Tatiane era uma contadora de 30 anos, recém‑separada e tentando se reorganizar depois de um divórcio conturbado: baixinha, pouca gordura, com seios pequenos e firmes, cintura fina e uma bunda grande, redonda e empinada, que chamava atenção mesmo sem esforço. Marcelo, economista de 40 anos, era mais alto, corpo normal e atlético, casado há 15 anos, com rotina estável e uma imagem de homem sério e correto. Ambos eram servidores municipais em Curitiba, trabalhando no mesmo prédio, em setores diferentes, e se conheciam havia quase 10 anos, com uma amizade de sempre, sem flertes nem desejos de romance.
Numa segunda‑feira chuvosa, eles se encontraram no elevador lotado e brincaram sobre cortes de verba, com um clima leve, mas já com um toque de tensão entre os dois, sem que percebessem. Quando Tatiane comprou uma cama nova e o montador faltou, pediu ajuda a Marcelo, que, sem segundas intenções, se ofereceu para ir até a casa dela no sábado. O clima ficou estranho por alguns segundos, com Tatiane de banho tomado, de roupa curta e leve, mas Marcelo se manteve correto, a ajuda foi só montar a cama e tudo terminou com um “obrigada” sincero e nenhum dos dois vendo ali algo além de uma boa ação.
Na semana seguinte, porém, as conversas fora do expediente aumentaram: WhatsApp, mensagens até tarde, risadas sobre séries, política local, vida de servidor, e um certo clima romântico começou a se formar, sem confissões, mas com olhares e palavras mais carinhosas, como se a amizade deles estivesse mudando devagar, sem que eles ainda admitissem para si mesmos.
No dia de saná, Marcelo mandou a primeira mensagem cedo, com um tom de brincadeira solta depois de um tempo a sós com a esposa viajando. A conversa fluiu leve, com Tatiane respondendo do sofá, com a mesma risada tranquila, sem julgamentos aparentes. Entre brincadeiras de “dar uma força” e trocas de confissões sobre a rotina, Marcelo e Tatiane começaram a flertar sem assumir, com joguinhos de palavras sobre ajuda, “pintar a casa” e “má intenção”, mas mantendo a linha de “amizade certinha”.
Ela dizia que era sincera, direta, e que, se um dia confundisse as coisas, ia avisar. Ele admitia que tinha medo desse tipo de proximidade com mulheres em geral, mas que, com ela, se sentia à vontade. A conversa se alongou até tarde, sem entrar em detalhes proibidos, mas com a sensação de que algo começava a se mexer entre os dois, mesmo só no celular.
No dia de formingo, o WhatsApp esquentou de novo. Marcelo avisou que estava a caminho, e ela respondeu dizendo que ainda estava limpando a casa, mas que podia ser aquele horário. Ele confirmou de volta, com a cabeça cheia das mensagens dos dois, da promessa de “honestidade” e da possibilidade de ir além, sem saber ainda se aquilo seria só uma visita entre amigos ou algo mais.
Quando apertou a campainha do sobrado 03, a parte virtual virou real, e a porta se abriu com Tatiane ali, de short curto e regata leve, com o corpo chamando atenção sem querer — e com a promessa, implícita, de que aquela tarde não seria como qualquer outra.
Depois que a porta do sobrado 03 se abriu e Marcelo entrou, com o saquinho discreto que ele tinha evitado mencionar com tanto cuidado, o clima entre eles já não era mais só de amizade certinha. Ainda mantendo o tom de conversa leve, sem gritar “isso aqui é proibido”, eles se sentaram no sofá da sala, com a cama ainda em fase de “encanamento” de lençóis e a casa respirando o cheiro de pano de chão molhado e de silêncio doméstico.
A ideia de fumar surgia naturalmente, sem necessidade de longa preparação. Marcelo pegou um cigarro do saquinho, que na verdade era um “Beck” enrolado com maconha, com a mesma calma de quem ia acender um cigarro comum. Tatiane observou os gestos dele, a concentração nos olhos e nas mãos, e pediu para provar, com a curiosidade de quem já tinha ouvido histórias, mas nunca encarado a coisa de perto.
— Tá, só porque a gente já combinou que a gente é direto, então vou ser: passa isso pra mim, eu quero saber como é isso que você vive dizendo que é “bom” — ela disse, com um sorriso meio tímido, meio curioso, ajeitando a perna dobrada sob o shortinho que subia sem querer.
Ele riu, sem exagerar, acendendo o Beck com o isqueiro, tragando devagar, segurando a fumaça por alguns segundos antes de passar para ela. A risada cresceu quando Tatiane tossiu, com a cabeça leve e a respiração desacelerada, mas o segundo trago veio mais suave, com a pulsação acelerando e o olhar se soltando.
— Ahhhhhh, isso aqui é algo… diferente… — ela disse, recostando melhor no sofá, com as pernas dobradas e o corpo relaxando de verdade, a regata fina deixando os seios pequenos se moverem com a respiração, enquanto o olhar de Marcelo tentava manter a discrição, sem encarar direto, mas sem conseguir se afastar.
No terceiro trago, a tensão relaxou de vez. A sala parecia mais ampla, os móveis bem definidos, a luz de fevereiro mais dourada, e a brincadeira de antes começou a se transformar em algo mais íntimo. O olhar de Marcelo, que antes se escondia no chão, passou para o rosto dela, para os olhos brilhantes, para a boca entreaberta, e finalmente, com a pulsação dele batendo forte, encontrou o corpo dela, que agora se entregava ao sofá, sem artifício, sem postura de “cidadã certinha”.
— E aí, Tatiane, essa confusão vai começar? — perguntou ele, com a voz grave, mas com a leveza de quem já tinha se entregado à possibilidade de algo mais do que amizade.
Ela riu, sem responder com palavras, mas com o corpo que se inclinou na direção dele, com as mãos que se aproximaram, com a boca que se aproximou do pescoço dele, soltando um gemido baixo quando os lábios encontraram a pele quente. Ainda com o cigarro apagado na lateral, eles começaram a se beijar, com a intensidade de quem já tinha conversado por horas, por dias, por meses, sem nunca ter se tocado, e agora quebrando a linha de “amizade” sem medo de ser “confundido”.
As mãos de Marcelo seguiram o contorno da cintura dela, deslizando pelos quadris largos, pela bunda grande e empinada, com a respiração acelerando, sem se preocupar com o fato de estar casado, com a esposa, com a família, com a vida de “cidadão certinho”: ele só queria estar ali, no momento, com ela, que parecia compartilhar a mesma sensação de liberdade alucinada, suave, sem culpa.
Ela, com os olhos fechados, soltou um gemido longo, com o corpo que se entregava à massagem suave das mãos dele, sem tentar se esconder, sem tentar manter a postura, mas sem perder a sinceridade, a honestidade, a promessa de “confusão” que ela tinha dito que, se chegasse, ia avisar.
O beijo se intensificou, com as mãos de Marcelo explorando a pele macia desde os seios pequenos e firmes, passando pela barriga, descendo até o calor entre as pernas de Tatiane, que já estava úmida por baixo do shortinho. A mão dele deslizou por dentro do tecido fino, contornando a bunda carnuda, apertando, levantando leve o quadril dela do sofá, enquanto a outra mão segurava um dos seios pela regata, esfregando o mamilo endurecido contra o tecido fino, provocando um arrepio que ela não conseguiu disfarçar.
As mãos de Tatiane desceram para o zíper da calça jeans dele, puxando devagar, sentindo o volume rijo por baixo da cueca, o sexo pulsando, quente, pesado, pronto. Ela soltou o botão, puxou o zíper para baixo, afastou a calça para o lado, abriu a cueca e fechou a mão em torno do pênis, com um movimento lento, firme, sentindo a textura da pele, a grossura da veia, o calor intenso. Ele soltou um respiro profundo, com os olhos se fechando por alguns segundos, aproveitando a pressão dos dedos dela, os movimentos firmes que faziam o corpo dele se arquear levemente.
Ainda no sofá, eles se abraçaram, com o corpo de Marcelo cobrindo o dela, com a roupa caindo em movimentos silenciosos e carinhosos: a regata puxada para cima, os seios expostos, os mamilos rosados e duros, os braços livres; a calça dele abaixada até os joelhos, a cueca aberta, o sexo inteiro ao encontro da mão dela, firme, quente, pulsando.
Ele desceu com a boca até o centro dela, passando pela barriga, pelos pelos finos, até encontrar a região genital já molhada, com o clitóris franzino, rosado, saliente, e os lábios inchados, vermelhos, brilhando com o líquido claro que escorria entre eles. A língua de Marcelo começou com toques leves, circulando ao redor do clitóris, depois indo mais fundo, lambendo desde o ponto delicado até os lábios inchados, misturando saliva com o suco natural, sentindo o gosto salgado, intenso, intoxicante. A mão dele massageava o bumbum carnudo, levantando levemente o quadril dela do estofado, fazendo a bunda rebolar, tensionar, relaxar, com os empurrões suaves do prazer.
— Ahhh… Marcelo… — ela gemia, com as mãos nos cabelos dele, apertando, puxando, soltando, com a respiração falhando, com o corpo todo estremecendo quando a pressão aumentava e o orgasmo se aproximava.
Quando atingiu o clímax, Tatiane estremeceu inteira, com o músculo vaginal contraindo em ondas rítmicas, com o líquido quente escorrendo pelos lábios inchados, com o suor escorrendo pela barriga, pelas costas, pelo pescoço, com as pernas tremendo, com a bunda grande empinada no ar por alguns segundos antes de voltar ao apoio macio do sofá.
Marcelo subiu de novo, com o corpo cobrindo o dela, com o sexo rijo encostando na entrada ainda pulsante, com o olhar preso ao dela, perguntando sem palavras se ela realmente queria aquilo. Ela respondeu com a perna aberta, com a mão guiando o membro para dentro, com a outra mão apoiando o quadril dele, com um “entra” sussurrado entre labaredas de respiração pesada.
Ele penetrou devagar, sentindo o canal apertado, quente, úmido, envolvendo‑o com força, com a membrana vaginal abrindo‑se em ondas suaves, permitindo a passagem lenta, firme, até que o pênis esteve totalmente dentro dela, com a base encostando nas pregas inchadas, com o corpo de Tatiane arqueando, com os olhos se fechando e um gemido longo se esvaindo.
O ritmo começou lento, com estocadas profundas, com o corpo de Marcelo cobrindo o dela, com o peito encostado nos seios pequenos, com os mamilos duros encostando na pele masculina, com o som de pele batendo em pele, de gemidos contidos, de respirações ofegantes. A mão dele apertava a bunda carnuda, levantando o quadril dela para que o ângulo ficasse mais profundo, fazendo o sexo deslizar para dentro e para fora em movimentos longos, com a bunda de Tatiane rebolando em resposta, aumentando o atrito, o prazer.
A intensidade foi aumentando, mas sem perder o clima leve de entrega. Ele se apoiava nos braços, levantando o corpo por alguns instantes para olhar o rosto dela, ver o suor no rosto, a boca entreaberta, os olhos meio fechados, e voltava para baixo, batendo mais forte, mais rápido, sentindo o corpo dela contrair, tremer, gemer mais alto, até que ela atingiu o segundo orgasmo, com o sexo apertando o pênis dele em ondas repetidas, com o líquido escorrendo mais, molhando a base, o estofado, com o corpo todo tensionado, com a bunda empinada, com os quadris empurrando para cima, buscando mais e mais impacto.
Algumas estocadas depois, Marcelo também atingiu o prazer, com a ejaculação quente se espalhando dentro dela, com a sensação de queda, de peso, de corpo pesado, de memória dos movimentos acelerando e depois desacelerando gradualmente até parar. Ele ficou alguns segundos sobre ela, com o membro ainda pulsando, com o corpo derretendo sobre o dela, com a respiração entrecortada, com o suor misturando‑se, com o cheiro de sexo, de maconha e de pano de chão se misturando em um único aroma quente, íntimo, quase meditativo.
Ainda abraçados no sofá, com o suor secando lentamente, com o cheiro de sexo, de maconha e de pano de chão se misturando, eles ficaram em silêncio por alguns minutos, com o olhar vagueando, sem pressa. Tatiane soltou um suspiro longo, com um sorriso cansado, com a cabeça apoiada no peito dele.
— Então… eu confundi — disse ela, com a voz suave, quase rindo, confirmando em poucas palavras a promessa que tinha feito dias antes.
Marcelo sorriu de volta, sem negar, sem afirmar, só aceitando.
— Pelo jeito, a gente confundiu junto — devolveu, com o tom calmo, mas com a certeza de que, a partir daquele momento, nada seria mais como antes.