Duas da tarde, um calor de todos os infernos... Tomei uma ducha fria, entrei no paraíso: com a não-roupa que saí do chuveiro, me estiquei no sofá e em pouco tempo eu visitava o reino de Morfeu. Estava numa floresta frondosa, quando ouvi o barulho de um pica-pau (caralho, até dormindo só penso nessas safadezas!). Não via o pássaro, mas ouvia ainda o som de seu insistente bicar da madeira – e se esvanecem a floresta e o animal, só fica seu som: batiam na porta do apartamento.
Caralho, velho! Quem porra vinha atrapalhar o sagrado descanso do guerreiro? – eu já morava sozinho para não ter quem me incomodasse nos meus horários! Ah, mas fosse quem fosse, não merecia que eu corresse a me vestir para atender. Se escandalizasse, eu não estava nem aí. Estiquei o braço, e assim mesmo, deitado, alcancei a fechadura e girei a chave – no mesmo impulso pressionei o trinco e a porta abriu.
– Vizinho, desculpe o incôm... – a frase perdeu-se no meio, ante a constatação da minha nudez deitada. Era o mesmo vizinho exibicionista que já havia me comido uma vez, sem trocarmos uma palavra, sem sequer nos olharmos direito – essa história está no conto “O vizinho”.
Com a voz sonolenta, cuidei de despachar o adjacente da frente:
– Opa, amigo, pode dizer o que precisa... – sobre meu estado, nenhum comentário, que eu não ia dar mais importância do que o fato realmente tinha.
Aparentemente refeito da surpresa, fechando cuidadosamente a porta, após entrar:
– Queria saber se você tem uma trena para me emprestar, que a minha quebrou...
– Claro: gaveta do meio, armário da cozinha. Fique à vontade.
– Obrigado, já devolvo.
Foi lá, abriu o móvel indicado, retirou o instrumento, voltou no mesmo passo, passando novamente pelo meu corpo desnudo, abriu e fechou a porta, sumindo-se no corredor do prédio.
Agora que acordei, o sono me abandonara. Maldição! Peguei o celular e passei a me atualizar: um mar de mensagens, algumas merecedoras de resposta, outras a exigirem resposta. E-mails e navegações várias, que quando se pega nessa miséria, uma coisa vai puxando a outra e mais outra, e mais outra...
A porta novamente se abriu e entrou o vizinho, fechando-a novamente atrás de si: “Licença de novo!”
– Já usou, cara?!
– Era uma medição rápida... Muito obrigado.
Foi novamente à cozinha e devolveu a trena ao seu lugar.
– Vou tomar um copo d’água, viu? Eu estava dando o jeito na geladeira lá de casa, e a água está quente.
– Fique à vontade, amigo! Água quente, nesse calor, ninguém merece... – falei, com os olhos fitos no celular, nem me dando conta sobre o real motivo da devolução em tempo recorde e a história de beber água.
Ele encostou na parece e foi bebericando a água, enquanto olhava para meu corpo estendido no sofá:
– Calor da porra, né?! Bem faz você, está assim pelado e fresco no sofá...
– Pois é, amigo! – a frase saiu no automático, minha mente ainda no celular.
– Cláudio, desculpe a intromissão... Eu sempre me encantei com sua bunda assim...
– Assim como?
– Volumosa... bonita... atraente... – as palavras foram saindo entrecortadas por goles de água. Minha rola se remexendo sob meu corpo. Deixei o celular e semi virei meu corpo, para olhar para o meu vizinho: meio copo d’água na mão, camiseta regata, short azul, expondo uma rola em processo de endurecimento. Enchi-me de tesão. Ousei:
– Ah, vizinho... vem senti-la de perto, então!
– Posso?
– Claro! – falei empinando um pouco o rabo, escrotamente.
Ele deixou o copo sobre a mesa, se aproximou, como de uma relíquia sagrada e passou o dedo gelado em círculos numa das nádegas. O toque me arrepiou e não procurei conter o gemido de satisfação. Ele continuou a tocar, em silêncio, vadiando a mão ora por uma banda, ora pela outra, depois enfiando-se como se por acaso pela fenda, e passando por sobre meu cu. Eu já estava em pleno incêndio: ainda deitado, estiquei o braço, tocando sua rola – a essa altura rígida – acariciei e puxei o short para baixo, libertando-a.
Dirigi minha boca para o pau duro e o catei com a língua, passando a chupá-lo carinhosamente. Ele requebrava-se safadamente. Depois de devidamente lubrificado, voltei a me deitar completamente de bruços, arreganhando o toba, e senti seu corpo se deitar sobre o meu e sua rola se introduzindo em mim.
Quando percebi sua rola toda dentro, coloquei o braço em volta de seu pescoço e puxei-o para um beijo cheio de tesão e de desejo. Beija pra caralho, o puto. Soca com competência e geme gostoso também.
Em pouco tempo, sua rola cresceu, ele ganiu e a explosão de sêmen invadiu meu rabo, aos jatos. Depois do último, ele se retirou, deixando meu cu borbulhando e descendo seu mel por entre minhas coxas, enquanto ele se recompunha, trazendo o short para seu devido lugar.
– Valeu, Cláudio! Muito obrigado pela trena.
– Disponha, vizinho. Pode vir todas as vezes que quiser e precisar de qualquer coisa...
Me reacomodei no sofá, sentindo o corpo todo relaxar, e fui fechando o olhinho de novo.
