. Você está se encontrando. O chão que você diz que está perdendo é aquele onde o Ricardo te deixou enterrada. Eu só estou te ensinando a andar de novo. Agora vai... descansa. Eu cuido de tudo," — sussurrei com uma autoridade calma que a fez apenas assentir, em silêncio, antes de sumir pelo corredor.

Fiquei ali, no silêncio do escritório, sentindo o cheiro dela impregnado em mim. O jogo estava ficando perigoso, mas a adrenalina de ter a mulher que me deu a vida submissa aos meus desejos era o combustível que eu precisava. Fui para o meu quarto e apaguei, com o corpo exausto, mas a mente já traçando os movimentos do dia seguinte.

A segunda-feira chegou com a rotina implacável do Rio. Na faculdade, o mundo era outro. Estar com a Vitória era como mergulhar em água doce. Estudamos na biblioteca e trocamos beijos no pátio. Olhando para a pureza dela, eu sentia o contraste violento da minha vida: o namorado dedicado de dia, o mestre do pecado à noite. A adrenalina de carregar esses segredos fervia o meu sangue; eu me sentia invencível.

Ao final da tarde, segui para o escritório da imobiliária. Era o momento de "trabalhar". Quando entrei, o impacto foi visual. Camila estava deslumbrante, mas de uma forma defensiva, quase agressiva. Ela usava um conjunto de tailleur cinza-chumbo, impecavelmente cortado, com uma camisa de seda branca fechada até o último botão. O cabelo estava preso num coque tão firme que parecia uma armadura.

— "Sem incidentes hoje, João Vítor. Temos muito trabalho acumulado e eu preciso que você se comporte. Se quiser estar aqui, será apenas para trabalhar. Eu exijo respeito. Eu sou sua mãe, e o que aconteceu no final de semana foi um erro, um delírio," — ela disparou, a voz gélida, sem tirar os olhos do monitor.

— "Entendido, Camila. Vamos ao trabalho," — respondi, mantendo a distância.

Passamos horas debruçados sobre planilhas e cláusulas de rescisão. Eu fui o "filho de ouro" e o assistente perfeito. Não houve toques, não houve provocações. Por volta das 21:00, o escritório estava silencioso, apenas o som do ar-condicionado. Camila suspirou, fechando a última pasta. — "Viu? Foi produtivo. É assim que as coisas devem ser," — ela disse, levantando-se para pegar a bolsa com um sorriso de quem recuperara o controle.

Caminhei até a porta e girei a tranca. O estalo seco no silêncio da sala foi como um disparo. Camila estancou no lugar.

— "João... não. Abra essa porta agora," — ela ordenou, mas a voz já não tinha a mesma firmeza.

— "Mãe, olha para você," — aproximei-me devagar, cercando-a contra a mesa. — "Você passou o dia inteiro tentando se convencer de que pode apagar o que sente. Mas o seu corpo não mente. Esquece o rótulo. Sinta apenas o que você quer sentir."

Envolvi a cintura dela, puxando-a para o meu corpo. O calor do tailleur contra o meu peito era insuportável. Beijei a lateral do pescoço dela, subindo para a orelha. Senti Camila amolecer; a armadura de "mãe de família" desabou. Sentei-a com força sobre a mesa, espalhando os contratos pelo chão. Levantei o vestido dela e enterrei meu rosto entre as pernas dela. Comecei a lamber sua buceta com uma voracidade técnica.

— "João... não... ai, meu Deus... para!" — ela gemia, mas as mãos se enterravam no meu cabelo. Ela gozou na minha boca, o corpo todo tremendo. — "Eu te odeio... por que você faz isso comigo?"

Sem dar tempo para ela se recuperar, eu a puxei para o chão, sobre o tapete persa. Posicionamo-nos para um 69 visceral. Camila relutou por um segundo, mas o vício falou mais alto. Ela abocanhou meu pau com uma técnica que desmentia toda a negação, enquanto eu mergulhava minha língua no seu mel e, logo em seguida, passava a chupar o seu cu. Ela deu um solavanco, um urro abafado contra o meu membro. O prazer da minha língua no seu anel apertado a fazia empurrar o quadril contra o meu rosto, revelando uma experiência que tentava esconder.

Arranquei-a do chão e a levei para o armário de arquivos de aço. Prensada contra o metal, levantei uma de suas pernas e a penetrei na buceta com uma estocada profunda. O som da carne batendo e do armário vibrando preenchia a sala.

— "João! Alguém do escritório ao lado pode ouvir... a gente está no meio da imobiliária!" — ela balbuciou, as unhas cravadas nos meus ombros.

— "Deixa ouvirem. Deixa saberem que a dona da porra toda é minha," — respondi, aumentando o ritmo com uma pegada bruta. Inverti a posição, colocando-a sentada na beira da janela, com as cortinas fechadas. Eu a penetrava com uma lentidão sádica. — "Gosta de ser a 'mãe de família' enquanto seu filho te esfola aqui, Camila?"

— "Eu sou um lixo... eu sou uma perdida... ah, meu Deus, João, não para! Mais fundo!" — ela urrava, o rosto transfigurado de luxúria, a culpa sendo esmagada pelo prazer. Percorremos cada canto — do sofá de couro à poltrona de visitas.

Por fim, levei-a de volta para a mesa de mogno. Coloquei-a de quatro, os quadris monumentais empinados. Lubrifiquei a entrada anal com o suco que escorria dela e empurrei. Camila soltou um urro agudo, mas em segundos a musculatura dela relaxou. Ela acolheu meu pau no rabo com uma maestria técnica, movendo o bumbum contra mim. No auge da loucura, segurei-a pelos cabelos e descarreguei um jato quente e interminável de porra diretamente no fundo do cu da Camila.

Ela desabou sobre a mesa, exausta. O silêncio voltou, pesado. Ela começou a chorar, cobrindo o rosto com as mãos. — "Olha o que nós fizemos... eu deixei meu filho fazer isso comigo... eu sou um monstro," — ela soltou um soluço quebrado.

Segurei o rosto dela com as duas mãos, sentindo a pele quente e úmida. Obriguei-a a me encarar. Aqueles olhos azuis, que um dia foram o símbolo da autoridade que eu desafiava com minha rebeldia adolescente, agora estavam inundados por uma humanidade crua e uma entrega total.

— "Chega de se chamar de monstro, Camila," — sussurrei, secando uma lágrima dela com o polegar. — "Olha para tudo o que você suportou. Você viveu anos naquela casca vazia com o Ricardo. Eu me lembro de como eu era antes de ir embora para Curitiba... eu era um moleque rebelde, te dando dor de cabeça e fugindo para as ruas da Zona Norte porque eu não suportava ver a humilhação que aquele homem te fez passar quando te trocou pela outra e sumiu da nossa vida."

Camila soltou um riso amargo, encostando a testa no meu peito, ainda ofegante, o cheiro de sexo e lavanda impregnando o ar parado da imobiliária.

— "Aquela fase foi um inferno, João... eu perdi o marido e perdi você logo depois. Os dois anos que você passou em Curitiba com seu pai e aquela mulher dele, a Inês, foram o ápice da minha solidão," — ela confessou, a voz quebrada. — "Eu fiquei aqui no apartamento com as meninas, tentando manter a pose de corretora de sucesso, mas por dentro eu estava desmoronando. Quando o Ricardo voltou prometendo mundos e fundos, dizendo que seríamos uma família de novo, eu caí na ilusão porque estava exausta de ficar sozinha. E o que eu recebi? Ele me traiu com a Helena! Minha melhor amiga, João! Ele me usou para sustentar aquela vagabunda aqui mesmo no Rio."

— "Ele não te destruiu," — respondi, segurando seu queixo com firmeza, mas com uma doçura que a fez estremecer. — "Ele só abriu espaço para o homem que eu me tornei. Eu não sou mais aquele moleque que brigava contigo por causa de maconha, Camila. Eu voltei de Curitiba homem. Eu vejo a mulher maravilhosa que você é, esse fogo que você tentou apagar por décadas em nome de um casamento que nunca te deu valor."

Ela fez uma pausa, os olhos fixos nos meus, uma sombra de dúvida cruzando seu rosto enquanto ela buscava as palavras certas para a barreira que ainda tentava erguer.

— "Mas João... isso que estamos fazendo... somos mãe e filho. Isso não existe, não faz sentido no mundo real. É uma inversão de tudo o que eu te ensinei, de tudo o que a gente é um para o outro", — ela desabafou, a voz trêmula, como se estivesse tentando se convencer de que devíamos parar.

— "Não existe para quem vive de aparências, Camila", — respondi, segurando seu queixo com firmeza, mas com uma doçura que a fez estremecer. — "O mundo real foi o que o Ricardo te deu: abandono, mentiras e solidão. O que existe entre nós é real porque é a única coisa que te trouxe de volta à vida. Mãe e filho são títulos de sangue, mas aqui, agora, somos duas almas que se encontraram no meio do caos. Eu não sou mais o menino que precisava da sua proteção; eu sou o homem que vai te dar o que nenhum desses 'homens normais' teve coragem de dar."

— "Mas e a Vitória?" — ela perguntou, a voz num fio de angústia. — "Ela é uma menina de ouro, João. Eu me sinto uma ladra, roubando o corpo do namorado dela. O que nós estamos fazendo... não tem nome."

— "A Vitória é o meu porto seguro lá fora, mas você... você é a minha base, Camila," — disse, olhando no fundo da alma dela. — "Eu cuido dela. Mas aqui, nestas quatro paredes, eu sou o seu homem. O único que conhece a sua dor e o seu prazer. O tabu é só uma palavra inventada por quem nunca sentiu o que a gente sente. Eu vou ser o seu suporte, o seu segredo e a sua força. Eu não vou deixar você sozinha nunca mais."

Camila ficou em silêncio por um longo tempo, ouvindo o som da nossa respiração sob o zumbido do ar-condicionado. Aos poucos, a rigidez do corpo dela cedeu. Ela passou os braços pelo meu pescoço, abraçando-me com uma entrega que misturava a paz de ser protegida com a paixão de ser possuída.

— "Você voltou tão diferente, João... tão protetor e decidido," — ela murmurou, beijando o meu peito. — "Eu não consigo mais lutar. O meu corpo te escolheu e a minha alma se rendeu. Eu aceito ser sua. Mas você precisa me prometer uma coisa..."

Ela se afastou um pouco, o olhar subitamente sério e protetor, a "mãe" tentando coexistir com a "amante".

— "Isso nunca, jamais, pode acontecer em casa. Eu não sobreviveria se a Ana Beatriz ou a Mariana vissem isso. Eu morreria de vergonha diante das minhas filhas.

O que tivermos, será nosso santuário aqui, no escritório, ou em algum lugar onde ninguém nos conheça. Em casa, eu sou sua mãe. Você me promete?"

— "Eu prometo, Camila. O mundo nunca vai saber o que acontece entre nós aqui dentro," — selei a promessa com um beijo.

Não foi um beijo de posse bruta. Foi um beijo lento, carregado de uma ternura profunda e um romantismo proibido. Era o selo de um pacto: o início de uma vida secreta onde eu era, finalmente, o dono daquela linhagem.

Nos vestimos em silêncio, trocando sorrisos cúmplices enquanto ajeitávamos as roupas. Saímos da imobiliária de mãos dadas até o estacionamento, sob as luzes da noite carioca. Eu era o Dono da República, e a rainha estava finalmente ao meu lado.

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