Verão no Sítio (Capítulo 4)

Da série Verão no Sítio
Um conto erótico de Hot♡
Categoria: Homossexual
Contém 943 palavras
Data: 03/02/2026 07:21:16
Assuntos: Gay, Homossexual

“Concupiscência”

Daniel fechou a porta do quarto com o calcanhar, sem fazer barulho. A luz do abajur de cabeceira estava acesa no modo mais fraco, um brilho âmbar que mal iluminava as paredes de madeira clara. Ele ficou parado ali por um instante, encostado na porta, ouvindo o silêncio da casa. O coração batia forte no peito, um ritmo que ele não conseguia ignorar desde que Tiago tinha voltado para o quarto.

Ele passou a mão no rosto, tentando se acalmar. “Porra, Daniel. Controle-se.”

Mas o controle estava escorrendo pelos dedos como areia. A imagem de Tiago na sala ainda estava fresca: olhos castanhos brilhando na penumbra, bochecha molhada de lágrima, lábio inferior mordido de nervoso. O jeito que ele tinha assentido, devagar, como se estivesse se entregando a algo maior do que os dois. O abraço. O cheiro de shampoo de ervas misturado com o calor do corpo macio colado no dele.

Daniel respirou fundo e andou até a cama. Tirou a calça de moletom com um movimento rápido, ficando só de cueca boxer preta. O tecido estava apertado demais na frente — o pau já meio duro desde a conversa na sala, pressionando contra o elástico. Ele se deitou de costas, lençol embolado nos pés, braços abertos. Olhou o teto por longos segundos, tentando respirar devagar.

Não adiantou.

A mão direita desceu quase sem querer. Passou pelo peito, circulando um mamilo que já estava duro de antecipação. Apertou de leve, sentindo o choque subir pela espinha. Um gemido baixo escapou, abafado pela própria mão que ele levou à boca.

— Caralho… — murmurou para si mesmo.

A outra mão foi mais direta. Entrou por dentro da cueca, envolvendo o pau grosso. 20 centímetros já estavam quase no máximo, a pele quente e esticada, veias marcadas pulsando sob os dedos. Ele segurou a base com força, como se quisesse impedir que o sangue continuasse subindo, mas era inútil. A glande inchada escorregava na palma, já molhada de pré-gozo.

Ele começou devagar. Movimentos longos, da raiz até a cabeça, polegar roçando a fenda sensível a cada subida. A respiração ficou pesada. Ele imaginou Tiago ali, de joelhos entre suas pernas abertas. Imaginou os olhos castanhos olhando para cima, tímidos mas famintos, enquanto a boca macia se abria para engolir a cabeça gorda. Imaginou a língua quente circulando, lambendo o frenulo devagar, depois descendo pela haste, chupando as bolas pesadas uma de cada vez.

Daniel acelerou um pouco. A mão subia e descia mais rápido, o som molhado ecoando baixo no quarto silencioso. Ele levou a outra mão à boca, chupou dois dedos, molhou bem, depois desceu e pressionou a entrada do próprio cu. Não entrou — só circulou, pressionou o anel apertado, sentindo ele se contrair de tesão.

A fantasia mudou.

Agora era Tiago deitado de bruços na cama dele, bunda empinada, pele clara brilhando de suor. Daniel imaginou se posicionar atrás, segurar os quadris macios com as duas mãos, esfregar o pau duro entre as nádegas, sentindo o calor do corpo dele. Imaginou pressionar a cabeça na entrada, devagar, vendo o anel se abrir, engolindo centímetro por centímetro até estar todo dentro. Até os quadris colarem na bunda fofa de Tiago. Até ouvir o gemido rouco dele:

— Daniel… por favor… mais fundo…

Daniel gemeu alto dessa vez, sem se importar. A mão voava no pau, punheta rápida e firme. Ele imaginou estocar fundo, devagar no começo, depois mais forte, batendo na próstata de Tiago a cada investida. Imaginou o corpo dele tremendo, a barriga macia roçando no lençol, o pau pequeno pulsando sem ser tocado.

— Goza pra mim, vai… goza enquanto eu te fodo… — murmurou para o escuro, voz rouca e baixa.

Ele sentiu o orgasmo se aproximando como uma onda inevitável. Apertou a base com força, tentando segurar, mas era tarde. A imagem final foi devastadora: Tiago gozando sem encostar no pau, jatos brancos espirrando no lençol enquanto Daniel gozava dentro dele, enchendo o cu quente, sentindo os músculos se contraírem ao redor do pau.

Daniel gozou forte.

O primeiro jato saiu alto, batendo no peito, escorrendo quente pelo mamilo direito. O segundo e o terceiro espirraram na barriga definida, misturando-se com o suor. Ele continuou se masturbando devagar, espremendo os últimos pingos, o pau pulsando seco na mão. O corpo inteiro tremia, pernas abertas, peito subindo e descendo rápido.

Ele ficou ali deitado por longos minutos, ofegando, olhando o teto. O sêmen esfriava na pele, escorrendo devagar pelos lados do abdômen. Ele passou a mão por cima, espalhando, sentindo a viscosidade quente. Levou os dedos à boca, chupou devagar, imaginando que era o gosto de Tiago.

A culpa veio em seguida, como sempre. Mas dessa vez era diferente. Não era uma culpa pesada, sufocante. Era uma culpa doce, quase carinhosa. Porque ele sabia que Tiago sentia o mesmo. Porque o que tinha acontecido na sala não era imaginação. Era real.

Ele pegou o lenço de papel na mesinha de cabeceira, limpou o peito e a barriga devagar. Jogou no lixo. Vestiu a cueca de novo, mas não se cobriu com o lençol. Ficou deitado de lado, olhando para a parede que separava os dois quartos.

Do outro lado, Tiago provavelmente estava dormindo. Ou fingindo dormir. Ou se tocando em silêncio, pensando nele.

Daniel sorriu no escuro.

— Boa noite, priminho — sussurrou, como se Tiago pudesse ouvir.

Ele fechou os olhos.

Pela primeira vez em meses, o sono veio fácil.

Mas antes de apagar de vez, uma certeza se instalou no peito dele: aqueles dias não iam ser só de conversas e toques inocentes.

Eles iam cruzar todas as linhas.

E, pela primeira vez, Daniel não tinha medo do depois.

Ele só queria o agora.

Continua…

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Comentários

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10:05:07

Tiago e Daniel irão se entregar a um sentimento recíproco que o atormentam desde sempre, e isso será um estourar de rolhas de várias 🍾🍾🍾. No aguardo...

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