A madrugada estava fria quando entrei em casa, mas meu corpo queimava.
Fechei a porta devagar, tentando não fazer barulho, mas minhas pernas tremiam tanto que precisei me apoiar na parede do corredor. A imagem do Marcelo ainda estava gravada na minha mente como um filme em looping — aquele pau enorme aparecendo quando ele tirou a cueca, a cabeça roxa e brilhante, as veias saltadas que eu passei a língua centímetro por centímetro, o gosto dele na minha boca que eu não conseguia esquecer. Minha boceta pulsava, latejava, doía de tanto tesão acumulado, daquela vontade que eu não tinha deixado se completar.
Pedro estava na cama, dormindo. A luz do abajur ainda acesa, o celular caído ao lado do travesseiro, a mão dele relaxada como se tivesse pegado no sono me esperando. Ele confiava em mim. Ele me deixou ir. Ele acreditou que eu voltaria.
E eu voltei.
Mas voltei diferente.
Sentei na beira da cama e fiquei olhando para ele por um longo tempo. Meu namorado. Meu companheiro. O homem que me apoiou quando ninguém mais apoiava, que segurou minha mão quando eu decidi me mostrar para o mundo, que aceitou ser chamado de corninho só para me ver feliz.
E agora eu estava ali, com o gosto de outro homem na boca, com o cheiro de outro homem na pele, com a imagem de outro homem gravada na mente.
— Pedro — chamei baixinho, a voz saindo mais rouca do que eu esperava.
Ele abriu os olhos devagar, ainda sonolento, piscando algumas vezes até conseguir me focar. Quando me viu ali, sentada na beira da cama, um sorriso mole e preguiçoso apareceu no rosto dele.
— Você voltou — ele disse, a voz arrastada pelo sono. — Tava começando a ficar preocupado. Que horas são?
— Tarde. Ou cedo. Não sei direito. Acho que já é madrugada.
Ele se espreguiçou, passou a mão no rosto para despertar. — Tá bem? Parece meio... não sei, diferente.
— Tô bem. Só cansada.
— E aí? Como foi? Quero saber tudo.
Olhei para ele. Como responder? Como contar que eu passei horas chupando o cunhado? Como dizer que eu gozei só de sentir a cabeça do pau dele na minha entrada? Como explicar que eu voltei com mais tesão do que quando saí?
Não respondi. Só tirei a roupa.
O moletom cinza foi parar no chão. A lingerie preta, aquela que eu usei para ele, que eu vesti pensando em provocar, também foi. Fiquei nua na frente dele, e ele me olhou com aquele brilho nos olhos que eu conhecia tão bem.
— Lena... o que você tá fazendo?
— Não fala. Só me come. Agora.
Subi na cama, montei em cima dele. Senti o pau dele já duro contra minha coxa — será que ele ficou assim me esperando? Será que ele imaginou o que eu estava fazendo? Fechei os olhos por um segundo e a imagem veio sozinha. O pau do Marcelo. Aquele pau enorme. Aquele pau que eu queria tanto sentir.
— Pensa que é ele — murmurei, começando a descer sobre ele.
— Pensa que é quem? — ele perguntou, confuso.
— Pensa que você é ele. Pensa que você tem aquele pau enorme que eu fiquei babando a noite toda.
Ele me olhou confuso, mas eu já estava descendo, me posicionando, enfiando ele dentro de mim. E quando ele entrou, fechei os olhos com força e imaginei.
Imaginei que era o Marcelo.
Imaginei aquele pau enorme me preenchendo, me rasgando, me fazendo sua de verdade.
— Isso... — gemi, a voz saindo trêmula. — Isso... mais fundo...
— Tá tão molhada — Pedro disse, ofegante, sentindo como eu estava escorrendo. — Nunca te vi assim.
— Pensa nele. Pensa no pau dele. Pensa que você é ele e que vai me foder como ele merece.
Comecei a rebolar, rápido, com vontade, com uma fome que eu não sabia que existia. Minhas mãos apertavam o peito dele, minhas unhas cravavam na pele, meus gemidos saíam sem controle.
— Diz que você é ele — pedi, a voz falhando.
— Sou ele — ele respondeu, entrando no jogo.
— Diz que você tem um pau enorme.
— Tenho. Um pau enorme. Maior que tudo.
— Diz que você vai me foder a noite toda.
— Vou te foder a noite toda. Até você esquecer seu próprio nome.
— Diz que você é melhor que meu namorado.
Ele hesitou. Abri os olhos e olhei para ele. Vi a dúvida, a hesitação, mas também vi o tesão.
— Diz — insisti.
— Sou melhor — ele falou, a voz mais baixa.
— Diz que ele é um corno.
— Ele é um corno.
— Diz que ele não presta, que não consegue me satisfazer.
— Ele não presta. Não consegue te satisfazer como eu.
— Diz que você quer me comer na frente dele, pra ele ver como um homem de verdade faz.
— Quero. Quero te comer na frente dele. Quero que ele veja.
Gozei. Gritei. O corpo inteiro tremendo, as unhas cravando, a boca aberta num gemido que não era só de prazer — era de libertação, de entrega, de rendição completa ao desejo.
Ele gozou junto, ofegante, me abraçando com uma força que misturava posse e entrega.
Ficamos assim, abraçados, suados, ofegantes, os corações batendo num ritmo descompassado.
— Caralho — ele disse depois de um longo tempo, a voz ainda trêmula. — Que isso, Lena? Que loucura foi essa?
— Tesão — respondi, ainda recuperando o fôlego. — Muito tesão.
— Tesão nele?
— Nele. Em você. Em tudo. Nesse absurdo todo que a gente tá vivendo.
Ele me apertou mais, a mão fazendo carinho nas minhas costas.
— Você tá diferente. Muito diferente.
— Tô.
— E você gostou? Do que a gente fez?
— Gostei. Muito. Demais.
— Então tá bom. Se você gostou, tá bom.
---
Mas quando o tesão passou, quando a respiração voltou ao normal e o suor começou a esfriar na pele, a culpa veio.
Veio como uma onda, pesada, escura, esmagadora.
Deitei de lado, virei as costas para ele, fiquei olhando para a parede. E as lágrimas começaram a escorrer. Silenciosas, teimosas, impossíveis de segurar.
Pensei na Fernanda. Na minha irmã. No olhar dela nos almoços de domingo, na confiança que ela tinha em mim, no jeito que ela ria das piadas do Marcelo, na forma como ela me abraçava e me chamava de maninha. Pensei em como ela ficaria se soubesse. Se descobrisse que a irmã mais nova, a nerd tímida, a certinha da família, estava chupando o marido dela, fantasiando com ele, desejando ele.
Pensei no que eu tinha feito. No que eu tinha dito. No que eu tinha sentido. E cada pensamento era um prego no caixão da minha consciência.
— O que foi? — Pedro perguntou, sentindo meu corpo tremer.
— Nada — respondi, tentando disfarçar.
— Tá chorando. Eu sinto.
— Não tô.
Ele me puxou para perto, me abraçou por trás, o corpo quente colado no meu. O gesto era tão carinhoso, tão cuidadoso, que só fez minhas lágrimas aumentarem.
— Pode falar, Lena. Tô aqui. Sou seu namorado, seu companheiro. Pode falar o que quiser.
— Não posso. É muito pesado.
— Pode. Sou eu. A gente passou por tanta coisa junto. Pode falar.
Respirei fundo, tentando encontrar as palavras certas, mas não existiam palavras certas para isso.
— Eu pensei nele — comecei, a voz falhando. — A noite toda. Quando eu tava com ele, chupando ele, sentindo ele, e depois quando eu tava com você... só pensei nele. No pau dele. No gosto dele. No jeito que ele me olhava, como se eu fosse a mulher mais desejada do mundo.
— Eu sei — ele disse, calmo.
— E é errado. Tão errado. Ela é minha irmã, Pedro. Minha irmã. Crescemos juntas, dividimos tudo, confiamos uma na outra. Ela me defendia na escola, me emprestava roupa, me ensinou a passar maquiagem. E eu tô aqui, destruindo tudo.
— Eu sei.
— E eu não consigo parar. Não consigo tirar ele da cabeça. Não consigo dormir sem imaginar. Não consigo transar com você sem pensar nele. Ele tá em tudo, em todos os momentos, em todos os lugares.
Ele ficou em silêncio por um momento, apenas me abraçando, me aquecendo, me segurando como se eu fosse um pássaro prestes a voar.
— Você quer parar? — ele perguntou finalmente, a voz suave.
— Não sei. Parte de mim quer. Parte de mim acha que isso é loucura, que vai acabar mal, que vou perder minha irmã pra sempre.
— Quer continuar?
— Não sei. A outra parte de mim... a outra parte só quer sentir ele de novo. Só quer saber como é ter ele inteiro dentro de mim.
— O que você quer, Lena? De verdade?
Pensei. E a resposta veio, clara e assustadora, como uma verdade que eu vinha evitando há dias.
— Quero ele. Quero aquele pau. Quero sentir ele inteiro dentro de mim. Quero saber como é ser realmente preenchida por ele. Quero gozar com ele de verdade, sem limites, sem culpa. Só uma vez. Só para saber.
Ele me apertou mais.
— Então vai.
Virei para olhar para ele, incrédula.
— O quê?
— Vai. Se é isso que você quer... vai.
— Você não vai ficar com raiva? Não vai me odiar? Não vai me olhar diferente depois?
— Vou ficar com raiva. Claro que vou. Raiva dele, raiva da situação, raiva de não poder ser o que você precisa. Mas também... também tô com tesão.
— Tesão? Como assim tesão?
— Ver você assim, com desejo, com vontade, se entregando, se permitindo... me dá um tesão doido. Eu nunca vi você assim. Tão viva, tão intensa, tão... você. Você parece que finalmente acordou para o próprio corpo.
— Você é doido.
— Doido por você. Doido por ver você feliz. Doido por ver você gozar. Mesmo que seja com outro.
— E se eu for?
— Vai. Depois volta. E me conta tudo. Cada detalhe. Quero saber como foi, o que você sentiu, como ele te tocou.
— Você quer saber?
— Quero. Quero imaginar. Quero fantasiar com você. Quero que você me conte enquanto a gente transa depois.
Beijei ele. Um beijo longo, molhado, cheio de gratidão e desejo e medo e tudo mais.
— Te amo — falei contra a boca dele.
— Te amo também. Agora dorme. Amanhã a gente vê isso. Ou depois. No tempo que você precisar.
---
Nos dias seguintes, o OnlyFans explodiu.
O vídeo que eu tinha postado bombou de um jeito que eu não esperava. Milhares de comentários, milhares de novas inscrições, milhares de reações. O dinheiro voltou a entrar como nos velhos tempos, como nos melhores tempos.
"LENA VOLTOU"
"QUE CHUPADA, RABUDA"
"MELHOR CONTEÚDO DO ANO"
"QUEM É ESSE SORTUDO QUE ELA TÁ CHUPANDO?"
Mas tinha também os comentários que me provocavam. Que duvidavam. Que cutucavam exatamente onde doía.
"ESSE PAU É MONTAGEM, NÃO É POSSÍVEL ALGUÉM TER UM PAU DESSE TAMANHO"
"VOCÊ NÃO AGUENTA ESSE PAU DE VERDADE. SÓ CHUPAR É FÁCIL. QUALQUER UMA FAZ. MOSTRA ELE ENTRANDO. QUERO VER SE ESSA RABUDA AGUENTA MESMO."
Fiquei olhando para aquelas palavras por um longo tempo. Elas queimavam. Provocavam. Desafiavam. Cutucavam um lugar em mim que eu nem sabia que existia.
Mostrei para Pedro.
— Olha isso. Lê.
Ele leu, e um sorriso apareceu no canto da boca.
— Eles tão duvidando de você.
— Tão.
— E você? O que acha disso?
— Quero mostrar. Quero provar que eu aguento. Quero ver a cara deles quando virem.
— Então mostra.
— Como? Não é tão simples.
— Você sabe como. A gente já conversou sobre isso.
Olhei para ele. Para os olhos dele. Para aquele brilho que eu conhecia tão bem.
— Marcelo.
— É.
— Você tem certeza? Porque depois disso não tem volta.
— Lena, a gente já conversou sobre isso. Eu aceitei. Eu tô com você. Se é isso que você quer, vai. Não vou te impedir.
— E você? Vai ficar bem?
— Vou ficar aqui, esperando você voltar. E querendo saber cada detalhe.
— Cada detalhe?
— Cada gemido. Cada arrepio. Cada momento que você gozar. Quero saber tudo.
Beijei ele.
— Você é incrível. Não mereço você.
— Merece sim. Agora vai. Manda mensagem pra ele.
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Passei o resto do dia pensando. Imaginando. Sentindo o medo e o tesão brigando dentro de mim como dois animais ferozes.
E à noite, depois de muito hesitar, mandei a mensagem.
"Marcelo."
A resposta veio em segundos, como se ele estivesse esperando.
"Lena? Tudo bem? Tava preocupado."
"Precisamos conversar. Sério."
"Pode falar. O que houve?"
"Sobre a gente. Sobre o que a gente não fez. Sobre o que ficou pendente."
Dessa vez, ele demorou mais para responder. Eu fiquei olhando para a tela, o coração batendo acelerado.
"Você quer fazer?"
"Quero."
"Meu Deus... finalmente."
"Quando?"
"Hoje à noite. Não quero mais esperar."
"Tem certeza?"
"Nunca tive tanta certeza na vida."
---
Me arrumei com calma.
Dessa vez, nada de moletom. Nada de lingerie escondida. Vesti um vestido vermelho, curto, decotado, que marcava cada curva do meu corpo. Salto alto. Batom combinando. Cabelo solto, caindo sobre os ombros como uma cascata.
Quando cheguei no apartamento dele, ele abriu a porta e paralisou.
Ficamos nos olhando por um longo segundo. Ele estava diferente. Mais calmo. Mais sereno. Mas os olhos... os olhos tinham aquele brilho que eu conhecia tão bem.
— Caralho, Lena — ele disse, a voz saindo quase um sussurro.
— Gostou?
— Você tá... você tá linda. Perfeita. Nunca vi você assim.
— Não vim aqui pra ser elogiada. Vim pra outra coisa.
— Veio pra quê?
Olhei nos olhos dele.
— Vim para terminar o que a gente começou. Vim para fazer direito. Sem limites, sem culpa, sem nada.
Ele engoliu seco. Vi o pomo-de-adão dele subir e descer.
— Tem certeza?
— Nunca tive tanta certeza na vida, Marcelo. Passei dias pensando, imaginando, desejando. Não quero mais esperar.
— E o Pedro?
— Ele sabe. Ele aceita. Ele quer que eu vá.
— Quer?
— Ele é meu corno. E adora. Adora saber que eu vou ser comida por outro. Adora imaginar.
Marcelo riu, incrédulo, balançando a cabeça.
— Você é a mulher mais doida que eu já conheci.
— E você é o homem mais gostoso que eu já vi. Com o pau mais perfeito que já encontrei.
Entrei. Passei por ele, sentindo o calor do corpo dele, o cheiro dele, a presença dele. A sala estava diferente. Mais arrumada. Velas acesas. Música baixa. Ele tinha preparado o ambiente, como se soubesse que esse momento ia chegar.
— Você preparou tudo?
— Queria que fosse especial. Queria que você se sentisse... não sei... desejada.
Virei para ele.
— Vai ser. Pode ter certeza.
Ele se aproximou. Devagar. Dando tempo.
— Lena...
— Não fala. Só me beija.
Ele me beijou.
E o mundo desapareceuh47
Ele me levou até a cama. Me deitou devagar, como se eu fosse um tesouro, algo precioso que precisava ser tratado com cuidado, com reverência. Ficou me olhando por um longo momento, os olhos passeando pelo meu corpo, gravando cada detalhe, cada curva, cada pedaço de pele. Havia algo de sagrado naquela admiração, como se ele estivesse diante de uma obra de arte que finalmente podia tocar.
— Você não tem ideia de quanto tempo eu sonhei com isso — ele disse, a voz baixa, quase íntima, como se estivesse compartilhando um segredo que guardava há anos. — Você não faz ideia do que é passar anos desejando algo e de repente ter ali, na sua frente, real.
— Me conta. Quero saber.
— Desde os almoços de domingo. Desde que você era só a irmã nerd da Fernanda, quieta no canto, escondida atrás daquele moletom gigante que escondia tudo. Eu olhava para você e pensava: um dia. Um dia ela vai se soltar. Um dia ela vai se descobrir. Um dia ela vai perceber o corpo que tem, a mulher que é. Um dia ela vai ser minha.
— E agora?
— Agora você tá aqui. Na minha cama. Linda, solta, confiante, segura do que quer. Pronta para ser minha de verdade. E eu não consigo acreditar que isso é real.
— Sou sua. Toda sua. Cada pedaço, cada centímetro, cada pensamento.
Ele se inclinou e me beijou de novo. Dessa vez com mais fome, mais urgência, mais possessão, mais entrega. A mão dele encontrou meus seios, apertou por cima da renda, e eu gemi mais alto, sem vergonha, sem controle, me permitindo ser completamente vulnerável diante dele.
— Posso tirar? — ele perguntou, a voz rouca, quase um rosnado de desejo contido.
— Pode. Tira tudo. Tira cada pedaço. Quero sentir sua boca em mim, sua pele na minha, tudo. Quero que você me devore.
Ele puxou a alça da lingerie, libertando um seio. O bico estava duro, rosado, brilhante, quase pedindo para ser tocado, para ser provado. Ele olhou, maravilhado, como se fosse a primeira vez que via algo tão perfeito, tão feito para ele, tão destinado a estar ali naquele momento.
— Perfeito — ele murmurou. — Absolutamente perfeito. Como tudo em você.
Abaixou a cabeça e chupou. Devagar, com vontade, com gosto, como se estivesse saboreando algo precioso, algo raro, algo que esperou a vida inteira para provar. A língua dele quente, macia, desenhando círculos no bico, e eu gemia, puxava o cabelo dele, apertava, pedia mais, sempre mais, num ciclo infinito de prazer.
— Isso... assim... não para, pelo amor de Deus, não para...
— Adoro ouvir você gemer — ele disse, alternando para o outro seio, dando a mesma atenção, o mesmo cuidado, a mesma devoção. — Adoro saber que sou eu que tá fazendo isso com você. Que sou eu que tá te levando ao delírio. Que sou eu que você escolheu.
Ele alternava entre os seios, chupando, mordiscando de leve, lambendo, soprando, provocando. Cada toque era uma onda de prazer que percorria meu corpo, me deixando mais molhada, mais pronta, mais doida por ele, mais entregue.
— Quero você — ele disse, olhando nos meus olhos, os olhos dele escuros de desejo, as pupilas dilatadas. — Quero você de verdade. Quero sentir você por completo.
— Tô aqui. Inteira. Toda sua. Não quero mais nada além disso.
— Quero sentir você. Quero provar você. Quero te comer de todos os jeitos que eu imaginei todas essas noites.
— Então me toma. Me toma de uma vez. Não espera mais. Não quero mais esperar.
Ele desceu, beijou minha barriga, minhas coxas, cada pedaço de pele, cada centímetro, como se estivesse adorando um altar. Quando chegou na calcinha, parou. Olhou para mim, pedindo permissão, esperando, mesmo depois de tudo, mesmo com todo o desejo evidente.
— Pode — eu disse, quase sem ar, a voz saindo num fio. — Tira. Quero sua boca em mim. Quero sentir você me chupando até eu não aguentar mais, até eu implorar para parar.
Ele puxou a calcinha devagar, beijando a pele que ia aparecendo, cada centímetro, cada pedaço. Quando fiquei completamente nua, ele me olhou de cima a baixo, os olhos brilhando, a respiração pesada, o corpo tenso de desejo.
— Linda — ele disse. — Tão linda que chega a doer. Dói de tão perfeita. Dói de tão real.
Abaixou a cabeça e lambeu.
Gemi alto. A língua dele era quente, macia, precisa, cirúrgica. Desenhava círculos no meu clitóris, depois descia, lambia minha entrada, subia de novo. Um ritmo perfeito, como se me conhecesse há anos, como se soubesse exatamente onde tocar, como tocar, quanto tempo, quanta pressão, quando acelerar, quando desacelerar.
— Isso... assim... não para... pelo amor de Deus, não para nunca...
— Quero ouvir você gozar — ele disse, a voz abafada entre minhas pernas, mas perfeitamente audível, cada palavra vibrando na minha pele. — Quero ouvir você gritar meu nome. Quero que a vizinhança toda saiba quem tá te fazendo gozar. Quero que todo mundo saiba que você é minha.
— Então continua. Não para. Faz eu gozar. Me leva lá.
Ele não parou. Chupou com vontade, com fome, com uma técnica que parecia ensaiada, mas era natural, instintiva, como se ele soubesse exatamente o que eu precisava antes mesmo de eu saber. Os dedos dele entraram em mim, encontrando o ritmo da língua, me levando cada vez mais perto, cada vez mais alto, cada vez mais fundo no prazer.
— Vou gozar — avisei, a voz falhando, as pernas tremendo, o corpo inteiro em alerta, cada músculo tenso na expectativa. — Vou gozar, Marcelo...
— Goza. Goza na minha boca. Goza para mim. Goza como se fosse a última vez. Me dá isso.
Gozei. Gritei. O corpo inteiro tremendo, as unhas cravando no lençol, os espasmos tomando conta, me sacudindo inteira. Gritei o nome dele, sem vergonha, sem controle, me entregando completamente, sem reservas, sem medo.
Ele continuou chupando até o fim, até eu empurrar a cabeça dele de tão sensível, ofegante, exausta, satisfeita, completamente esgotada.
Depois, subiu, me beijou. Senti o gosto de mim na boca dele, e isso me excitou ainda mais, me fez querer mais, me fez perceber que uma noite não seria suficiente.
— Gostou? — ele perguntou, com um sorriso satisfeito, os olhos brilhando.
— Gostou? Você tá brincando? Isso foi... foi perfeito. Nunca ninguém me chupou assim. Nunca. Você é outro nível.
— E vai ser só o começo. Ainda temos a noite inteira. E muitas outras depois, se você quiser.
— Agora é minha vez.
— Sua vez?
— Quero você. Quero sentir você dentro de mim. Quero saber como é ser preenchida por você de verdade.
Ele se levantou, tirou a roupa. A camisa, a calça, a cueca. Cada peça que caía no chão aumentava minha excitação, minha antecipação, meu desejo. O ar no quarto ficou mais denso, mais quente.
O pau apareceu.
Era enorme. Muito maior que nos vídeos. Grosso, comprido, latejando. As veias saltadas, a cabeça roxa e brilhante, uma gota de líquido escorrendo. Uma obra de arte esculpida pelos deuses do prazer. Fiquei olhando, sem conseguir desviar, a boca entreaberta, a respiração presa, o coração batendo tão forte que parecia querer sair do peito.
— Assusta? — ele perguntou, vendo minha expressão de fascínio e medo misturados.
— Assusta e excita ao mesmo tempo. É tão... tão grande. Perfeito. Imponente. Parece mentira.
— Vai doer um pouco no começo. Mas depois... depois vai ser o melhor prazer que você já sentiu na vida. Palavra.
— Eu sei. Eu quero sentir. Quero sentir tudo. Quero sentir cada centímetro, cada veia, cada pulsação.
— Tem certeza? Ainda dá tempo de desistir.
— Marcelo, olha para mim. Olha como eu tô. Molhada, doida, pronta, aberta. Eu quero isso há meses. Desde a primeira vez que vi seu pau nos vídeos. Desde a primeira mensagem. Desde a primeira vez que imaginei você me comendo. Eu quero. Não tenho mais dúvidas.
Ele se deitou ao meu lado, me puxou para perto. Ficamos ali, nos olhando, os corpos colados, a respiração ofegante, o desejo quase palpável no ar, tão denso que dava para cortar com uma faca.
— Hoje você manda — ele disse.
— Eu?
— Quero que você faça do seu jeito. No seu tempo. Quando estiver pronta, você decide. Eu tô aqui para você, para o que você precisar. Sou seu.
— Mas eu quero você. Quero sentir você dentro de mim agora. Não quero esperar mais.
— E vai sentir. Mas quero que seja especial. Quero que você lembre para sempre da primeira vez que a gente se entregou de verdade. Quero que seja inesquecível.
Olhei para ele. Para os olhos dele. Para aquele homem que estava ali, nu, vulnerável, entregue a mim, esperando minha decisão. E eu queria isso. Queria ele. Queria tudo.
— Senta aqui — eu disse, apontando para a cabeceira da cama. — Encosta ali e me deixa ver você. Me deixa admirar.
Ele sentou, as costas apoiadas na madeira, as pernas abertas, o pau ereto apontando para o teto, uma visão que qualquer mulher pagaria para ver, que qualquer homem invejaria. Eu me ajoelhei na frente dele, entre as pernas dele, e fiquei olhando para aquele pau por um longo momento, apenas apreciando, adorando, desejando.
— Sabe o que eu mais imaginei nesses meses todos? — perguntei, passando a mão devagar pela haste, sentindo a textura, o calor, a vida pulsando ali.
— O quê?
— Imaginei você assim. Nu, na minha frente, pronto para mim. Imaginei como seria sentir você, tocar você, provar você, chupar você, ter você dentro de mim. E agora você tá aqui. Real. Verdadeiro. Melhor que qualquer sonho.
— Agora eu tô aqui. Todo seu. Use como quiser. Sou seu brinquedo.
— Meu. Todo meu.
Passei a mão no pau dele devagar, sentindo o peso, o calor, a pulsação. A pele era macia, quente, viva, pulsando sob meus dedos como um coração. Aproximei o rosto, lambi a cabeça, sentindo o gosto que já conhecia, mas que agora era ainda mais intenso, mais presente, mais real.
— Isso — ele gemia, a cabeça jogada para trás, os olhos fechados. — Isso, assim. Não para.
Desci mais. Dessa vez consegui levar mais fundo. Ainda não inteiro, mas quase. Senti a cabeça bater no fundo da minha garganta, e ele gemeu mais alto, um gemido gutural, de puro prazer, de entrega total.
— Caralho, Lena. Assim. Exatamente assim. Você é perfeita.
Chupei com vontade. Com ritmo. Com prazer. Com fome. A mão dele no meu cabelo guiava, mas eu controlava o ritmo, a profundidade, a intensidade. Eu era a dona daquele momento, a dona daquele pau, a dona daquele prazer.
— Isso... isso... quase...
Depois de um longo tempo, parei. Subi, sentei no colo dele, o pau dele pressionando minha entrada, latejando de vontade, pronto para me tomar.
— Quero sentir você — eu disse, olhando nos olhos dele. — Quero sentir você me preenchendo. Quero ser sua de verdade.
— Tem certeza?
— Tenho. Mais do que tudo na vida.
Segurei o pau dele, alinhei na minha entrada. Senti a cabeça roçando no meu clitóris, e fechei os olhos por um segundo, saboreando a antecipação, o momento antes da entrega.
— Olha para mim — ele pediu. — Quero ver seus olhos quando eu entrar. Quero ver o momento exato em que você me sente. Quero guardar isso para sempre.
Olhei. Desci devagar.
A cabeça entrou. Gemi.
Doía. Doía muito. Era maior que o vibrador, maior que Pedro, maior que tudo que eu já tinha sentido. Mas a dor vinha misturada com um prazer imenso, profundo, que me tirava o fôlego, que me fazia querer mais, sempre mais.
— Calma — ele disse, a voz suave, paciente, mesmo com todo o desejo evidente. — Devagar. Respira. Vai no seu tempo. Não tem pressa. O tempo é nosso.
Respirei fundo. Desci mais um pouco. A dor aumentava, mas o prazer também, numa proporção direta, num equilíbrio perfeito.
— Isso... assim...
— Tá doendo?
— Um pouco. Mas é bom. É muito bom. Dói gostoso. Dói de um jeito que eu quero mais.
— Continua. No seu tempo. Você consegue. Você é mais forte do que pensa.
Desci mais. Até sentir ele inteiro dentro de mim.
Fiquei ali, parada, sentindo cada pulsação, cada centímetro me preenchendo, me completando, me fazendo mulher. Era avassalador. Ele estava completamente dentro de mim, me preenchendo de um jeito que eu nunca imaginei ser possível, me completando em lugares que eu nem sabia que existiam.
— Caralho — murmurei, a voz falhando, as lágrimas de prazer escorrendo. — Você tá... você tá inteiro dentro de mim. Eu senti tudo. Cada pedaço.
— Tô. E você tá perfeita. Tão apertada, tão quente, tão molhada. Feita para mim.
— Mexe — pedi. — Mexe devagar. Quero sentir você se movendo dentro de mim.
Comecei a rebolar devagar, sentindo ele deslizar por dentro, cada movimento uma descoberta, um novo prazer, um novo mundo se abrindo. A dor foi passando, dando lugar a um prazer imenso, profundo, que tomava conta de cada pedaço do meu corpo, cada célula, cada pensamento.
— Isso... assim...
— Tá bom?
— Tá... muito... melhor do que eu imaginei. Muito melhor. Mil vezes melhor.
Acelerei o ritmo. Subia e descia, sentindo ele bater no fundo, me preencher inteira, me fazer sua. Era melhor que qualquer fantasia, melhor que qualquer sonho, melhor que qualquer vibradorh23
— Quero você de quatro — ele disse, depois de um tempo, a voz rouca de desejo.
Desci dele, me virei de bruços, empinei a bunda, oferecendo cada curva para ele. Ele se posicionou atrás de mim, as mãos nos meus quadris, os dedos apertando minha pele, deixando marcas.
— Assim? — perguntou.
— Assim. Entra. Me toma de novo.
Ele entrou. Dessa vez foi mais fácil, mais suave. Meu corpo já estava acostumado, aberto, pronto para recebê-lo. A sensação era ainda mais intensa, mais profunda, mais completa.
— Isso... — gemi. — Mais fundo... quero sentir tudo.
Ele começou a meter, lento no começo, depois mais rápido. A cada estocada, eu gemia mais alto, mais solta, mais entregue. Minha bunda balançava, batendo contra a barriga dele, fazendo um som úmido que só aumentava meu tesão, que ecoava pelo quarto como uma declaração de prazer.
— Gosta? — ele perguntou, a voz rouca, ofegante, as mãos apertando minha cintura.
— Amo... adoro... esse pau... não consigo viver sem.
— Me chama de dono.
— Dono. Meu dono.
— Fala que você é minha puta.
— Sou sua puta. Sua cadela. Sua vagabunda. Sua vadia.
— Fala que você adora esse pau.
— Amo. Amo demais. Nunca vi nada igual. Nunca senti nada igual.
— Melhor que o Pedro?
— Muito melhor. Ele não presta. Não me satisfaz. Não me completa.
— E a Fernanda? Minha esposa?
Hesitei por um segundo. Depois, a verdade escapou, sem filtro, sem culpa.
— Ela que se dane. Ela não sabe o que tem. Não te merece. Não te valoriza. Eu quero é você. Só você.
— Então goza. Goza pra mim. Me mostra como você é minha.
Gozei. Gritei. Meu corpo inteiro tremeu, espasmos incontroláveis, ondas de prazer que não terminavam nunca, que me levavam cada vez mais altoh45
— Quero ver seus olhos — ele disse, me virando de costas na cama.
Subiu em mim, entrou devagar. Ficou me olhando enquanto me comia, lento, profundo, cada estocada uma declaração, uma possessão, uma entrega. Nossos olhos não se desviavam, presos num contato que era mais íntimo que qualquer toque.
— Você é tão linda — ele disse. — Tão perfeita. Tão minha.
— Fala mais.
— Seus olhos, sua boca, seus peitos, sua boceta apertada. Tudo perfeito. Feito para mim. Feito para me enlouquecer.
— Me chama de puta de novo.
— Puta. Minha putinha. Minha vadia. Minha cadela.
— Isso... mais...
— E o Pedro? O que ele é agora?
— Ele é meu corno. Meu corninho. Fica em casa me esperando, imaginando o que eu tô fazendo, gozando só de pensar.
— E a Fernanda? O que ela é?
Hesitei. Depois, a verdade escapou de novo, mais forte, mais intensa, mais verdadeira.
— Ela não sabe o que tem. Não te merece. Não te valoriza. Ela reclama de você, reclama do seu pau, reclama do seu tesão. Eu não. Eu quero mais. Sempre mais.
— Mas você merece?
— Mereço. Mereço esse pau. Mereço você. Mereço ser sua puta.
— Então goza. Goza pra mim. Goza olhando nos meus olhos.
Gozeih30
— Vamos filmar — eu disse, ofegante, ainda tremendo do orgasmo anterior.
— Agora?
— Agora. Quero que eles vejam. Quero que todos vejam como eu sou sua. Quero que o mundo inteiro saiba.
Ele pegou o celular, apoiou em algum lugar, ajustou o foco, o ângulo, a iluminação. Profissional, cuidadoso, querendo que ficasse perfeito. A luz vermelha piscou, indicando que estávamos ao vivo, sendo vistos por milhares de olhos anônimos.
— Pode começar.
Olhei para a câmera. Sentei no colo dele, segurei o pau dele, mostrei para a lente com orgulho, com posse, com desafio.
— Olha aqui, seus tarados — falei, a voz provocante, desafiadora, dona de si. — Olha o tamanho disso. Olha essa grossura. Essas veias. Essa cabeça perfeita. Vocês duvidaram de mim, mas eu aguento. Eu aguento tudo.
Desci nele, devagar, mostrando cada centímetro entrando, cada expressão de prazer no meu rosto. Rebolava, quicava, sentia ele dentro de mim, e mostrava tudo, sem vergonha, sem pudor, sem limites.
— Isso... assim... olha como eu aguento. Olha como eu sou puta.
— Fala — ele pediu, ofegante, as mãos nos meus quadris. — Fala o que você sente. Fala pra eles.
— Amo esse pau. Amo esse cunhado. Amo ser a puta dele.
As palavras escaparam sem controle, num momento de êxtase absoluto, quando a razão dá lugar ao instinto.
— Isso, cunhado... me come... me come igual você faz com a puta da cunhada... me fode como se eu fosse a irmã puta que você sempre quis...
Ele parou por um segundo. Eu também.
Olhamos para a câmera. Depois um para o outro.
— Falei isso? — perguntei, incrédula, rindo.
— Falou. E foi lindo.
O chat explodiu. As mensagens voavam tão rápido que era impossível ler, um borrão de letras e números e emojis, uma enxurrada de tesão coletivo.
— Acho que eles gostaram — ele disse, rindo.
— Acho que sim.
— Então vamos dar o que eles querem. Vamos mostrar pra eles como você é puta.
Ele continuou me comendo, e eu gritei, sem vergonha, sem limites, sem medo:
— Isso, cunhado! Me come! Come a cunhada puta! Mostra pra eles como eu sou sua!
Gozei gritando, o corpo inteiro em chamash45
O sol já estava alto, mas eu não queria parar. Meu corpo pedia mais, sempre mais. Desci da cama e me ajoelhei no chão, entre as pernas dele. Olhei para aquele pau, ainda molhado de nós dois, e senti uma vontade incontrolável de adorá-lo.
— Filma — pedi, a voz rouca. — Filma isso.
Ele pegou o celular, apontou para mim. A luz vermelha piscou.
Ajoelhada, submissa, eu me inclinei sobre o pau dele. Peguei com as duas mãos, acariciando devagar, sentindo o peso, o calor. Aproximei o rosto, lambi a cabeça, sentindo o gosto misturado de nós dois.
— Chupa — ele mandou.
— Chupo sim, dono. Chupo esse pau gostoso.
Abri a boca e engoli. Dessa vez, fui mais fundo, mais rápido, mais intensa. A saliva escorria pelo queixo, pelos peitos, mas eu não ligava. Queria mais.
— Slrrp... shllp... — os sons enchiam o quarto, molhados, obscenos.
Desci até a base, sentindo a cabeça bater no fundo da minha garganta. Subi, ofegante, e lambi as bolas dele. Peguei uma na boca, chupando devagar, sentindo a textura.
— Slrrp... shllp... — minha baba escorria por elas.
— Isso — ele gemia. — Isso, putinha.
— Quero lamber tudo, dono. Quero babar nesse pau.
Passei a língua por toda a haste, lambendo cada veia, cada centímetro. Minha baba escorria, cobrindo ele inteiro. Meu rosto estava completamente molhado, brilhante de tanto que eu babava.
— Slrrp... shllp... aaaah...
Voltei para a cabeça, chupando com força, com fome. Minhas bochechas se contraíam, minha língua deslizava, meus olhos marejados olhavam para a câmera.
— Olha como eu tô, dono. Tô toda babada. Tudo por sua causa.
— Tô vendo. Tá linda.
— Slrrp... shllp... esse pau é meu vício...
Desci para as bolas de novo, chupando, lambendo, babando. Subi, lambi a haste, voltei para a cabeça. Um ciclo infinito de prazer.
— Slrrp... shllp... aaaah... slrrp...
Meu rosto estava irreconhecível, coberto de baba, os olhos vidrados no pau dele. Eu era só desejo, só entrega, só puta.
— Tô toda sua, dono. Tua puta. Tua cadela.
— Minha.
— Slrrp... shllp... esse pau... aaaah... slrrp...
Chupei até não aguentar mais, até meus lábios doerem, até minha mandíbula cansar. Mas eu queria mais. Sempre mais.
— Goza na minha cara — pedi. — Goza nessa puta.
Ele gozou. Muito. Quente. Espirrou no meu rosto, nos meus lábios, na minha língua. Eu lambi, engoli, aproveitei cada gota.
— Slrrp... shllp... aaaah...
Fiquei ali, ajoelhada, o rosto todo sujo, babando, satisfeita.
— Perfeita — ele disse.
Sorri, com a boca cheiah30
O sol estava completamente alto quando fizemos a última sessão. Eu estava exausta, dolorida, mas satisfeita como nunca. Meu corpo pedia descanso, mas minha alma pedia mais, sempre mais.
— Última — pedi.
— Promete?
— Prometo. Por hoje.
Ele me deitou de lado, entrou por trás. Devagar, suave, quase carinhoso. Uma despedida, um agradecimento.
— Foi bom? — ele perguntou.
— Perfeito. Além de qualquer sonho.
— Melhor que nos seus sonhos?
— Muito melhor. Nos sonhos era bom. Isso foi real. Foi além.
— Volta hoje?
— Vou pensar. Preciso processar. Preciso sentir minha consciência.
Ele me apertou, me puxou para perto.
— Obrigado.
— Por quê?
— Por ter vindo. Por ter se entregado. Por ter sido você. Por ter sido tão intensa.
Olhei para ele.
— Obrigada por ter me esperado. Por não ter desistido de mim. Por ter me desejado mesmo com tudo contra.
— Nunca ia desistir de você. Nem em mil anos.
Ficamos em silêncio, vendo o sol nascer pela janela, os corpos colados, os corações batendo no mesmo ritmo, finalmente em paz.
— Marcelo?
— Hm?
— A gente vai repetir. Muitas vezes.
— Pode ter certeza. Todas as vezes que você quiser.
— Vou querer sempre.
— Então vai ter sempre.
Sorri.
E dormi nos braços dele.
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Fim do Capítulo 5