Moldada pelo Sapateiro - Capítulo 1

Um conto erótico de Darkness
Categoria: Heterossexual
Contém 3827 palavras
Data: 27/02/2026 12:03:57

Olá pessoal, este conto é inspirado em um conto que garanto que muitos nunca leram ele, mais ele está neste site da casa dos contos eróticos, o conto original é “O sapateiro de tanto insistir comeu a minha noiva” é um conto de 2006. Leio contos eróticos desse site a anos e esse foi um dos primeiros contos que li, apesar de nem chegar perto de muitos contos que são escritos hoje na casa dos contos eróticos esse conto por ser um dos primeiros que li me marcou muito, mas resolvi me inspirar nele para escrever esse conto, a ideia dos personagens, suas motivações,o trajeto da história tudo foi inspirado e mantido uma boa parte da ideia do conto original. Espero que gostem.

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Capítulo 1 - Moldada pelo Sapateiro

Sentado aqui, com o notebook fechado e o som da chuva batendo contra a janela do apartamento, sinto que preciso colocar isso para fora. Sabe aquela sensação de que você está brincando com fogo e, no fundo, só quer ver o tamanho da labareda? Foi assim que tudo começou. Sou o Adilson, 25 anos, alto, pardo, cabelo preto, olhos castanhos. Eu e a minha noiva Adriana temos um relacionamento sólido, ou pelo menos eu achava que tínhamos. Adriana tem 23 anos, corpo tudo durinho, pele morena, cabelos pretos, longos e cacheados, uma bunda de tamanho médio mais durinha, seios médios e os mamilos escuros que são uma delícia. A gente sempre teve nossas brincadeiras provocantes e picantes, também nossas fantasias eram bem safadas. No escuro do quarto, entre lençóis bagunçados, as fantasias corriam soltas desde imaginar fazendo sexo em lugares julgados proibidos até eu sussurrando no ouvido dela sobre como seria se outro homem a possuísse enquanto eu assistia. Ela ria, me chamava de louco, mas o corpo dela respondia. A respiração ficava curta, a pele arrepiava. Era o nosso "segredo seguro".

Mas o seguro começou a ganhar rosto e cheiro de graxa de sapato. Perto da casa dela e do nosso futuro apartamento que estávamos terminando de mobiliar, naquelas ruas estreitas da zona sul de São Paulo, fica a sapataria do Ricardo. Um lugar pequeno, com cheiro forte de couro novo e solvente. Adriana passava por lá quase todos os dias, era caminho para voltar pra casa dos pais ou para ir para nosso futuro apartamento, ela conhecia o Ricardo porque levava suas sandálias, tênis, sapatos para ele arrumar e até às vezes levava da mãe dela e do pai. No começo, eram apenas os relatos dela durante o jantar de elogios e cantadas discretas do Ricardo mais conforme o tempo ele ficou mais ousado.

— O sapateiro mexeu comigo de novo, Adilson, agora ela achou de mandar recado pelos outros. Ele não desiste — ela dizia, rindo enquanto enrolava o macarrão no garfo. — Mandou dizer pela minha prima que meu sorriso ilumina a rua.

— Ele tem bom gosto, ué — eu respondia, tentando parecer despojado, mas sentindo aquele estalo na base da coluna. O ciúme e o tesão são irmãos gêmeos que moram na mesma casa, vocês sabem como é.

Com o tempo, os "elogios" viraram presentes. Uma caixa de bombons "para a cliente mais linda", um desconto generoso em um conserto de salto. Adriana me contava tudo. Eu via o brilho nos olhos dela, uma mistura de vaidade e perigo. Um dia, por pura curiosidade masoquista, fiz questão de levá-la ao trabalho só para ver quem era o sujeito.

— É aquele ali? — perguntei, apontando discretamente para o homem de avental de couro na porta da oficina.

— É ele. O nome é Ricardo — Adriana respondeu, ajeitando a alça da bolsa.

Ele era um homem rústico. Nada de academia ou roupas de marca. Tinha mãos grandes, calejadas, aparentava ter entre 40 e 45 anos, alto, um olhar que parecia atravessar a roupa de qualquer mulher. O que mais chamava a atenção eram os olhos: um azul gélido, quase predatório, que se destacava na pele morena do trabalho pesado.

— O que você acha dele?

— Ah, amor... Ele é bonitinho. Meio bruto, sabe? Mas os olhos... os olhos são realmente bonitos. Têm uma intensidade estranha.

Aquilo ficou ecoando na minha cabeça. Naquela noite, nossa transa foi diferente. Eu a prendi contra a cabeceira e pedi para ela imaginar que era o Ricardo quem estava ali. Ela hesitou, mas depois gemeu o nome dele baixinho. Eu cheguei ao ápice em segundos. A fantasia estava se tornando um vício, uma droga que a gente consumia em doses cavalares, mas ainda protegidos pela parede do "faz de conta".

Até que veio a sexta-feira de Carnaval.

O calor em São Paulo estava insuportável. Aquele mormaço que gruda na pele e faz a gente querer arrancar a roupa em público. Adriana saiu para trabalhar vestindo uma saia de viscose bege, bem leve, que terminava logo acima dos joelhos, e uma regata de alcinha branca. Eu a deixei no metrô e o pensamento de como ela estava gostosa naquela manhã não me abandonou o dia inteiro.

— Vou passar no sapateiro na volta para pegar minha sandália, tá? — ela me avisou por mensagem à tarde. — O fecho quebrou e ele prometeu entregar hoje sem falta.

— Tudo bem, cuidado com a chuva. O céu está ficando bem fechado. — respondi.

E o céu desabou. Aquelas tempestades que transformam a cidade em um caos em questão de minutos. Eu estava preso no escritório, vendo os raios riscarem o céu, imaginando onde ela estaria. Tentei ligar, mas o sinal estava péssimo. O que eu não sabia — e que ela me contaria depois, detalhe por detalhe, enquanto eu me perdia entre o ódio e o êxtase — é que ela tinha acabado de entrar na sapataria exatamente no momento em que começou a chover.

Ela chegou lá correndo, tentando proteger a bolsa. A regata branca, fina como papel, estava colada ao corpo dela, tornando-se quase transparente pela água. O sutiã de renda escura aparecia por baixo, e o frio da chuva tinha deixado os bicos dos peitos dela rígidos, marcando o tecido com uma agressividade que nenhum homem ignoraria. Muito menos um como Ricardo.

— Nossa, Adriana... Você está encharcada — ele disse, com aquela voz rouca, saindo de trás do balcão.

A chuva batia com tanta força que o vento jogava as gotas para dentro da loja. O barulho no telhado de zinco era ensurdecedor.

— Preciso fechar a porta, ou vai inundar tudo aqui — Ricardo anunciou, caminhando até a entrada.

Ele puxou a porta de aço pesada. O som do metal descendo e batendo no chão foi como o fechamento de uma cela. Estavam os dois sozinhos, no escuro, com o cheiro de couro molhado e o som da tempestade abafado.

— Não tem problema eu ficar aqui até passar, né? — Adriana perguntou, tentando secar o rosto com as mãos, sentindo-se vulnerável.

— Problema nenhum — Ricardo respondeu, aproximando-se dela com uma toalha velha, mas limpa. — Na verdade, eu acho ate melhor, assim da para a gente conversar de verdade.

Ali, naquele cubículo cercado de sapatos velhos e ferramentas de corte, a nossa vida de casal ia mudar para sempre. Eu ainda não sabia, mas enquanto eu tomava um café frio no escritório, minha noiva estava prestes a descobrir o que acontece quando a insistência de um homem encontra a curiosidade reprimida de uma mulher, agora vou contar a vocês como ela me contou o que aconteceu naquele dia na sapataria.

[…]

O som da porta de aço descendo foi como o fechar de uma jaula para a minha moralidade, mas o despertar de algo que eu vinha alimentando nas sombras, das inúmeras fantasias que tínhamos entre quatro paredes. O cheiro ali dentro era sufocante e excitante: couro velho, cola de sapato, graxa e o suor viril do Ricardo. Eu estava ensopada. A regata branca de alcinha, transparente como vidro pela chuva, colava na minha pele. Eu sentia o frio da água escorrendo pelo meio dos meus seios.

Ricardo não disse nada de imediato. Ele apenas caminhou até mim. O avental de couro dele rangia a cada passo. Ele parou a centímetros, sua respiração pesada batendo no meu rosto.

— Você está tremendo, Adriana. É frio ou é outra coisa? — ele perguntou, a voz vibrando como um trovão baixo.

— É a chuva, Ricardo... — menti, sentindo minhas pernas fraquejarem.

Ele sabia que agora com a porta fechada eu não tinha pra onde ir, na hora eu não pensei nisso. Ricardo sabia disso, o fato que no momento que perguntei que não tinha problema eu ficar ali até a chuva passar foi quase uma sentença que eu queria alguma coisas, já que aquele homem vinha dando em cima de mim a meses, então Ricardo estendeu a mão áspera e segurou meu queixo, obrigando-me a olhar naqueles olhos azuis predatórios.

— Não mente para mim. Eu vejo como seus mamilos estão duros. Você não está só sentindo frio não é Adriana?

Ele não esperou resposta. Sua mão desceu do meu queixo para o meu pescoço, apertando com uma força controlada que me fez soltar um suspiro curto. Ele me puxou para o sofá de corino velho nos fundos. O móvel rangeu sob nosso peso. Antes que eu pudesse formular um protesto, os lábios dele ja estavam colados aos meus. Não era um beijo de amor; era uma invasão. Tinha gosto de café e urgência. Minha língua, traidora, encontrou a dele e se entrelaçou com um desespero que me assustou.

Ele afastou o rosto, apenas para descer a alça da minha regata e do sutiã. Meu seio saltou para fora, o mamilo escuro e rígido sob a luz amarelada da oficina. Ricardo soltou uma risada e abocanhou a aréola, sugando com uma força que me fez arquear as costas e enterrar as unhas nos braços musculosos dele.

— Ricardo... eu sou noiva, o Adilson... ele vai... — eu tentava falar, mas a frase morreu quando ele soltou o cinto e abriu a braguilha.

O pau dele saltou para fora, pulsante e imenso, com veias que pareciam estradas em relevo. Era uma visão bruta, desprovida da delicadeza do meu noivo. O cheiro de homem bruto era inebriante.

— Esquece ele. Agora é só você e o sapateiro que você tanto atiçou. Ajoelha.

Eu me senti pequena. Meus joelhos tocaram o chão sujo de serragem. Eu olhei para aquele pau diante do meu rosto. Ricardo segurou meu cabelo com força, puxando minha cabeça para trás.

— Abre a boca, Adriana. Me mostra que aquela carinha de santa é só fachada.

Eu obedeci. Envolvi a cabeça dele com os lábios, sentindo o calor e a textura. Ricardo não foi gentil. Ele começou a guiar minha cabeça, forçando o ritmo. Eu sentia o pau dele atingir o fundo da minha garganta, me fazendo engasgar levemente, mas o som do prazer dele — aqueles risos baixos — me deixava em transe.

— Isso... chupa sua puta — ele dizia, as mãos enterradas nos meus cabelos, me usando sem dó.

Eu usei a língua, usei a pressão das bochechas, explorei cada centímetro daquele pau até que ele estivesse no limite. Ele me puxou para cima pelo braço, me jogando de volta no sofá.

— Chega de brincadeira. Eu quero sentir o aperto dessa sua bucetinha — ele ordenou.

Ele arrancou minha saia com um puxão violento. Minha calcinha de renda estava encharcada, uma evidência clara da minha luxúria. Ele a tirou e me jogou sobre a bancada de trabalho, entre martelos, colas e formas de madeira. O metal frio da mesa contra minhas costas era o contraste perfeito para o fogo que ele acendia em mim.

Ricardo abriu minhas pernas com violência. Ele mergulhou o rosto entre minhas coxas sem aviso. A língua dele era como uma lixa quente, trabalhando meu clitóris com uma precisão que me fez gritar. Eu gozei com ele brincado com a língua na minha menininha, meu corpo sacudindo violentamente enquanto ele bebia meu mel direto da fonte.

Sem me dar tempo de respirar, ele se posicionou. Ele segurou minha cintura, os dedos enterrando-se na minha pele, e empurrou.

— Ahhh! — o grito escapou da minha garganta quando ele me preencheu. Ele era grande, bruto demais.

—Adriana! Sente o sapateiro te rasgando, te abrindo toda! — ele gritava enquanto começava as estocadas.

Cada batida do quadril dele contra o meu fazia a bancada de madeira pesada balançar. Ele socava com fúria, sem o ritmo cadenciado do Adilson. Era um ataque. Eu sentia o pau dele batendo no meu colo do útero, me levando a um estado de delírio. Eu estava implorando por mais.

— Me fode, Ricardo! Me fode! — eu pedi, perdendo qualquer rastro de pudor.

Ele me virou, me deixando de frente sobre a bancada. Senti o hálito quente dele na minha nuca enquanto ele me penetrava por trás, segurando meus seios com força. As estocadas eram profundas, viscerais. Eu via as ferramentas de sapateiro tremendo à minha frente a cada impacto. Eu era apenas um pedaço de carne nas mãos dele, e eu nunca tinha me sentido tão usada.

A temperatura dentro daquela sapataria parecia ter subido dez graus. O suor agora se misturava à água da chuva que ainda restava na minha pele, criando uma película escorregadia entre o meu corpo e o do Ricardo. Eu estava de quatro, com o rosto colado no metal frio da bancada, sentindo cada estocada bruta que ele dava. Mas eu sentia que ele queria mais. Ele parou, o pau latejando dentro de mim, e eu soltei um lamento de frustração.

— Calma, noivinha... — ele sussurrou, a voz carregada de uma malícia que me fez estremecer. — Você já esta bem aberta aqui na frente. Quero ver se é tão aberta atrás também.

Meu coração quase parou. O Adilson sempre pedia, sempre tentava com delicadeza, mas mau conseguimos fazer porque quando entrava eu grita a de dor. Mas ali, em uma sapataria fechada, com o cheiro de couro e a chuva castigando o telhado de zinco, a palavra "não" parecia ter sumido do meu vocabulário.

Ricardo pegou uma camisinha e um frasco de óleo que usava para amaciar o couro dos sapatos. Senti o líquido viscoso e frio escorrer pelas minhas nádegas, descendo pelo sulco até atingir a minha entrada mais protegida. Ele começou a massagear o local com o polegar grosso, pressionando com força, me preparando sem qualquer pressa.

— Ricardo... aí não... — eu murmurei, mas meu corpo me traía, minha boceta estava ensopada.

— Shhh. Fica quietinha. Você vai adorar ser marcada pelo sapateiro.

Ele não usou de gentileza. Ele posicionou a cabeça do pau, que ainda estava brilhando com o meu próprio mel, e empurrou com uma pressão constante. A dor inicial foi aguda, um choque que me fez aperta com as mãos na lateral da bancada, soltando um grito abafado.

— Isso... aguenta, sua safada. Deixa entrar tudo — ele rosnava, enquanto o polegar dele encontrava meu clitóris por baixo, criando um curto-circuito de sensações.

A dor foi sendo engolida por uma plenitude absoluta. Era uma sensação de invasão total. Quando ele finalmente entrou por inteiro, senti que não havia mais espaço. Ele começou a se mover, devagar no início, sentindo o aperto desesperado do meu corpo tentando se adaptar àquela espessura.

— Meu Deus... Ricardo... você está me rasgando... — eu gemia, a voz saindo em um fio.

— Estou te moldando, Adriana. Como eu moldo um sapato novo. Você vai sair daqui com a minha marca, com todos os buracos moldados por mim.

O ritmo acelerou. O barulho era obsceno: o estalo da pele dele batendo contra as minhas nádegas, o ranger da bancada e os meus gemidos que já não tinham mais nada de contidos. Ele me puxou pelos cabelos, obrigando-me a olhar para trás, para ver quem era o homem que me possuía, para olhar ele enquanto sentia momento em que ele entrava e saía de mim. A visão de ver ele, sentido seu pau sumindo dentro do meu cuzinho, me levou a um orgasmo violento, que fez meus músculos internos prenderem ele com uma força sobrenatural.

Ricardo então saiu do meu cuzinho, tirou a camisinha e me virou de frente, me puxando para o colo dele enquanto ainda estava sentado no banco de trabalho. Eu enlacei minhas pernas na cintura dele. Eu cavalgava com fúria, subindo e descendo, sentindo o prazer atingir níveis que eu nunca imaginei serem possíveis. Eu estava totalmente entregue naquele momento.

— Eu quero que você goze na minha boca, Ricardo. Tudo. Eu quero tudo — eu implorei, os olhos perdidos, a maquiagem borrada.

Ricardo quando estava preste a gozar depois de eu cavalgar no pau dele, me desceu do colo, me ajoelhou novamente e, com um movimento vigoroso, começou a se masturbar na minha frente. O pau dele estava vermelho, latejante, uma arma de prazer.

— Abre a boca, Adriana. Abre bem para o seu noivo não sentir falta de nada quando você chegar em casa.

Eu obedeci prontamente. Quando ele despejou o jato quente e espesso, eu aceitei cada gota. O gosto era forte, amargo, o gosto da minha própria traição, mas não engoli, acabei cuspindo tudo.

O silêncio voltou a reinar na sapataria, quebrado apenas pelos suspiros da chuva que agora diminuía. Nos vestimos e fomos pra frente da sapataria novamente.

— Sua sandália está pronta, Adriana — ele disse, com a voz agora calma, voltando a ser o profissional de sempre, como se nada tivesse acontecido. — O conserto foi por conta da casa.

Eu me arrumei trêmula. Minha saia estava amassada, minha calcinha estava jogada no chão da oficina. Saí dali com a sandália na mão e a cabeça pesando uma tonelada. O frescor da chuva no rosto não conseguia apagar o fogo que ainda queimava entre minhas pernas e o latejar constante lá atrás.

Eu tinha que ir para o apartamento naquele dia. Eu tinha que encarar o Adilson. E, no fundo, eu mal sabia como contar a ele como o sapateiro tinha, finalmente, me devorado, me usado, mas a culpa me consumia, nunca tinha ficado com outro homem que não fosse o Adilson e agora tinha me entregado ao sapateio que morava perto da casa dos meus pais e perto do apartamento que eu e o Adilson estávamos mobiliando para morarmos juntos.

[…..]

Assim que a tempestade parou eu peguei minhas coisas e fui para o apartamento, eu ja esperava chegar lá e encontrar a Adriana me esperando, mas não foi isso que aconteceu. Ela não estava lá, isso me deu um frio na barriga na hora. Eu estava na sala, a luz do abajur criando sombras longas contra a parede. O relógio marcava quase duas horas desde que o temporal havia começado a diminuir. Eu já tinha ligado três vezes, mandado cinco mensagens. O silêncio da Adriana estava me matando, mas não era apenas preocupação. Era aquele formigamento familiar na nuca, uma intuição de que o "jogo" que a gente tanto jogava na cama tinha transbordado para a vida real.

Quando ouvi o barulho da chave na fechadura, meu coração deu um solavanco. A porta abriu e Adriana entrou.

Ela estava desgrenhada. O cabelo, antes impecável, estava seco, mas com um volume selvagem. A blusa branca estava amassada, e a saia... a saia parecia que tinha passado por uma guerra. Mas o que me paralisou foi o olhar dela. Não era o olhar de alguém que tinha enfrentado uma tempestade; era o olhar de alguém que tinha sido atravessado por um raio.

— Onde você estava, Adriana? Eu liguei... eu fiquei louco aqui.

— O celular descarregou, Adilson — ela respondeu, a voz mais baixa, mais rouca do que o normal. — A chuva... eu fiquei presa na sapataria.

Ela colocou a sacola com a sandália sobre a mesa. Evitou meus olhos. Eu me aproximei, sentindo um cheiro que não era o dela. Não era o perfume dela que usava pela manhã. Era um cheiro pesado, metálico, misturado com algo que remetia a couro velho e... outra coisa. Algo que fazia meu estômago dar voltas e meu pau latejar de um jeito doentio.

— Por que você está me evitando? Olha para mim — eu disse, segurando o braço dela.

Ela finalmente me encarou. Tinha uma marca leve no pescoço dela, um avermelhado que não era de frio. Era a marca de uma mão, de um aperto. O mundo pareceu girar. O ciúme subiu como uma onda de calor, mas, logo atrás dele, veio um tesão avassalador, proibido, que me deixou tonto.

— O que ele fez com você, Adriana? — perguntei, minha voz falhando. — O sapateiro... ele tocou em você?

Ela respirou fundo, fechando os olhos. Uma lágrima começou escorrer.

— Ele não só tocou, Adilson... — ela sussurrou. — Ele me destruiu. Ele fez tudo o que você sempre disse que queria ver alguém fazer comigo, nas nossas fantasia, me desculpa Adilson.

O clima estava denso, elétrico. Eu sentei no sofá e ela ficou de pé na minha frente. Começou a contar. No início, as palavras saíam travadas, mas conforme ela descrevia o barulho da porta de aço fechando, o cheiro do Ricardo, a voz dela foi ganhando uma cadência excitada.

— Ele me chamou de puta, Adilson. Ele disse que sabia que eu queria a rola dele desde o primeiro dia — ela dizia.

Eu ouvia cada detalhe com uma mistura de ódio, ciúmes e um pouco de tesão. Quando ela chegou na parte da bancada de trabalho, eu senti que ia perder o controle. Imaginei aquele homem bruto, com as mãos sujas de graxa, segurando a cintura fina da minha noiva, socando nela com a força de quem não deve nada a ninguém.

— E você? O que você fez? — eu perguntei, a respiração curta.

— Eu aceitei. Eu pedi mais. Eu esqueci que era sua noiva, Adilson. Naquele momento, eu era só a fêmea daquele animal. Ele me usou naquela oficina. E quando ele quis... quando ele passou o óleo e disse que ia entrar por onde nós sempre tentamos, eu gelei, mas eu não tive forças para impedir ele conseguiu e entrou...

Eu me levantei e a segurei pelos ombros, abracei. Minha cabeça estava em guerra. Eu queria expulsá-la de casa, mas ao mesmo tempo, eu amava ela. A imagem dela naquela bancada suja, sendo "moldada" pelo Ricardo, não saia da minha mente.

— Ele entrou? Ele te fodeu no rabo, Adriana? — eu rosnei, meu rosto a milímetros do dela.

— Com toda a força. Ele me rasgou, Adilson. Ele ainda depois de foder minha bunda ainda gozou na minha boca. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som das nossas respirações descompassadas. Eu estava diante da mulher que eu amava, e ela tinha acabado de ser possuída por um estranho da forma mais degradante e intensa possível.

Aquela noite não terminou em briga. Apesar dela ter me traído eu a perdoei porque víamos fantasiando isso a tempos então me sentir culpado por ela ter cedido tão facilmente ao Ricardo, no fundo também sabia que ela não teria como fugir da sapataria naquela tempestade, Adriana me pediu perdão pela traição, disse que me amava, acabamos nos acertando completamente uns dias depois, as fantasias pararam também, até o momento ela evita passar perto da sapataria e até de ir no sapateiro, já que teria que encarar ele, depois que ele a usou como quiz naquele dia.

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