Corpos, Desejos e Silêncio... Historias que Nunca Ousamos Dizer. Capítulo 30 — O Quarto ao Lado.

Um conto erótico de Bernardo
Categoria: Gay
Contém 13002 palavras
Data: 26/02/2026 17:58:10

Antes de iniciar este capítulo, é importante deixar algo muito claro: ele não é um capítulo totalmente autoral.

E quando digo isso, quero dizer que as informações aqui descritas não são exclusivamente minhas. Como já havia avisado anteriormente, haveria um ou dois capítulos em que eu não seria exatamente quem narraria os acontecimentos; pelo menos, não de forma direta.

Este capítulo, especificamente, é quase um pequeno spoiler do que, futuramente, poderá ser compreendido no desfecho da história. Ainda assim, ele é necessário.

Tudo o que será contado aqui foi descrito pelo Lucas. Algumas partes, claro, são recordações minhas de conversas que tive naquele momento com o Arthuro e Lucas. Mas a base principal vem do Lucas. Eu recorri a ele para entender detalhes que eu não presenciei ou que, sinceramente, não recordava com precisão.

Sim, antes que perguntem: o Lucas sabe que essa história virou um conto. E, com muita tranquilidade, ele me passou as informações daquele momento. Descreveu o que aconteceu do ponto de vista dele, com naturalidade, sem rodeios. Eu apenas lapidei o que me foi dito. Organizei. Ajustei. Dei forma narrativa.

Não quis deixar um capítulo fantasioso. Preferi que fosse fiel ao que realmente aconteceu.

Talvez, para alguns leitores, este capítulo não traga exatamente o mesmo tipo de prazer que os anteriores. Talvez ele traga mais informações do que envolvimento direto. Isso porque o ato que será descrito não foi praticado por mim, mas por outras pessoas.

É quase um capítulo compartilhado.

Eles viveram.

Eles me contaram.

Eu reescrevi.

Espero, sinceramente, que fique tão bom quanto os anteriores. Que vocês consigam sentir a atmosfera daquele momento, mesmo sabendo que a perspectiva muda.

Estamos na segunda temporada, como já havia informado, e chegamos exatamente ao meio da história.

A partir de agora, entramos oficialmente na fase de virada e finalização.

Temos, em média, mais 30 capítulos pela frente. Talvez 35, caso seja necessário estender um pouco por conta do tamanho dos textos. Mas não muito além disso.

Estamos entrando na reta decisiva.

E o que aconteceu no quarto ao lado…

foi mais importante do que eu imaginava.

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​​O som do trinco da porta do quarto ao encaixar foi, para Lucas, o marco zero de uma nova realidade. Ele ficou parado por alguns segundos, as costas largas encostadas na madeira, sentindo o ar condicionado gelado dos quartos ser substituído por um bafo quente, saturado de hormônios e do perfume adocicado que emanava de Cíntia. A iluminação era mínima; um abajur de luz avermelhada num canto projetava sombras que faziam os músculos de Arthuro e as curvas de Cíntia parecerem esculpidos em mármore vivo.

​Lucas não tinha pressa. Ele observava Arthuro, que estava sentado na beira da cama King Size, com as pernas abertas e as mãos apoiadas nos joelhos, num gesto de pura dominação territorial. Cíntia estava no centro do colchão, de quatro, com a espinha arqueada e a bunda empinada na direção de Lucas. O contraste era absurdo: o bronzeado atlético de Arthuro, a brancura quase pálida de Cíntia apesar de leves marcars de sol, agora, a entrada de Lucas, aquele monumento de ébano que parecia absorver toda a luz vermelha do quarto.

​— Não fica aí parado, Lucas. A visão aqui de perto é muito melhor — Arthuro disse, a voz num tom baixo e rouco, sem tirar os olhos da fenda de Cíntia que pulsava diante dele.

​Lucas começou a caminhar. Cada passo era deliberado, fazendo a musculatura das suas coxas e o volume brutal do seu pau, que forçava o ar à frente dele, balançarem num ritmo hipnótico. Ele parou ao lado de Arthuro, os dois homens agora ombro a ombro, olhando para a garota.

​— Ela é um espetáculo, não é? — Arthuro comentou, olhando de canto para o Lucas.

— E o melhor de tudo, Lucas... é que ela é toda nossa. Sem frescura, sem joguinho.

​Lucas sentou-se na cama, sentindo o cetim dos lençóis sob as palmas das mãos. Ele estendeu o braço e tocou a lateral do quadril de Cíntia. A pele era firme, fria ao toque inicial, mas aquecia rapidamente sob os seus dedos. Ele subiu a mão pela cintura fina até as costelas, sentindo a respiração dela acelerar.

​— Você é linda, Cíntia — Lucas sussurrou, a voz profunda vibrando no ambiente.

— Mas o Arthuro me contou um detalhe sobre você que eu precisei ver de perto para acreditar.

​Cíntia virou o rosto, os olhos brilhando na penumbra. Ela sorriu de forma lasciva, uma expressão que misturava malícia e uma satisfação profunda por ser o centro das atenções daqueles dois homens.

— E o que você está achando, Lucas? — ela perguntou, a voz doce, mas com um travo de safadeza. — Atendo às tuas expectativas?

​— Você ultrapassa qualquer expectativa — Lucas respondeu, enquanto sua outra mão alcançava a nuca dela, puxando-a levemente. — O fato de você ser trans... só me faz admirar ainda mais essa perfeição. Você ser essa mulher, e porra, tu conseguiu ser a melhor delas.

​Arthuro soltou uma risada nasalada, satisfeito com a reação de Lucas.

— Eu disse, cara. Ela é especial. Agora deixa de conversa e sente o que ela tem para te oferecer.

​Nesse exato momento, um som abafado atravessou a parede à direita. Foi um gemido rítmico, seguido de um tapa rudo que ecoou com uma vibração seca. Era eu, do outro lado, entregue ao casal tatuado. Lucas inclinou a cabeça, escutando.

​— O Bernardo já começou a festa lá — Lucas comentou, com um sorriso de lado.

— Eles não estam para brincadeiras.

​— Deixa o Bernardo descobrir os limites dele lá — Arthuro disse, puxando Cíntia para mais perto de si pela cintura. — Nós temos o nosso próprio limite aqui. Cíntia, mostra para o Lucas como é que você recebe um homem de verdade.

​Cíntia arrastou-se pelo colchão até ficar de joelhos entre as pernas de Lucas. Ela olhou para cima, para o rosto dele, e depois baixou o olhar para o pau colossal que latejava diante dos seus olhos. Ela estendeu as mãos pequenas, envolvendo a base do pau do Lucas, sentindo as veias calibrosas e o calor que emanava dali.

​— É enorme... — ela murmurou, quase num transe. — Arthuro, olha o tamanho disto.

​— Eu sei, meu bem. Por isso é que te chamei para cá. Quero ver essa tua boquinha tentar dar conta desse monumento — Arthuro provocou, enquanto começava a acariciar as costas de Cíntia, descendo até a sua bunda.

​Lucas jogou a cabeça para trás, sentindo os dedos de Cíntia explorarem a sua glande. O silêncio do quarto era preenchido apenas pela respiração pesada dos três e pelos estalos ocasionais que vinham da parede do quarto ao lado, lembrando-os de que, embora estivessem em universos diferentes, o prazer era uma rede conectada.

Lucas sentia o peso do próprio corpo afundar no colchão enquanto Cíntia se acomodava entre suas pernas. A luz vermelha do quarto deixava a pele dela com um aspecto acetinado, e ele não conseguia desviar o olhar daquela imagem: uma mulher deslumbrante, dedicada inteiramente a ele, enquanto o Arthuro assistia a tudo com uma possessividade que só aumentava o tesão no ambiente.

​— Vai, Cíntia... não faz ele esperar — o Arthuro instigou, a voz agora mais rouca, enquanto ele se ajoelhava atrás dela, espalmando as mãos nas nádegas brancas da garota, apertando a pele com vontade.

​Cíntia não precisou de um segundo convite. Ela aproximou o rosto do pau do Lucas, sentindo o calor que subia dali. Ela começou passando a ponta da língua bem no topo, contornando a cabeça da piroca dele com uma calma torturante. O Lucas soltou um rosnado baixo, fechando os olhos por um instante e sentindo o contraste da língua úmida e quente contra a sensibilidade da sua glande.

​— Porra... — o Lucas soltou, os dedos se enterrando no lençol. — Você sabe muito bem o que está fazendo, né?

​Cíntia olhou para cima, mantendo o contato visual enquanto abria a boca devagar. Ela envolveu a cabeça do pau dele, sugando com uma pressão que fez o Lucas dar um solavanco com o quadril. O Arthuro, vendo a cena de camarote, inclinou-se para frente, beijando o ombro da Cíntia e descendo os beijos até a nuca dela.

​— Olha como ela abre essa boca para você, Lucas — o Arthuro comentou, a voz carregada de uma malícia pesada. — Ela gosta do que é grande, e o seu é um absurdo.

— Engole tudo, Cíntia! Mostra para ele do que essa garganta é capaz.

​Cíntia mergulhou mais fundo. O Lucas sentia a pressão das bochechas dela contra o seu membro, o vácuo que ela criava a cada movimento de subida e descida. Era uma felação técnica, profunda, acompanhada pelo som úmido da saliva e da respiração curta da garota. O Lucas levou a mão até a cabeça dela, não para forçar, mas para sentir a textura do cabelo loiro enquanto ela trabalhava.

​— Caralho, Arthuro... essa mulher é um perigo — o Lucas disse, a respiração ficando entrecortada.

— Ela mexe de um jeito que parece que vai arrancar minha alma por aqui.

​Enquanto isso, da parede ao lado, veio um grito mais nítido meu. Era um som de prazer misturado com surpresa, seguido pelo barulho de corpos batendo com força. O Lucas deu um sorriso de lado, mesmo enquanto a Cíntia continuava o serviço.

​— Escutou isso? — o Lucas perguntou, olhando para o Arthuro. — O Bernardo está dando uma surra de pica nesses cara, lá do outro lado. O Murilo e o Douglas não estão dando descanso para ele.

​— O Bernardo é forte, ele aguenta — o Arthuro respondeu, rindo baixo enquanto enfiava um dos dedos na boca da Cíntia, dividindo o espaço com o pau do Lucas por um momento.

— Mas ele não faz ideia de que a gente está aqui, vendo você ser adorado por essa deusa.

​O Arthuro então mudou de posição. Ele se levantou e ficou de pé atrás da Cíntia, que continuava de joelhos. Ele segurou os quadris dela e começou a se sarrar na bunda dela, o pau dele também rígido e ansioso, roçando na fenda da garota. O Lucas via tudo: o contraste da pele branca bronzeada do Arthuro contra a pele clara da Cíntia, e o seu próprio pau desaparecendo e voltando de dentro da boca dela.

​A vulgaridade começou a tomar conta do lugar.

— Chupa essa porra direito, sua cadela — o Arthuro sussurrou no ouvido da Cíntia, os dentes roçando no lóbulo da orelha dela. — Faz o Lucas gozar na sua cara, mostra o quanto você quer esse leite.

​O Lucas sentiu um calafrio percorrer a espinha. A forma como o Arthuro falava, a naturalidade com que eles dividiam aquele espaço e aquela mulher, era algo que o Lucas nunca tinha experimentado com tanta crueza. Ele esticou o braço e puxou o Arthuro pela nuca, aproximando o rosto do amigo do seu.

​— Você é um desgraçado, Arthuro — o Lucas disse, os olhos brilhando. — Mas você sabe escolher muito bem onde a gente vai se meter.

​— Eu só quero o melhor para nós, Lucas — o Arthuro respondeu, os rostos a centímetros de distância.

— E o melhor está bem aqui, entre a gente.

​A Cíntia soltou o pau do Lucas por um segundo, os lábios brilhando pela umidade, e deu uma piscadela para os dois.

— Vocês falam demais... — ela provocou, voltando a mergulhar no membro do Lucas com uma fome ainda maior, enquanto o Arthuro começava a preparar o terreno na retaguarda dela com os dedos.

Lucas sentia o sangue latejar nas têmporas conforme observava o movimento à sua frente. O quarto parecia ter ficado ainda mais abafado, o cheiro de sexo se tornando uma névoa invisível que nublava os sentidos. A Cíntia, com os lábios ainda brilhando pela umidade do boquete que acabara de fazer, foi suavemente manobrada pelo Arthuro para o centro da cama.

​— Deita aí, Cíntia... abre bem para mim — o Arthuro comandou, a voz saindo num tom que não admitia réplicas.

​Ela obedeceu, deitando-se de costas e puxando as coxas contra o peito, expondo toda a sua intimidade para os dois. O Lucas, sentado na beira da cama, ficou hipnotizado. Ver a Cíntia assim, vulnerável e ao mesmo tempo poderosa, era um soco no estômago. O Arthuro se posicionou entre as pernas dela, os joelhos afundando no colchão, enquanto o seu pau, já devidamente encapado, apontava para a entrada da buceta dela.

​— Olha só isso, Lucas... — o Arthuro sussurrou, olhando para o amigo enquanto guiava a cabeça do seu pau para o clitóris da garota, fazendo um movimento de vaivém apenas para atiçar.

— Olha a perfeição desse corpo. Quem diria que a ciência e o desejo podiam criar algo tão foda assim, né?

​— É inacreditável, Arthuro — o Lucas respondeu, a mão descendo para o próprio pau, que latejava em expectativa.

— Ela é mais mulher do que muita mulher que eu já peguei por aí.

​O Arthuro deu um sorriso de canto e, num empurrão firme e lento, afundou o pau na Cíntia. Ela soltou um gemido longo, as costas arqueando ligeiramente contra os lençóis, enquanto as mãos dela buscavam os ombros do Arthuro para se segurar. O som do preenchimento foi úmido, um "clack" de pele batendo com pele que fez o Lucas apertar os dentes.

​— Isso... porra, Arthuro... me come direito — a Cíntia arfou, as pernas envolvendo a cintura dele para trazê-lo ainda mais para fundo.

​Enquanto o Arthuro iniciava um ritmo cadenciado, focando na buceta dela, o Lucas se aproximou por trás do amigo. Ele via o movimento rítmico da bunda do Arthuro e a forma como a pele da Cíntia reagia a cada estocada. Do outro lado da parede, um barulho mais seco chamou a atenção: era o som de algo batendo na cabeceira da cama onde eu estava, seguido de um gemido abafado do Murilo.

​— O bicho tá pegando lá no quarto — o Lucas comentou, a voz vibrando de tesão. — O Bernardo deve estar perdendo os sentidos com aqueles dois.

​— Deixa ele lá, Lucas. Foca aqui — o Arthuro disse, virando o rosto para trás para olhar o amigo enquanto continuava a fuder a Cíntia com força.

— A gente combinou, não foi? O cuzinho dela é seu. Eu vou preparar o caminho aqui na frente e você entra para destruir tudo lá atrás.

​O Lucas se levantou e ficou de pé na cama, ajoelhado logo atrás do Arthuro. Ele esticou os braços e segurou a cintura da Cíntia por baixo, ajudando o Arthuro a dar estocadas ainda mais profundas. A visão era um caos de luxúria: o pau do Arthuro sumindo dentro dela, as coxas dela tremendo e o Lucas, aquele monumento negro, observando o alvo que logo seria seu.

​— Você está pronta para o Lucas, Cíntia? — o Arthuro perguntou, dando um tapa estalado na coxa dela que deixou a marca vermelha dos dedos. — Você sabe que o que ele tem aí atrás não é brincadeira. Você aguenta esse rola enorme ?

​Cíntia soltou uma risada entre gemidos, os olhos fixos no teto, perdendo a noção de tudo.

— Eu aguento qualquer coisa que vocês fizerem comigo... só não para, caralho! Fode essa sua puta, vai!

​O Lucas sentiu o pau pulsar de um jeito que doía, ainda parado ali atrás de Arthuro. Ele começou a passar a mão nas costas de Arthuro sentindo a região arrepiar-se sob o seu toque. O Arthuro, percebendo a movimentação, acelerou o passo na frente, fazendo a garota gritar de prazer, um som estridente que parecia querer atravessar a parede e responder aos gemidos do Bernardo.

​— É agora, Lucas — o Arthuro ofegou. — Eu vou manter ela ocupada aqui na frente e você entra com tudo por trás. Mostra para ela o que é o prazer de verdade.

​O Lucas pegou um dos preservativos que tinha deixado na cabeceira, abrindo o envelope com uma mão só, enquanto o Arthuro continuava o serviço na buceta da Cíntia com uma agressividade que fazia a cama ranger.

​O Lucas sentiu o pau pulsar de um jeito que chegava a arder, ainda parado ali, estrategicamente posicionado atrás do Arthuro. A visão daquela foda era bruta: o Arthuro socando o quadril contra a Cíntia com uma agressividade de quem queria marcar território, e ela, entregue, com as pernas para o alto, recebendo cada estocada com gemidos que pareciam rasgar o ar abafado do quarto.

​Lucas novamente estendeu a mão grande e espalmou nas costas suadas do Arthuro. Ele começou a massagear os ombros largos do amigo, sentindo a musculatura rígida e a pele arrepiar-se imediatamente sob o seu toque.

Foi um gesto de posse, de quem também queria participar daquela energia. Lucas inclinou o corpo, deixando que o seu pau latejante roçasse levemente na bunda do Arthuro enquanto ele continuava o serviço na Cíntia.

​O Arthuro sentiu o contato e travou o movimento por um segundo, soltando um rosnado de impaciência.

— Para com isso, cara! — o Arthuro protestou, sem parar de olhar para a Cíntia. — Vem aqui logo comer essa vadia e para de me alisar.

​O Lucas soltou uma risada baixa, rouca, sentindo o poder da situação.

— Já vou, Arthuro... só queria testar uma coisa antes — ele respondeu, a voz carregada de uma malícia que fez o Arthuro virar o rosto para trás, arqueando a sobrancelha.

​— Testar o quê, porra? — o Arthuro perguntou, o rosto suado e vermelho pelo esforço.

​Em vez de responder, o Lucas deu uma inclinada, mantendo as mãos firmes na cintura do Arthuro, e levou a boca diretamente ao pescoço dele. Ele deu uma lambida lenta, sentindo o gosto de sal e desejo na pele do amigo.

​— Deixa de viadagem, porra! — o Arthuro esbravejou, embora o corpo dele tivesse dado um solavanco com o toque. — O foco aqui é a Cíntia!

​O Lucas riu, achando graça da braveza do Arthuro. Ele se afastou um pouco, deu um beijo rápido no rosto do amigo e desferiu um tapa rude, seco, bem no meio da bunda do Arthuro. O som do estalo ecoou pelo quarto, misturando-se aos gemidos que continuavam a vir do quarto do Bernardo.

​— Tá bom, tá bom... já vou — o Lucas disse, divertido.

​Com o tapa, o Arthuro finalmente largou a Cíntia por um instante. Ele se virou completamente para o Lucas, com uma expressão brava, mas os olhos entregavam que o tesão estava no topo. O Arthuro segurou o rosto do Lucas pelas bochechas, apertando com força, obrigando-o a olhar diretamente no fundo dos seus olhos.

​— Vem aqui logo comer ela, brother — o Arthuro disse, a voz num tom sério e urgente.

​Inesperadamente, o Arthuro inclinou a cabeça e deu um selinho rápido no Lucas — um estalo de lábios úmidos que selava o pacto deles naquela noite.

— Tá bom assim? Agora come ela logo, caralho. Ela disse que não te aguenta na buceta porque ainda dói da cirurgia, mas no cuzinho ela aguenta... por isso que eu te chamei. Agora faz o seu trabalho.

​Enquanto os dois homens trocavam esse diálogo tenso e carregado de testosterona, a Cíntia não parava. Ela gemia de forma autoritária, o corpo retorcendo-se nos lençóis, as mãos acariciando os próprios seios enquanto pedia por mais. Ela parecia uma fera faminta que não suportava a pausa dos seus predadores.

​— Anda, seus porras! Eu quero sentir o Lucas! — ela gritou, a voz saindo num tom de comando.

​O Arthuro deu passagem, saindo do centro da cama com um sorriso de safado. A Cíntia, entendendo que agora era a vez do monumento de Lucas, mudou de posição rapidamente. Ela se colocou de quatro, apoiando os antebraços no colchão e empinando a bunda o máximo que conseguia. A luz vermelha batia exatamente na entrada do seu cu, que contraía em expectativa.

​O Lucas cuspiu em seu pau, deslizou-o pelo pir toda sua extensão latejante com uma calma provocante e se ajoelhou atrás dela. Ele sentiu o cheiro da Cíntia, uma mistura de perfume e o suor da foda com o Arthuro.

​— Você está pronta, né, Cíntia? — o Lucas perguntou, a voz saindo como um trovão. — Porque o que eu vou enfiar aí agora não tem volta.

​Do outro lado da parede, o som de um grito agudo do Douglas atravessou o ar, como se estivesse comemorando a invasão que o Lucas estava prestes a iniciar.

Lucas posicionou a cabeça do seu pau, já devidamente encapado e brilhando sob a luz vermelha, bem na entrada do cuzinho de Cíntia. Ele sentiu o calor que emanava dali, um convite silencioso que contrastava com a agressividade do momento. Cíntia estava imóvel, os antebraços afundados no colchão, a bunda empinada de um jeito que desafiava a gravidade.

​— Relaxa essa rabeta, sua vadia... — Lucas sussurrou, a voz saindo como um rosnado de bicho.

— Porque agora você vai sentir o que é uma pica de verdade entrar aí dentro.

​Ele cuspiu naquele cu que estava piscando empurrou. Devagar. Centímetro por centímetro. O Lucas sentiu a resistência inicial, o anel apertado de Cíntia lutando para acomodar a largura descomunal da seu pau, até porque foi na base da brutalidade. Cíntia soltou um gemido agudo, um som que beirava o grito, enquanto agarrava os lençóis com tanta força que os nós dos seus dedos ficaram brancos.

​— Caralho... Lucas... — ela arfou, a voz saindo entrecortada. — Que porra é essa... você é um cavalo, filho da puta! É grande demais, não vai caber tudo de uma vez!

​— Vai caber sim, para de reclamar e sente o peso — Lucas retrucou, dando um tapa seco e na nádega direita dela, deixando a marca da sua mão gigante gravada na pele clara.

— Eu ainda nem coloquei a cabeça direito, porra.

Arthuro, que assistia a tudo de pé na lateral da cama, estava com os olhos fixos na cena, a respiração tão pesada quanto a do Lucas. Ele via o contraste absoluto: o pau negro do Lucas desaparecendo lentamente dentro da brancura da Cíntia. A cena era tão explícita que o Arthuro não aguentou ficar apenas olhando. Ele subiu na cama novamente, mas desta vez, posicionou-se estrategicamente atrás de Lucas.

​Enquanto Lucas continuava a invasão lenta, sentindo cada contração do cu de Cíntia em volta do seu membro, ele sentiu o calor do corpo de Arthuro se colando às suas costas. As mãos de Arthuro, calejadas e firmes, subiram pelas costelas de Lucas e repousaram nos seus ombros largos.

​— Porra, Lucas... — Arthuro soprou direto no ouvido dele, a voz carregada de uma malícia que fez os pelos da nuca de Lucas se arrepiarem. — Olhando você montar nela desse jeito... você tem o maior cuzão, brother. Dá até vontade de... você sabe.

​Lucas deu uma risada curta, uma vibração que Arthuro sentiu no próprio peito colado às costas dele. Ele não parou o movimento; agora que já tinha vencido a resistência inicial, começou a estocar com mais profundidade, fazendo a Cíntia ganir de prazer e dor lá na frente.

​— Eu não curto tanto, Arthuro... — Lucas respondeu, virando o rosto levemente para olhar o amigo de canto, com um sorriso de safado nos lábios.

— Mas às vezes eu uso ele muito bem, se eu estiver no clima.

​Arthuro não recuou. Pelo contrário, ele desceu as mãos para a bunda de Lucas, sentindo a firmeza dos glúteos dele que trabalhavam rítmicos para foder a Cíntia. Com uma ousadia renovada, Arthuro meteu os dedos entre as nádegas de Lucas, abrindo uma das bandas com força, expondo a região enquanto Lucas continuava a enterrar o pau na garota.

​— É uma tentação, desgraçado — Arthuro rosnou, a mão apertando a bunda firme de Lucas.

— Foca aí, termina de rasgar essa vagabunda que eu fico aqui cuidando desse seu cuzão gostoso.

​Cíntia, sentindo a movimentação atrás de Lucas e a pressão crescente dentro de si, começou a rebolar, tentando desesperadamente acomodar o resto do pau do Lucas.

— Para de falar e me fode, caralho! — ela gritou, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando. — Lucas, enfia tudo!

— Eu quero sentir essa tora batendo no fundo, vai! Me fode como se eu fosse uma vadia!

​— Você quer tudo, é? Então toma, sua puta! — Lucas obedeceu, desferindo uma estocada violenta que fez o corpo de Cíntia ir para frente e voltar no ricochete.

​O som do impacto, o estalo seco da bacia de Lucas batendo na bunda de Cíntia, foi tão alto que pareceu responder ao barulho de algo caindo no quarto que eu estava.

​— Tá ouvindo isso, Bernardo? — Lucas gritou alto, enquanto o Arthuro continuava a alisar sua bunda por trás. — Eu tô destruindo essa safada e o Arthuro tá aqui querendo a minha... se você soubesse o que tá rolando aqui, você não acreditaria.

​A foda atingiu um patamar de vulgaridade total. Eram palavrões disparados de todos os lados, o cheiro de suor e látex ficando insuportável, e o Lucas, no centro de tudo, sentindo-se o dono daquela porra toda, enquanto o Arthuro explorava seu corpo por trás e a Cíntia era devorada por ele na frente.

​O calor no quarto já não era apenas ambiental; era uma entidade física que grudava na pele, dificultando a respiração e tornando cada movimento um esforço carregado de tesão. Lucas, sentindo a mão de Arthuro ainda explorando sua retaguarda com uma ousadia que beirava o perigo, decidiu que era hora de mudar a dinâmica. Ele não queria parar, mas a pressão estava chegando ao limite.

​Com um movimento brusco e rudo, Lucas se desvencilhou do toque de Arthuro, soltando uma risada curta e ofegante que ecoou pelas paredes vermelhas.

— Calma aí, Arthuro... não me atropela, porra — Lucas disse, a voz saindo num tom de advertência misturado com safadeza.

— Foca nessa gostosa aqui, que ela está pedindo piroca desesperadamente.

​Cíntia, que até então estava de quatro recebendo as estocadas de Lucas, aproveitou o hiato para se jogar de lado no colchão. Ela estava com o rosto vermelho, o cabelo loiro colado na testa pelo suor, e os olhos dilatados. Ela esticou o braço, puxando o Lucas para perto, guiando o corpo dele para que se encaixasse no dela em uma conchinha agressiva.

​— Me fode assim... abre minhas pernas, Lucas! — Cíntia ordenou, a voz saindo num sussurro desesperado e autoritário.

— Eu quero vocês dois me fudendo ao mesmo tempo! Arthuro, vem aqui, caralho! Não me deixa esperando!

​Lucas não perdeu tempo. Ele segurou a perna aberta da Cíntia, ewtucando-a o máximo possível, escancarando a visão da seu cuzinho recebendo pirocada e sua bucetinha pedindo atenção. Ele posicionou o pau novamente na entrada do cu dela e, com uma estocada seca, afundou tudo. O som da penetração foi um estalo úmido, um "vupt" que fez a Cíntia morder o próprio lábio para não gritar mais alto que os amigos ao lado.

​— Isso, sua puta... sente o peso — Lucas rosnou, começando um movimento de vaivém curto e rápido, enquanto sua mão livre descia para os seios dela, apertando-os com força.

​Arthuro, vendo o convite e a disposição dos dois, não esperou. Ele se deitou na frente da Cíntia, ficando face a face com ela, os corpos separados apenas pelo movimento rítmico que o Lucas imprimia por trás. Arthuro observava, fascinado, a forma como o pau de Lucas entrava e saía, dilatando a pele da garota a cada movimento.

​— Porra, Cíntia... você é um buraco sem fundo, né? — Arthuro provocou, a voz vibrando de malícia. — Olha o que esse monstro está fazendo com você.

​Ele colou o corpo no dela. O calor da pele de Arthuro contra a frente de Cíntia criou um sanduíche humano que parecia prestes a explodir. Arthuro guiou seu próprio pau para a frente dela e, com um movimento decidido, deslizou para dentro da buceta. Cíntia soltou um gemido que foi abafado imediatamente pela boca de Arthuro, que a calou com um beijo selvagem, as línguas se encontrando num duelo de saliva e desejo.

​Agora o epicentro de uma destruição coordenada. Arthuro fodia a buceta, Lucas fodia o cu, e a Cíntia estava no centro, sendo esticada e preenchida por dois tipos diferentes de força. Lucas, aproveitando o ângulo da conchinha, começou a distribuir tapas fortes na bunda dela. O som dos estalos — pá, pá, pá — era a trilha sonora daquela vulgaridade.

​— Gosta assim, né, sua vadia? — Lucas dizia entre os dentes, cada tapa fazendo a pele dela ficar mais vermelha.

— Sente a pica do Arthuro na frente e a minha aqui atrás! Fala para ele o quanto você está sendo arrombada agora!

​Cíntia conseguiu descolar a boca da de Arthuro por um segundo, o rosto transfigurado pelo prazer.

— Caralho... é bom demais! Me quebra, Lucas! Vai, Arthuro, fode essa buceta com força! Eu sou a puta de vocês dois hoje, porra!

​Arthuro ria entre os beijos, os olhos fixos nos de Lucas por cima do ombro da garota. Era um olhar de reconhecimento, de dois predadores que sabiam exatamente o que estavam fazendo.

— Escutou ela, Lucas? Ela quer ser quebrada. Não tem pena não, mete com vontade!

​Do outro lado da parede, o barulho no quarto do Bernardo parecia ter atingido um novo patamar de caos. Dava para ouvir o som da cama batendo na parede com uma cadência violenta, acompanhada de gemidos roucos que Lucas reconhecia como sendo do Douglas.

​— Caralho, o Bernardo deve estar sendo moído naquele quarto — Lucas comentou, a respiração falhando enquanto acelerava as estocadas no cu da Cíntia.

— O som tá igual ao daqui, Arthuro. Parece que as paredes vão cair.

​— Que caiam! — Arthuro gritou, voltando a atacar a boca da Cíntia enquanto aumentava a velocidade na frente.

— Deixa o Bernardo se virar! Aqui o negócio é outro, porra!

​A foda seguiu com uma lentidão técnica alternada por surtos de violência física. Lucas sentia cada contração da Cíntia, cada tremor das pernas dela, e a pressão que o corpo do Arthuro exercia do outro lado. Eram xingamentos de todos os tipos, nomes sujos soprados ao pé do ouvido e o som constante do corpo batendo com corpo, transformando aquele quarto num santuário de pecado e excessos.

​O ritmo era frenético, uma colisão constante de corpos que parecia não ter fim, até que o corpo de Cíntia deu um solavanco diferente. Ela, que estava aguentando a pressão dupla com uma bravura lasciva, subitamente travou os músculos. O Lucas sentiu o cu dela contrair de um jeito seco, e a expressão de prazer no rosto dela foi substituída por uma urgência quase cômica.

​— Para, para! — ela arfou, descolando-se da boca do Arthuro e empurrando o quadril do Lucas com as mãos trêmulas.

— Lucas, você está indo fundo demais, caralho... vai acabar sujando tudo! Eu sinto que vai dar merda, literalmente!

​Antes que qualquer um dos dois pudesse responder, ela se desvencilhou da conchinha e saltou da cama com uma agilidade surpreendente para quem estava sendo espremida há pouco. Cíntia correu em direção ao banheiro do quarto, a bunda branca balançando enquanto desaparecia pela porta, deixando apenas o som do trinco e, logo em seguida, o barulho da descarga e da água correndo.

​O silêncio que se instalou no quarto foi abrupto, quebrado apenas pela respiração ruidosa dos dois homens que ficaram para trás. Lucas soltou uma risada alta, uma gargalhada rouca que vinha do fundo do peito, e se jogou de costas no colchão por um segundo antes de se virar para o lado.

​Agora, ele e Arthuro estavam cara a cara. Deitados de lado, a poucos centímetros um do outro, os dois monumentos de testosterona se encaravam. Lucas observava o corpo do Arthuro: o suor brilhando nos ombros definidos, os pelos ralos do peito colados pela umidade e o abdômen trincado que subia e descia num ritmo acelerado. O Arthuro, por sua vez, varria com o olhar o peitoral de ébano do Lucas, as tatuagens que pareciam ganhar vida sob a luz vermelha e a largura dos seus ombros que ocupavam metade da cama.

​O olhar do Arthuro desceu para o pau do Lucas, que ainda estava ereto e encapado. O preservativo, no entanto, exibia os vestígios da investida profunda: estava manchado com restos de matéria fecal.

​— Porra, Lucas... que nojo, caralho! — Arthuro protestou, fazendo uma careta de deboche enquanto apontava para o membro do amigo.

— Você arrombou a menina de um jeito que trouxe o jantar dela de volta. Limpa essa porra logo!

​Lucas soltou outra risada, sem um pingo de vergonha.

— Ah, para de frescura, Arthuro! — ele rebateu, sentando-se na cama e puxando o látex sujo com uma rapidez técnica, jogando o preservativo usado num cesto de lixo próximo.

— Comer cu é isso aí, parceiro. Às vezes o acidente acontece, faz parte do jogo. Quem entra na chuva é para se molhar, e quem entra no cu é para se sujar.

​Ele pegou uma garrafa de água mineral que estava na mesa de cabeceira, abriu e entornou um pouco sobre as mãos, lavando-as ali mesmo, deixando a água escorrer pelo chão de piso frio. Depois, passou um pouco de água no próprio pau, limpando-se de forma rudimentar, mas eficiente, sem nem sequer se levantar.

​Quando terminou, Lucas voltou a se deitar, ficando novamente de frente para o Arthuro. O clima mudou. Sem a Cíntia ali no meio para servir de amortecedor, a eletricidade entre os dois homens ficou exposta, crua e sem filtros. O olhar do Arthuro não era mais apenas de camaradagem ou de parceria na foda; era um olhar de desejo mal disfarçado, uma cobiça que percorria cada músculo do Lucas.

​— Você é um bicho bruto, né? — Arthuro sussurrou, a voz saindo mais grave, os olhos fixos nos lábios do Lucas.

— Olha o tamanho dessa carcaça... dá para entender por que a Cíntia saiu correndo. Você não fode, você demole.

​— E você gosta de assistir à demolição, né? — Lucas provocou, aproximando o rosto, sentindo o calor do hálito do Arthuro.

— Vi o jeito que você estava me olhando enquanto eu entrava nela. Você estava quase babando na minha bunda, Arthuro. Não nega não.

​O Arthuro deu um sorriso de canto, uma expressão de pura safadeza.

— Eu não nego nada, Lucas. Eu gosto do que é bom. E você... porra, você é um absurdo.

​Do outro lado da parede, um som de baque seco, como se alguém tivesse sido jogado contra a madeira, seguido de um gemido longo e agudo do Bernardo, cortou o momento. Parecia que o quarto estava atingindo um nível de violência que competia com o que eles tinham acabado de viver.

​— O Bernardo está levando a melhor parte da noite, eu acho

— Lucas comentou, mas sem desviar os olhos do Arthuro.

— O Murilo e o Douglas estão fazendo ele cantar fininho.

​— Deixa o Bernardo... — Arthuro murmurou, estendendo a mão e, num gesto lento e carregado de intenção, passou os dedos pelo peitoral de ébano do Lucas, sentindo a pele quente e úmida.

— O nosso show ainda não acabou. E eu acho que a gente tem muita coisa para conversar enquanto a Cíntia não volta do banheiro.

​Lucas sentiu um calafrio que não tinha nada a ver com o ar condicionado. O toque do Arthuro era firme, possessivo, e o olhar entre os dois agora era um duelo silencioso de vontades.

Do banheiro, a voz de Cíntia veio abafada pelo som da água, mas com uma urgência clara:

— Gente, eu já volto, mas vou demorar um pouquinho aqui, preciso me organizar! — o grito dela foi seguido por um barulho de frascos sendo mexidos.

​Lucas soltou uma risada baixa, uma vibração que pareceu ressoar em toda a cama. O Arthuro, ainda deitado de lado, bufou, passando a mão pelos cabelos suados com uma expressão de tédio mal disfarçada.

— Maravilha... — o Arthuro resmungou, a voz carregada de ironia.

— Enquanto isso a gente fica aqui, chupando o dedo e esperando a madame se lavar. O tesão vai baixar desse jeito.

​O Lucas não esperou nem o Arthuro terminar a frase. Com a agilidade de um predador que já tinha mapeado a presa, ele se moveu.

— Pelo contrário, Arthuro... — Lucas disse, a voz descendo uma oitava, tornando-se um rosnado perverso.

— Enquanto isso, eu fico aqui mamando esse teu pau gostoso.

​O Arthuro arregalou os olhos por um breve segundo, mas não recuou. Lucas esticou a mão grande e envolveu a pica do Arthuro, que ainda estava ereta sob o látex. Com um movimento firme e técnico, Lucas retirou o preservativo dele, jogando-o para o lado sem a menor cerimônia. A cabeça do pau do Arthuro saltou, pulsando, brilhando sob a luz vermelha do quarto.

​Lucas não deu tempo para o Arthuro processar. Ele se inclinou e, com uma rapidez que demonstrava total domínio da situação, engoliu a pica do Arthuro de uma vez. O som foi úmido, um "glub" profundo que fez o Arthuro dar um solavanco no colchão, as costas arqueando imediatamente. Lucas chupou com vontade, sentindo o sabor do amigo, a textura das veias e o calor do sangue bombeando ali dentro.

​Depois de alguns segundos de uma sucção intensa e ruidosa, Lucas retirou o membro da boca, deixando um rastro de saliva brilhar no topo. Ele se ergueu um pouco, ficando cara a cara com o Arthuro, olhando fixamente no fundo dos olhos dele. Lucas deu um sorriso de canto, limpando o canto da boca com o polegar.

​— Eu compenso a demora dela, Arthuro — Lucas sussurrou, a respiração quente batendo no rosto do amigo. — Eu tô ligado que você tá querendo isso mesmo. Não adianta fingir pra cima de mim.

​O Arthuro estava paralisado, a respiração vindo em jatos curtos, os olhos dilatados de um jeito que o Lucas nunca tinha visto. O choque inicial de ser mamado pelo foi rapidamente substituído por uma onda de prazer que parecia ter fritado os nervos dele. Arthuro soltou um suspiro longo, relaxando o corpo pesado contra o cetim da cama.

​— Caralho, Lucas... — Arthuro finalmente conseguiu falar, a voz falhando.

— Você não presta, filho da puta.

​O Arthuro se ajeitou na cama, deitando-se de costas, escancarando as pernas e exibindo-se completamente. Ele não estava mais bravo; ele estava rendido. Ele esticou o braço, segurou o Lucas pela nuca e deu um puxão leve, mas firme.

​— Chega mais perto então, já que você começou esse serviço — Arthuro ordenou, o tom de voz voltando a ser o de quem manda, mas agora com uma entrega absoluta.

— Já que é pra compensar, faz direito. Me mostra o que essa tua boca de veludo sabe fazer.

​Lucas riu baixo e se acomodou entre as pernas do Arthuro. A pele negra do Lucas contra a pele branca levemente bronzeada de Arthuro criava um quadro erótico que ele sabia que o Bernardo adoraria ter visto. Enquanto Lucas voltava a se concentrar no pau do Arthuro, o som do quarto vizinho invadiu o ambiente novamente.

​Um grito do Douglas, longo e agudo, atravessou a parede.

— Aaaahhh! Vai, Bernardo! Mais fundo, porra! — a voz do Douglas estava rouca, desesperada.

​Lucas parou por um segundo, com o pau do Arthuro na mão, e olhou para a parede.

— Ouviu isso? — Lucas perguntou, rindo. — O Bernardo está sendo vanglorizado de verdade aqui do lado. Ele nem imagina que a gente tá aqui, num momento tão... íntimo.

​— Deixa o Bernardo gritar — Arthuro respondeu, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás.

— Ele tá lá fazendo a história dele, e a gente tá aqui fazendo a nossa. Agora volta pra cá e cala a boca, Lucas. Fode meu pau com essa língua, vai.

​Lucas obedeceu. Ele voltou a lamber a base do pau do Arthuro, subindo lentamente até a glande, fazendo círculos com a ponta da língua antes de abocanhar tudo novamente. O Arthuro começou a gemer baixo, um som gutural que se misturava ao barulho da descarga que vinha do banheiro. A vulgaridade do momento era total: dois homens, dois "conhecidos" quebrando a última barreira de masculinidade enquanto uma mulher trans estava no banheiro ao lado.

A atmosfera, que antes era de uma parceria para fuder a Cíntia, tornou-se um duelo de vontades entre Lucas e Arthuro. Enquanto a água ainda corria no banheiro, Arthuro, entregue ao prazer, enterrou os dedos nos cabelos curtos de Lucas e começou a forçar o quadril para frente, ditando um ritmo bruto.

​— Engole tudo, seu viado gostoso... — Arthuro rosnou, os dentes cerrados, vendo a cabeça de Lucas subir e descer no seu pau.

— Você sabe muito bem o que está fazendo, caralho.

​Lucas recebeu o comando com uma risada abafada e, após algumas sucções profundas que fizeram o corpo de Arthuro tremer, ele se afastou. Lucas limpou o canto da boca com as costas da mão, os olhos brilhando com uma malícia que desafiava o amigo. Ele se inclinou sobre o peito de Arthuro, o corpo de ébano pesando sobre o bronzeado do outro.

​— Escuta aqui, Arthuro... — Lucas disse, a voz num sussurro carregado de segundas intenções.

— Quando você bateu lá no quarto e em chamou... esse era o seu plano desde o começo? Me tirar de perto dele só para tentar me comer, seu gostoso?

​Arthuro soltou uma risada debochada, jogando a cabeça para trás no travesseiro, mas não conseguiu disfarçar a pulsação acelerada no pescoço.

— Óbvio que não, porra! — Arthuro rebateu, tentando manter a pose. — Eu só queria um preservativo porque o meu tinha acabado. Não viaja, Lucas.

​Lucas não recuou. Ele segurou o pau do Arthuro com firmeza, sentindo o calor e o latejar rítmico, e aproximou seu rosto do dele, quase colando as pontas dos narizes. O hálito de ambos se misturava num bafo quente de uísque e tesão.

— Para de desculpa, Arthuro. Fala a verdade aqui na minha cara... Qual foi a sua intenção real de me puxar para esse quarto?

​Arthuro esbravejou, soltando o ar com força, como se estivesse confessando um crime que ele mesmo adorou cometer.

— Quer a verdade? Então toma a porra da verdade! — Arthuro sibilou, os olhos fixos nos de Lucas.

— Quando eu vi o tamanho dessa sua piroca gigante lá fora, eu me arrependi na hora de ter "liberado" o Bernardo para você. Principalmente antes de eu mesmo comer ele. Eu só queria tirar a atenção dele de você... e o resto... bom, o resto é consequência gostosa, caralho!

​Arthuro se inclinou e deu um selinho rápido no Lucas, um toque úmido de lábios que pretendia ser apenas uma provocação final. Mas o Lucas já estava farto de preliminares e jogos mentais.

​— Já chega desses selinhos, Arthuro — Lucas disse, a voz ficando rouca e perigosa.

— Tá na hora de um beijo de verdade entre dois homens que sabem o que querem.

​Antes que o Arthuro pudesse processar o desafio, Lucas selou a boca dele com um beijo devastador. Não foi um toque suave; foi um beijo de posse, profundo, com as línguas se encontrando de forma violenta, explorando cada canto com uma fúria que estava guardada em uma camaradagem masculina.

​Arthuro correspondeu imediatamente, soltando um gemido abafado dentro da boca do Lucas. A mão de Arthuro, que antes segurava o rosto do amigo, agora tateava o corpo esculpido de Lucas com uma força animal. Ele agarrava os ombros de Lucas, puxando-o cada vez mais para si, enquanto suas pernas se entrelaçavam, tentando diminuir qualquer espaço entre eles.

​A cama rangeu sob o peso dos dois. Era o som da excitação, do desejo e de uma descoberta que nenhum dos dois estava pronto para admitir, mas que nenhum queria parar. Do outro lado da parede, um som de baque seco e um grito rouco serviram de testemunha silenciosa.

​— C-caralho... isso... — Arthuro murmurou entre os beijos, a mão descendo para apertar a bunda do Lucas com uma força que deixaria marcas.

​— Você quer isso tanto quanto eu, seu desgraçado — Lucas sussurrou contra os lábios dele, antes de mergulhar novamente num beijo que parecia querer extrair toda a alma do Arthuro.

​Eles estavam emaranhados, dois amigos se devorando num momento de puro delírio e verdade, enquanto a Cíntia, no banheiro, continuava o seu banho continuava o seu banho, o som da água batendo no piso servindo como uma cortina de isolamento para o que acontecia na cama. Lucas sentia o corpo de Arthuro quente, a pele vibrando contra a sua, e o beijo profundo tinha deixado os dois em um estado de transe erótico.

​Arthuro, com a respiração curta e os olhos injetados de desejo, desceu os beijos para o pescoço de Lucas, mordendo a pele de ébano com uma vontade agressiva. Ele apertou as nádegas de Lucas com as duas mãos, trazendo-o para mais perto.

​— Porra, Lucas... deixa eu te comer, cara — Arthuro soltou, a voz saindo como um rosnado sujo contra o ouvido do amigo.

— Eu preciso entrar nesse teu cuzinho, sentir como é que você aperta.

​Lucas soltou uma risada nasalada, uma vibração que Arthuro sentiu no peito. Ele se afastou apenas o suficiente para olhar o amigo de cima, já que agora estava completamente sobre o corpo de Arthuro, os joelhos afundados no colchão.

​— Cara, eu quase não dou... olha o tamanho do meu pau — Lucas debochou, apontando para o próprio membro que latejava entre eles, grosso e escuro.

— Ele tá estourando de tesão, Arthuro. É muito mais fácil eu te comer do que o contrário. Você não ia aguentar o tranco.

​Arthuro deu um sorriso de canto, um misto de desafio e deboche.

— Nunca, tá maluco? — ele retrucou, e logo em seguida desferiu um tapa seco e rude bem no meio da bunda de Lucas, um estalo que ecoou no quarto e fez a carne tremer.

— Você se acha muito, mas esse teu cuzão aqui tá me pedindo piroca.

​Arthuro puxou Lucas novamente para baixo, voltando a beijar o pescoço dele com uma fome voraz, as mãos explorando a largura das costas de Lucas.

— Só a cabecinha, cara... — Arthuro sussurrou no ouvido de Lucas, a voz carregada de uma malícia que fazia o sangue de Lucas ferver.

— Esse cuzão gostoso aí, vai... deixa eu sentir o que o Bernardo esta sentindo lá no outro quarto.

​Lucas olhou fixamente nos olhos de Arthuro. A proximidade era tamanha que ele via cada detalhe das pupilas dilatadas do amigo. O perigo da situação era o que mais o excitava.

— Não, Arthuro. Sem chance — Lucas respondeu, embora a voz não tivesse tanta convicção.

— E a Cíntia pode voltar a qualquer momento. Você ouviu o barulho do chuveiro? Ela tá se esfregando lá, e se ela sair e ver a gente nessa posição...

​Arthuro deu de ombros, sem soltar o corpo de Lucas.

— Então engasga na minha pica outra vez, vai — ele ordenou, a voz ficando mais autoritária, enquanto empurrava o quadril para cima contra o ventre de Lucas.

— Se você não quer me dar esse rabo, então trabalha com essa boca. Mas deixa eu chupar esse seu cu pelo menos... deixa eu sentir você piscar esse cuzão na minha língua, vai... eu quero sentir o seu gosto, Lucas.

​O pedido foi tão direto e vulgar que Lucas sentiu o próprio pau dar um pulo de tesão. Ver o Arthuro ali, um cara que que conheceu naquela noite como hétero do grupo, suplicando para lamber seu cu, era uma vitória que Lucas nunca imaginou conquistar. Lucas se moveu, saindo de cima do peito de Arthuro e ficando de joelhos, dando as costas para o rosto do amigo, elevando o quadril.

​— Você quer mesmo isso, né? — Lucas perguntou por cima do ombro, a voz rouca.

— Então vai, Arthuro. Mostra o que você quer fazer.

​Arthuro não esperou um segundo. Ele se aproximou, enterrando o rosto entre as nádegas maciças de Lucas. Ele começou passando a língua em movimentos circulares, de baixo para cima, sentindo a textura da pele de ébano. Lucas soltou um gemido profundo, as mãos agarrando a cabeceira da cama enquanto sentia a língua de Arthuro explorar cada prega do seu cu com uma minúcia obsessiva.

​— Caralho, Arthuro... — Lucas arfou, sentindo os dedos de Arthuro abrindo as bandas da sua bunda para que a língua entrasse mais fundo.

​Do outro lado da parede, o som de um tapa seguido de uma risada alta do Murilo interrompeu a concentração por um segundo.

— Isso, Murilo! Chupa como se sua vida dependesse disso! — o Bernardogritou do quarto.

​Lucas riu em meio ao prazer.

— Tá ouvindo, Arthuro? O Bernardo tá lá castigando dois machos... e você tá aqui, com a cara enterrada no meu rabo

— Lucas provocou, sentindo a língua de Arthuro trabalhar cada vez mais rápido, fazendo-o contrair o músculo involuntariamente.

— Você é um pervertido do caralho.

​— Cala a boca e me deixa sentir você...

— Arthuro murmurou entre as lambidas, a voz abafada pela bunda de Lucas.

​O quarto tinha se tornado um universo paralelo, onde a hierarquia de amizade tinha sido substituída por uma sede de exploração mútua. Lucas fechou os olhos, entregue ao toque de Arthuro, enquanto esperava o momento em que a porta do banheiro finalmente se abriria e a Cíntia traria o equilíbrio ou o caos final para aquele encontro.

Arthuro parou subitamente de lamber e chupar o cu de Lucas, a boca brilhando de saliva e o rosto vermelho de esforço. Ele subiu pelo corpo de Lucas, colando o peito suado nas costas dele e mordendo o lóbulo da sua orelha com uma força que beirava a dor.

​— Tá pronto pra levar pica agora, Lucas? — Arthuro sussurrou, a voz saindo como um rosnado sujo, a mão já buscando o quadril de Lucas para posicioná-lo. —

Eu não vou aguentar só olhar, eu preciso te arrombar.

​Lucas deu um solavanco, desvencilhando-se do aperto com uma risada nervosa, mas carregada de adrenalina.

— Não, porra! Para de viagem, tá maluco? — Lucas retrucou, virando o rosto para olhar o amigo.

— Eu já falei que não sou desses, Arthuro. Foca aqui na realidade, caralho.

​Nesse exato segundo, o silêncio tenso entre os dois foi cortado por um grito vindo do quarto ao lado. A voz de Douglas atravessou a parede com uma nitidez absurda, como se ele estivesse gritando no ouvido deles:

— Deixa eu gozar no pau dele, amor! Deixa eu gozar no pau do Bernardo agora! — a voz do Douglas estava carregada de um prazer insano, quase fora de si.

​Lucas e Arthuro se entreolharam e caíram na risada, uma gargalhada cúmplice que serviu para quebrar a tensão da negativa de Lucas.

​— Caralho, ouviu isso? — Lucas disse, recuperando o fôlego. — O Douglas tá querendo batizar o pau do Bernardo.

— O Murilo deve estar assistindo de camarote. O Bernardo não vai sair vivo daquela cama, Arthuro.

​— O Bernardo tá no paraíso e nem sabe — Arthuro respondeu, limpando o suor da testa, mas logo fechando a expressão novamente, o olhar cravado no corpo de Lucas.

— Mas foda-se o Bernardo agora. Caralho, Lucas... eu tô com muito tesão em você, porra. Não dá pra explicar. Vem pra um 69 logo, vai... tu chupa meu pau e eu chupo esse teu cu delicioso. Sem frescura, só nós dois aqui.

​Lucas sentiu o sangue ferver. A proposta era o limite máximo daquela noite. Sem dizer uma palavra, ele aceitou o desafio. Com uma rapidez animal, Arthuro deitou-se de costas na cama, escancarando as pernas, e Lucas se posicionou acima dele, invertendo o corpo.

​O contraste era uma cena de filme pornô de luxo: o corpo de ébano de Lucas estendido sobre o corpo branco levemente bronzeado de Arthuro. Lucas não hesitou; abocanhou a pica de Arthuro, que latejava como se tivesse vida própria, mergulhando o rosto entre as coxas do amigo. Ao mesmo tempo, Arthuro se erguia naquela posição de 69, enterrando o rosto com fúria na retaguarda de Lucas.

​O quarto foi preenchido por sons úmidos e viscerais. Arthuro não apenas lambia; ele chupava o cu de Lucas como se estivesse tentando extrair algo de dentro dele, fazendo um vácuo com a boca que fazia Lucas tremer da cabeça aos pés. Entre uma lambida e outra, Arthuro desferia tapas forte na bunda de Lucas, estalos secos que se misturavam aos seus xingamentos abafados.

​— Toma, seu viado gostoso! — Arthuro esbravejava entre as facetas orais.

— Olha esse cuzão piscando pra mim... que delícia de preto, caralho! Chupa essa pica direito, Lucas! Engole tudo, seu puto!

​Lucas, com a boca cheia e sentindo a língua de Arthuro trabalhar seu ponto mais sensível, respondia com gemidos guturais. Ele usava a mão para massagear os testículos de Arthuro enquanto trabalhava na glande, criando um ritmo que levava os dois ao limite do controle. A vulgaridade era absoluta. Não havia mais camaradagem, não havia mais nada além de liberdade e desejo. Eram apenas dois machos se devorando em um ritual de prazer puro e sem filtros.

​Do outro lado, a sinfonia continuava. O barulho de corpos batendo contra a parede do quarto parecia acompanhar o ritmo dos tapas que Arthuro dava em Lucas.

​— Isso, Bernardo! Aguenta o tranco, porra! — a voz do Murilo ecoou agora, seguida de um grito agudo do seu amigo.

​— Eles estão gozando, Arthuro... — Lucas pensou, enquanto sentia a língua do amigo entrar cada vez mais fundo no seu cu, fazendo-o perder o sentido de onde terminava um corpo e começava o outro.

— E a gente tá aqui, se perdendo um no outro...

​A Cíntia continuava no banheiro, e o tempo parecia ter parado para os dois homens que, naquela posição de entrega total, redesenhavam as fronteiras do que sentiam naquele momento um pelo outro sob a luz carmesim daquele quarto.

O suor escorria pelos corpos de Lucas e Arthuro, misturando-se nos lençóis de cetim já amarrotados e úmidos. O ar condicionado do quarto parecia não dar conta do calor que emanava daqueles dois homens. Lucas sentia o peito de Arthuro subir e descer contra o seu corpo, uma cadência violenta que acompanhava o ritmo do 69. A boca de Arthuro, quente e experiente, trabalhava no cuzinho de Lucas com uma minúcia que o deixava zonzo.

​— Lucas... para... porra, desse jeito eu vou acabar gozando agora, caralho — Arthuro ofegou, desprendendo-se por um segundo para recuperar o ar. Ele limpou o lábio inferior com o polegar, os olhos fixos na pica de Lucas que, entre as mãos do amigo, latejava como se tivesse vida própria.

​— Eu também estou no limite, Arthuro... você não tem noção do que essa sua língua faz — Lucas respondeu, a voz saindo num tom que ele mal reconhecia como sendo o seu. Era uma vulnerabilidade que ele só permitia ali, naquele cubículo de luz vermelha.

​Eles se ajoelharam na cama, ficando de frente um para o outro. Dois monumentos. O contraste era uma agressão visual: o ébano profundo de Lucas contra o bronzeado atlético de Arthuro. Arthuro não hesitou; avançou e selou os lábios de Lucas em um beijo selvagem. Não era um toque de curiosidade, era um duelo. As línguas se enroscavam com uma fúria bruta, as mãos de Arthuro enterradas no trapézio de Lucas, apertando o músculo com uma força que deixaria marcas.

​Arthuro desceu os beijos para o queixo, mordendo a mandíbula de Lucas, e implorou com uma voz que misturava autoridade e súplica:

​— Deixa eu ao menos roçar meu pau na porta do seu cuzinho, vai... eu gozo rápido na entrada, juro. Eu só quero sentir o calor dessa tua bunda gostosa, Lucas. Quero sentir como você aperta de verdade.

​Lucas sentiu o sangue ferver. A insistência de Arthuro estava quebrando as últimas defesas que ele tinha construído em anos de academia e conversas de bar.

— Caralho, cara... que insistência do cacete!

— Lucas soltou uma risada rouca, balançando a cabeça em sinal de rendição. — Tá bom, pode ser... mas rápido, Arthuro! Se eu sentir que você vai forçar, eu te jogo dessa cama, tá ouvindo?

​Arthuro deu um sorriso de canto, aquele sorriso de quem sabia que tinha vencido. Eles começaram a se posicionar. Lucas se virou, ficando de costas, arqueando o corpo e apoiando as mãos no colchão, elevando o quadril para oferecer o alvo. Arthuro se ajoelhou logo atrás, guiando o próprio pau, que brilhava sob a luz carmesim, para a entrada que ele acabara de preparar com a língua.

​No momento exato em que a glande de Arthuro tocou a entrada de Lucas, o som do chuveiro no banheiro cessou. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor, quebrado apenas pelos batimentos acelerados dos dois.

​— A Cíntia, cara! — Lucas sussurrou com um sobressalto, o corpo travando completamente.

— A Cíntia, porra! Ela terminou o banho!

​Arthuro ficou imóvel. A cabeça do seu pau estava colada na entrada de Lucas, a um milímetro de invadir. O pânico de serem pegos e o tesão acumulado criaram uma eletricidade insuportável. Num movimento instintivo de camuflagem, Lucas se virou rapidamente, sentando-se de frente para Arthuro. Em vez da penetração, Lucas agarrou o pau de Arthuro com as duas mãos, e Arthuro, entendendo o jogo de cena, fez o mesmo com o de Lucas.

​Os dois ficaram ali, de joelhos, um de frente para o outro, punhetando-se com uma fúria silenciosa e rítmica. Era uma cena de pura cumplicidade masculina. Eles se olhavam nos olhos, as respirações se misturando, enquanto ouviam os passos de Cíntia dentro do banheiro.

​— Você está doido para me arrombar, né, seu desgraçado? — Lucas sussurrou, apertando o membro de Arthuro com uma força técnica, fazendo o amigo revirar os olhos.

​— Você não tem ideia, Lucas... — Arthuro respondeu entre dentes, acelerando o movimento na pica de Lucas. — Se ela demorasse mais dois minutos, você não ia ter escolha. Eu ia te foder até você esquecer seu nome.

​Lucas deu uma risada baixa, uma vibração que parecia vir do estômago.

— Você fala demais, Arthuro. Quero ver se tem essa disposição toda na hora que rolar.

​— Experimenta para ver — Arthuro provocou, aproximando o rosto e dando um selinho estalado e úmido no Lucas, um gesto de posse que selava o segredo que acabavam de construir.

​O barulho da fechadura do banheiro estalou. A porta se abriu com uma lentidão torturante, deixando escapar uma nuvem de vapor perfumado que invadiu o quarto. Cíntia saiu dali, usando apenas uma toalha minúscula que mal escondia as curvas que o Lucas já tinha explorado horas antes. Ela parou no portal da porta, secando o cabelo, e seus olhos varreram a cena: os dois amigos, suados, ofegantes, um segurando o pau do outro no centro da cama King Size.

​Houve um segundo de silêncio absoluto. Lucas sustentou o olhar dela com um sorriso cínico, enquanto continuava o movimento na mão de Arthuro.

​— Desculpa a demora, meninos... — ela disse, com uma voz doce que carregava uma malícia infinita. Ela cruzou os braços, fazendo a toalha subir ainda mais.

— O quê? Brotheragem agora? Enquanto eu me lavo, vocês resolvem as pendências entre vocês?

​Lucas não soltou o Arthuro. Ele olhou para a garota e depois voltou o olhar para o amigo, com uma expressão que dizia que o jogo estava apenas começando.

— A gente precisava se manter aquecido, Cíntia — Lucas disse, a voz num tom de desafio.

— E o Arthuro aqui é muito impaciente.

​Arthuro riu, finalmente soltando o Lucas e se recostando na cabeceira, mas mantendo o olhar fixo no amigo. O segredo deles agora estava guardado sob a capa da zoeira, mas ambos sabiam que, nos últimos vinte minutos, a camaradagem deles tinha sido reescrita com saliva, suor e um desejo que não aceitava mais voltas.

Cíntia soltou uma risada que misturava cansaço e uma satisfação profunda, observando os dois homens ainda ofegantes na cama. Ela caminhou com elegância, a pele ainda úmida do banho brilhando sob o vermelho do abajur.

​— Ainda bem que vocês se entenderam aí... — ela disse, com uma ponta de ironia, jogando a toalha de lado. — Porque, olha, eu vou ser sincera: eu não aguento mais levar de vocês. Eu tô toda arrombada, tanto na frente quanto atrás. Vocês não têm noção da força que usam.

​Arthuro, que ainda sentia o calor do corpo de Lucas próximo ao seu, protestou imediatamente, sentando-se e exibindo o pau que continuava ereto e latejante.

— Que isso, Cíntia? A gente nem gozou ainda, porra! Você vai deixar a gente no meio do caminho agora?

​Lucas aproveitou a deixa para provocar, soltando uma gargalhada e fazendo menção de se levantar, apenas para ver a reação de Arthuro.

— É, se a madame cansou, eu vou é pro outro quarto então — Lucas disse, piscando para o Arthuro.

— Vou gozar na cara de um daqueles garotos lá. Tenho certeza de que o Murilo ou o Douglas não iam reclamar de receber esse presente.

​Cíntia fechou a expressão, mas era um brava carregado de luxúria. Ela subiu na cama com agilidade, posicionando-se entre os dois como se estivesse reivindicando seu território.

— Ah, mas não vai mesmo! — ela disse, olhando fixamente para Lucas.

— Eu compenso de outra forma. Se eu não aguento mais a entrada, eu garanto a saída. Vou fazer os dois gozarem só com a minha boca, e quero ver se algum daqueles faz melhor que eu.

​A ordem foi dada. Arthuro e Lucas se deitaram lado a lado, as costas largas ocupando quase toda a extensão da King Size. Naquela penumbra, os dois estavam tão próximos que os ombros se roçavam, e Lucas sentia o calor da coxa de Arthuro contra a sua. Era uma proximidade perigosa, alimentada pelo segredo do beijo que ainda estava fresco na memória de ambos. Arthuro, num gesto quase inconsciente, passou o braço por trás da nuca de Lucas, deixando-os quase abraçados enquanto esperavam o serviço de Cíntia.

​Ela se ajoelhou diante daquele altar de testosterona. Com as mãos pequenas, ela envolveu o pau de cada um, começando um movimento rítmico, alternando a boca entre o ébano de Lucas e o marfim de Arthuro. O som era puramente visceral: o estalo da saliva, a respiração pesada dos homens e a garganta de Cíntia lutando para acomodar tanta carne.

​— Caralho, Cíntia... — Arthuro murmurou, fechando os olhos e apertando o ombro de Lucas com os dedos, como se buscasse apoio na força do amigo para aguentar o prazer.

— Você não existe, garota.

​Foi nesse instante que uma sequência de batidas violentas veio do quarto ao lado. Não eram batidas na porta, mas o som seco da cabeceira da cama de Bernardo batendo contra a parede de alvenaria. Tum-tum-tum-tum. O ritmo era frenético, acompanhado de gemidos que agora pareciam mais latidos de prazer do que vozes humanas.

​Cíntia parou por um segundo, com o pau do Lucas na mão e o do Arthuro próximo à boca, e deu um sorriso malicioso para os dois.

— Estão ouvindo? O amigo de vocês deve estar aproveitando cada segundo — ela disse, a voz abafada.

— Esses dois que estão com ele, o Murilo e o Douglas, são incansáveis. Eu conheço a fama deles. Eles vão dar muito chá de cu no seu amigo, Lucas. Ele não vai conseguir andar amanhã, podem ter certeza.

​Lucas riu, sentindo a vibração do peito de Arthuro contra o seu braço.

— O Bernardo queria aventura, né? — Lucas comentou, a voz rouca enquanto Cíntia voltava a abocanhar sua glande.

— Pois ele encontrou o destino final dele. Aqueles dois ali não têm pena de ninguém.

​— Deixa ele lá... — Arthuro sussurrou, a mão descendo da nuca de Lucas para acariciar levemente a lateral do peito do amigo, um gesto escondido pela posição da Cíntia.

— Foca aqui. Eu quero gozar junto com você, Lucas. No mesmo segundo.

​Lucas olhou para Arthuro e viu, no fundo daqueles olhos, que o tesão dele não era mais pela técnica da Cíntia, mas pela presença massiva do amigo ao seu lado.

O 69 que tinham feito minutos antes tinha deixado uma marca que nenhum boquete, por melhor que fosse, conseguiria apagar. Lucas apertou a mão de Arthuro, que estava no seu ombro, e devolveu o olhar com a mesma intensidade.

​— Então não segura, Arthuro — Lucas respondeu. — Se a gente for explodir, que seja agora.

​Cíntia, percebendo a eletricidade entre os dois, acelerou o ritmo, usando as mãos e a língua com uma maestria que justificava sua fama, enquanto as batidas na parede ao lado pareciam marcar o compasso para o clímax final daquele ato.

O som da Cíntia chupando, o barulho rítmico vindo do quarto do meu quarto e a proximidade bruta entre Lucas e Arthuro criaram um funil de sensações que estava prestes a transbordar. Arthuro estava com os olhos revirados, as mãos enterradas nos lençóis, os músculos do abdômen travados como rocha.

​— Vou gozar... caralho, Lucas, eu vou gozar! — Arthuro anunciou num urro, a voz falhando pelo esforço de tentar conter a explosão.

​— Segura, Arthuro! Segura, porra, vamos juntos! — Lucas pediu, a voz saindo como um trovão, enquanto sentia a própria pressão subir até a cabeça, o pau latejando de um jeito que parecia que ia rasgar a pele.

​Cíntia, percebendo a iminência do jato, afastou o rosto o suficiente para dar o comando:

— No rosto, meninos! Gozem no meu rosto, eu acabei de tomar banho, não quero me sujar toda de novo!

​Mas o controle já tinha ido para o espaço. Arthuro soltou um grito gutural, um urro de bicho que ecoou pelo quarto e deve ter sido ouvido até no corredor do local. No ápice do prazer, ele não mirou na Cíntia. Num movimento instintivo de quem queria marcar o parceiro de foda, o jato de Arthuro disparou com força total diretamente no pau e no abdômen de Lucas. Era uma porra quente, espessa, que escorreu pelo ébano da pele de Lucas como uma marca de posse.

​Lucas, sentindo o calor do amigo atingi-lo, soltou o seu próprio grito. Ele arqueou as costas, os olhos fixos no teto, e despejou tudo. O seu gozo foi violento, devolvendo o presente a Arthuro, sujando as coxas e a barriga do amigo enquanto xingava todos os nomes sujos que vinham à cabeça. O quarto foi invadido por um cheiro acre e doce de sexo, um alívio sexual tão denso que o silêncio que se seguiu parecia pesado.

​Cíntia, vendo aquela cena de batismo mútuo entre os dois, soltou uma risada lasciva. Ela não se importou de ter sido ignorada no alvo final. Ela colocou a língua para fora e, com uma calma provocante, passou-a na cabeça do pau de cada um, saboreando o que restava ali.

​— Nossa... que gosto forte — ela comentou, limpando o canto da boca com um sorriso.

— Vocês dois são realmente carregados de testosterona.

​Todos riram, uma risada de quem tinha acabado de descer uma montanha-russa sem freios. O cansaço bateu, mas a eletricidade entre Lucas e Arthuro ainda não tinha se dissipado totalmente.

​— Preciso de um banho — Lucas disse, sentindo a pele grudando. — Tô todo lambuzado da sua porra, Arthuro.

​— É o batismo, Lucas, aceita que dói menos — Arthuro brincou, mas o olhar dele ainda era de uma cobiça profunda.

​Antes de Lucas se levantar, Cíntia puxou os dois para perto.

— Ei, eu mereço um prêmio por ter aguentado vocês dois. Quero um beijo... um beijo triplo, agora!

​E aconteceu. No centro da cama, as três bocas se encontraram. Foi um beijo quente, úmido, onde as línguas se exploravam num carrossel de saliva. Lucas sentia o gosto da Cíntia, mas buscava deliberadamente a língua de Arthuro no meio daquela confusão. Era um beijo que explorava cada canto, cada fresta de desejo que ainda restava naquele encontro épico.

​Lucas finalmente se desvencilhou e seguiu para o banheiro, caminhando com a imponência de quem sabia que tinha dominado a noite. Mas ele não ficou sozinho por muito tempo. Mal abriu o registro da água, sentiu a presença atrás dele. Arthuro entrou logo em seguida, fechando a porta e deixando a Cíntia sozinha no quarto.

​Agora, sob o vapor que começava a subir e o som da água batendo no azulejo, os dois estavam novamente a sós. Sem o público da Cíntia, sem as paredes para esconder o desejo.

​— Veio conferir se eu lavei direito, Arthuro? — Lucas provocou, virando-se para o amigo enquanto a água escorria pelo seu corpo negro.

​Arthuro não respondeu com palavras. Ele apenas encostou Lucas contra a parede úmida do box, os olhos queimando. O segredo deles agora ia ser lavado pela água, ou talvez, intensificado por ela.

​A água quente caía sobre os ombros de Lucas, mas o calor que vinha do corpo de Arthuro, prensando-o contra o box, era muito mais intenso. O vapor embaçava o vidro, criando uma redoma de privacidade que Arthuro parecia ansioso para usar até o último segundo.

​— Não vim conferir nada, Lucas... vim continuar o que a gente começou lá na cama — Arthuro respondeu, a voz rouca ecoando no espaço pequeno, o corpo já reagindo ao contato da pele molhada e ao cheiro de sabonete e sexo.

​Lucas sentiu a pressão do quadril de Arthuro e, num movimento firme, virou o pescoço, olhando pata trás enquanto a água escorria pelo seu rosto.

— Calma aí, cara... — Lucas soltou um riso ofegante.

— Eu já te falei: não quero e não vou ser currado por você ainda. Não agora, e nem hoje. O jogo tem regras, Arthuro.

​— Outro dia, então? — Arthuro perguntou, num tom que era metade desafio e metade promessa.

​— Só se o Bernardo liberar e quiser participar — Lucas respondeu com seriedade.

— Sem ele, não rola. A gente é amigo, Arthuro. O que rolou aqui foi um bônus, mas a lealdade é com ele.

​Arthuro bufou, soltando uma risada de quem aceitava a derrota temporária.

— Entendi, entendi... você é difícil, Lucas. — E, sem aviso, desferiu um tapa forte e sonoro bem no meio da nádega de Lucas.

— Ai, porra! Isso dói! — Lucas protestou.

​— Você gosta, viado! — Arthuro debochou, rindo. Ele se aproximou novamente, colando o corpo. — Tá bom, eu respeito. Mas deixa eu sarrar meu pau em você pelo menos... sentir essa tua pele aqui debaixo da água...

​Lucas ia responder, mas a porta do banheiro se abriu com um estrondo. O vapor saiu em massa, e uma figura surgiu no portal. Era Douglas, e o estado dele era de choque térmico visual.

​Ele entrou com a petulância de quem já se sentia em casa, parando na frente do box com um sorriso de orelha a orelha. Douglas estava literalmente lavado em porra; o rosto, o peito e os ombros brilhavam com a viscosidade branca que escorria lentamente pela sua pele.

​— Dois gostosos no banho? — Douglas exclamou, com um olhar brilhante.

— Sabia que a festa aqui também estava boa!

​Lucas olhou para o estado do Douglas, impressionado com a quantidade de sêmen que o cobria.

— Caralho, Douglas... você foi esporrado por um batalhão?

​Douglas soltou uma risada vitoriosa, limpando uma gota de porra que escorria perto do olho.

— Nada disso, Lucas. Foi o Bernardo. O seu amigo se revelou um animal! Ele descarregou tudo em mim, me usou de um jeito que eu nem sabia que era possível. O garoto é insaciável!

​Lucas e Arthuro se entreolharam, surpresos com a performance do Bernardo.

— E onde ele está agora? — Arthuro perguntou, ainda segurando a cintura de Lucas.

​— Ah, o Bernardo agora está lá no quarto se divertindo com o Murilo — Douglas explicou, encostando-se na pia.

— O Murilo mesmo disse que queria ficar a sós com o Bernardo agora, que precisava de uma atenção especial dele. Ele me deu um chute na bunda, disse que eu já tinha tido o meu prêmio e me mandou vir me limpar.

— Eu deixei os dois lá sozinhos para se divertirem melhor, o clima lá tá pegando fogo!

​Lucas deu uma risada alta, sentindo um orgulho inesperado do amigo.

— O Murilo não brinca em serviço mesmo... mandou você vir aqui pra ele poder dar para o Bernardo sozinho? Esse moleque é um gênio.

​Douglas se aproximou da borda do box, o olhar cobiçando os dois corpos molhados.

— Pois é. Ele liberou o espaço lá e me mandou pra cá. E aí? Vão me deixar entrar pra tirar esse porra do Bernardo de cima de mim, ou vão continuar essa pegação de vocês dois aí no chuveiro?

​Arthuro olhou para o Lucas, uma conversa silenciosa passando entre eles. A chegada do Douglas, coberto pelo leite do Bernardo, trazia o clímax do quarto ao lado para dentro da intimidade deles.

​Dentro do box, a tensão entre Lucas e Arthuro foi subitamente quebrada pela porra escorrida no corpo de Douglas. Arthuro, sentindo que o momento de intimidade máxima com Lucas tinha passado, desligou o registro.

​— Por hoje é só, galera. Já deu o que tinha que dar — Arthuro disse, passando a mão pelo rosto para tirar o excesso de água e saindo do box. Ele pegou uma toalha, secando-se rapidamente enquanto lançava um último olhar de cumplicidade para Lucas antes de sumir em direção ao quarto, onde Cíntia o esperava.

​Lucas já ia fazer o mesmo, mas quando tentou cruzar a porta de vidro, sentiu a mão de Douglas segurar seu braço com força. Douglas estava ali, ainda coberto pelos vestígios do Bernardo, com um olhar que misturava desafio e uma fome insaciável.

​— Já vai, Lucas? — Douglas perguntou, com um riso provocador.

— Seu amigo pode ter terminado, mas eu acabei de chegar.

​— Eu já estou no meu limite, Douglas — Lucas respondeu, tentando passar, mas Douglas se atravessou na frente.

​— Pode começar de novo então, bonitão — Douglas disparou, colando o corpo sujo no peitoral limpo de Lucas.

— Me come aqui mesmo, nesse banheiro. Eu aguento essa tua pirocona de boa, pode enfiar até o talo que eu não arrego.

​Lucas soltou uma gargalhada genuína, impressionado com a audácia do cara. Ele segurou o rosto de Douglas com uma mão, deu um leve tapinha na bochecha dele e piscou o olho.

— Tô cansado, parceiro. Sua prima me moeu hoje, ela não é brincadeira. Fica pra uma próxima.

​Lucas saiu do banheiro, deixando Douglas sozinho sob a ducha, e caminhou para o quarto.

No quarto, o clima já era de relaxamento. Arthuro e Cíntia já estavam de roupas íntimas, deitados na cama e trocando beijos calmos, o fogo mais bruto já devidamente apagado. Lucas entrou apenas de toalha, sentindo o peso do cansaço prazeroso nos ombros.

​— Minha roupa ficou toda lá no quarto do Bernardo... — Lucas comentou, coçando a nuca.

— Mas não quero chegar lá e atrapalhar o que está rolando.

​No momento em que ele terminou a frase, um gemido alto, agudo e visceral atravessou a parede. Era a voz de Murilo. Não era um gemido comum; era um som de quem estava sendo levado ao céu e ao inferno simultaneamente. Murilo ofegava pesado e gritava frases desconexas de puro prazer.

​Todo mundo na cama caiu na risada. Douglas saiu do banheiro logo em seguida, secando o cabelo às pressas, com uma expressão de choque e admiração.

— Caralho! — Douglas exclamou, sentando-se na ponta da cama. — Eu nunca fiz meu namorado gemer desse jeito na minha vida! Puta que pariu, o Bernardo é um monstro!

​Ele se jogou na cama ao lado de Cíntia e Arthuro, enquanto todos ficavam em silêncio por alguns segundos apenas para ouvir a sinfonia que vinha do lado. Murilo suplicava:

— Vai, Bernardo... fode! Mete mais forte, porra! Não para!

​— Vamos esperar eles terminarem para a gente sair daqui com calma — sugeriu Cíntia, acomodando-se nos braços de Arthuro.

​Douglas acendeu um beck, o cheiro doce invadindo o quarto. Ele ofereceu para o grupo, mas todos recusaram; o entorpecimento natural do sexo já era o suficiente. Durante os próximos 30 minutos, o quarto virou uma plateia auditiva para a performance épica de Bernardo e Murilo. Era o som de pele batendo com força, o ranger da cama e o fôlego curto de quem estava dando a vida naquela foda.

Após meia hora de uma sessão intensa que parecia não ter fim, a porta do quarto finalmente se abriu e o barulho de passos ecoou. Murilo e eu saímos do Quarto em direção ao banheiro. Eu estava com aquele sorriso tímido, o rosto corado, tentando manter a compostura, mas Murilo, visivelmente extasiado, me puxava pelo braço com uma pressa possessiva.

​O grupo ainda na cama começou rir alto da cena, mas o show não parou. Mesmo dentro do banheiro, os gemidos de Murilo continuaram audíveis. Douglas, curioso, tentou levantar para entrar e participar, mas deu de cara com a porta trancada por dentro.

​— Trancaram a porta! Os dois se fecharam lá! — Douglas anunciou, voltando para a cama, incrédulo.

​Alguns minutos depois, a porta se abriu e nós dois saimos sorrindo, com aquela aura de quem tinha acabado de conquistar o mundo. Eu estava mais relaxado, e Murilo tinha um brilho nos olhos que Douglas nunca tinha visto antes.

​Douglas olhou para o namorado, cruzou os braços e perguntou com uma ponta de ciúme e muita ironia:

— Satisfeito agora, amor?

​Murilo apenas deu um sorriso largo, olhou para mim e depois para o grupo, respirando fundo como se tivesse acabado de correr uma maratona.

— Como eu nunca estive antes, Douglas....

–––––––––––––––––––––––––––––––

Esta é a versão de tudo o que aconteceu, que diretamente o Lucas me passou, como eu disse no início. Em partes, alguns detalhes eu já sabia, porque em conversas logo depois desse ato, o Arthuro também me confidenciou o que aconteceu. Como eu prometi, o Capítulo 30 seria uma virada maior ainda na nossa história.

​Agora, seguimos para o próximo capítulo, o 31, onde haverá novos relatos meus e a minha volta definitiva ao comando da escrita deste conto. Espero que vocês tenham apreciado este capítulo, que não foi exatamente descrito por mim em primeira mão. Peço desculpas pelo tamanho ou até mesmo por eventuais erros na grafia e na pessoa do discurso (onde utilizei meu nome em vez do pronome "eu"), já que precisei fazer grandes ajustes para organizar o relato do Lucas, mas tudo foi feito com muito carinho para vocês.

​Antes de finalizar, vou deixar um recado de um dos protagonistas desta noite, o Lucas. Pedi para ele falar algo para vocês que estão sempre comentando e acompanhando. Mais do que nunca, peço que comentem hoje, para que eu entenda o número de leitores que temos aqui, inclusive aqueles que mandam mensagens no e-mail.

​A Mensagem de Lucas:

​"Oi, leitores... tudo bem?! Pelo jeito vocês apreciam bastante uma putaria de qualidade, né? O Bernardo compartilhou comigo que decidiu fazer essa loucura de escrever essa parte da vida dele que me envolve e envolve outras pessoas, e eu achei que vocês mereciam saber a minha versão.

​Espero que tenham gostado do meu relato e que aproveitem bastante cada detalhe. Assim como vocês, eu também sou um leitor assíduo deste conto; cada capítulo que o Bernardo posta, eu tenho o privilégio de ler e sentir exatamente o que vocês sentem: desejo, tesão, curiosidade e aquele suspense gostoso.

​Então, façam um favor a si mesmos: soltem muito leite, se aliviem bem e imaginem cada cena enquanto leem. Um abraço e muita leitada para vocês, leitores do Bernardo. A gente se vê nas próximas linhas..."

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Comentários

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Puta merda que delicia. Gozei litros, dois quartos e duas surubas, sonho de consumo que nunca consegui realizar. Cheguei a pensar que Arthuro e Lucas fossem transar, quem sabe? E Bernardo se deu bem comendo dois cuzinhos gulosos. Lucas é um monstrinho e não gostaria de ver ele machucando Ber. Mas ainda espero ansioso por uma foda com Arthuro e Bernardo, de preferência um troca-troca para que ambos gozem muito de tanto prazer. Essa história está me deixando louco de tanto tesão e gozando mais que adolescente no cio.

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