Corpos, Desejos e Silêncio... Historias que Nunca Ousamos Dizer. Capítulo 31 — O Show nunca termina!

Um conto erótico de Bernardo
Categoria: Gay
Contém 6557 palavras
Data: 28/02/2026 17:38:51

O ar no quarto estava saturado de um cheiro de sexo bruto que impregnava as paredes. No auge daquela foda, o Murilo, com os olhos revirando de prazer, implorou para que o Douglas concluísse para que eu gozasse diretamente na cara dele. Eu sorri, um sorriso carregado de impulsos, puxei o Murilo para um beijo rápido e sentenciei no seu ouvido:

​— No seu rosto? Não, não... não vou gozar no seu rosto, apontei para o Douglas, não agora, tá? Confia.

​Ele arregalou os olhos, sem entender, enquanto eu passava o meu pau, que já estava latejando e brilhando de lubrificação na beira do rosto dele, apenas para torturá-lo com o desejo.

Fiz um sinal seco para o Douglas, que entendeu o comando imediatamente. O Douglas saiu de trás do Murilo e se posicionou na minha frente, sedento por minha porra.

Eu estava no limite. O tesão acumulado daquela noite parecia querer rasgar a minha pele. Puxei o Douglas para perto, sentindo o calor do corpo dele. Com pressa e, com um movimento firme, envolvi o rosto e o corpo dele com a minha mão.

​— Aí, ó! Caralho, toma, porra! Toma! — gritei, enquanto descarregava jatos quentes e grossos de porra bem na cara do Douglas.

— Vai ficar todo esporrado agora, seu puto, filho da puta!

​O sêmen atingiu o rosto e o peito dele com força. O Murilo assistia a tudo de perto, rindo meio sem expressão, processando aquela cena de dominação que eu acabara de realizar no seu namorado. O Douglas, num gesto de pura provocação, passou a língua nos lábios, provando o meu gosto, e olhou com deboche para o Murilo:

​— Que delícia... Desculpa, amor. Foi na minha cara, não foi na sua! — Douglas disparou, rindo da cara do Murilo enquanto saboreava o meu final.

— Ah, me joguei naquela de novo, que delícia!

​O Murilo sentiu a alfinetada e me olhou carente.

— E eu? — ele perguntou, a voz rouca.

​— Relaxa, Murilo... eu ainda vou te dar atenção — respondi, dando um tapa seco e forte na perna do Douglas, que ainda estava ali se deliciando.

— É uma delícia, né?

​O Murilo veio até mim e a gente começou a se beijar com uma vontade animal. No meio do beijo, o Murilo apenas virou o rosto para o namorado e disse:

— Tá bom. Vai tomar um banho amor.

​Eu senti a oportunidade de ficar a sós com ele e dei um sorriso.

— É, vai lá tomar um banho, Douglas.

— Deixa a gente se divertir aqui um pouco. Amor... deixa eu me divertir aqui com ele sozinho. Vai, vida!

​O Douglas olhou para nós dois, deu um riso de canto e aceitou.

— Beleza. Eu vou lá.

Assim que o Douglas cruzou a porta e o som dos seus passos sumiu em direção ao chuveiro, o Murilo mudou de postura. Ele levantou-se da cama, caminhou até a porta do quarto e girou a chave. O som da tranca ecoou como uma promessa de que nada do que acontecesse ali sairia daquelas quatro paredes.

​— Agora é só nós dois — ele disse, voltando-se para mim com um olhar de quem estava pronto para ser destruído.

​— É... agora eu consigo te dar total atenção — respondi, levantando-me e indo ao encontro dele no meio do quarto.

— Consigo te fazer de putinha, te foder bem gostoso agora.

​O Murilo deu um riso abafado, chegou bem perto do meu rosto, me deu um beijo profundo e sussurrou:

— Tá bom.

​Eu não esperei mais. Segurei-o pelos ombros e o joguei na cama, mas dessa vez, a dinâmica era outra. Sem o Douglas para dividir a atenção, o foco era total na submissão do Murilo. Eu o virei de quatro, puxando-o pelos quadris para que ele ficasse bem posicionado.

​— Você queria a minha porra, né, Murilo? Queria o meu pau só pra você? — eu xingava baixinho, enquanto abria as bandas da bunda dele, expondo o cu que ainda pulsava.

— Agora você vai ter ele inteiro, do jeito que você gosta.

​Eu não coloquei camisinha. Queria sentir cada contração dele. Lubrifiquei a cabeça do meu pau com a própria saliva e empurrei com uma força bruta. O grito que o Murilo soltou foi abafado pelo travesseiro que ele agarrou com força.

​— Ahhh! Caralho, Bernardo! — ele urrava, enquanto eu socava o quadril com violência contra ele.

​O som do impacto da pele era rítmico, seco e excitante. Eu segurava o pescoço dele com uma mão, mantendo-o preso contra o colchão, enquanto a outra mão desferia tapas estalados na sua bunda. O Murilo arqueava as costas, as tatuagens brilhando sob o suor, totalmente entregue à minha vontade.

​— Isso... engole esse pau com esse cuzão, seu vagabundo! — eu esbravejava, sentindo o aperto interno dele me levar ao limite.

— Sente o peso da minha rola em você!

​A cada metida, o Murilo gemia mais alto, uma sinfonia de dor e prazer que atravessava a porta conjugada. Eu sabia que o Douglas, no banho, conseguia ouvir exatamente como o seu namorado estava sendo fudido por mim. O Murilo tentava virar o rosto para me beijar, e quando nossas bocas se encontravam, era uma troca de saliva e xingamentos.

​— Fode... fode mais forte, Bernardo! Me arromba, caralho! — Murilo suplicava, o rosto transfigurado pela luxúria.

​O som do chuveiro bem longe era apenas um ruído de fundo diante do estalo da pele e dos gemidos que o Murilo soltava. Ele estava entregue, com o rosto contra o colchão, e começou a gritar, uma voz embargada que pedia para que eu o fodesse com toda a força do mundo, para que eu descarregasse todas as minhas dúvidas e frustrações ali, naquele corpo tatuado. Eu soltei uma risada nasalada, carregada de um cinismo excitado. Puxei o rosto dele para trás, segurando firme pela mandíbula, e colei minha boca no ouvido dele, sentindo o suor quente que emanava da sua nuca.

​— Seu namorado fala muito, né, Murilo? — provoquei, a voz saindo como um rosnado.

— Ele me contou muita coisa lá fora. Ele não mentiu sobre você, né?

​O Murilo, com uma voz talentosa e carregada de uma submissão que eu não esperava de um cara daquele porte, olhou no fundo dos meus olhos, a pupila dilatada, e respondeu num fio de voz:

— Ele não mentiu, Bernardo... pode deixar... ele sabe o que eu gosto.

​— Pois é... eu queria guardar o melhor pra você — continuei, aumentando o ritmo das estocadas, sentindo meu pau entrar e sair daquele calor úmido sem qualquer barreira.

— Por isso que eu estou te fodendo assim, no pelo, sem capa. Quero te deixar com o meu leite aí dentro. Quero que, quando o seu namorado for te foder de novo, ele sinta que você está cheio. Ele vai sentir a minha porra todinha transbordando de você. Vai ser o meu presente pra ele.

Nesse exato momento, enquanto eu via o Murilo se contorcer sob o peso das minhas palavras e do meu corpo, meu pensamento voou. Por um segundo, a imagem do quarto ao lado se materializou na minha mente: Lucas, Cíntia e... Arthuro. No instante em que o nome do Arthuro ecoou na minha consciência, meu corpo travou de uma forma visceral. Foi um solavanco de adrenalina e uma pontada de algo que eu não conseguia definir. Minha pica, no auge da ereção, pareceu latejar ainda mais forte dentro do Murilo, ficando quase atrofiada de tão rígida no cuzinho dele.

​— É assim que você gosta, né, seu filho da puta? — eu xingava, sentindo como ele contraía o cu em volta de mim, reagindo à minha tensão.

— Você está espremendo a minha piroca com esse cu gostoso... aperta, vai!

​A urgência tomou conta. Com uma rapidez animal, tirei meu pau de dentro dele, sentindo o vácuo estalar. O Murilo soltou um gemido de protesto, mas eu o empurrei com força para o meio da cama. Ele já estava de joelhos, mas eu o forcei a ficar de quatro, com os cotovelos fincados no lençol.

​— Pra quê? — ele perguntou, arfando.

​— Vou te mostrar como se faz de verdade, Murilo. Eu vou montar nesse seu cuzão aqui e vou te dar tanta pirocada que você vai esquecer como se anda, seu filho da puta!

​— Caralho, Bernardo... você preenche tudo... dói e é bom demais — ele admitiu, a voz falhando.

​Eu voltei pra cama, ajoelhado atrás daquele monumento gostoso tatuado. O cuzão dele estava ali, empinado, oferecido, pulsando em busca de mais. Dei um tapa rude que deixou a marca da minha palma vermelha na pele dele, e logo em seguida, cravei os dentes na lateral da sua bunda, ouvindo-o urrar. Sem aviso, posicionei-me como os cachorros fazem e, de uma vez só, enfiei meu pau até o talo.

​— Ai, porra! Que delícia! — o grito dele ecoou pelo quarto.

​— Cala a boca! Cala a boca e sente o peso! — eu respondi, perdendo qualquer traço de delicadeza.

— Para de ser esquentado, cara, e deixa eu te moer.

​Eu trabalhava o quadril com uma cadência violenta. Fazia questão de tirar quase todo o pau e enfiar de volta com tudo, só para ouvir o barulho úmido e abafado dos nossos corpos colidindo. Aquele som era música para o meu tesão. Eu via como o cu dele reagia, literalmente beijando a base do meu pau a cada estocada profunda, um encaixe que parecia ter sido moldado para aquela noite.

​— Filho da puta... maravilhoso... — ele balbuciava, tentando encontrar ar. — Bernardo... deixa... deixa eu tentar controlar... deixa eu controlar um pouco...

​Eu parei o movimento por um segundo, ainda enterrado nele. Senti a pulsação do meu pau dentro das entranhas dele.

— Você quer assumir o comando? É isso? — perguntei, segurando o cabelo dele com força e levantando a cabeça dele para que ele me olhasse pelo reflexo do espelho lateral.

— Você quer ser o quê? Minha fêmea? Sua putinha tatuada?

​Ele fechou os olhos, um tremor percorrendo as costas, e assentiu levemente.

— É... deixa eu te mostrar...

​Eu saí de dentro dele com um suspiro pesado e me deitei na cama, posicionando-me de forma a ocupar o centro do espaço. O Murilo, ainda ofegante, virou-se e deitou-se de frente para mim. O olhar dele tinha mudado; agora havia uma determinação lasciva ali.

​— Deixa eu te mostrar o que é dar o cu de verdade... o que é te deixar louco — ele sussurrou, a voz carregada de uma promessa perigosa.

​Ele olhou para o meu pau, que continuava ereto e latejante, apontando para o teto como um mastro. Murilo segurou a base com as mãos firmes, deu uma cuspida generosa e lambeu toda a extensão, desde os ovos até a glande. Ele sorriu para mim, um sorriso que misturava cumplicidade e depravação, e colocou a ponta na boca novamente, apenas para lubrificar mais.

​— Deixa eu cuidar disso aqui, tá bom? — ele pediu, os olhos fixos nos meus.

​Eu me recostei nos travesseiros, sentindo os batimentos cardíacos estabilizarem um pouco antes da próxima onda de prazer.

— Tá bom, Murilo. É tudo seu. Se diverte... esse é o seu playground. Você pode brincar à vontade comigo agora.

​Ele não esperou o convite esfriar. Murilo começou a trabalhar no meu corpo com uma dedicação técnica e faminta. Ele usava a língua, as mãos e o próprio corpo para me envolver, transformando cada centímetro da minha pele em um campo de exploração. A forma como ele manipulava o prazer, ora com suavidade, ora com uma agressividade controlada, mostrava que o Douglas tinha razão: o Murilo era um mestre na arte de servir e ser servido.

​Eu fechava os olhos e sentia o toque dele, mas no fundo, a lembrança do Arthuro no quarto ao lado continuava ali, como um combustível silencioso que tornava cada sensação dez vezes mais intensa. O quarto tinha se tornado um universo paralelo, onde a única lei era o gozo e a única linguagem era o gemido e vulgaridade.

O teto do quarto parecia girar sob a luz vermelha, mas minha mente estava em outro lugar. Mesmo com o corpo do Murilo arqueado sobre o meu, pronto para se entregar totalmente, a imagem do Arthuro não saía da minha cabeça. O som da voz dele entrando no quarto e chamando o Lucas, o estalo da porta vizinha e a lembrança torturante daquela cena no carro, após a saída do bar, agiram como um gatilho.

​Uma onda de fúria gelada percorreu minha espinha. Eu não estava mais apenas transando; eu estava expurgando. Ia gastar cada gota de raiva, cada grama de frustração que eu sentia pelo Yan e pelo Arthur, naquele homem que se oferecia para mim. Olhei para o Murilo, que ainda hesitava no topo do meu pau, e rosnei, a voz saindo do fundo da garganta:

​— Senta logo, porra! Vai, para de drama e mostra logo o que você sabe fazer, caralho!

​O Murilo soltou uma risada afetada, deliciando-se com a minha agressividade.

— Tá bom, nervoso... vou sentar. Mas vai ser do meu jeito, tá? — ele respondeu, com um brilho de desafio nos olhos.

​— Deixa de enrolação, seu filho da puta! — retruquei, levantando o quadril com um solavanco para encontrá-lo.

​Ele posicionou os pés firmemente sobre o colchão, elevando o corpo e, com uma lentidão torturante, jogou todo o seu peso para baixo. Senti o deslizamento úmido e quente conforme meu pau ia rasgando caminho até o fundo das entranhas dele. Foi uma invasão completa.

​— Ah, caralho... — o desabafo escapou dos meus lábios enquanto sentia o preenchimento total.

​— É isso que eu queria ver — o Murilo sussurrou, inclinando o tronco para frente até que nossos rostos estivessem a milímetros de distância.

— Eu gosto de transar assim, Bernardo... olhando no fundo dos olhos.

​Ele me deu um beijo faminto, uma troca de saliva densa, e se afastou apenas o suficiente para começar a rebolar. O movimento era circular, lento, fazendo com que a cabeça do meu pau massageasse cada dobra interna do seu cu.

​— O jeito que você entra é muito gostoso, porra... — ele arfou, acelerando minimamente o ritmo.

​— É melhor você não enrolar — avisei, sentindo o suor escorrer pelas minhas têmporas. — Se você ficar só nesse balanço, vai ser rápido, porque eu já descarreguei todo meu leite no Douglas agora pouco.

​Murilo parou por um segundo, surpreso.

— Ué? Geralmente quem já gozou demora uma eternidade para a segunda.

​— Pois é, mas eu sou diferente. Eu só consigo segurar mais na primeira vez. Agora eu estou no ápice — respondi, apertando a cintura dele com as mãos espalmadas.

​Ele riu e intensificou o rebolado, o atrito da pele dele com a minha base criando um som úmido de sucção. Ele se aproximou do meu ouvido, o hálito quente me arrepiando, e soltou a bomba:

— Você faz melhor do que o meu namorado, sabia?

​— O quê? — perguntei, incrédulo.

​— É... você fode melhor do que o Douglas. Muito melhor — ele confessou, com uma deslealdade excitante.

​Eu soltei uma risada rústica.

— Seu filho da puta... — desferi um tapa seco e leve na cara dele, sem dó, e segurei sua cintura com uma força descomunal, começando a estocar de baixo para cima com movimentos violentos.

— Se você quer o melhor, então toma, caralho!

​— Ai! Caralho, deixa que eu controlo o ritmo! — ele tentou protestar, sentindo a brutalidade das minhas subidas.

​— Não! — grita porra. — Deixa eu te dar o que você merece, porra! Cala a boca e sente!

​— Eu mereço isso tudo? — ele perguntou, o rosto transfigurado pelo prazer e pela dor do impacto.

​— Ué, não era o que você queria quando me chamou lá na piscina? Não era o que você estava caçando? — provoquei, socando meu quadril contra a bunda dele com tanta força que a cama batia contra a parede, ecoando para o quarto do Arthuro.

O Murilo mudou a posição das pernas. Ele arriou os joelhos no colchão, ficando sentado sobre mim de uma forma que permitia uma penetração ainda mais profunda. O pau entrava até o talo, batendo no fundo do seu cu.

​— Pode ir... mas vai devagar — ele pediu, com os olhos suplicantes.

— Fode com sentimento, Bernardo.

​Eu soltei uma gargalhada sombria, a imagem do Arthur e do Yan voltando como uma marretada na minha mente.

— Sentimento? Eu gosto de fuder é com raiva, Murilo! Gosto de fazer com força, pra marcar!— esbravejei.

​— Mas é esse sentimento que eu gosto... — ele respondeu, entregando-se totalmente ao meu domínio.

​Segurei-o com os braços envoltos nas suas costas, colando nossos peitos suados, e comecei a forçar naquele cu com uma fúria animal.

— Toma, seu filho da puta! Porra, caralho, que cu gostoso! — eu xingava, cada palavra saindo carregada de uma vulgaridade crua.

— Você vai ficar todo largo hoje, vou te deixar larguinho.

​— Eu vou ficar no formato da sua pica, porra! — ele gritou, as unhas cravadas nos meus ombros enquanto recebia as estocadas.

​— É, vai sim... bem gostoso, bem aberto — respondi, sentindo a pulsação do meu membro atingir o ponto de não retorno.

​O ritmo tornou-se frenético. O Murilo subia e descia no meu pau com uma agilidade possessiva, os olhos fixos nos meus, a respiração saindo em ganidos curtos.

— Eu tô quase gozando, Bernardo! — ele avisou, o corpo todo tremendo.

​— Eu também, caralho! — respondi, sentindo o sangue latejar na cabeça.

​— Ai, meu Deus... você vai gozar dentro de mim? — ele perguntou, com uma expectativa quase sagrada.

​— Vou! Vou gozar totalmente dentro de você, tá ouvindo, filho da puta? Vou te encher até transbordar! — prometi, as mãos apertando as nádegas dele para mantê-lo cravado em mim.

​— Vamos mudar de posição? — ele sugeriu, querendo me ver gozar.

​— Não! Deixa eu gozar assim! — ordenei, sentindo a primeira onda do espasmo.

— Deixa eu gozar bem profundo nesse seu cu, socando tudo! Deixa eu descarregar em você, caralho!

​— Caralho, que delícia! — ele gritava, acompanhando o meu ritmo final. — Mas Bernardo... eu queria...

​Encostei meu rosto no dele, o suor misturando-se entre nossas peles, e perguntei com a voz mais rouca que já tive:

— O que você quer, porra? Fala!

​— Eu quero beber o seu leite... — ele sussurrou, com uma fome nos olhos que me assustou e me excitou ao mesmo tempo.

​— Caralho, Murilo... eu não sei se aguento gozar duas vezes agora. Não sei se sai mais nada depois dessa — confessei, sentindo o gozo prestes a explodir nas entranhas dele.

​— Então dá... dá somente bem lá no fundo do meu cuzinho agora — ele implorou, acelerando o movimento de subir e descer com uma força descomunal.

— Mas segura a mão um pouquinho depois, porque eu quero dar mais pra você. Eu quero te sentir o tempo todo!

​O Murilo subia e descia no meu pau com uma violência coreografada, os quadris dele batendo contra os meus, criando o som mais sujo e excitante daquela noite. Eu estava pronto para explodir, pronto para deixar tudo o que me machucava dentro daquele homem, transformando minha dor em um prazer devastador.

O ritmo entre mim e o Murilo atingiu uma frequência ensurdecedora. O som da carne colidindo, o ranger da cama e a respiração entrecortada criavam uma atmosfera de transe. Eu sentia cada centímetro do meu pau sendo espremido pelas entranhas dele, uma pressão que subia pela espinha como uma descarga elétrica. De repente, o corpo do Murilo começou a tremer violentamente sob o meu peso.

​Eu olhei para baixo e vi o pau dele, que estivera rígido e pulsante durante toda a foda, entrar em colapso. Jatos fortes e espessos de leite começaram a disparar com uma força bruta, sujando meu peito, subindo até perto do meu queixo. Ele urrava, a voz falhando, enquanto o seu cuzinho contraía freneticamente em volta da minha piroca, ordenhando-me com uma técnica involuntária e deliciosa.

​— Caralho, Murilo! Porra, eu tô gozando, caralho! — gritei, perdendo o controle de vez. — Eu tô gozando muito dentro de você, porra!

​A sensação foi devastadora. Senti cada jato de porra inundar o interior dele, um calor profundo que parecia selar a nossa conexão. Ele continuava a gozar, sujando todo o meu corpo com o seu leite, enquanto eu descarregava tudo o que tinha guardado dentro dele. Quando o último espasmo passou, ficamos ali, colados, o suor agindo como cola entre nossas peles.

​— Só não tira... não tira de dentro agora — ele sussurrou, a voz sumindo de tão ofegante.

​— Por quê? — perguntei, tentando recuperar o fôlego, sentindo meu coração martelar no peito.

​— Vamos ficar um tempo aqui... só sentindo — ele pediu, e eu, exausto, apenas desabei respirando o cheiro de sexo que emanava da sua nuca.

​Passaram-se alguns minutos de silêncio absoluto, apenas o som das nossas respirações pesadas. Murilo virou o rosto para mim, os olhos brilhando de uma forma diferente.

— Foi a foda mais gostosa que eu já tive, Bernardo.

​Eu soltei uma risada curta, ainda tentando processar a intensidade daquela purgação.

— Que bom que foi a foda, né? Pelo menos não foi o amor mais gostoso que você já fez.

​Ele deu um sorriso de lado, provocador.

— Ah... se você quiser, pode ser. A gente pode tentar fazer amor agora — ele brincou, enquanto subia o corpo lentamente, ainda sentindo meu pau ali dentro, que mesmo após o gozo, teimava em não amolecer totalmente.

— Olha só... ainda tá cheio de leite aqui.

​— A gente precisa de um banho, Murilo — eu disse, sentindo a pele grudar.

​— É, a gente toma... mas pode ser só nós dois? — ele sugeriu, com um olhar desconfiado e carente ao mesmo tempo.

— Quero ficar mais um minuto sozinho com você.

​Eu o olhei, tentando decifrar o que passava naquela cabeça, mas assenti. Ele se levantou devagar, e eu senti meu pau deslizar para fora do corpo dele com um estalo úmido. Conforme ele se afastava, vi o rastro do meu sêmen começando a escorrer pelas coxas dele.

​— Não deixa o leite cair no chão, tá? — provoquei, com uma vulgaridade cortante.

— É um presente pro Douglas. Deixa ele bater com a pica aí dentro depois e sentir que o meu leite ainda tá quente em você.

​Murilo soltou uma gargalhada cúmplice e me ajudou a levantar, passando meu braço sobre o seu ombro e me dando um beijo babado, com o rosto ainda sujo do seu próprio gozo.

— Obrigado, viu? Você é gostoso pra caralho — ele disse, enquanto caminhávamos em direção à porta.

​Antes de sairmos, ele parou bruscamente.

— Calma aí. — Ele voltou até a cabeceira, pegou o celular e me estendeu. — Coloca seu número aqui. Quero que a gente se fale depois.

​Digitei meu número rapidamente.

— Vou te mandar uma mensagem, tá bom? Depois você salva aí — ele sorriu, guardando o aparelho, e nos beijamos uma última vez antes de encarar a galera no quarto ao lado.

Quando abrimos a porta conjugada, o cenário era de pós-guerra sexual. Arthuro, Lucas, Cíntia e Douglas estavam lá, em diferentes estados de relaxamento. Entramos abraçados, eu segurando a cintura do Murilo, ambos visivelmente marcados pela batalha que tínhamos acabado de travar. Douglas nos escaneou de cima a baixo com um olhar afiado, captando cada mancha de porra na nossa pele, mas o Lucas e o Arthuro pareciam mergulhados na própria satisfação.

​Sem dar tempo para perguntas, Murilo me puxou para dentro do banheiro e trancou a porta novamente com um movimento ágil.

— Só não comenta com o Douglas que eu pedi seu número — ele sussurrou.

​— Por quê? Ciúmes? — perguntei, encostando-o na pia.

​— Ele é muito ciumento quando não é incluído — ele explicou, revirando os olhos.

— Mas eu sei que ele faz as coisas dele por trás. Deixa pra lá.

​Dei um beijo na testa dele e olhei para baixo. Para minha surpresa, o meu pau estava erguido novamente, firme e latejante sob o efeito daquela adrenalina contínua.

— Olha só... eu quero te dar mais um pouco. O pau ainda tá...— Tá duro! — Murilo exclamou, com um brilho de fome nos olhos.

— Deixa eu aproveitar isso mais um pouco.

​Ele passou a mão na entrada do seu cu, que ainda estava escorregadia pelo meu gozo anterior, e apontou para o vaso sanitário.

— Senta aí.

​Eu me sentei na tampa do vaso e ele veio por cima, montando em mim com uma precisão cirúrgica. Ele desceu devagar, sentindo meu pau entrar novamente naquela umidade quente.

— Caralho, que delícia... — murmurei, segurando a cintura dele.

​— Você não cansa, né, Bernardo? — ele murmurou no meu ouvido.

​— Eu não sei por que essa porra ainda tá dura, Murilo... deve ser o tesão que você me desperta. Eu ainda quero te comer muito.

​— É porque você quer me destruir de novo — ele riu, olhando no fundo dos meus olhos enquanto começava a rebolar sentado em mim, ali mesmo no vaso, ainda sujos de toda a foda anterior.

— Eu tô com tanto tesão que sei que vou gozar mais uma vez.

​Nesse exato momento, três batidas fortes soaram na porta do banheiro. O som de Douglas chamando do outro lado era insistente. Eu ameacei levantar, mas o Murilo segurou meu rosto com as duas mãos, fixando seu olhar no meu com uma intensidade avassaladora.

​— Ignora, Bernardo... deve ser o Douglas, deixa pra lá — ele sibilou, acelerando o movimento do quadril sobre mim.

— Aproveita aqui. Agora é só o que a gente sente. Fode mais um pouco, vai... fode o seu putinho antes da gente sair.

​E ali, entre o som do chuveiro que começava a correr e as batidas abafadas na porta, eu enterrado no Murilo dentro de um banheiro trancado, ignorando o mundo lá fora para esgotar a última gota de virilidade daquela noite inesquecível.

​Dentro daquele banheiro trancado, o mundo lá fora, com o Douglas batendo na porta e as vozes, parecia uma realidade distorcente e distante. Eu estava sentado na privada e o Murilo, montado no meu colo, ignorava cada solavanco da porta. Ele não estava ali apenas para transar; ele queria extrair cada gota de mim.

​Ele rebolava com uma cadência que me fazia apertar a louça do vaso com os dedos, enquanto nossas bocas se devoravam. De repente, ele parou o movimento brusco, suavizou a expressão e passou a mão no meu rosto, limpando o suor que ardia nos meus olhos.

— Eu gosto assim também, Bernardo... — ele sussurrou, a voz carregada de uma doçura súbita.

— Gosto de transar com carinho, sentindo cada centímetros da sua piroca.

​— É... mas a gente não aguenta mais, né? — respondi, rindo entre dentes, sentindo o cansaço começar a pesar nos músculos.

— Vou ficar todo assado amanhã, mas foi bom pra caralho. — Murilo disse.

​— Tudo que é gostoso acaba... — suspirei.

​— Então soca forte só mais um pouquinho — ele pediu, os olhos suplicantes.

​Eu não neguei. Segurei-o com força, fazendo um vácuo com o corpo, e comecei a estocar de baixo para cima com uma fúria renovada. O som do meu pau batendo no fundo dele ecoava dentro do banheiro, um ruído oco e úmido. O Murilo começou a gemer muito alto, perdendo a compostura.

— Ai, porra! Caralho! — ele gritava, a voz subindo de tom. — Bernardo, caralho, onde você tá? Mete, porra!

​— Que porra é essa? — perguntei, rindo da loucura dele.

​— Eu gosto assim! Gosto quando você fica forte, caralho! — ele urrava, fazendo questão de que o Douglas ouvisse cada xingamento. — Eu gosto de provocar ele também, de mostrar que você é um monstro!

​— Então senta aqui e vai! Sente, porra! Sente essa piroca entrar toda! — eu comandava, enquanto ele se acabava no meu colo.

​— Ela já sabe o caminho todo aqui dentro, né? — ele arquejou, sentindo o preenchimento final.

​— Sabe... — respondi, sentindo a última pulsação de energia.

​O Murilo levantou-se devagar, as coxas tremendo, e me puxou pela mão.

— Vamos tomar nosso banho... deixa eu te limpar.

​Fomos para o box. O chuveiro estava fraco, a água caindo numa temperatura morna que relaxava os nervos. Sem aviso, o Murilo se agachou. Ele segurou o meu pau, que ainda estava lambuzado com o leite e com o suor da nossa foda, e começou a chupar com uma dedicação técnica.

​A sensação foi tão intensa, a sucção tão perfeita, que eu tive um espasmo. Meu corpo travou, as costas arquearam contra o azulejo frio e eu tive a certeza de que ia gozar de novo.

— Caralho... vou gozar na sua boca! — avisei, a voz falhando.

​Tive aquela sensação de descarga, o espasmo subiu pela uretra, mas não saiu nada. Foi apenas o eco do prazer, um orgasmo seco de quem já tinha dado tudo.

— Puta que pariu... seu pau tá lindo, Bernardo — ele murmurou, olhando para a ereção que ainda se mantinha firme.

​— Era o que estava no seu cu até agora — brinquei, puxando-o para um beijo e dando um tapa estalado na sua bunda. — Ai! — ele gritou, rindo.

​Limpamo-nos rapidamente, dividindo o sabonete e trocando olhares de quem tinha compartilhado um segredo perigoso. Quando desligamos o chuveiro, percebemos que não havia toalhas limpas; já tinha acabado com o estoque.

​Saímos do banheiro praticamente nus, com a pele brilhando e o vapor nos seguindo. A cena foi cômica: cruzamos o quarto em direção aos outros, e o silêncio se instalou por um segundo antes de ser quebrado pelos assobios.

— Caralho, que show vocês deram! — alguém gritou.

​Eu ri, meio sem graça, tentando manter a pose. O Murilo, sem pudor nenhum, olhou para a prima e disparou:

— Ele é um gostoso, Cíntia! Eu tinha que dar pra ele dessa forma.

Ele me deu um beijo rápido no rosto, uma marca de território diante de todos.

​O Lucas, percebendo o clima, jogou uma toalha pra mim.

— Caralho, vamo lá pegar as roupas antes que o dia clareie de vez.

​— Eu vou com vocês — o Arthuro se prontificou, levantando-se da cama.

​Nós três, eu, Lucas e Arthuro ; voltamos para o outro quarto para resgatar nossos pertences. Assim que fechamos a porta, deixando o casal e a Cíntia para trás, o Lucas me deu um murro leve na barriga, rindo:

— Caralho, Bernardo... você destruiu o moleque! Dava pra ouvir os gritos dele lá do outro lado!

​O Arthuro riu, vestindo a calça:

— Aproveitou, né, Ber?

​— Aproveitei muito — confessei, sentindo o corpo finalmente pesar. — E vocês? Como foi?

​— A gente aproveitou bastante também — Arthuro respondeu, com um olhar buscando Lucas. — Mas a gente fala disso depois. Já deve estar tarde.

​O Lucas olhou para a hora no celular:

— Já são seis e meia da manhã. Acho que já deu o que tinha que dar.

​Enquanto nos vestíamos rápido, o Lucas parou e me olhou sério:

— Você comeu ele sem camisinha, Bernardo?

​— Ai, cara... eu não avisei... — murmurei, terminando de abotoar a bermuda.

​— Você tá maluco? — ele retrucou, incrédulo.

​— Foi só o Murilo, cara. E eu tomo PrEP... eu me cuido.

​— Então por que usou preservativo antes? — o Lucas perguntou, rindo da minha lógica furada.

​— Ah, porque não protege contra todas as doenças, né, porra? — respondi, e ele caiu na gargalhada, balançando a cabeça.

​— Tô ligado, tô ligado... você é foda.

​Saímos do quarto e encontramos o restante do grupo. O clima tinha mudado. O Douglas estava sentado num canto, a expressão fechada, visivelmente chateado com a exclusão do banho e o tempo que ficamos trancados. O quarto ainda cheirava ao beck que ele tinha fumado para passar o tempo, uma fumaça densa que se misturava à luz pálida da manhã que começava a vazar pelas frestas.

​O Murilo me olhou uma última vez, um olhar de missão cumprida, enquanto o Douglas evitava contato visual. A noite naquele lugar tinha terminado, mas as marcas físicas e invisíveis estavam em cada um de nós.

Assim que pisamos de volta no quarto conjugado, a atmosfera mudou instantaneamente. A Cíntia, que parecia ligada no duzentos e vinte, não perdeu tempo. Ela avançou, pegou na mão do Arthuro com firmeza e nos olhou enquanto levantávamos da cama.

​— Vem cá, lindão — ela disse para o Arthuro, com um sorriso predatório. — Eu preciso que você saia desse quarto agora.

​Eu e o Lucas nos aproximamos para a despedida. Nos agachamos para cumprimentar o casal que ainda estava na cama. Fui direto até o Douglas, enquanto o Lucas se encarregava de falar com o Murilo. Eu queria sentir a reação do Douglas depois de tudo. No momento em que me agachei para dar um abraço nele, ele reagiu rápido: levantou-se, me envolveu com força e me puxou para um beijo.

Não foi um beijo de tchau. Foi um beijo intenso, possessivo, carregado de língua e do gosto de pecado daquela noite. Quando nos afastamos, ele me olhou nos olhos e soltou:

— Tá de despedida... depois de ter deixado meu namorado todo fodido por você, eu merecia um beijo desse, né?

​Eu soltei uma risada cínica, sentindo o ego inflado.

— Apagou ele? — perguntei, olhando de soslaio para o Murilo.

— Ainda não — Douglas respondeu com um sorrisinho de canto.

​Fui até o Murilo assim que o Lucas deu espaço. O Lucas o abraçou e já estava indo em direção ao Douglas para fechar o ciclo. Antes de qualquer gesto, o Murilo me olhou com uma cumplicidade absurda e sussurrou enquanto nos abraçávamos:

— Depois responde a a minha mensagem e tal...

Ele segurou meu rosto com as mãos ainda quentes, me deu um beijo na bochecha, eu retribuí com um beijo na testa dele e, para finalizar, um selinho demorado.

— Até a próxima, meninos — disse o Murilo.

— Até a próxima — o Douglas completou.

​Eu já estava saindo com o Lucas, mas o Murilo não estava satisfeito. Ele me puxou pelo braço, na correria, e me deu um beijo cinematográfico na frente do Douglas.

— Agora sim. Do jeito que eu gosto — ele disse, me olhando de cima a baixo. — Você maior gostoso, Bernardo.

​O detalhe era que o Murilo ainda estava ali, pelado, exibindo o corpo marcado pela nossa foda. O Douglas, percebendo que o dia já tinha clareado demais, deu o ultimato:

— Veste a roupa, Murilo! Bora!

Descemos as escadas e a claridade da manhã já agredia os olhos. O lugar estava totalmente iluminado. Já vestidos, passamos pela área da piscina e vimos o Arthuro e a Cíntia ainda em um clima de despedida, se beijando.

​— Bora, Arthuro! Tá dando nossa hora, cara — o Lucas chamou, cortando o clima deles.

— Já vou! — o Arthuro respondeu.

​Saímos pelo portão de ferro e o Arthuro veio logo atrás, balançando uma garrafa de bebida, rindo como se a noite tivesse acabado de começar.

— Bora, bora, bora! — ele gritava.

​— Arthuro, você vai dirigir sua moto agora? — perguntei, incrédulo, enquanto parávamos do lado de fora. — Você tá louco, cara? Tá maluco?

— Cara, eu consigo dirigir assim — ele retrucou, com a voz levemente arrastada.

— Não, sem condições — sentenciei.

​Ficamos ali no impasse.

— Então o que a gente faz? Deixa a moto aqui e pega um Uber? — o Arthuro sugeriu.

O Lucas, querendo ajudar, disse: — Olha, eu não tenho carteira, mas eu sei pilotar moto. Se você quiser...

— Não! Já tá bom de tudo o que a gente fez hoje à noite — eu disse, e caímos na risada.

​O Arthuro olhou para o Lucas e perguntou sobre a casa dele.

— Lucas disse que a casa dele não é longe daqui, né? O que você acha de deixar a moto lá? — ele perguntou para mim.

— Hã? O que vocês estão pretendendo fazer?

— Confia, confia — o Arthuro insistiu. — A gente deixa a moto na casa do Lucas e nós dois vamos embora de Uber.

​— Mas ele vai pilotar sem habilitação? — questionei.

— Ah, ele disse que é perto, não vai ter caô nenhum — o Arthuro garantiu.

— Eu consigo pilotar, não tem problema algum. Só se eu der um gole aqui — o Arthuro tentou pegar a garrafa, mas eu a arranquei da mão dele.

​— Não! Faz o seguinte: do mesmo jeito que a gente chegou, a gente vai até a casa do Lucas. Deixa ele lá de moto e de lá a gente chama o Uber. Aí você deixa a moto lá. Pode ser? — propus.

— Pode — o Arthuro aceitou. — Mas e você? Você também não sabe dirigir moto?

​— Não, não sei. Só sei carro — menti, me fazendo de desentendido. Na verdade, eu sabia me virar, mas não queria aquela responsabilidade.

O Lucas tentou me desmascarar: — Ué, mas você sabe dirigir carro. Moto é tranquilo. Nunca dirigiu?

— Eu não tenho habilitação de moto — reiterei.

— Ah, mas você já andou na moto do Miguel antes, né? — o Arthuro disparou, me entregando.

​Eu, vendo que não tinha escapatória, respirei fundo:

— Arthuro disse: então vem... você é o que está em melhor condição. Vamos até a casa do Lucas, deixa a gente lá, depois chamamos o Uber.

— É — eu concordei.

​O Arthuro pegou a moto e jogou a chave para mim.

— Tá bom, então — aceitei. — Lucas, é muito longe daqui?

— Não, é aqui perto.

​Subi na moto, assumindo o guidão. Eu sabia o que estava fazendo, mas continuei me fazendo de aprendiz para manter o disfarce. Fui na frente, o Lucas montou no meio e o Arthuro veio por último, prensando a gente. Estávamos espremidos, sentindo o calor um do outro mais uma vez e o cheiro de sexo que ainda exalava das nossas peles.

​— Caralho, Lucas, tu é grandão, porra! — o Arthuro reclamou.

— É, mas vocêtambém! — o Lucas riu alto.

— Cala a boca, meninos. Vambora — ordenei.

​Liguei a moto e arranquei. Em menos de cinco minutos, estávamos na frente da casa do Lucas. O vento da manhã batendo no rosto ajudou a baixar a adrenalina.

— Bom, vocês podem deixar a moto aqui, perto do carro do meu pai, sem problema algum — o Lucas orientou.

— Tá bom. Depois o Arthuro vem buscar — respondi.

​Enquanto chamávamos o Uber, o aplicativo indicava dez minutos de espera. Ficamos os três ali na calçada. O Lucas, rindo, resolveu abrir o jogo:

— O Uber demora, mas deixa eu te falar... esse seu amigo aí... — apontou para o Arthuro.

— Ah, cala a boca, boca de sacola ! — o Arthuro tentou interromper.

​— O que foi? — perguntei.

— Ele mesmo! Ele me chamou pra comer aquela mina lá, a Cíntia, e no meio daquilo tudo ele estava doido pra me comer também! — o Lucas entregou, rindo da cara do Arthuro.

​Olhei para o Arthuro, surpreso.

— Nossa, Arthuro! Que isso?

— Ah, olha aí... ele tem o maior rabão! — o Arthuro gritou, sem vergonha nenhuma.

— Cala a boca, cara! Fala baixo! — o Lucas pediu, rindo.

​— Entendi, entendi — eu disse, balançando a cabeça. — Mas depois a gente conversa sobre isso. O carro tá demorando muito.

​O Lucas chegou mais perto, abraçou nós dois ao mesmo tempo e disse, com sinceridade:

— Caralho, a gente se divertiu essa noite. Valeu a pena, né?

— Valeu — respondi. — Agora eu só quero chegar em casa e descansar.

​O carro finalmente chegou. Eu entrei primeiro no banco de trás. O Arthuro e o Lucas fizeram um sinal rápido, uma troca de olhares de quem viveu algo épico, e o Arthuro entrou logo depois.

— Bom dia — dissemos para o motorista.

​Seguimos em direção à casa do Arthuro. Ele ainda segurava a garrafa.

— Dentro do carro não pode, Arthuro — avisei.

— Ah, de boa, pode beber aí, fica à vontade — o motorista liberou, para nossa sorte.

​Eu estava exausto. Encostei a cabeça no ombro do Arthuro e apaguei. O cansaço da foda bruta com o Murilo e toda a tensão da noite cobraram o preço. Só senti o mundo girar quando ele se mexeu.

— Bêr... já chegamos.

— Já na minha casa? — perguntei, com a voz de sono.

— Não, na minha. Eu vou lá, tá? Beijos, se cuida, depois a gente se fala.

— Tá bom — respondi.

​Ele desceu e o motorista seguiu. Passaram-se menos de três minutos e o carro parou na porta da minha casa. Desci rápido, entrei em casa e a última coisa que lembro foi de cair na cama com o sol iluminando o quarto, encerrando de vez aquele momento mais insano da minha semana...

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Comentários

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O Bernardo, até agora, é um dos meus personagens preferidos. Ele está sendo muito bem escrito, e o desenvolvimento dele é notável e, até agora, é um dos melhores protagonistas que estou lendo em contos nesse site. Gosto desse lado dele dominante, mostrando quem é que manda.

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Falta um sexo só entre o Bernardo e o Lucas também.

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Mais um capítulo perfeito, como sempre. Agora só falta o sexo em trio com o Bernardo, Arthuro e Lucas.

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