Esposinha quer se exibir parte 5

Um conto erótico de Milena
Categoria: Heterossexual
Contém 1118 palavras
Data: 25/02/2026 06:35:33
Última revisão: 25/02/2026 06:40:24

Capítulo 5: O Labirinto de Vidro

A respiração dele do outro lado da linha mudou. Não era mais o ritmo pausado do marido que revisa planilhas, mas um sopro pesado, entrecortado, como se ele estivesse processando um curto-circuito. Eu sentia o poder vibrando na palma da minha mão. O jogo com Gabriel era eletrizante, mas desestabilizar a rocha que era o meu casamento trazia um prazer quase sombrio.

— "Exibir", você disse? — A voz dele saiu mais grave, lutando para encontrar autoridade em meio ao caos que eu semeei. — Você está brincando com fogo, Milena. Esse garoto... ele é um estranho.

— Um estranho que notou o que você parou de olhar — retruquei, caminhando em direção ao espelho do quarto, o mesmo que poucas horas antes refletia minha dúvida. Agora, ele refletia uma mulher que eu mal reconhecia. — Então, me ajude a escolher, amor. O short jeans desfiado, aquele que você diz que atrai olhares demais? Ou o vestido de seda verde, que marca cada curva quando eu ando? Quero que, quando eu entrar naquela farmácia, o turno dele se torne inesquecível.

Ouvi o som de um motor ligando bruscamente. Ele não estava mais parado no trânsito.

— O vestido verde — ele disse, a voz subitamente seca, quase um comando. — Se você quer tanto jogar esse jogo, use o vestido verde. Mas não se atreva a sair de casa antes de eu chegar.

— Por que a pressa? — provoquei, passando os dedos pela alça do vestido que já estava sobre a cama. — O Gabriel disse que estaria lá a tarde toda. Ele parece ser bem... paciente.

— Milena, chega! — O tom dele era uma mistura de fúria e um desejo desesperado que ele tentava esconder. — Eu estou voltando. Se eu chegar e você não estiver aí, ou se eu te encontrar vestida para esse moleque...

— Você vai fazer o quê? — interrompi, minha voz caindo para um sussurro perigoso. — Vai me proibir? Ou vai finalmente me olhar do jeito que ele olhou? O espelho não mente, querido. E hoje, ele está me dizendo que eu quero ser vista. Por você, por ele... por quem tiver coragem de sustentar o olhar.

Desliguei sem esperar a resposta. O silêncio que se seguiu na casa era denso, carregado de eletricidade estática. Eu sabia que tinha aberto uma porta que não poderia ser fechada.

Vesti o vestido seda verde e uma calcinha fio dental rosa que meu bumbum engolia todo. O tecido deslizou pela minha pele como uma carícia gelada. Enquanto eu passava o batom, o celular vibrou novamente. Uma mensagem de Gabriel:

"O turno começou. O espelho está limpo, mas sinto que falta o reflexo principal. Você vem buscar o seu remédio ou quer que eu prescreva algo mais... pessoal?"

Olhei para a aliança na mesinha de cabeceira, deixada de lado por um instante. O som do carro do meu marido freando bruscamente na garagem ecoou pelo corredor. O palco estava montado. O confronto entre o "seguro" e o "proibido" estava prestes a começar dentro das minhas quatro paredes.

Eu queria muito que meu marido deixasse 😏

O som da porta da frente batendo contra o batente foi como um tiro no silêncio da casa. Eu terminei de passar o batom, um vermelho que parecia sangue sobre a pele pálida, e me virei devagar. O vestido de seda verde ondulou, o tecido frio marcando exatamente o que eu queria que fosse visto.

Meu marido parou no portal do quarto. Ele ainda usava a camisa social do trabalho, mas o nó da gravata estava frouxo e o rosto, geralmente controlado, exibia uma mistura de fúria e um desejo primitivo que ele tentava, em vão, sufocar. Os olhos dele percorreram meu corpo, descendo pelas alças finas do vestido até a linha das minhas coxas, onde a seda terminava.

— Você não vai — ele disse, a voz rouca, dando um passo para dentro do quarto. — Você não vai sair de casa vestida assim para um moleque de farmácia.

Eu dei um sorriso lento, sentindo o poder daquela calcinha fio dental rosa ajustada ao meu corpo, sabendo que cada movimento meu era uma tortura planejada para ele.

— Você mesmo escolheu o vestido, amor — provoquei, caminhando em direção a ele com passos curtos, fazendo o quadril oscilar. — E o Gabriel está esperando. Ele disse que o turno dele só faz sentido com o meu reflexo.

Ele segurou meu braço, não com força para machucar, mas com a urgência de quem está prestes a perder o chão. O calor da mão dele contrastava com o frio da seda.

— O que você quer, Milena? — ele sussurrou, o hálito quente perto do meu rosto. — Quer que eu te proíba? Quer que eu te prenda aqui?

— Eu quero que você decida — respondi, colando meu corpo ao dele, sentindo a rigidez da sua postura. — Você prefere me ver sair por aquela porta e deixar que o Gabriel prescreva o que ele quiser... ou você prefere me dar um motivo real para ficar?

Houve um segundo de silêncio absoluto, onde apenas o som das nossas respirações preenchia o quarto. O conflito nos olhos dele era visível: o homem de família lutando contra o homem que acabou de ser desafiado em seu território.

Lentamente, a mão dele subiu do meu braço para a minha nuca, os dedos se enroscando no meu cabelo. Ele me puxou para mais perto, o olhar fixo no meu.

— Vai — ele disse, surpreendendo-me com a voz agora baixa e carregada de uma intenção sombria. — Vai até lá. Mostra para ele o que ele nunca vai ter. Deixa ele olhar. Deixa ele desejar até que doa.

Eu pisquei, surpresa pela permissão, mas o brilho nos olhos dele dizia que aquilo não era uma desistência. Era uma aposta.

— Mas saiba de uma coisa — ele continuou, a mão descendo pelas minhas costas até encontrar a curva do meu bumbum por cima da seda fina. — Quando você voltar... o turno que vai começar aqui dentro vai fazer você esquecer que aquela farmácia sequer existe.

O desafio estava lançado. Peguei minha bolsa e o celular, sentindo o coração martelar contra as costelas. Saí do quarto sob o olhar pesado dele, que não se moveu. Enquanto eu caminhava até o carro, a mensagem de Gabriel queimava na tela: "O balcão está vazio. Só falta você."

Então lembrei que tava um pouco atrasa e não sabia dirigir uma moto então perguntei meu marido se ele poderia me levar mas não poderia me deixar na farmácia, para o Gabriel não achar estranho, sentindo o vestido deslizar pela minha pele. O caminho para a farmácia nunca pareceu tão perigoso — e tão irresistível.

Então meu marido pegou a moto e subi com meu vestido verde,e minha micro calcinha de fio dental rosa a caminho da farmácia.

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