Capítulo 9: Suor, Transparência e Culpa: O Retorno Inesperado
A tensão na sala de musculação estava prestes a romper como um cabo de aço esticado ao limite. O calor do corpo de Claudio contra o meu, o peso da barra nos meus ombros e a visão de Isabela se exibindo sem pudor no aparelho à frente criavam um cenário de perdição absoluta. Claudio já não disfarçava a mão boba na subida do meu agachamento, e o volume rígido dele pressionando minha raba através da legging branca confirmava que a "avaliação" seria particular.
— Vamos, Isabela. O instrutor disse que precisamos de uma análise técnica... de perto — eu disse, com a voz levemente arquejante, soltando a barra no suporte com um estrondo metálico que ecoou pelo salão.
Isabela levantou-se do aparelho de abdução com uma lentidão calculada, ajeitando o macaquinho rosa que insistia em revelar demais. Ela trocou um olhar cúmplice com Claudio, um olhar que misturava desafio e entrega.
— Mal posso esperar para ver os resultados, Claudio — provocou ela, caminhando na frente com aquele rebolado que hipnotizava qualquer um.
Estávamos a poucos passos da porta da sala de avaliação, o coração batendo na garganta, quando o silêncio tenso do corredor foi cortado pelo toque do meu celular dentro da bolsa.
Parei rapidamente. O toque era personalizado. Era o Ricardo.
— Droga... — resmunguei, pegando o aparelho. Claudio parou logo atrás de mim, a respiração ainda pesada, observando minha reação.
— Oi, Ricardo? Aconteceu alguma coisa? — atendi, tentando normalizar a voz, embora o suor e a adrenalina me entregassem.
— Milena... — a voz dele do outro lado estava fraca, entrecortada. — Eu precisei voltar para casa. Comecei a sentir uma dor absurda no peito e um mal-estar... Não estou conseguindo nem dirigir direito. Acho que vou apagar.
O mundo pareceu girar. A luxúria que inundava meus sentidos foi substituída por um balde de água fria de realidade e culpa. Ricardo, o homem que horas antes me prensava contra a parede, agora parecia vulnerável.
— Meu Deus, amor! Fica calmo, eu estou indo agora! Não faz esforço, me espera! — desliguei o celular, as mãos tremendo.
Olhei para Isabela e depois para Claudio. O instrutor ainda tinha aquele brilho de desejo nos olhos, mas percebeu a mudança drástica no meu semblante.
— O que foi? — Isabela perguntou, aproximando-se preocupada.
— O Ricardo. Ele está passando muito mal, voltou para casa às pressas. Eu preciso ir, Isabela. Agora!
— Eu vou com você! — ela disse prontamente, esquecendo o jogo de sedução. — Você não tem condições de pilotar essa moto nervosa desse jeito. Vamos no meu carro, deixamos sua moto aqui e depois resolvemos.
Claudio deu um passo à frente, a mão ainda buscando o contato, mas eu recuei.
— Fica para a próxima, instrutor — soltei, com um tom de urgência que não deixava margem para discussões. — O dever me chama.
Saímos quase correndo da academia. O contraste era bizarro: duas mulheres com roupas mínimas, transparentes e provocantes, correndo pelo estacionamento em direção ao carro de Isabela sob os olhares confusos de quem chegava.
Dentro do carro, o silêncio era pesado. Isabela dirigia rápido, enquanto eu tentava ligar de volta para Ricardo, sem sucesso.
— Será que ele descobriu alguma coisa, Milena? — Isabela perguntou baixinho, mantendo os olhos na estrada. — Ou ele está passando mal de verdade?
— Eu não sei, Isabela. Mas se for verdade e eu chegar lá vestida assim, com essa calça que mostra até meus pensamentos e cheirando ao perfume daquele instrutor... eu estou morta.
Chegamos na frente da minha casa em tempo recorde. O carro do Ricardo estava atravessado na calçada, a porta do motorista aberta. Meu coração disparou. Corri para dentro, com Isabela logo atrás, pronta para enfrentar o que quer que estivesse do lado de dentro daquela porta
A cena dentro de casa era de puro caos silencioso. Ricardo estava jogado no sofá, a camisa social aberta e o rosto pálido. Ao nos ver entrar — eu, com a legging branca que deixava pouco para a imaginação, e Isabela, com o macaquinho rosa colado — ele piscou devagar, como se estivesse tentando processar se aquilo era um delírio da febre ou a realidade.
— Milena... — ele murmurou, a voz rouca. — Achei que não chegaria a tempo.
Corri para o lado dele, ignorando por um segundo o fato de que meu corpo exalava o perfume cítrico do Cláudio misturado ao meu suor. Isabela ficou parada na porta, observando a cena com um misto de preocupação e aquele brilho de malícia que nunca a abandonava.
Depois de alguns minutos, após eu dar um copo de água e medir a pressão dele (que estava estabilizando, parecia mais um ataque de ansiedade agudo do que algo cardíaco), Isabela se aproximou para ajudar a levá-lo até o quarto. Ricardo a olhava de cima a baixo, os olhos fixos nas curvas que o macaquinho dela teimava em esculpir.
Quando finalmente o deitamos na cama, Isabela saiu para buscar uma toalha úmida na cozinha. Foi nesse momento que Ricardo me puxou pelo braço, trazendo meu rosto para bem perto do dele. O hálito quente dele bateu no meu ouvido enquanto ele falava bem baixinho:
— Você estava aprontando lá, não estava, Milena? — A voz dele não era de bronca, era carregada de uma curiosidade sombria. — Olha o seu estado... olha essa calça. E a Isabela... ela está quase nua.
Ele nem esperou minha resposta. Os olhos dele desviaram para a porta, onde Isabela voltava, e ele a encarou com uma intensidade que me fez estremecer. Ele não estava apenas doente; ele estava excitado pela visão daquela "urgência" suada.
Eu respirei fundo. A adrenalina de quase ter sido pega na sala de avaliação com Cláudio ainda corria nas minhas veias. Decidi que a melhor mentira é aquela que se veste de verdade.
— Você não tem ideia, Ricardo — sussurrei de volta, enquanto Isabela se sentava na beira da cama, entregando a toalha. — O clima naquela academia estava insuportável.
Olhei para Isabela, que deu um sorriso de canto, captando o jogo. Comecei a contar, as palavras saindo rápidas, descrevendo como o instrutor Cláudio tinha "ajudado" no agachamento, como as mãos dele tinham percorrido meu corpo sob o pretexto da técnica, e como a Isabela tinha provocado cada segundo daquela situação.
— Ele tocou em tudo, Ricardo — confessei, sentindo meu rosto queimar. — Ele estava nos levando para a sala de avaliação no momento em que você ligou. Se você não tivesse ligado... eu não sei se a gente teria voltado para casa agora.
Ricardo ouvia tudo imóvel, a respiração ficando pesada novamente, mas não de dor. Ele olhava para mim, depois para a transparência da minha legging, e finalmente para a Isabela, que apenas assentia com a cabeça, confirmando cada detalhe pecaminoso daquela manhã.
— Então quer dizer que eu interrompi o show? — Ricardo perguntou, um sorriso fraco e possessivo surgindo nos lábios.
— Você salvou a gente, ou estragou tudo — Isabela provocou, passando a mão pelo joelho do meu marido. — Depende do ponto de vista.
Ricardo não desviou o olhar nem por um segundo. A palidez do mal-estar estava sendo rapidamente substituída por uma excitação que pulsava no pescoço dele. Ele apertou meu pulso, me trazendo para mais perto, enquanto a outra mão dele buscava a lateral da coxa de Isabela, que continuava sentada na beira da cama, observando tudo com aquele olhar de quem sabe exatamente o poder que tem.
— "Então o instrutor estava avaliando vocês de perto, é?" — ele repetiu, a voz agora firme, carregada de uma malícia que eu conhecia bem. — "Pois eu acho que a minha pressão só vai normalizar se eu terminar essa avaliação aqui. Quero ver exatamente o que aquele cara estava fazendo com vocês."
O quarto, que antes cheirava a remédio e preocupação, foi tomado pelo cheiro de suor doce e perfume feminino.
Isabela não precisou de um segundo convite. Ela se levantou devagar, ficando de pé bem na frente de Ricardo. O macaquinho rosa, já úmido do treino, marcava cada detalhe do seu corpo.
— "Ele queria técnica, Ricardo? Pois a gente mostra técnica" — disse ela, com um sorriso de lado.
Ela começou a repetir o movimento de abdução que fazia na academia, mas dessa vez, com as mãos apoiadas nos ombros do meu marido. Eu me posicionei logo atrás dela, sentindo o calor da pele dela contra a minha.
— "Ele ficava assim, amor..." — sussurrei no ouvido de Ricardo, enquanto eu mesma passava as mãos pela cintura de Isabela, descendo até onde Cláudio tinha tocado. — "Ele dizia que o agachamento precisava de profundidade. Ele encostava aqui... e aqui."
Ricardo assistia a tudo como se estivesse em um transe. Ele via a transparência da minha legging branca se esticar conforme eu me abaixava para "corrigir" a postura de Isabela, e via o decote dela quase entregar tudo a cada movimento.
A mão dele, que antes tremia de fraqueza, agora percorria as nossas pernas com uma urgência possessiva. Ele puxou Isabela pela nuca, colando o rosto dela ao dele, enquanto olhava para mim com um desafio nos olhos.
— "Esquece o Cláudio, Milena" — ele grunhiu. — "O instrutor agora sou eu. E eu quero ver se vocês aprenderam a lição completa."
Isabela soltou um gemido baixo, provocativo, e olhou para mim por cima do ombro, os olhos brilhando. O jogo de sedução que começou no ferro frio da academia estava prestes a pegar fogo nos lençóis da nossa cama.
Isabela soltou uma risada baixa, rouca, que vibrou contra o peito do Ricardo. Ela se afastou um centímetro, apenas o suficiente para olhar nos olhos dele e depois para os meus, com aquele brilho de quem adora um jogo de poder.
— "Um desafio, Milena?" — ela provocou, passando a ponta da língua nos lábios. — "Vamos ver quem aqui tem a melhor 'técnica de recuperação'. Quem conseguir deixar o Ricardo 100% primeiro, ganha o direito de escolher o que a outra vai ter que fazer — ou vestir — na frente do Cláudio na próxima aula."
O rosto do Ricardo se iluminou. A dor no peito tinha sido completamente esquecida, substituída por uma pulsação muito mais urgente. Ele se ajeitou nos travesseiros, abrindo os braços como um rei esperando ser servido.
— "Eu aceito ser o juiz dessa competição" — ele disse, a voz grossa de desejo. — "Podem começar. Quero ver quem se esforça mais."
Isabela não perdeu tempo. Ela se inclinou sobre ele, o macaquinho rosa esticando até o limite, e começou a sussurrar no ouvido dele coisas que até eu fiquei arrepiada ao ouvir, enquanto suas mãos pequenas e habilidosas começavam a desabotoar o restante da camisa dele com uma agilidade impressionante.
Eu não ia ficar para trás. A adrenalina da academia ainda estava no meu sangue, e a visão da minha melhor amiga tentando "roubar" a atenção do meu marido despertou um instinto possessivo delicioso.
Aproximei-me pelo outro lado, deixando que a transparência da minha legging branca roçasse no braço dele.
— "Ela pode ter as palavras, Ricardo..." — sussurrei, subindo na cama e ficando por cima dele, sentindo o calor do corpo dele através do tecido fino. — "Mas você sabe que só eu conheço os pontos exatos que te fazem esquecer até o próprio nome."
Começamos uma disputa silenciosa e ardente. Enquanto Isabela focava no pescoço e no peito dele, eu usava o peso do meu corpo e a transparência da minha roupa de treino para torturá-lo com movimentos lentos. Ricardo estava em êxtase, as mãos perdidas entre o rosa dela e o branco meu, sem saber para onde olhar ou quem tocar primeiro.
— "Vocês... vocês vão me matar de vez" — ele disse, fechando os olhos enquanto Isabela mordia a orelha dele e eu descia os beijos pelo seu abdômen.
Isabela parou por um segundo, olhou para mim e sorriu:
— "Parece que o 'paciente' está reagindo muito bem, Milena. Mas eu ainda tenho um truque na manga que você não imagina..."
A tensão no quarto subiu vários graus. Isabela não era do tipo que recuava em um desafio, e o olhar que ela me lançou era de pura malícia. Sem tirar os olhos de Ricardo — e garantindo que eu visse cada movimento — ela levou as mãos às alças finas do seu macaquinho rosa.
— "Truques na manga são para amadores, Milena," — ela sussurrou, a voz carregada de uma confiança perigosa. — "Eu prefiro a honestidade do que está por baixo."
Com um movimento fluido e ensaiado, ela deslizou as alças pelos ombros. O tecido fino caiu até a cintura, revelando que ela não usava nada por baixo. Meus olhos se arregalaram por um segundo, e o suspiro de Ricardo foi audível, um som rouco de quem acabou de perder o fôlego novamente, mas por um motivo muito mais prazeroso.
Isabela se inclinou sobre ele, deixando que seus seios fartos e firmes ficassem a milímetros do rosto do meu marido. O perfume dela, uma mistura de suor doce e baunilha, parecia preencher cada centímetro do espaço entre eles.
— "E então, juiz?" — ela provocou, roçando a ponta de um mamilo contra o queixo dele. — "Acha que a Milena consegue cobrir essa oferta?"
Ricardo não respondeu com palavras. Suas mãos, que antes hesitavam entre nós duas, subiram possessivas para a nuca de Isabela. Ele a puxou para baixo com uma urgência renovada, e seus lábios encontraram o bico do seio dela, envolvendo-o com uma fome que fez Isabela soltar um gemidinho, impinando o seu bumbum.
Eu assisti à cena, sentindo uma mistura de ciúme e uma excitação avassaladora. Ver meu marido entregue daquela forma à minha melhor amiga, enquanto eu ainda estava montada sobre ele, era um combustível potente.
— "Não se distraia tanto, Ricardo," — eu disse, minha voz saindo mais baixa e rouca do que eu pretendia. — "A Isabela pode estar ganhando no visual, mas eu ainda não comecei a usar minhas mãos."
Deslizei minhas mãos por baixo da camisa aberta dele, cravando as unhas levemente em seu peito enquanto ele continuava focado em Isabela. Ele estava no paraíso: o gosto dela na boca, o peso do meu corpo sobre o dele e a visão das nossas peles contrastando — o rosa caído dela, o branco transparente da minha legging e o calor da pele dele.
Isabela jogou a cabeça para trás, passando as mãos pelos cabelos enquanto Ricardo alternava entre chupar e morder levemente seus seios, a língua traçando círculos lentos que a faziam tremer.
— "Ela está... ganhando, Milena..." — Ricardo murmurou entre um contato e outro, a voz completamente embriagada de desejo.
Isabela sorriu vitoriosa para mim, mesmo com a respiração ofegante.
— "O que foi, amiga? O gato comeu sua língua ou você vai finalmente mostrar por que essa legging branca é sua peça favorita?"
