É sempre complicado quando uma pessoa tem que assumir responsabilidades imaginando não estar preparada. Esse acaba sendo um dos aspectos mais aterrorizantes para as pessoas em sua juventude. Contudo, se o processo for bem administrado, com carinho e cuidado, quase sempre causa uma transformação nessa pessoa.
Principais Personagens:
Não há personagens novos. As imagens anexada através de link, estão relacionadas às cenas da história.
Continuando ...
Tarnos, França,Então chegou o último dia do ano e Pierre queria que todos o passassem juntos deixando o trabalho para depois do feriado de passagem de ano. Grace protestou e o homem jogou a decisão para Blanche que, não querendo contrariar a nenhum dos dois, optou por um meio termo e eles trabalharam até o horário do almoço. No período da tarde todos se reuniram na sala para cumprir uma tradição da família, onde cada um tinha que dizer em voz alta algo que se arrependesse ter feito durante o ano que se encerrava e suas esperanças para o ano seguinte.
Os erros foram quase todos corriqueiros, pois ninguém gosta de assumir os seus, se nem para si mesmo, quanto mais para os outros. Mas alguns foram sinceros, como Bernard, que estava calmo e tranquilo, como era raro, dizendo se sentir culpado pela morte da esposa e do filho e manifestando o desejo de reencontrar sua esposa no ano seguinte, o que assustou a todos por entenderem que havia, naquela declaração, uma tendência ao suicídio, pois, como ele mesmo declara, sua esposa estava morta.
Grace fez questão de melhorar o ambiente tenso que ficou e fez com que todos rissem ao confessar que se arrependia de não ter transado mais vezes durante o ano e tinha esperança de que isso acontecesse no próximo ano. Aimée não disse nada de interessante e, evitando o contato visual com os demais, falava com a cabeça baixa indicando que estava mentido enquanto Michel, apesar de não dizer nada com a boca, encarava Blanche, dizendo com os olhos, qual era a sua esperança.
Hamdi não quis externar nada e, por mais que insistissem com ela, não houve como a garota revelar seus pecados ou esperanças e Blanche ficou vermelha ao confessar ter se relacionado tão intensa e intimamente com um homem que não a merecia e falou de seu desejo que o mundo ficasse em paz, coisa que ela mesma não acreditava.
Ao anoitecer foi servida a ceia e pouco depois da meia noite, foram dormir em um ambiente estranho, onde todos pareciam preocupados com o destino do mundo depois do discurso que Blanche fez revelando que, apesar de suas esperanças de paz, uma guerra estava para começar e não havia nada que pudesse evitar que ocorresse, reforçando seu pensamento com a divulgação das coisas que estavam acontecendo na Alemanha.
Ao se deitar, Blanche ficou tentando ouvir qualquer ruído, mas a casa estava em perfeito silêncio e ela começou a se incomodar com o fato de não conseguir dormir. Ela, pensando sobre a reunião da tarde, se convenceu de que, na verdade, a esperança que tinha era de mudar o seu jeito tímido e comportado, descobrindo que no fundo ela ansiava por viver uma liberdade como a de Hamdi e Grace.
Ela queria gozar a vida, conhecer homens e mulheres e se desprender daquele figurino que lhe fora imposto durante toda a sua vida. Ela não queria ser a filhinha comportada, a colegial brilhante e tampouco a auxiliar útil de seu tio. Ela queria mesmo era sentir o prazer de ser tocada como fora na noite anterior, de beijar sem medo de ser surpreendida, de ser usada para o prazer de outros enquanto se servia disso para obter o seu próprio. Tal pensamento logo causou o efeito que ela não queria, mas que era inevitável. Sentiu sua buceta ficar molhada e começou a movimentar a mão em direção a ela para buscar o prazer solitário que estava se tornando comum para ela.
No meio do caminho sua mão parou e ela pensou: “Isso não adianta nada e não passa de um prazer pela metade. Eu quero mais. Eu preciso de mais”.
Ao concluir esse pensamento, ela imediatamente se deu conta que tinha que agir antes que a timidez a impedisse. Levantou-se e saiu de seu quarto sem se importar por estar usando apenas uma camisola e foi em direção ao quarto de Hamdi. Chegando lá, girou a fechadura na esperança que não estivesse trancada e ficou pesarosa por não conseguir abrir a porta. Mesmo assim, levantou a mão fechada em punho para bater levemente na mesma e, antes que completasse o gesto, a porta se abriu e ela foi puxada para dentro do quarto.
Dois corpos jovens e sedentos se enroscaram antes mesmo da porta se fechar. Duas bocas se encontraram e se perderam em um beijo intenso e apaixonado enquanto se moviam lentamente em direção à cama onde, quando chegaram, a camisola de Blanche já estava apoiada em seu quadril e seus seios expostos eram sugados por uma boca ávida enquanto aquele que estava livre recebia a pressão de dois dedos se fechando como um alicate sobre seu mamilo dolorido de tanto desejo.
Quando sentiu que Hamdi, apesar de menor, manobrava seu corpo para fazer com que ela se deitasse de bruços, Blanche resolveu assumir o comando e, girando rapidamente, praticamente atirou a garota de costas na cama e, sem dar tempo para ela reagir, se jogou entre suas pernas levantando a camisola até a altura dos seios, sendo surpreendida com o fato dela não estar usando calcinha. Pela primeira vez em sua vida, se viu diante de uma xoxota e olhou admirada, pois achou que era uma das coisas mais bonitas que já tinha visto na vida.
Com medo de que o tempo perdido apreciando aquela verdadeira joia diminuísse seu anseio e sua coragem, abaixou a cabeça e se apossou daquela xaninha com sua boca ansiosa. Hamdi gemeu de prazer e de surpresa, porém, não se conteve e, puxando os cabelos de Blanche para que ela levantasse a cabeça, perguntou:
– Wer sind sie und was haben sie mit meiner Freundin Blanche gemacht? – “Quem é você e o que você fez com a minha amiga Blanche?”.
– Cale a boca, Hamdi. Por favor, não fale mais nada.
E mesmo que quisesse dizer alguma coisa, a garota somali não poderia, pois ao falar isso, Blanche forçou sua cabeça para baixo e, a despeito da dor que sentiu por ter seus cabelos puxados no sentido contrário, lambeu aquela bucetinha linda de baixo para cima e foi parar no grelinho dela que parecia ter crescido e se sobressaía entre os grandes lábios.
Não demorou nada para que Hamdi forçasse seu quadril para cima enquanto forçava a cabeça de Blanche ao encontro de sua pélvis e, usando o travesseiro para abafar seus gritos de prazer, gozou alimentando sua parceira com uma quantidade enorme do néctar que escorria de sua buceta.
Quando finalmente se recuperou, viu que Blanche estava olhando para ela com aquele tipo de sorriso que não é apenas dos lábios, mas também dos olhos, enquanto a fraca luz de cabeceira que estava acesa era refletida por seu rosto totalmente melado pelo gozo da outra que, sem lhe dar tempo para pensar, puxou seu corpo para cima dela e começou a lamber seus lábios e depois o queixo, sorvendo o que restava de seu próprio gozo. Quando terminou, perguntou com a voz fraca de quem tinha acabado de gozar:
– O que deu em você? Eu disse que você não estava preparada para isso, não disse?
– Você acha mesmo que eu não estava preparada?
– Bom ... – Hamdi levou o dedo indicador ao queixo assumindo uma postura de quem está pensando e continuou: – ... diante das evidências, fica difícil de acreditar que foi sua primeira vez.
– Vai a merda, Hamdi. Você sabe que eu nunca fiz ...
A fala de Blanche foi interrompida pelo ataque de Hamdi que a beijava enquanto tentava arrancar a roupa que usava. Sendo ajudada por sua parceira, logo as duas estavam nuas e posicionadas em um sessenta e nove que terminou com um orgasmo simultâneo. Por estarem ambas empenhadas em dar prazer, uma a outra, não houve como abafar os gemidos altos que ecoaram pela casa.
Só que, naquele momento, aquilo não era motivo de preocupação para elas.
No dia seguinte, primeiro dia do ano e sendo domingo, Blanche e Hamdi decidiram aproveitar o dia, porém, estavam mais interessadas em ficar juntas e conversar do que transar, pois ambas se sentiam saciadas. Foram passear e voltaram para a pequena praia particular de Hamdi onde a outra revelou sua preocupação em ser lésbica, ao que a garota somali comentou:
– Você não é lésbica coisa nenhuma, Blan. Você já tinha transado com um rapaz e nunca reclamou.
– Pode ser. Mas nem se compara com o que eu senti com você.
– O que você sentiu comigo foi apenas a realização de seu desejo. Olha, preste atenção. Eu amo você como amiga. Você é a pessoa que eu quero sempre ter por perto, porém, não fico encucada por saber que você já transou com um homem e nem vou ficar se isso acontecer de novo ...
E completou:
– ... para dizer a verdade, você não demonstrou nenhum interesse sexual pela Grace e eu sinto um ciúme enorme em ver vocês duas “toda amiguinha”, sorrindo uma para outra. O fato de você passar mais tempo na companhia dela do que na minha me deixa com ódio. O que eu quero dizer é que sinto que você é a pessoa que eu quero do meu lado, mas não vou me importar quando você transar com outros rapazes.
– Outros rapazes, pode? Só mulher que não?
– Mulher também. Mas não aquela sirigaita.
– Olha só quem está atacando a Grace. Cadê a garota que a defendeu veementemente não faz muito tempo.
– Lá vem você desviar o assunto. Aquilo é outra coisa.
Um silêncio pairou sobre as duas até que Hamdi disparou:
– Já sei o que vamos fazer para você parar de pensar que é lésbica.
– Lá vem você. Aposto que não é nada bom.
– Pelo contrário, é muito bom. Você vai adorar.
– Tá bom. Desembucha logo.
– Você vai transar com o Michel.
– Was? Du musst verrückt sein, wenn du das denkst. – “O quê? Você só pode estar louca em pensar nisso”. – Falou Blanche sorrindo.
– Uai? Falando em alemão, Mein Schatz! “Minha querida! “– Você não é a Blan que fica toda nervosinha quando eu faço isso? – Caçoou Hamdi.
– Ah! Cale a boca! – Reagiu Blanche jogando um punhado de areia nela.
Hamdi se desviou rindo e depois se controlou e falou em tom sério:
– Vai sim. Aliás, isso vai servir para várias coisas. Três coisas, se eu contei de forma correta. Em primeiro lugar, você tira da sua cabeça essa ideia de ser lésbica. Em segundo lugar, ele perde a virgindade, pois eu acho que ele ainda é, além de matar a vontade que tem e pare de ficar te perseguindo com os olhos como se você fosse a única mulher do mundo.
– Você falou que eram três coisas? – Perguntou, Blanche.
– E são. A terceira talvez seja a mais importante: seria a situação ideal para retirar o Michel das garras da “cobra loira” e trazê-lo para o nosso lado, ao mesmo tempo em que arreliamos com ela.
– Não vou fazer isso. Nunca.
– Ah vai. Eu te garanto que você vai.
– HAMDI!
– Se você não fizer, eu vou! – Respondeu, Hamdi.
A expressão zangada de Blanche não adiantou de nada. Hamdi se atirou sobre ela e as duas rolaram pela areia com as mãos procurando, uma o corpo da outra. Logo estavam nuas e a ideia inicial não combinada de não transarem foi deixada de lado e se entregaram novamente ao prazer.
Depois de gozarem muito, com seus corpos impregnados pela areia, Hamdi pegou a corda presa no tronco da árvore tombada e amarrou a outra ponta em sua cintura, se atirando na água, quebrando a promessa que fizera para Blanche de não mais fazê-lo. Entretanto, em vez de reclamar, a amiga a imitou e, mesmo sem se prender a corda, pois só havia uma, ela segurou na mesma e foi se juntar à garota, comentando que ela tinha razão e que a temperatura da água era realmente uma delícia. Ficaram ali rindo até se cansarem, quando então voltaram para a praia e se vestiram. Não ia demorar para o sol se pôr e elas tinham que aproveitar o resto da luz do dia para retornar à mansão.
O mês de janeiro passou e veio fevereiro com as ameaças nazistas pairando sobre a Europa, enquanto aquela mansão localizada na área rural de Tarnos vivia em um mar de tranquilidade. Não fosse o mau humor de Aimée e suas constantes ofensas contra Hamdi, assim como demonstração de desprezo contra Blanche, não existiria nada que abalasse a paz com que todos se dedicavam aos seus afazeres.
Hamdi, cada vez mais dedicava-se a cuidar de Bernard que vivia sua gangorra emocional particular, com momentos de normalidade e outros de puro desespero e, nessa hora, ela mais se dedicava a ficar próxima a ele. Com paciência e uma demonstração de enorme carinho, mantinha o homem sob controle. Blanche não só se dedicava a aprender sobre os negócios da família, como também surpreendia a todos com uma visão extraordinária, sempre apontando soluções para problemas que Pierre julgava serem insolúveis.
Aimée, vendo que suas vítimas preferidas conseguiam mantê-la afastada, destilava seu fel para cima do pobre Michel que sofria em dobro, pois além de ter que suportar o mau humor da irmã, assistia Blanche florescer como mulher e se colocar, cada dia mais, em uma posição inalcançável para ele, tendo como único consolo a atenção que Hamdi lhe dedicava, mas isso só acontecia quando Aimée se descuidava, pois bastava a loira ver os dois conversando para monopolizar a atenção do irmão.
Grace continuava a desfilar sua simpatia, bom humor e beleza com a naturalidade de uma funcionária de confiança e com a malícia de uma devoradora de homens. E de mulheres. Pierre e Gerard só não eram vistos juntos quando o primeiro estava ocupado em transferir seus conhecimentos para a sobrinha.
No dia quinze de fevereiro, Pierre e Gerard voltaram de uma viagem que fizeram a Paris, encontrando uma Blanche nervosa porque eles tinham prometido voltar antes do final de semana e era uma quarta-feira quando chegaram. Sem se importar com a demonstração de raiva da sobrinha, ele a convocou para uma reunião a portas fechadas, convidando Gerard e Grace para presenciar a mesma. Gerard, que já sabia sobre o que seria tratado naquela reunião, aceitou sem pestanejar, mas Grace teve que ser convencida e só aceitou quando Pierre disse que a presença dela era imprescindível. Quando se viram sozinhos em uma sala, Pierre entregou um maço de documentos para Blanche e falou:
– Parabéns pelo seu aniversário, querida! Mas não encare isso como presente, pois é apenas a justiça sendo feita. O presente está aqui. – E entregou a ela um estojo de veludo azul que, por si só, era lindo.
Blanche abriu o estojo e retirou de dentro dele um cordão de ouro com um medalhão também de ouro e cravejado com pedras preciosas. Uma verdadeira joia cujo valor estava acima de seus sonhos. Feliz, pulou no pescoço do tio enquanto beijava sua face, só se separando dele quando foi empurrada para que os demais presentes tivessem a chance de felicitá-la pelo aniversário. Mas o ambiente festivo logo foi quebrado por Pierre que chamou a atenção da aniversariante para os papéis que tinha entregue a ela.
Qual não foi a surpresa de Blanche que, ao ler uma quantidade incontável de documentos que lhe foi apresentado, descobriu que o motivo do atraso de seu tio em regressar de Paris estava ligado à realização de um antigo desejo dele. Pierre nunca se sentiu confortável em ser o herdeiro da fortuna do pai e muito menos com o título de nobreza que acompanhava a herança.
Ele não decidira colocar sua sobrinha para trabalhar ao seu lado em vão e tinha a intenção clara de devolver, a ela, aquilo que lhe pertencia por direito, como a única descendente viva de Bernard, esse sim o legítimo herdeiro, mas que, em virtude de seu estado mental e de saúde, tornava desaconselhável que fosse ele a assumir as rédeas da fortuna dos Leblanc.
Depois de relutar muito em aceitar, Blanche viu que seu tio estava irredutível e, para piorar, aqueles documentos diziam que não se tratava de uma simples vontade dele documentada em um cartório, mas sim de uma decisão judicial. Sem que ela soubesse, ele entrou com uma ação em que se propunha a devolver a posse dos bens que dispunha para quem realmente tinha direito sobre eles. A decisão do juiz só não aconteceu antes porque tiveram trabalho em provar que Bernard, a pessoa para quem os bens deveriam ser entregues, não se encontrava em condições.
Quando assinou todos aqueles documentos uma modificação começou a acontecer no íntimo da garota. A cada assinatura, ela foi ficando ciente da responsabilidade que aquela ação envolvia. Ali, o pouco que ainda restava da menina foi desaparecendo e a transformação para “mulher” se completava.
E foi com esse espírito que ela se atirou à tarefa que sua nova condição lhe impunha. Com firmeza de caráter, ela começou a tomar a frente dos negócios e, a princípio, isso a obrigou a fazer constantes viagens, o que lhe custava muito, pois isso a obrigava a ficar longe de seu pai. De seu pai e de Hamdi. Mas tinha suas vantagens, pois sempre quando voltava encontrava seu pai tranquilo e quando anoitecia tinha em seus braços a doçura que aquela garota demonstrava a cada vez que se entregavam ao prazer.
Mesmo nesse cenário, Hamdi, com sua capacidade de ser menina quando estavam passeando, ou apenas conversando, e mulher quando estava na cama com Blanche, a encantava cada vez mais, embora a irritasse com sua insistência de que ela deveria transar com Michel porque dava pena ver o rapaz cercar Blanche a distância sem nunca tentar nada com ela. Então ela resolveu pensar em algo que colocasse um fim naquela situação.
Ela imaginou algo que antes jamais passaria por sua cabeça e, em uma tarde em que estavam livres, ela convidou Blanche para irem até a praia, mas como estava ocupada lidando com os negócios da família, ela não aceitou e disse para que Hamdi fosse na frente que mais tarde iria até ela.
Aquela foi a oportunidade que Hamdi esperava e ela resolveu colocar seu plano em prática, não indo sozinha, mas levando Michel com ela. Mas antes de chegarem na praia, ela fez um pedido para o Michel:
– Eu vou te mostrar um lugar lindo, mas só se você prometer que nunca vai contar para ninguém.
– Eu prometo. – Respondeu ele, sério.
– Você jura? – Insistiu ela.
– Juro que nunca vou revelar o seu segredo. – Disse ele, solenemente.
– Wenn du mich verrätst, schwöre ich, dass ich nie wieder mit dir sprechen werde.
– O que? – Perguntou Michel que não entendia nada do idioma alemão.
– Ah! Desculpa. Eu disse que, se você me trair, eu juro que nunca mais falo com você.
– Eu já jurei. Não jurei? – Retrucou Michel demonstrando estar desconfortável.
Hamdi se deu por satisfeita, segurou a mão dele e saiu andando em direção à praia.
Chegando na praia, Michel ficou olhando para o local com a boca aberta, admirando tamanha beleza que não percebeu que Hamdi se livrava de suas roupas. Quando finalmente ele voltou a tomar consciência da presença dela, a garota estava parada na margem do rio com um dos pés experimentando a temperatura da água. A visão que ele tinha era da bundinha perfeita dela, o que fez com que seu pau reagisse no mesmo instante.
(Imagem: https://postimg.cc/VStSwtzc)
Como se tivesse estudado cada minuto, Hamdi se virou para ele e, ao ver a calça dele formando uma tenda por causa da pressão de seu pau duro, ela perdeu por um segundo o controle e suspirou, porém, ela sabia que tinha que se manter na posição de comando, pois percebeu que Michel não tomaria qualquer iniciativa. Foi então até perto dele rebolando seu corpo de forma sedutora e, ao chegar pertinho, levou a mão até sua calça e tocou seu membro por cima do tecido enquanto falava:
– Nossa, menino. Onde você escondeu isso durante todo esse tempo?
Mas foi o amor-próprio dele que respondeu:
– Eu não sou nenhum “menino”. Aliás, sou bem mais velho do que você.
– Você pode até ter nascido antes que eu. Mas se a gente for falar de experiência, eu sou muito mais “velha” que você.
Como se desejando provar que estava certa, ela começou a abrir a calça de Michel e a puxou para baixo, junto com a cueca e viu um pau enorme dar uma estilingada, quase atingindo seu rosto. Suspirou e voltou a provocar:
– Nossa! Assim, livre, ele parece ainda maior.
E sem dar tempo para que Michel tivesse qualquer reação, segurou o pau dele com suas duas mãos e ficou admirada ao ver que não eram suficientes para cobrir toda a extensão do enorme cacete que vibrava em suas mãos suaves. Sem pensar duas vezes, aproximou-se mais e deu primeiro um beijo na cabeça daquela rola, provocando um gemido da parte dele. Satisfeita com o efeito que havia provocado, ela não se conteve e abriu a boca avançando até engolir toda a cabeça, começando a sugar. De repente, aquele membro começou a ganhar vida própria e a vibrar em sua boquinha.
Suspeitando que algo inusitado estava para acontecer, ela afastou a cabeça, porém, não deu tempo para evitar que o primeiro jato de porra de Michel atingisse sua garganta e os demais, em quantidade excessiva, se esparramassem por seu rosto de menina sapeca. Fingindo estar contrariada, ela reclamou:
– Porra, Michel. Você não podia segurar um pouco?
– De ... desculpe. Não consegui controlar. Oh, meu Deus, o que eu fiz!
Olhando para o pau dele, Hamdi notou que ainda permanecia duro e falou:
– Isso foi muito feio, viu seu Michel. Onde já se viu gozar no rosto de uma menina como eu?
Michel arregalou os olhos e ficou olhando para ela tentando dizer algo que ficou preso em sua garganta. Ao ver a expressão dele, ela riu alto e depois falou:
– Tudo bem. Dessa vez passa. Mas só porque “ele” ainda está duro. Agora é sua vez, vem me chupar.
– Eu não vou fazer isso. É muito nojento.
– Oh mein Gott! “Oh! Meus Deus!” – Michel, deixe de ser pateta e venha me chupar. Anda logo. Ou você quer ser menino pra toda vida em vez de virar um homem.
– Mas é nojento colocar a boca nessa ... nessa ...
– Buceta ... O nome é buceta, Michel. Quando você estiver lendo livros de anatomia você vai encontrar: vagina, vulva, além de outros nomes, mas isso é brochante quando fazemos sexo. Vem, você me deve isso.
– Eu não te devo nada.
– Deve sim. Você gozou na minha boquinha e agora eu quero gozar na sua. Anda, vem logo.
Nessa altura Hamdi já estava deitada na areia com as pernas abertas e usando as mãos para manter sua bucetinha exposta para ele que não se movia, fazendo com que Hamdi o ameaçasse:
– Se você não chupar minha buceta agora, eu vou contar para a Aimée que você gozou na minha boca.
Michel, naquele momento, tremeu só de ouvir o nome de sua irmã. Porém, ainda não estava pronto para dar aquele passo e ficou quieto até que Hamdi voltou a ameaçar, dessa vez usando o nome de sua amiga:
– Eu vou falar para sua irmã e depois vou contar para a Blanche o que você fez comigo. Ela nunca mais vai querer olhar para a sua cara, você vai ver só.
– Não ... Você não pode fazer isso ...
– Lógico que eu posso. Então decida-se logo. O que vai ser? Você me chupa e ganha uma amiga ou não chupa e vai levar uma surra de sua irmã e a Blanche nunca mais vai querer nem olhar para sua cara.
– Está bom, eu chupo.
Dizendo isso, ele se colocou de joelhos entre as pernas de Hamdi e foi se abaixando com uma expressão de asco, porém, quando se aproximou, a ponto de sentir o suave perfume daquela bucetinha, foi como se ele fosse atingindo por um raio. De repente, o resistente e enojado Michel se transformou em um homem sedento e atacou aquela xoxotinha que se oferecia a ele como se sua vida dependesse do suco que saía dela.
Ao sentir sua boca cheia com o mel que vertia daquela buceta suculenta e o tremor de Hamdi ao gozar, Michel ficou de gatinhas, porém, em vez de se levantar e se afastar dela, ele se movimentou até se deitar sobre ela que, sem resistir ao apelo, beijou a boca melada dele experimentando o gosto do seu próprio mel. Michel tremeu e sentiu seu pau ficar novamente ereto e ela, ao perceber o contato daquele enorme cacete entre suas pernas, suspirou e depois falou:
– Pelo menos você tem energia de sobra. Então aproveita e me fode.
– Mas ... isso é muito errado.
– Errado é o cacete, Michel. Anda, enfia esse pauzão que eu quero sentir ele todinho dentro de mim.
Unido as palavras ao ato, ela estendeu a mão para baixo, segurou o pau dele e o direcionou para a entrada de sua buceta. Como ele continuou imóvel, ela, ansiosa por ser invadida, arqueou o corpo para cima e foi engolindo aquele pauzão.
Como já tinha gozado uma vez, Michel conseguiu resistir e se tornou um aluno obediente, fazendo tudo o que Hamdi mandava. Ela pedia para que ele se movesse dentro dela e foi comandando o ritmo, ora fazendo com que fosse rápido e violento e depois alternava para um movimento leve e carinhoso. Hamdi não demorou a gozar, porém, continuou insistindo com ele até que gozou novamente, dessa vez arrastando a ele para sentirem juntos a sensação de um orgasmo muito intenso.
Dois corpos jovens se contorcendo na areia e uma revoada de pássaros por conta dos gritos dos dois amantes era o cenário que Blanche, oculta pela vegetação, assistia enquanto se tocava em um prazer solitário.
(Imagem: https://postimg.cc/CBSf44qZ)
Blanche não permitiu que os dois amantes a vissem, saindo dali antes deles. Porém, não perdoou Hamdi e a cobrou naquela noite quando as duas estavam nuas na cama dela, apenas conversando sobre assuntos aleatórios. Do nada, ela disparou:
– Você é mesmo terrível, não é Hamdi. Eu vi você e o Michel lá na praia.
Sem demonstrar estar surpresa, a garota somali respondeu sorrindo:
– Eu já imaginava. Você ficou de ir me encontrar e não apareceu. Então, pensei que você poderia ter visto algo e não quis se revelar.
– Pois é. Eu vi tudo.
– Tudo? Pensei que você iria demorar para aparecer.
– Eu me arrependi de deixar você sozinha e me livrei das tarefas. Assim que você saiu eu fui atrás. Se tivesse visto que você levava o Michel, eu não tinha ido.
– Então você viu tudo, desde o começo.
– Sim. Eu vi tudo. Vi coisas que nem pensei que você fazia.
– O que, chupar o pau dele? Sossega, Blan. Eu nem chupei direito. Mal coloquei na boca e ele já gozou.
Ao notar que Hamdi usava de novo apenas a primeira sílaba de seu nome, Blanche entendeu que, embora estivesse falando normalmente, no fundo havia um pouco de culpa em Hamdi por ter transado com Michel e usou aquele tratamento, o que fazia normalmente quando se desculpava ou fazia algum pedido. Para não deixar o clima ficar ruim, provocou:
– E como fica aquela história de que era eu que tinha que transar com ele?
– Você não quis, então eu aproveitei. Ich hatte einfach nicht erwartet, dass er all das zu bieten hatte. “Só não esperava que ele tinha tudo aquilo para oferecer”. – Disse Hamdi movendo os ombros tentando mostrar que não dava importância ao que a amiga dizia, muito embora se consumia em culpa ...
Depois completou:
– ... nossa Blanche! Foi difícil, hein. Eu sabia que o Michel era inexperiente. O que eu não esperava era que ele fosse totalmente virgem. Acho que ele nunca tinha nem tocado em uma mulher. Cem por cento cabaço. Mas eu acredito que agora podemos ter uma pessoa que pode nos ajudar a manter a “cobra loira” sob controle.
As duas riram da afirmação de Hamdi quebrando qualquer ameaça de surgir um clima ruim, e foi Blanche que voltou a falar:
– Pois é. Tinha que ser você para conseguir. Afinal, você é capaz de tirar leite de pedra.
– Olha, querida. Eu já tirei muito leite de coisas duras. Só não me lembro que alguma delas fosse feita de pedra.
– Sua putinha devassa! Quando é que você vai criar juízo?
– Euuuuu? Mas eu sou a garota mais comportada que você conhece.
Novamente as duas riram até que, do quarto ao lado, a voz de Aimée se fez ouvir:
– As duas vadias querem fazer o favor de calar a boca. Eu preciso dormir.
Sem combinarem, Blanche e Hamdi fizeram carinha de crianças que são surpreendidas fazendo arte e riram baixinho, com ambas cobrindo a boca com a mão para que não fossem ouvidas.
Depois disso resolveram dormir. Porém, antes de se deitar, Blanche se aproximou da janela no exato momento em que um corpo se esgueirava entre a vegetação se dirigindo à trilha que desaparecia em meio a vegetação. Os cabelos loiros não deixavam dúvidas que se tratava de Aimée e mais uma vez a curiosidade de saber onde a loira estava indo e o que ia fazer a assaltou. Pensou em comentar isso com Hamdi, porém, sabia que, se fizesse isso, a garota ia querer descobrir o que estava acontecendo, portanto, preferiu ficar quieta.
Deitou-se na cama ficando com as costas viradas para Hamdi que se encostou nela. O corpo quente e macio da garota africana lhe deu uma sensação de conforto tão gostosa que ela logo estava dormindo na posição de conchinha.
