Harém - Parte 7 - O alfa.

Da série Harém
Um conto erótico de Rafael
Categoria: Sadomasoquismo
Contém 2718 palavras
Data: 26/02/2026 18:32:24

Parte 7 – O alfa.

A manhã de sexta nasceu cinzenta, como se fosse chover. Eu acordei cedo o suficiente para ver a claridade pálida tentar passar as nuvens escuras e iluminar o dia. Quase não consegui dormir pensando no que ia acontecer hoje. Enquanto passava um café, olhava a chuva começar a cair e rezava pra que ela viesse tão forte que derrubasse a energia da cidade inteira por uns dois dias. Quando Tomás se levantou e foi até a cozinha, eu estava sentado à mesa, tomando uma xícara de café enquanto pensava.

- Bom dia. – Grunhiu para mim, se sentando do meu lado. Eu só balancei a cabeça retribuindo ao cumprimento. Ele pegou minha xícara, bebeu um pouco do café e me devolveu, enquanto falava. – Você não está querendo conversar hoje?

- Estamos indo longe demais. – Respondi, baixo, como um pensamento que se verbaliza. Eu olhei nos olhos dele e disse. – Eu não quero fazer isso.

- Foi uma aposta. Não tem o que fazer. – Falou, sério, desviando os olhos de mim.

- É só não fazer. Falar com Vini que não é pra ele vir aqui.

- Eu… não posso fazer isso. Eu sou homem, tenho que ter palavra.

- Eu falo, então. Digo que não vou aceitar.

- Do que adianta? Hm? – Rosnou, com certa agressividade, finalmente me olhando de volta. – Todos sabem que sou que mando em você. Eu que decido por você. Qualquer um de nós que tente impedir, vão dizer que fui eu. Vai cair nos meus ombros o título de covarde.

- E você liga pra isso? Liga mais pra isso que liga pra mim?

- Já chega. – Falou alto, se levantando. – O que está feito, está feito.

- Ainda não está feito.

- Já chega, Rafael, eu já disse. Vá se arrumar, saímos em meia hora.

- Não! – Falei, um pouco trêmulo. Era a primeira vez em quase dois anos que eu me negava a fazer algo que ele mandou. – Nós vamos conversar agora.

- É assim que você fala comigo? – Bradou. – É assim que responde a uma ordem minha?

- Quando você resolve me colocar na mão de outra pessoa, sim. – Respondi, com a coragem que eu ainda tinha. Ele chegou o rosto muito perto do meu e, agressivo, rosnou.

- Você acha que está sendo fácil pra mim imaginar que eu não vou poder fazer nada enquanto outro vem e coloca as mãos no que é meu? Pensar que você vai quebrar a regra da posse na minha frente?

- Eu!? Eu vou quebrar a regra da posse? – Falei, incrédulo. – Eu estou te implorando para não fazer isso. Você me colocou nisso.

- E você acha que eu não queria dar um jeito nisso? Acha que eu não queria moer o Vinicius antes que ele tivesse tempo de pensar o que está acontecendo? – Bradou, segurando meu braço. Então respirou fundo, se acalmou um pouco e disse. – Você… você gosta mesmo de mim?

- Claro que eu gosto. – Respondi, baixo. Tomás colocou os olhos no chão.

- Você… me ama? – Perguntou, tímido. Só então levantou os olhos pra mim, e eu via um misto de raiva e tristeza ali. Eu balancei a cabeça, positivamente. – Se você me ama mesmo, faz isso por mim.

- Mas…

- Shh. – Fez, colocando o dedo indicador na minha boca enquanto encostava a testa na minha. – Você não vai deixar seu homem ser humilhado assim, não é?

- Não. – Falei, depois de um tempo em silêncio. Ele me beijou com calma, suave, antes de dizer, tão baixo que eu quase não escutei.

- Responde direitinho. Responde como um viadinho como você tem de responder.

- Não senhor.

- Muito bem. – Ele disse, se afastando e acariciando meu rosto. - Bom menino. Agora vá se arrumar, sim!? Seu macho não está pedindo.

Naquele dia nós matamos todas as aulas à tarde. Fomos direto pra casa e Tomás e eu transamos a tarde toda. Tomás sussurrava ao meu ouvido que eu era dele, que pertencia a ele, que ele era meu dono e senhor, e outras coisas do tipo. Eu sabia que ele fazia isso como se quisesse me convencer. Uma tentativa de lavagem cerebral que, não posso negar, era o que mais excitava. Não porque ele fosse conseguir alguma coisa com isso, mas porque era tão excitante quando ele tentava. A ideia distorcida de pertencimento e posse dele me deixavam ardendo de tesão. Eu gozei umas três vezes naquela tarde e, em todas elas, Tomás sussurrava no meu ouvido que ele era o único homem do mundo capaz de me dar prazer daquele jeito. E isso era verdade. Quando escutamos, à noite, o interfone anunciando Vini, eu, que estava relaxado, dei uma travada. Tomás também endureceu a feição. Ficamos nos olhando, estáticos, até o interfone tocar uma segunda vez. Tomás veio até mim e me beijou, e então foi abrir o portão. Os dois entraram em silêncio, Tomás carrancudo e Vini com um sorriso de canto.

- Boa noite. – Disse Vini se aproximando de mim. Eu apenas acenei com a cabeça. Sua fala, seu jeito… tudo nele tinha um ar de arrogância. Mas era… diferente… de Tomás. A arrogância dele não me excitava. – Está preparado para conhecer um homem de verdade?

- Eu já conheço. – Respondi, seco.

- Não. Você conhece o Tomás. Hoje você vai conhecer um homem de verdade. – Falou, sorrindo de canto.

- Se você diz.

- Vamos para o quarto acabar logo com isso. – Disse Tomás, num repente. – Os moleques já devem estar esperando.

Tomás me pegou pelo pulso e saiu me puxando até o quarto. Vini veio logo atrás da gente, o ar vitorioso, certo de que era a atração principal da noite. Tomás havia colocado uma cadeira extra na mesa do computador, e Vini o entregou um console que havia trazido. Eu não entendia daquilo, mas me parecia que jogariam juntos, mas cada um com seu controle. De toda forma, quando Tomás abriu a chamada com os amigos, o clima já estava de zoação.

- Fala, rapaziada! – Falou Vini, antes mesmo que Tomás falasse qualquer coisa. – Hoje a aula é com um macho de verdade.

Os amigos de Tomás basicamente gritaram em resposta, rindo e, principalmente, atiçando Tomás. Mas ele, com desenvoltura, disse algo sobre dar a chance a um beta provar que é macho, que balançou um pouco a confiança de Vini. Quando a partida começou, Vini foi logo mandando que eu me ajoelhasse de frente para ele. Ele já estava com o pau para fora, se acariciando, e, quando me aproximei, ele simplesmente me puxou pelos cabelos e afundou a rola na minha garganta. Eu, claro, me engasguei, e, por incrível que pareça, ainda que o pau de Tomás fosse bem mais grosso que o de Vini, nunca havia me machucado daquele jeito. Eu puxei o corpo para trás para me soltar dele, e escutei a voz rude de Tomás dizendo.

- Mas é um betinha mesmo. Se você machucar minha puta eu vou matar você, você está entendendo?

- O que é isso? – Debochou alguém pela chamada. – O cafetão está com ciúme da puta?

- Não estou com ciúme. – Rosnou Tomás, carrancudo. – Mas não vou deixar ninguém entrar na minha casa e querer estragar meu brinquedo.

- Está certo! – Apoiou um deles, animado-o. – Coloca ordem nessa bagaça, Tomás.

- Puta, venha aqui! – Tomás chamou. Vini tentou me segurar pelos cabelos, mas eu me livrei dele e logo, já estava de joelhos, de frente para o meu alfa, que já estava nu da cintura para baixo. Ele passou a mão sobre minha cabeça e, ainda com voz de comando, disse. – Você sabe o que fazer. Começa beijando, depois vai no seu tempo.

- Sim senhor! – Respondi, enquanto, ao mesmo tempo, Vini gritava. Eu

- Você não está cumprindo a aposta! Eu quem vou usá-lo hoje!

- Pare de gritar na minha casa! – Rosnou Tomás. Enquanto eles discutiam, eu comecei a beijar toda a extensão do seu pau e seu saco, e então coloquei a cabeça de seu membro na boca. Eu chupava devagar, e Tomás, meio que acariciando meus cabelos, ia coordenando meus movimentos. Tomás, agora dominante como antes, continuou dizendo a ele. - Eu estou só amaciando para você, você devia agradecer.

- Agradecer? Você está ficando louco! Cumpra sua parte da aposta, Tomás. O viado é meu por hoje.

- Tudo bem. Mas se você fizer qualquer coisa que o machuque, você sabe. – Respondeu Tomás, depois de me deixar mamar um tempo. – Vá lá, vagabundinha. Vá chupar o pau do betinha.

- Você vai ver quem é o betinha. – Respondeu, enquanto eu voltava para ele. Seus olhos se fixaram nos meus e ele, disse, num tom sarcástico, mas que, para mim, deixou claro que ele estava sobre o domínio de Tomás também. – E você, puta, se é tão sensível assim, faça como estava fazendo com Tomás.

Eu voltei ao pau dele e resolvi realmente fazer como fiz com Tomás. Mas não o beijei. Comecei chupando de leve a cabeça, lambendo o corpo e as bolas, e, vez ou outra, eu olhava para Tomás. Se eu sentisse qualquer desaprovação da parte dele, eu pararia na hora. Tudo que me importava era a validação do meu homem, e eu jamais faria qualquer coisa que o desagradasse. Eu continuei chupando cada vez com mais intensidade, e, quando eu já chupava mais da metade do caralho, ouvi Tomás dizendo, num tom professoral.

- Agora sim, betinha, pode fazer o viado engasgar.

- Presta atenção no jogo, seu beta. – Reclamou Vini. Mas ele não se negou a fazer o que Tomás disse. Me puxou pelos cabelos novamente e começou a foder minha boca. Mas dessa vez foi diferente. Eu ouvi meu homem mandá-lo fazer isso. E eu sempre gostava de obedecer meu homem. Um calor me invadiu junto com Vini, e ele não me machucou dessa vez. Ele gemia alto enquanto me forçava, e então puxou o pau da minha boca e, aproximando o rosto do meu, deu um tapinha de leve e disse.

- Me chame de alfa. Peça para eu gozar pra você.

Eu queria que ele gozasse logo e acabasse com aquilo. Além disso, eu não posso negar minha natureza submissa. Eu não pensei direi quando fiz o que ele pediu. Ele riu, seco, e eu senti raiva de mim por ter feito aquilo. Meus olhos se cruzaram com Tomás por um momento, e sua expressão era indecifrável. Vini puxou meus cabelos e me forçou a engolir rola de volta enquanto, debochado, fez a pior coisa que ele poderia fazer: tentou zombar de Tomás.

- Você viu só, Tomás! Agora o viadinho já sabe quem é o alfa. Só falta você. Olha para mim, fodendo a boca do seu puto. Logo o seu, que dizia aos quatro ventos que não dividia puta. Vamos, Tomás, me diga: o que eu sou?

Tudo foi um segundo. Ainda mamando, eu vi Tomás se curvar para frente e pegar alguma coisa no chão. Logo depois, ele me empurrou para trás e, ao olhar para cima, vi Tomás, com uma das mãos, segurando a nuca de Vini, e com a outra, forçando sua cueca contra o rosto dele.

- Você. É. Um. Beta. – Falou Tomás, alto, pausadamente. – Agora pegue esse pau seu e se masturbe e goze sentindo meu cheiro. Seu alfa está mandando.

O mais impressionante foi que Vini ficou relutante apenas um momento. Em segundos, ele próprio estava se masturbando, quieto, provavelmente hipnotizado pelo meu macho. Ele fazia isso mesmo. Me hipnotizava o tempo todo. Era impossível resistir a Tomás. Quando Vini gritou, gozando forte, os amigos de Tomás, que estavam em silêncio, começaram a ovacionar Tomás. Era basicamente o rei deles agora. O alfa. Vini parecia estar voltando de um transe. Vermelho, envergonhado, enquanto Tomás se despedia dos amigos e saía da chamada. Vini tentou se levantar, mas Tomás, com uma voz de comando o mandou ficar.

- Eu… não… - Gaguejou Vini. Mas não se levantou. – Eu não devia ter feito isso.

- Você não devia. Não devia ter me atiçado. Mas é bom que agora você sabe.

- Eu… eu vou embora.

- Não vai não! – Rosnou Tomás. Ele se levantou e me puxou do chão. Se sentou na cama e me mandou ajoelhar aos seus pés, o que eu fiz. Vini estava estático, e Tomás olhou para ele e, sério, declarou. – Agora você vai ver um alfa na prática. E ainda vai pagar por essa aula.

- Pagar? – Sussurrou, quase inaudível.

- Sim! Pagar! – Respondeu Tomás. Então, com um brilho nos olhos, colocou seu olhar no meu e disse, quase bravo. – Você quebrou a regra da posse. Peça desculpas.

- Eu não… - Tentei argumentar. Mas ele segurou minhas bochechas e, com os olhos fundos em mim, rosnou.

- Você quebrou sim. Na minha frente. Beije meus pés e peça desculpas. Agora!

Eu não sentia que devia pedir desculpas. Ainda assim, eu fiz. Comecei a beijar seus pés e pedir desculpas, e ele me deixou fazendo isso por um bom tempo. Tomás me puxou pelos cabelos e começou a foder minha boca dizendo que aquele seria meu castigo por ter violado as regras. Então, rindo de como eu estava vermelho e molhado, tirou o pau da minha boca e bateu com ele no meu rosto.

- Você não podia machucar o meu viadinho. Mas eu posso. – Falou para Vini. – Eu vou comer ele agora. Chegue aqui perto, aprecie o show. Fique de joelhos nos pés da cama.

E, mais uma vez, ainda tentando relutar com argumentos, Vini cedeu, chegou perto da cama e se ajoelhou. Tomás me fodia com raiva, mas com toda sua desenvoltura magnífica. Me comeu em diversas posições, e Vini não ousou se levantar. Tomás me colocou de lado, ergueu minha perna direita, e, se deitando atrás de mim, começou a me comer. Aquilo estava muito gostoso, e eu estava delirando já. Tomás, alguns minutos depois, sem parar a intensidade da foda, rosnou, imperativo.

- Betinha, venha aqui!

- Eu estou aqui. – Disse Vini, baixo. Eu olhei pra ele e vi que ele se masturbava.

- Venha aqui. Suba na cama. – Mandou Tomás. Vini se levantou e subiu na cama, parando perto dele. Tomás fez sinal pra que ele se aproximasse e, quando ele o fez, Tomás o segurou pela nuca e, levantando sua própria perna, puxou sua cabeça em direção ao seu saco. – Você vai começar a pagar agora. Chupe as bolas do alfa enquanto ele fode o viadinho gostoso dele.

Vini começou tímido, mas não demorou a colocar o saco dele na boca. Tomás me fodia com mais força agora, e também gemia, grosso, num prazer extremo. Eu também estava num prazer extremo. Pelo espelho do guarda-roupa, a cena me deixou com tanto tesão que eu não sabia que era possível. Tomás me fodia como uma máquina enquanto a cabeça de Vini repousava entre suas pernas, o rosto afundado no saco do homem. Aquela cena mostrava toda a potência do meu dono. Eu ia a loucura enquanto pensava que um macho do calibre de Tomás merecia aquilo. Sentir prazer naquele nível. Aquilo foi demais para nós três. Gozamos quase que juntos. Vini primeiro, depois eu e, finalmente, despejando um litro de porra em mim, Tomás gozou. Eu estava no céu e, quando voltei a mim, vi que Vini estava deitado na cama, em êxtase. Eu vi exatamente quando Tomás colocou o pé no rosto dele e comandou.

- Beije. – Vini beijou e Tomás, com a voz grossa, continuou. – Quem é o alfa?

- Você é o alfa. – Sibilou Vini, parecendo ainda em transe.

Eu apaguei depois daquilo. Quando acordei, Tomás estava dormindo do meu lado, de costas, com uma das mãos me segurando pelo pulso. Vini não estava lá, tinha ido embora assim que se deu conta do que tinha acontecido. Essa foi uma das minhas melhores transas com Tomás. No entanto, depois de toda essa situação, nossa relação começou a ruir. Tomás estava muito mais possessivo e ciumento, e sempre me jogava na cara que eu quebrei a regra da posse. Eu insistia em dizer que isso não era verdade, que eu só fiz obedecer a ele, mas nada o fazia cair em si. Um dia, a situação ficou insustentável para mim. Chegando em casa depois de um longo dia de aulas e trabalho, Tomás, que estava de férias nesse tempo, simplesmente me disse.

- As coisas vão mudar. A regra da posse vai mudar. Como você a quebrou, ela voltará a ser como eu queria no início. Vai ser assim que você vai se redimir por tê-la quebrado: aceitando ser só meu, enquanto eu uso outras putas. Mas você pode ficar despreocupado, você vai participar.

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Comentários

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Muito bom, parabéns. Acho que o Vini vai ser a nova puta do Tomás.

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