O CONSELHO DO MEU PAI TRAÍDO – Cap. 2

Um conto erótico de FIlho_do_meu_pai
Categoria: Heterossexual
Contém 1405 palavras
Data: 28/02/2026 14:59:25

Dois meses depois, meu pai mandou que eu ficasse calado e eu fiquei. Seus conselhos nos guiaram até aqui. Então, que assim seja.

No escritório dele, Letícia garantia incisivamente que o bebê em sua barriga não tão visível assim era meu. Com ela, estavam seus pais. Desconfortáveis, mas ao lado da filha. Como uma família unida, como tem que ser.

- Quem garante que não é do Tiago? – perguntou meu pai.

Letícia olhou para mim, surpresa. Não esperava que ele soubesse… detalhes. Do Tiago. Do surfista.

- Tiago é um amigo. Eu o encontrei depois de anos. Apenas isso.

- Então, por que vocês foram ao cinema dias depois do fim?

- Como… você sabe?

Meu pai sorriu. Maquiavélico.

Impressionante como detetives particulares comprovam a infinidade de sinais que estavam ali.

Só não tinha entendido por que meu pai jogara a carta do cinema e não as outras mais, digamos, irrefutáveis.

- Eu estava triste. Ele me ajudou. Me aconselhou…

- Fazendo um filho em você? – interrompeu meu pai, zombando.

Os pais dela se remexeram na cadeira.

- O senhor não está sendo justo. Não se pode ter amigo homem?

Meu pai parecia se divertir.

- Amigo pra quê? Para se ter como plano B? C? D? E?

- Pare, por favor.

Uma lágrima caiu de seus olhos. Eu continuava como uma estátua. Louco (louca, no caso dela) quem se atreve a mexer com meu pai no seu estado da arte.

- Pois façamos o seguinte. Um teste de paternidade. Aí o senhor vai ver que seu filho é o pai.

Meu pai nem pestanejou.

- Tá bom. Vamos. Quer que eu pague?

- Não precisa. Eu pago.

- Você?

- Sim.

Havia desafio na voz dela.

- Tudo bem – respondeu meu pai, um sorriso arrogante no rosto.

- Mas se for seu neto, eu vou casar com seu filho.

Meu pai gargalhou. Gargalhou muito.

- Mais alguma coisa?

Letícia encolheu-se um pouco, mas não disse mais nada. Meu pai era indobrável.

- Então, é isso. Podem ir. Veremos o que diz o teste de paternidade.

Quando se foram, meu pai disse:

- É só apertar que ela confessa.

- Por que o senhor não mostrou as outras provas?

- Não valeria a pena. Na realidade… não quis ver o drama.

No quarto, quis acreditar em Letícia. Ela parecia tão… verdadeira. Pelo menos na questão do pai do bebê. Eu, possivelmente.

Porém, o teste veio e a probabilidade de paternidade foi de 0,00%. Eu não era o pai.

Meu pai foi mais longe e, sem me comunicar antes, fez o teste com o Tiago. Para surpresa de ninguém, 99,97% de probabilidade dele ser o pai. Confirmado. Incontestável. É isso.

- Você se livrou de uma furada. Como já sabemos… não vale a pena amar, se apaixonar e todos esses sentimentos de pessoas fracas. Ganhar dinheiro e comer puta é o que fazemos. É o que somos. Garanto que somos mais honrados que a maioria desses pais de família que são adúlteros com suas esposas vagabundas e traidoras também. Sinto-me realizado com a forma como vivemos. E você deveria se sentir assim também.

- Me sinto, meu pai.

Falei a verdade pois realmente me sentia assim. Se era lavagem cerebral ou parte da minha natureza, deixo para discutir depois.

Meu pai adorou aquilo. Eu até tinha achado estranho ele ter sido permissivo com meu curto namoro com Letícia. Na certa, ele fez isso para provar um ponto. O seu ponto. E no fim das contas, deve ter saído melhor que a encomenda. Só faltou me dizer “te avisei”, mas acho que preferiu mostrar humildade.

Naquele mesmo dia, horas depois, escolhi uma garota de programa parecida com Letícia. Ela chegou trazendo os resultados do seu último exame de DST’s. Era de anteontem. Tudo certo para o que eu queria fazer.

Na prisão que era meu quarto, comi apenas o cu dela. De quatro. Durante horas. Mediante viagra para potencializar o efeito. Esgotando um tubo inteiro de lubrificante porque não sou tão malvado assim, mesmo com as putas. Meu pai não gostava quando eu tinha atitudes assim, mas ele não precisava saber dessa vez.

Minha segunda mentirinha. “Desculpa, meu pai”.

De todo modo, me vinguei do meu próprio sentimento. E isso me excitou como nunca.

Depois de ter gozado dentro três vezes, sem camisinha e vendo o cuzinho da puta bem aberto, não pude resistir ao pensamento de me achar um artista. “Eu caprichei”, pensei.

E o melhor? A garota de programa ainda me disse obrigado. Uma puta profissional.

- Vou te chamar de novo – garanti a ela.

- Chame mesmo. Adoro cliente chateado querendo descontar em mim. Ganho muito mais verdinhos.

E ganhou mesmo. Cinco vezes mais o que tínhamos combinado.

- Acordo justo, gato – ela disse – Você e seu pai são os melhores.

Assenti.

Ela se foi, rebolando e piscando para mim. E, de certo modo, ela era até melhor que a Letícia mesmo. “Deveria trocar por ela?”, pensei e ri da minha heresia.

Um dia saía do banco em direção ao meu Mercedes quando vi Letícia. Ela tentou se aproximar. Os seguranças a impediram. Ela gritou:

- Só uma frase e sumo da sua vida para sempre.

Gostei da proposta.

Permiti que se aproximasse.

Ela veio e me entregou um papel.

- Que é isso?

- Leia.

Olhei. Li. Uau. Tiago é estéril.

- E eu não transei com ele.

E saiu correndo.

Em casa, meu pai riu quando viu o documento.

- Adulteração barata. Ela quer um corno para amansar. E o corno que ela quer é você. O problema dela é que eu existo. Meu prazer é quase doentio para desmascarar essas vagabundas. O que elas pensam que são? O QUE ELAS PENSAM QUE SÃO?

Ele riu alto demais. A casa pareceu tremer por alguns segundos.

- Ligue pra isso não. – ele continuou – Já está resolvido. Chame novamente a puta daquele dia e descarregue sua raiva nela. Inclusive, tava vendo o perfil dela e essa putinha é das melhores mesmo. Aguenta tudo. Até vou chamá-la para mim qualquer dia desses… Ah, depois, procure relaxar. Temos negócios para tratar.

Mas não chamei a puta. Disse no dia seguinte que tinha chamado e feito ela pedir clemência. Minha terceira mentira a meu pai. Mas essa, provavelmente, ele saberia.

Tempo depois, fui até Letícia. Não sei porque fiz isso. Piedade? Ela sorriu quando me viu. Depois, ficou triste ao perceber minha expressão vazia. Eu disse:

- Se o filho for meu, você não será a mãe que cuidará dele. Se não for, você será feliz ao lado dele.

Ela arregalou os olhos. Completei:

- Sendo meu filho, meu pai criará nos seus moldes. Sem você. E você não terá a menor chance contra ele. Se quiser isso, siga em frente na sua luta, mas… não recomendo. De todo modo, boa sorte. Você parece que não vai desistir mesmo.

- Você já está desistindo.

- Eu não estou em luta. É diferente…

- Por que?

Não respondi. Ela não precisava saber. O que aconteceu na minha família só pertence a mim, a meu pai e… a elas, onde quer que elas estivessem.

- Esteja avisada, Letícia.

- Não vou desistir do que é certo.

- Tudo bem, mas não espere amor de muita parte.

Saí sem vê-la responder. Mas antes percebi os olhos dela faiscando de raiva. Ela ia em frente, isso era fato consumado. Que estivesse preparada pois meu pai jogaria duro. Muito duro.

E quer saber, por mais irônico que pudesse ser, eu estava torcendo pela briga. Seria uma novidade interessante na minha vida monótona. Se ele soubesse…

Não acho que devo contar isso como mentira. Ele não me perguntou o que eu acho disso tudo.

Enquanto isso se desenrolava, peguei meu celular. O contato: a puta daquele dia. Sim, estava salvo dessa forma. Liguei.

- Hoje quero seus serviços.

- Mesmo jeito da vez passada?

- Diferente.

- Diferente como?

- Preciso de você assim, vista o seguinte…

Expliquei para ela.

- Uau. Isso é… diferente mesmo.

- As roupas chegarão em sua casa em uma hora.

- Okay – percebi a excitação na sua risada – E que nome queres me dar?

“Queres?”, ri por dentro. Uma puta culta? Ok, talvez isso nem seja tão culto assim. Só… incomum no português brasileiro.

Meu pai teria adorado esse meu pensamento por achar que eu estaria zombado de uma mulher, mas… fiquei encantado por ela. Se ele soubesse disso…

A puta tinha ganhado um nome para mim.

Vanessa.

Curioso essas coisas sobre eu mesmo.

Seria a quarta mentira para meu pai. Ainda não é, mas poderia ser.

Um pensamento sombrio me ocorreu: estou mentindo demais?

- Letícia.

Foi o que respondi a ela.

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Foto de perfil genéricacarlos_leonardoContos: 22Seguidores: 118Seguindo: 88Mensagem Autor de contos, além de leitor, apreciador e comentarista de vários outros. Para mensagens privadas: carleonardo1986@gmail.com

Comentários

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pow, mas aí que está...

se já teve o exame, por que cacete ele foi lá para duvidar se ainda é o pai.

ora bolas, mesmo que seja verdade a alegação dela de não ter transado com o tiago, ela poderia muito bem ter transado com um outro.

isso pelo menos é o que o exame diz.

afinal de contas, já que foi ela que pagou o exame, a clínica foi de sua confiança.

ah não ser que o pai dele pagou muito dinheiro para alguém adulterar o exame.

contudo,embora tenho um certo grau de sadismo, devido ao infeliz trauma com a traição, não me parece ser do fetio dele ser um trambiqueiro. pelo o contrário, seu prazer é caçar trambiques.

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acrescentando que amei o primeiro capitulo e eestava ansioso para você dar continuadade com a série.

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na verdade este esta com cara de ser um 3 capitulo.

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acho que engoliu barirga em algumas passagens, meu mano carlos.

primeiro capitulo termina assim:

"Completamente alheio ao resto do ambiente, me virei, entrei no meu Mercedes e fui embora. Cheguei em casa por volta de 20h. Meu pai assistia televisão.

- Até que você chegou cedo. Fez o que deveria ter feito?

- Sim.

Ele se levantou, veio até mim, fazendo um carinho no meu ombro.

- Esse é meu garoto. Agora posso dormir. Boa noite.

E na sala fiquei, aliviado, por não ser refém das minhas desconfianças."

houve um lapso temporal aí hahahaa

como eles já chegaram em uma discussão sobre gravidez?

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Dois meses depois. Coloquei no começo, mas vou até reler pq vc me deixou com dúvidas kkkk

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é poxa..

ultimo capitulo não deixa momento em que leticia fala da gravidez e nem quando o pai dele colocou o detective para monitorá-la.

prota comenta com o pai além das evidencias do cinema, ainda haviam outras. ou seja há passagens consideráveis que não foram mostradas.

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Mas é isso mesmo, foi proposital. Do término até o cap 2, aconteceram algumas coisas que resultaram em Letícia e família no escritório do pai do protagonista. Fomos logo pro desenrolar.

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