(Fernanda)
Algumas semanas passaram.
No começo, eu achei que tudo ainda estava muito recente pra entender de verdade o que tinha mudado. Os dias foram seguindo, um atrás do outro, trabalho durante o dia, faculdade à noite, a rotina preenchendo o espaço que antes era ocupado por outras coisas.
Mas, mesmo com tudo isso… eu sabia.
Nada estava igual.
O término com o Gustavo não virou assunto dentro da igreja de imediato, mas também não passou despercebido. Algumas perguntas começaram a surgir, olhares mais atentos, conversas mais cuidadosas. Eu respondia o necessário, sem me aprofundar, mantendo tudo o mais simples possível.
Por fora, parecia controle.
Por dentro, era adaptação.
Eu ainda estava aprendendo a existir sem aquele roteiro que sempre esteve pronto pra mim.
Nos primeiros dias depois de tudo, eu ainda procurei o Rafael com o olhar. Não de forma desesperada, mas com aquela expectativa que a gente cria sem perceber. Como se ele fosse, de alguma forma, dar continuidade ao que tinha começado.
E ele estava lá.
Do mesmo jeito de sempre.
Leve, tranquilo, sem pressão.
A gente continuou conversando, se encontrando na faculdade, às vezes saindo depois da aula, mantendo aquela proximidade que já tinha se criado.
Foi então que eu decidi dar um passo além, falei com ele, dizendo o que eu estava querendo, e claro, ele aceitou na hora, afinal já tinha algumas semanas que a gente só ficava se pegando e nada além sexo oral.
No dia que escolhemos para fazer, eu cheguei na faculdade e ele já me esperava no carro dele, entrei no carro e logo em seguida Rafael dirigiu até um motel, eu estava ansiosa com a situação.
Quando chegamos no motel, assim que entramos começamos a nos beijar, as roupas saíram depressa do corpo , cada toque e cada olhar, denunciavam as intenções de ambos.
Em cima da cama, eu fiquei entre as pernas dele, começo a chupar seu pau como já estava fazendo semanas atrás, mas agora estava mais intenso, com mais desejo, sem se preocupar em parar quando o clima esquentasse. Depois de mama-lo, ele me deita na cama, vem por cima de mim, me beijando, chupando cada cantinho do meu corpo, era a primeira vez que aquilo acontecia fora do carro dele, e então ele chega nela, na minha buceta que já estava pegando fogo, e então ele começou a me chupar, sua boca me fazia gemer cada vez mais alto, agora sem me preocupar onde eu estava, eu gemia sem parar.
Rafael depois de um tempo parava, me olhava com um sorriso nos lábios e colocava a camisinha, pegando um lubrificante, achei fofo da parte dele, não meter assim sem nada, e foi ai que ele começou a meter o pau na minha bucetinha virgem, cada centímetro daquele pau foi entrando nela, era uma dor intensa, mas ao mesmo tempo um tezão enorme e logo depois que ele entrou tudo, eu respirei fundo, com ele dentro de mim.
Seu vai e vem começa tímido, mas logo vai ganhando intensidade, minha buceta era fodida com força, ele socava em mim, e eu queria mais, cada vez mais, eu ignorava a dor, na verdade, ela me dava mais tezão ainda, eu sentia o pau dele fundo dentro de mim.
Depois ele me manda ficar de 4, eu apenas obedeço, empino a bunda e logo sinto seus tapas nela, me arrancando gritinhos e logo ele começa a meter na minha buceta de novo, me segurando pela cintura, me fodendo com força…
Depois de um tempo, ele pergunta se quero ir por cima, eu digo que sim, meio sem jeito encaixo o pau dele na minha buceta e começo a sentar, aos poucos vou pegando o ritimo e começo a quicar com mais força, seu pau dentro de mim me fazia ir as nuvens, eu estava louca de tezão e sem perceber, aquele tezão todo vira um orgasmo intenso, começo a gozar em cima dele.
Logo em seguida, Rafael também já estava no limite e começa a gozar junto comigo, em uma gozo intenso de nós dois.
Eu me deito sob o peito dele, ele alisa minhas costas e ficamos assim, respirando fundo, ofegantes. Logo depois tomamos um belo banho juntos ele me deixa na faculdade onde volto pra casa logo depois.
No caminho de casa, depois de tudo o que tinha acontecido , eu comecei a perceber uma coisa que no começo passou batida.
Nada ali crescia entre eu e ele.
Não era falta de interesse.
Mas também não era construção.
Rafael não me prendia, não me afastava, não criava expectativa e nem quebrava. Ele simplesmente… era.
Os dias foram passando e, durante um tempo, eu achei que aquilo era liberdade.
Mas liberdade sem direção também cansa.
Teve um dia, voltando pra casa depois da faculdade, que isso ficou claro de um jeito simples. Eu estava no ônibus, olhando pela janela, deixando a cabeça ir longe, e percebi que não estava pensando nele.
Não como antes.
Não com aquela intensidade, ele tinha virado um amigo, com beneficios.
O que vinha na minha cabeça não era o Rafael em si.
Era o que tinha mudado em mim desde que ele apareceu.
E foi aí que fez sentido.
Ele não era o destino.
Era o começo.
A primeira porta que eu tive coragem de abrir sem pedir permissão pra ninguém. A primeira vez que eu fiz algo porque eu quis, não porque era o certo, não porque era esperado.
Mas o caminho… não terminava nele.
E entender isso não foi doloroso.
Foi… claro.
Depois disso, a forma como eu via tudo começou a mudar de novo. Eu não precisava me afastar dele, nem transformar aquilo em algo maior do que era. Só deixei de esperar.
E, aos poucos, aquilo perdeu o peso.
Não porque foi irrelevante.
Mas porque cumpriu o papel que tinha.
Com o Gustavo, era diferente.
O silêncio entre a gente dizia mais do que qualquer conversa. A gente não se falava mais, mas eu sabia que ele ainda estava ali, dentro do mesmo mundo que eu tinha deixado pra trás.
E, por um tempo, eu pensei se tinha feito a coisa certa.
Não por saudade do relacionamento em si.
Mas pelo que ele representava.
Segurança.
Caminho.
Certeza.
Coisas que eu já não tinha mais.
Mas, quando eu pensava em voltar… não encaixava.
Não porque ele era ruim.
Mas porque eu já não cabia mais ali.
E essa foi a parte mais difícil de aceitar.
Não foi o que eu perdi.
Foi o que eu não podia mais ser.
As semanas continuaram passando, e, aos poucos, aquela sensação de estar perdida começou a dar lugar a outra coisa.
Responsabilidade.
Porque agora não tinha mais regra externa guiando tudo. As escolhas eram minhas. Os erros também seriam.