Lucky

Um conto erótico de Kelly
Categoria: Heterossexual
Contém 2461 palavras
Data: 26/02/2026 02:55:59
Última revisão: 26/02/2026 03:41:52

Acordo nua na minha cama, estou sozinha na casa conhecida por tantos anos, ela parece tão maior agora, tão diferente, caminho por corredores quentinhos e vazios abro pela ultima vez a torneira da banheira, água quente, sais de banho, uma dúzia de produtos, cabelos, pele, tudo tem que ser perfeito, já virou costume já muito, muito tempo.

Após o banho parei para me olhar no espelho, o cabelo loirinho ondulado e rebelde até quase meu quadril, os olhos azuis, a pele clarinha, o bronzeado perfeito cultivado na piscina de casa.

O corpo magro, perfeito para capas de revista e propagandas, trabalhado para isso, apesar disso a bunda redondinha, as pernas longas e seios médios fazem o corpo irresistível, talvez, que todos pagam para ver fotos e vídeos, talvez nunca seja só isso, talvez minha voz macia e aveludada com anos de treino de canto também façam sua parte.

Olho para o canto onde até ontem estava meu teclado elétrico e o mini-estúdio de trabalho e sorrio, aos 19 anos feitos há poucos dias estou na linha de chegada de algo, esse pensamento me faz sorrir, como o Alberto disse, “Sabe quantas pessoas conseguem isso na sua idade?”, isso é fonte de orgulho, o sorriso dele, também é meu orgulho.

Me vesti para o meu último dia nessa cidade, lingerie branca de rendas combinando, meia arrastão preta, uma saia rodadinha plissada vermelha parecendo uma saia de colegial, na parte de cima uma camiseta, ou quase, o tecido é razoavelmente transparente a cor dourada ressalta minha pele bronzeada e suavemente destaca o sutiã branco.

O sapatinho de bico redondo e 10cm de salto me dá um ar de dona do meu destino e poderosa, sorrio ao me ver no espelho, maquiagem, brincos, pão na frente do espelho treino cartas e bocas, tímida atrevida, safada exibida, sedutora sexy, escolho uma tímida sexy, tiro a foto.

Jogo um filtro por cima que faz a blusa ficar ainda mais transparente dando quase para ver a renda do sutiã, sorrio, considero meus seios o meu maior trunfo nessas fotos, atraem olhares e seguidores, posto no Instagram e saio…

… … … … … … … … …

Mas tv local uma paradinha para entrevista rápida, o apresentador 15 anos mais velho não para de olhar para meus seios enquanto elogia meus olhos, meu sorriso, educado expansivo e amigável mantém ele hipnotizado em mim.

Meu olhar, movimento e jeito de falar são pura delicadeza e inocência, sou a princesinha delicada da cidade, educada para ser perfeita em tudo, sem falhas ou defeitos visíveis, nem uma falha séria aceita pelos patrocinadores.

Me pede para dançar e cantar a música que meus fãs tem dado like. Eu vou a audiência ama, cantam o refrão me acompanham enquanto sorrindo eu os puxo para minha gravidade.

Bem vindos ao meu fã clube SOS… Kelly está no palco… Diz a última frase e arranca aplausos

Eu dei meu mini-show como sempre sorrisos e alegria, na hora de sair o carro já me esperava. Passo pelos fãs mandando beijinhos estalados com as mãos, dentro do carro, apoio a mão no vidro e olhando esse mundo de fora meu olhar fica momentaneamente triste e vamos…

Desabo…

Emocionalmente, fisicamente, mentalmente drenada, a alegria que alegra a todos é incapaz de aquecer meu coração, não consigo não pensar: O que está faltando, porque não consigo um sorriso que dure mais do que uma apresentação?

… … … … … … … … …

Eu e Luiz estávamos dos dois lados de uma mesa, pouco tempo depois, conversando, era uma conversa que eu preferia não ter, mas… Eu precisava, fazer isso e tinha que ser pessoalmente, eu sei que não é o que ele esperava, também não era o que eu queria, no último ano a gente estava tendo um caso, tórrido, sexual, sedutor, com quebra de limites, mas agora… Agora isso tinha que acabar, mais uma coisa que ficaria para trás.

“Você vai morar com ele em São Paulo?”, eu olho para ele, desviei os olhos, não consigo sustentar a tristeza no seu olhar, “Meu lugar é do lado do Alberto, Luiz! Nunca escondi isso.”, por mais que isso fosse mentira, por um ano, eu sinalizei, busquei, eu tentei, eu quase forcei a barra para que o Luiz encarasse o mundo comigo, fugisse comigo, mas… Mas eu perdi, ele estava mais interessado no seu diploma de medicina, seus computadores do que em lutar por um futuro.

“Ele só quer te controlar.”, eu olho para ele, “Ele cuida de mim, ele me protege.”, coisa que você nunca fez, eu penso mas não digo, “Porra Kelly, seu lugar é onde te faz feliz.”, eu olho para ele, dessa vez magoou, quantas vezes, eu quis que esse lugar fosse seu corpo, ao seu lado, “Então me diz onde é Luiz?”, ele olha para mim, dá para ver quando engole em seco,. “Kelly se é o que você quer, como seu amigo, você têm meu apoio.”, covarde! É o que eu penso mas novamente não digo…

“Então isso é um adeus? Já que só vamos falar por whats.”, “Sim, isso é um adeus. Mas se quiser, eu vou embora só amanhã, temos essa noite para nós.”, ele sorri, magoado, mas ainda assim, passivo, não pretende lutar, ao menos combinamos no sexo, ao menos poderemos fazer sexo uma última vez, antes que eu vá para a rodoviária, pagamos a conta do restaurante e fomos para um motel.

Mal passamos pela porta e suas mãos me agarraram pela cintura, sua boca cola na minha, nosso desejo sempre foi assim, fogo, incêndio, intenso, então porquê não deu certo? É a única pergunta que não tenho respostas… Sua mão em instantes está por baixo da minha saia na minha bunda, não perco tempo e estou no seu colo, com as pernas ao redor da sua cintura, ele me leva para cama, sem parar de nos beijar.

Ele começa a tirar minhas roupas, eu sorrio, deixando a blusa sai fácil a saia um zíper lateral e ela é arrancada como um pedaço de tecido, a meia calça… kkkkkkkkkkkk… Bom, após tirar minha bota, ele começa a puxar a meia calça, mas é uma peça que precisa de cuidado para tirar, não há escolha, eu fico sorrindo olhando para ele, que ao final me olha vitorioso, podendo observar o conjunto de lingerie preta rendada com o sutiã com bojo e a calcinha fio dental, que eu escolhi para a noite, escolhi para o nosso adeus.

Após alguns momentos apreciando a visão, eu relaxo inteira, deitada na cama, de barriga para cima, os braços para cima, me exibindo de propósito, ele tira a própria roupa e começa a me beijar, depois beijar meu corpo, removendo lentamente, o sutiã e parando para apreciar meus seios, um olhar e um movimento com tanta paciência e carinho que só um verdadeiro apreciador do corpo feminino seria capaz.

sua boca em meus seios me arrancam gemidos de prazer, suspiros, me entregando inteira, ele começa a descer mais, minha barriga, meu umbigo alvo de sua fascinação e língua, dou me contorço inteira na cama, quando ele começa a baixar minha calcinha, liberando a última peça de roupa, descendo beijando minhas pernas, até meus pés, ele para e olha para mim.

Deitada de barriga para cima, os braços para cima, toda ofegante olhando para ele, toda nua, ele segura minhas pernas e volta para mim, dessa vez, se encaixando por baixo delas, encaixando seus ombros em minhas coxas, eu fecho os olhos e me aconchego para o que sei que vai ser um momento mágico.

Sua boca me toca como seu eu fosse um instrumento, a sinfonia de prazer, que ele me faz gemer entre respirações, aceleradas e profundas, é um atestado a sua perícia, minhas mãos agarram as cobertas ao meu redor, eu prendo a respiração tremendo inteira, na boca dele, com as pernas em seus ombros, até que tudo explode, eu vejo cores e luzes e estremeço inteira, gozando em seus lábios, enquanto ele segura meu quadril com força.

Ele me olha e sorri e sobe para mim, nos beijamos e ele começa a entrar dentro de mim, fundo, gostoso, se movendo forte, me arrancando gemidos altos, eu coloco as mãos para cima, seguro a cabeceira da cama, minhas coxas encaixadas em sua cintura enquanto ele soca deliciosamente, ritmadamente, me deixando toda trêmula e com o coração acelerado do mais puro tesão.

Ele me beija eu o agarro, arranho seus ombros e gozo com um gemido alto de prazer, tremendo inteira, sentindo ele gozar junto comigo… Mas queria mais…

Os beijos recomeçam poucos minutos depois, eu viro sobre ele na cama, beijando a boca dele, ele alisa meu corpo nu, minhas costas, meus cabelos, meus seios colado no seu peito, meus lábios que não querem desgrudar dos seus, eu subo sobre ele, enterro ele dentro de mim, começo a cavalgar lento, acelerando aos poucos, as mãos no seu peito, arranho de levezinho, sorrio com a reação de dor dele.

Mas logo me vêm à lembrança de que essa é a última vez, então eu me solto, me sento direito cavalgando mais rápido, rebolando mais intensamente, segurando meus seios e exibindo para ele, para ele nunca esquecer de mim, cavalgando com força, percebo que vou chorar, porque as lembranças ficam insuportáveis, então eu deito meu corpo para trás, ainda cavalgando agora com as mãos nas suas coxas, a cabeça virada para trás, olhando para o teto, deixando as lágrimas escorrerem, ambos gemendo com o tesão que toma o quarto, até que ele goza em mim o que me faz gozar junto, com um gritinho, tremendo inteira.

Caio por cima dele, a respiração pesada, tremendo toda, sorrindo, excitada, sensível, sentindo todo o seu corpo sobre o meu, sentindo seus toques me causarem arrepios e suaves estremecimentos.

Depois de um tempo curtindo um ao outro resolvemos tomar banho e curtir a hidro, mas as coisas saíram esquisitas, ele falou do Alberto e de São Paulo, “Não quero falar disso.”, “Mas Kelly, você sabe como vai ser, você sabe que…”, “CHEGA LUIZ!!!!”, tínhamos discutido, isso meio que azedou um pouco o clima e aumentou a culpa que eu já sentia, vendo os olhos tristes dele, eu me levanto, ele abre a boca achando que eu ia sair da hidro, mas não diz nada, ele nunca dirá nada.

Apoio os cotovelos na borda da Hidro e dou um tapa na minha bunda, abrindo ela, “Vem. Come meu cu.”, ele olha e sorri, safado, incapaz de me dizer não, mesmo agora, se aproxima, “Vai doer, estou sem lube hoje.”, “Não têm importância é a última vez.”, ele ainda está bravo e essa frase não ajudou vejo nos olhos dele, ele usa a saliva, dá uma boa passada de saliva, encaixa e se afunda, para não gritar eu mordo minha mão, travo os dentes, sentindo a dificuldade de engolir o caralho pelo rabo sem devida lubrificação.

Gemendo e aguentando, sentindo a dificuldade dele, mas também sentindo que ele está bravo, “Caralho como vou sentir saudades desse pau.”, pronto, ele soca com força, me arranca um grito e depois outro, olho para trás, com cara de choro, ele está de olhos fechados, me segurando pelo quadril, me comendo com raiva, descontando no meu cu.

Após alguns minutos que para meu rabo ardido e esfolado, pareceram horas, ele goza dentro de mim, eu fico toda mole, chorando, sentindo o alívio quando ele sai, normalmente jamais teria feito isso, mas estou querendo ser castigada, por isso machuquei nós dois dessa vez, eu fico alguns minutos percebo ele sentado, também refletindo no que acabou de fazer, eu me ajoelho, sentindo tudo doendo por dentro.

“Tah mais calmo?”, eu pergunto, mas minha voz, sai manhosa e dolorida, “Desculpa Kelly eu…”, “Não estraga, só responde.”, “Estou.”, me levantei e fui para o meu banho… Depois de um tempo ele também tomou banho, dormimos na última vez juntos, abraçados, de frente um para o outro, minha cabeça escondida no seu peito, sua mão acariciando minha nuca.

No dia seguinte acordei sozinha na cama, ele tinha faculdade, ele tinha família, ele tinha emprego, ele tinha seus jogos online, todas as coisas que sempre foram prioridades, principalmente, ele nunca priorizou o que sempre disse, que era me fazer feliz, olho para a cama, sinto meu cu doendo, minha bocetinha está com uma sensação maravilhosa de manhã pós sexo…

… … … … … … … … …

Estou na rodoviária, esperando o ônibus, a Rodoviária parece uma grande estação de trem com suas vigas altas, as pistas dos ônibus paralelas na via, quase imitando os trilhos da CSN logo atrás da avenida, quando sinto o celular chamando e dou um pulinho, era Alberto, sorrio involuntariamente, pensando que já deve estar tudo pronto, ele nunca compreendeu minhas cismas como por exemplo ir de ônibus.

“Olá Kelly tudo bem?”, “Tudo sim, eu… Já estou na plataforma, daqui há pouco o ônibus chega.”, ele fica um tempo possivelmente calculando o tempo, “Nossa é muito bom ouvir isso, quer que eu vá te buscar na rodoviária?”, “Não, eu quero conhecer São Paulo quando chegar.”, “Kelly aqui é bem diferente.”, “Eu sei Alberto, me deixa ao menos tentar.”, ele respira fundo.

“Tudo bem… Você parece tristinha.”, “Eu só… Eu estou bem.”, “Tah bom, você vai amar a casa.”, eu sorrio novamente involuntário, mas quem sabe, esperança, quem sabe dessa vez, o sorriso dure. “Confio em você.”, eu digo, “Já tenho que ir beijinho.”, completo vendo o ônibus se aproximar.

“Tah bom, não esquece que eu te amo e só penso no seu bem, tah?”, ele fala e eu sinto a pontada de dor, “Tah bom…”, “Não vai dizer eu te amo não?”, eu dou risada, “Claro que eu te amo Alberto, nos vemos em algumas horas.”, “Ok, combinado menina, quando chegar, têm alguns lugares que quero te levar para conhecer, acho que você vai gostar.”, “Ok, combinado.”

Depois dessa conversa eu entrei no ônibus, olhei meu Instagram, a foto tinha alcançado algumas dezenas de milhares de views e likes, olhei o último vídeo no Youtube, algumas centenas de milhares de seguidores, algumas de dezenas de milhares de likes, outra dezena de dislikes, mas tudo bem, algumas centenas de milhares em views, olhei as outras redes sociais, e sempre mais do mesmo, todos os comentários elogiosos, falam da minha aparência, juventude, do meu sorriso e brilho.

Deito a cabeça no vidro do ônibus, sozinha no ônibus lotado, sozinha com milhares de seguidores e choro até dormir…

And they say

She's so lucky, she's a star

But she cry, cry, cries in her lonely heart, thinking

If there's nothing missing in my life

Then why do these tears come at night? (Oh)

=== === === … … … FIM … … … === === ===

Esse texto é baseado na letra Lucky da cantora Britney Spears.

Espero que gostem, por favor, votem, comentem, estou curiosa para saber o que vão achar da Kelly, prometo que verão mais dela em um futuro…

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Foto de perfil de GizGizContos: 64Seguidores: 241Seguindo: 41Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

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