O escritório da imobiliária, que antes era o símbolo da desordem administrativa deixada pelo meu pai, tornou-se o altar da minha maior profanação. O beijo não foi um acidente; foi uma colisão de anos de abandono dela com a minha recém-descoberta autoridade. Quando nossas línguas se encontraram, senti o corpo monumental da minha mãe amolecer contra o meu por um breve segundo, antes do choque da realidade atingi-la.
Camila me empurrou com as mãos trêmulas, os olhos azuis arregalados, transbordando pânico e confusão.
— "João... para! O que você está fazendo?!" — ela exclamou, a respiração curta, ajeitando a camisa de seda com uma pressa nervosa. — "Isso é loucura! Eu sou sua mãe, pelo amor de Deus! Nós não podemos... isso é errado, é doentio! Você perdeu o juízo?"
Eu não recuei. Pelo contrário, dei um passo à frente, cercando-a contra a mesa de mogno. O mormaço daquela noite de sexta-feira parecia ferver o ar entre nós.
— "As regras do mundo lá fora não funcionam aqui dentro, mãe," — eu disse, minha voz descendo para um tom rouco e carregado. — "O Ricardo não está mais aqui. As leis dele morreram com o golpe que ele te deu. Agora sou eu quem cuida de você. Sou eu quem te protege."
— "Não justifica, João! Eu te carreguei no ventre, eu te criei!" — ela insistia, embora o modo como seus olhos desciam para a minha boca a traísse. — "Mãe e filho não têm esse tipo de relação. É um pecado mortal!"
Segurei o rosto dela com as duas mãos, obrigando-a a me encarar. — "Eu vejo o seu grito de socorro, mãe. Eu sinto o seu cheiro, sinto o calor que emana de você toda vez que eu chego perto. Você deu todo o amor do mundo para essa família, cuidou de mim mesmo quando eu era um rebelde idiota, e o que você recebeu em troca? Traição e solidão," — sussurrei, roçando meu nariz no dela. — "Eu estou aqui para retribuir esse amor. Eu vou curar essa sua carência, vou te dar o que você mais deseja no fundo da sua alma. Eu sei que você quer... eu consigo ver nos seus olhos que você está faminta."
— "Não... João... por favor..." — ela balbuciou, mas sua resistência era como um castelo de areia diante da maré. Quando minha mão desceu e apertou sua cintura por cima da saia justa, ela soltou um gemido que não tinha nada de materno. — "Eu sou sua mãe..."
— "Você é uma mulher deslumbrante que foi deixada de lado por um lixo," — sentenciei, voltando a beijá-la, desta vez com uma agressividade que a calou de vez.
A moralidade de Camila foi vencida pelo desejo acumulado de anos de seca. Ela parou de lutar e se entregou, as mãos subindo desesperadas para o meu peito, puxando minha camisa como se sua vida dependesse disso. Afastei a papelada da mesa com um movimento brusco, mandando calculadoras e contratos para o chão. Levantei-a pela cintura e a coloquei sentada no tampo de madeira gelada.
— "Me fode, João... me fode logo antes que eu recupere o juízo!" — ela sussurrou entre dentes, os olhos nublados de luxúria e culpa.
Arranquei a camisa de seda dela, fazendo os botões voarem. Quando libertei aqueles seios monumentais do sutiã de renda, fiquei estático por um segundo. Eram perfeitos, pesados e com as aréolas já eretas. Eu os devorei com uma fome animal, ouvindo-a urrar de prazer. Abri minha calça e minha ereção saltou, pulsante. Camila soltou um suspiro de choque ao ver o volume do próprio filho diante dela.
— "Olha o que você faz comigo, mãe... olha como eu estou duro por você!" — rosnei, enquanto enfiava a mão por baixo da saia dela, rasgando a meia-calça fina para encontrar sua buceta, que já estava ensopada, escorrendo por suas coxas torneadas.
Eu a penetrei sem piedade, uma estocada seca que a fez revirar os olhos e cravas as unhas nas minhas costas. O sexo com a minha mãe era sujo, pecaminoso e visceral. Eu a esfolava contra a mesa, sentindo o aperto absurdo daquela mulher madura que me recebia como se eu fosse sua última salvação.
— "Isso, meu filho... me rasga! Me fode com esse pau grosso! Ai, caralho, você é muito mais homem que o seu pai!" — ela gritava obscenidades, perdendo totalmente a postura de dona de imobiliária.
A mesa de mogno rangia sob o peso da nossa entrega. Eu a puxei para a ponta do móvel, fazendo-a deitar de costas sobre os contratos espalhados. Segurei suas pernas torneadas e as joguei sobre os meus ombros, expondo toda a sua intimidade para a luz do abajur. Camila era um espetáculo: a pele canela suada, o rosto contorcido entre a agonia moral e o êxtase físico.
— "Olha para mim, mãe. Olha quem está te possuindo!" — ordenei, e ela abriu os olhos azuis, nublados, focando no meu rosto enquanto eu entrava nela com estocadas violentas e rítmicas. O som da carne batendo ecoava nas paredes de livros do escritório, um tapa seco que marcava a minha posse definitiva.
Não satisfeito, eu a retirei da mesa e a fiz ajoelhar no tapete felpudo à minha frente. Ela entendeu o comando. Camila agarrou meu caralho com as duas mãos, olhando-me com uma submissão que me fez latejar. Ela o abocanhou com uma técnica que só uma mulher madura e experiente teria, envolvendo a glande com a língua e sugando até o talo, fazendo-me arfar e enterrar os dedos em seus cabelos loiros ondulados.
— "Isso... limpa o seu filho, mãe... chupa tudo!" — sussurrei, sentindo o calor da garganta dela me envolver.
Eu a levantei e a joguei contra o armário de arquivos de aço. O impacto gelado do metal nas costas dela contrastava com o fogo que queimava entre nós. Eu a virei de quatro, puxando-a pelos quadris para que ela empinasse aquele bumbum monumental na minha direção. A visão era uma covardia: a curva perfeita das nádegas brancas, marcadas pelos meus dedos, e a fenda úmida implorando pelo abate.
— "Pede, Camila! Pede o que você quer que o seu homem faça!" — provoquei, desferindo um tapa estalado na sua nádega direita, deixando a marca vermelha da minha mão na sua pele clara.
— "Me fode por trás, João! Me arromba como se eu não fosse nada sua! Me trata como a sua cadela faminta!" — ela urrou, o rosto enterrado nos braços, enquanto eu entrava com uma estocada tão profunda que senti seu corpo esticar por inteiro.
No ápice da loucura, eu a virei de frente novamente, prendendo-a contra a estante de livros de Direito. Ergui uma de suas pernas e entrei até o fim, sentindo as paredes dela pulsarem em volta de mim em espasmos incontroláveis. Camila gozou de forma devastadora, o corpo tremendo, a boca aberta num grito mudo de puro prazer proibido.
— "Vou descarregar tudo aí dentro, mãe... vou te marcar pra sempre!" — rosnei, sentindo o vulcão entrar em erupção.
Disparei jatos quentes e intermináveis de porra diretamente no fundo do seu útero. Camila soltou um suspiro longo, desabando sobre o meu peito, as mãos agarradas desesperadamente à minha nuca enquanto sentia o calor da minha semente inundá-la. Ficamos ali, fundidos entre os códigos e a luxúria, o cheiro de sexo e lavanda impregnando o ar parado do escritório.
A última barreira da Casa das Três não tinha apenas caído; ela tinha sido incinerada.
Ela se vestia devagar, as mãos ainda trêmulas, tentando inutilmente recompor a dignidade que o prazer tinha roubado. O olhar que ela me lançou antes de sair não era de uma mãe, mas de uma mulher que acabara de encontrar o seu dono.
— "O que vai ser de nós amanhã, João?" — ela perguntou, a voz num fio, enquanto tentava abotoar a camisa de seda com os dedos ainda espásticos.
Camila me olhou e, por um instante, a máscara de prazer caiu, dando lugar a um abismo de choque. Lágrimas silenciosas começaram a rolar, misturando-se ao suor no seu rosto. Ela olhou para as próprias mãos, depois para a mesa onde o "crime" ocorrera, e soltou um soluço sufocado.
— "Meu Deus... eu transei com o meu filho," — ela sussurrou, a voz carregada de uma dor existencial. — "O que eu me tornei? O que nós fizemos? Isso é o fim de tudo, João... eu destruí a nossa família..."
Aproximei-me devagar, ignorando a minha própria nudez, e a envolvi em um abraço firme. Senti o coração dela batendo desesperado contra o meu peito. Segurei seu queixo, forçando-a a olhar para mim.
— "Para com isso, mãe. Olha para mim," — disse, com uma calma que a desarmou. — "A vida vai ser normal. Nada mudou lá fora. Aqui dentro, eu sou o homem que te ama, o homem que vai fazer de tudo para nunca mais te ver chorar por causa de lixo nenhum. Eu vou te fazer a mulher mais feliz desse mundo, e ninguém precisa saber como. Esse é o nosso segredo. A nossa cura."
Ela me abraçou com uma força quase agônica, enterrando o rosto no meu ombro. O semblante dela era uma guerra visível: a culpa a esmagava, mas o brilho residual do desejo nos seus olhos azuis dizia que ela já estava viciada naquela perversão. Ela não sabia das minhas irmãs, não sabia que o "filho de ouro" já havia colonizado o território de Ana e Mariana.
Saímos do escritório um de cada vez, como sombras em um tribunal silencioso. Ao entrar no meu quarto e fechar a porta, desabei na cama. Minha mente trabalhava a mil por hora. Eu não conseguia acreditar que tinha acabado de possuir a mulher que me deu a vida, a "intocável" Camila. Sentia-me poderoso, um deus entre aquelas quatro paredes, mas o peso daquela imoralidade também me apertava o peito como uma mão de ferro.
A adrenalina era um veneno doce. Eu tinha transado com minha mãe, tinha o segredo das irmãs... e ainda tinha o amanhã.
— "Amanhã..." — murmurei para o teto escuro.
Amanhã é sábado. O dia de selar o pacto triplo com Ana e Mariana naquele motel afastado. O dia de provar que eu era o dono absoluto da linhagem daquela família. E, no meio de tudo isso, eu ainda tinha que encontrar espaço para ser o namorado "puro" e dedicado de Vitória na faculdade.
A Casa das Três agora orbitava ao meu redor, e eu estava pronto para queimar em cada uma daquelas chamas.
