Os almoços de domingo na casa da minha mãe sempre foram sagrados.
Desde pequena, era o único momento em que a família inteira se reunia. Minha mãe, dona Marta, sempre arrumada mesmo para cozinhar, com seu short jeans mostrando as pernas que ela mantinha firmes na academia. Meu pai, sentado no sofá vendo jornal, quase sempre calado, mas presente. Minha irmã Fernanda, dois anos mais velha que eu, com seu jeito brincalhão e aquela bunda enorme que ela odiava mas eu achava linda. E o marido dela, Marcelo, o cara gente boa que sempre fazia piada de tudo, que me chamava de "cunhadinha nerd" e me fazia rir mesmo nos dias mais cinzas.
Hoje, porém, eu estava diferente.
As lives tinham me mudado. As roupas justas que eu agora usava, os comentários que lia todas as noites, o tesão de ser desejada por tantos olhos anônimos. E tinha o anônimo. O pauzudo. Aquele homem misterioso que me tirava o sono com suas mensagens provocantes e seus vídeos de um pau tão grande que parecia mentira.
Cheguei na casa da minha mãe de vestido. Nada muito ousado comparado ao que eu usava nas lives, mas para os padrões da família era uma revolução. O tecido azul marinho marcava minhas curvas, a barra terminava acima do joelho, e o decote, discreto, ainda assim mostrava mais do que meus antigos moletons gigantes. Meu cabelo castanho comprido estava solto, caindo sobre os ombros, e eu tinha passado um batom vermelho – o mesmo da primeira live ousada.
Minha mãe me viu assim que entrei na sala. Ela parou no meio do caminho, uma travessa de salada nas mãos, e seus olhos se arregalaram.
— Filha? — a voz dela saiu meio incrédula. — É você?
— Sou eu, mãe.
Ela me abraçou com cuidado para não derrubar a travessa.
— Nossa, Lena, você tá... tá linda! Que vestido é esse?
— Comprei semana passada. Gostou?
— Gostei? Tô até assustada! Você nunca usa esse tipo de roupa.
— A vida muda, né?
Ela riu, me apertando mais. — Tô amando ver, filha. Tô amando mesmo.
Fernanda apareceu na porta da cozinha nesse momento. Quando me viu, abriu um sorriso enorme e veio correndo me abraçar.
— Mana! Que vestido maravilhoso! — ela apertou meus braços, me examinando de cima a baixo. — Nossa, você tá tão diferente. Tão... mulher.
— Sempre fui mulher, Fernanda.
— É, mas agora parece que descobriu isso. Tô feliz por você.
— Obrigada.
Ela me deu um tapinha no ombro. — E esse batom? Perigoso, hein?
— Cala a boca.
Rimos juntas, daquele jeito fácil que só irmãs próximas conseguem rir.
Marcelo estava na cozinha, ajudando minha mãe com alguma coisa. Quando eu passei pela porta, ele levantou os olhos e... paralisou.
Literalmente paralisou.
A mão dele parou no meio do movimento, segurando um pano de prato. Os olhos percorreram meu corpo rapidamente, um reflexo involuntário, e eu vi algo mudar no rosto dele. Algo que eu não soube interpretar na hora.
— E aí, cunhadinha! — ele disse, forçando um tom brincalhão. — Toda produzida hoje!
— Marcelo! — Fernanda ralhou, rindo. — Não fala assim com ela!
— O quê? Tô elogiando! A Lena tá linda, ué. Não posso mais elogiar minha cunhada?
— Pode, mas desse jeito parece que tá paquerando.
— Tô paquerando nada, doida. Tô só sendo gentil.
Eu ri, sem graça, sentindo um calor estranho subir pelo meu rosto. — Deixa ele, Fernanda. Ele é assim mesmo.
— É sim — ele concordou, piscando pra mim. — O chato oficial da família.
Fomos para a mesa. Minha mãe serviu a comida, meu pai sentou na cabeceira como sempre, e a conversa fluiu como nos velhos tempos. Marcelo contou piadas, Fernanda reclamou do trabalho, minha mãe falou da academia, meu pai resmungou sobre política. Normal. Confortável. Familiar.
Mas eu percebia que Marcelo me olhava mais do que deveria.
Não era óbvio. Era sutil. Quando Fernanda se levantava para buscar algo na cozinha, os olhos dele encontravam os meus por um segundo a mais. Quando eu ria de alguma piada, ele me observava com uma atenção diferente. Quando minhas pernas se cruzavam por baixo da mesa, eu sentia o olhar dele nelas.
E eu? Eu sentia algo estranho também. Algo que eu não queria sentir. Algo que mexia comigo de um jeito proibido.
No meio da sobremesa, minha mãe foi buscar mais café. Fernanda levantou para ir ao banheiro. Ficamos só eu e Marcelo na sala.
O silêncio pairou por alguns segundos. Desconfortável. Pesado.
— Lena — ele chamou, a voz mais baixa que o normal.
— Hm?
Ele hesitou. Vi os dedos dele tamborilando na mesa, nervosos. Algo completamente diferente do Marcelo brincalhão de sempre.
— Posso falar uma coisa? Uma coisa séria?
— Claro.
Ele respirou fundo. Demorou. Olhou para a porta da cozinha, para o corredor do banheiro, certificando-se de que estávamos sozinhos.
— Eu sei das suas lives, Lena.
Meu coração deu um salto.
— Como?
— Eu sei. Sei do OnlyFans também. Sei que você posta vídeos. Sei que você tem seguidores. Sei que você... se mostra.
— Marcelo, o que você tá...
— Deixa eu terminar. — ele levantou a mão, pedindo calma. — Eu te sigo. Desde o começo. Desde aquela primeira live de jogo, quando você ainda usava moletom e mal aparecia o rosto.
Fiquei paralisada. O sangue parecia ter gelado nas veias.
— Acompanhei cada live. Cada alongamento. Cada vez que você ficava mais ousada, mais solta. Vi quando você começou a usar roupas mais justas, quando usou biquíni pela primeira vez, quando postou aquele vídeo de body transparente.
— Marcelo, pelo amor de Deus...
— Não. Me deixa falar. — a voz dele tremia. — Eu criei um perfil falso. O anônimo. O pauzudo. Fui eu. Todas as mensagens, todas as fotos, todos os vídeos que te mandei. Fui eu.
O mundo parou.
Literalmente parou.
Os sons da casa sumiram. A luz pareceu diminuir. Eu só conseguia olhar para ele, para aquele rosto que eu conhecia há anos, aquele homem que fazia piada nos almoços, que era casado com minha irmã, que eu via como parte da família.
— Você... — minha voz saiu um sussurro. — É você?
— Sou. — os olhos dele estavam marejados. — Eu sei que é errado. Sei que sou casado com sua irmã. Sei que isso é loucura. Mas não consigo mais esconder.
Levantei num pulo. A cadeira rangeu no chão.
— Você é doido? Completamente doido?
— Lena, me escuta...
— Escutar o quê? Que você passou meses mentindo pra mim? Que você me mandou vídeo do seu pau enquanto era casado com minha irmã? Que eu... que eu te respondi, te mandei foto, te chamei de pauzudo, tudo isso sem saber que era você?
— Eu sei. Eu errei. Errei feio.
— Errou? Errou? Você destruiu tudo! Minha irmã, meu cunhado, a família... tudo!
— Ela não precisa saber.
— O quê?
— A Fernanda. Ela não precisa saber. A gente pode...
— Pode o quê? Continuar com essa loucura?
Ele se levantou, deu um passo em minha direção.
— Eu não consigo parar de pensar em você, Lena. Desde que você começou as lives, desde que começou a se mostrar, a ficar mais solta, mais confiante, mais... mais você... eu fiquei doido. Não consigo dormir pensando em você. Não consigo olhar pra Fernanda sem imaginar que era você que eu queria.
— Para! Não fala mais nada!
— É verdade. E você sente também. Eu sei que sente. Todas aquelas mensagens, todas aquelas fotos que você me mandou... você sentiu.
— Foi fantasia. Eu não sabia que era você.
— Mas sentiu. E sente ainda. Olha nos meus olhos e me diz que não sente.
Olhei. E não consegui mentir.
Porque era verdade. Eu sentia. Mesmo depois de tudo, mesmo com toda a raiva, todo o nojo, toda a culpa... eu sentia.
— Marcelo... — a voz falhou.
— Me desculpa. Me desculpa por ter mentido. Me desculpa por ter te colocado nessa situação. Mas não me desculpo por ter te desejado. Porque você é a mulher mais incrível que eu já conheci.
Nesse momento, ouvimos passos no corredor. Fernanda voltando do banheiro.
— A gente não terminou essa conversa — ele sussurrou rápido. — Me encontra depois. Por favor.
Peguei a bolsa, quase corri para a porta. Fernanda apareceu no corredor.
— Lena? Já vai?
— Preciso ir. Depois te explico.
— Mas...
— Depois, Fernanda. Por favor.
Saí sem olhar para trás.
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No carro, as mãos tremiam tanto no volante que tive que parar no acostamento.
— Não... não pode ser...
Ele. Marcelo. Meu cunhado. O marido da minha irmã. O pauzudo que me tirou o sono por meses.
Lembrei de todas as conversas. Todas as noites em que me masturbei vendo os vídeos dele. Todas as vezes que gozei pensando naquele pau enorme. Todas as vezes que fantasiei sobre como seria conhecer aquele homem misterioso.
E agora sabia quem era.
O homem que fazia piada nos almoços de domingo. O homem que segurava minha irmã pela cintura. O homem que eu via como parte da família.
Bati com a mão no volante, frustrada.
— Por que? Por que ele?
O celular vibrou. Mensagem dele.
"Lena, me desculpa. Eu sei que não devia ter falado assim, naquele momento. Mas não aguentava mais esconder."
Não respondi.
Outra mensagem.
"Por favor, não conta pra Fernanda. Ela não merece isso. A gente pode conversar, resolver do nosso jeito."
Do nosso jeito. Que jeito?
Bloqueei o número.
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Naquela noite, contei tudo para Pedro.
Ele estava deitado na cama, lendo alguma coisa no celular. Quando comecei a falar, ele largou o aparelho e me olhou com atenção.
— Marcelo? O marido da sua irmã? Aquele cara gente boa que sempre faz piada nos almoços?
— É.
— E você não sabia?
— Não sabia. Juro por tudo que é mais sagrado, Pedro. Eu não fazia ideia.
Ele ficou em silêncio por um longo tempo. Vi a raiva passar pelos olhos dele, depois a confusão, depois algo que não consegui identificar.
— Isso é muito doido, Lena.
— Eu sei.
— E agora? O que você vai fazer?
— Não sei. Ele pediu pra não contar pra Fernanda. Disse que a gente pode conversar, resolver.
— Resolver como?
— Não sei.
Ele me puxou para perto, me abraçou.
— Você tá bem?
— Não. Tô confusa. Tô com raiva. Tô com nojo. Mas também...
— Também o quê?
— Também sinto algo. Não consigo evitar.
Ele suspirou. — Eu entendo.
— Entende?
— Você passou meses trocando mensagem com ele, se abrindo, sentindo tesão. Isso não some só porque descobriu quem é.
— Você não tá com raiva?
— Tô. Mas de você, não. Dele.
— O que eu faço?
— O que você acha que deve fazer.
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Nos dias seguintes, bloqueei Marcelo em tudo. Número, WhatsApp, Instagram, tudo.
Ele tentou por outros números. Eu ignorei.
"Lena, pelo amor de Deus, me responde uma vez que seja."
"Só me deixa explicar direito, cara a cara."
Apaguei todas sem ler.
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A vida tentou voltar ao normal.
Postei algumas fotos no OnlyFans. Nada muito ousado. Lingerie comum, poses simples. Nada que lembrasse ele ou as coisas que a gente trocava.
Os seguidores notaram a diferença.
"Cadê a Lena ousada?"
"Tá diferente, o que houve?"
"Sente sua falta, volta com os vídeos antigos"
"Essas fotos tão sem graça"
Os números caíram. As doações diminuíram. A renda, que antes subia, começou a despencar.
— Tudo bem? — Pedro perguntou uma noite, me vendo encarar o celular com frustração.
— Não. Os seguidores tão sumindo.
— Você não posta mais como antes.
— Não tô com cabeça pra isso. Toda vez que abro a câmera, lembro dele.
— Vai passar. É uma fase.
— Será? Porque parece que não passa nunca.
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O sexo com Pedro era bom. Sempre foi. Carinhoso, gostoso, confortável.
Mas agora... agora era diferente.
Uma noite, ele me puxou para a cama. Fui carinhoso, lento, do jeito que eu sempre gostei. Eu gemia, mexia, tentava sentir. Mas minha cabeça estava longe.
Ele gozou. Eu fingi.
— Tudo bem? — ele perguntou, percebendo algo estranho no meu gemido vazio.
— Tô só cansada. O dia foi pesado.
— Quer conversar?
— Não. Só dormir.
Deitei de costas para ele e fiquei acordada por horas, olhando para a parede, pensando em tudo que tinha acontecido.
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Na noite seguinte, quando ele dormiu, peguei o vibrador. O maior. O que eu comprava pensando no anônimo.
Deitei na cama, fechei os olhos e tentei. Tentei imaginar qualquer coisa. Qualquer um.
A imagem veio sozinha. O pau dele. Aquele pau enorme.
Senti o tesão subir. Passei o vibrador na boceta, na entrada, enfiei devagar.
Gemi baixinho.
— Não — murmurei. — Não pensa nele. Pensa em qualquer outra coisa.
Mas não adiantava. A imagem estava lá. A cabeça roxa. As veias saltadas. O tamanho. A forma como ele segurava. O jeito que ele gemia nos vídeos.
Gozei. Mas quando o orgasmo passou, veio a culpa. Pesada, esmagadora.
Joguei o vibrador no chão, enterrei o rosto no travesseiro e chorei.
— Por que? — perguntei ao escuro. — Por que ele? Por que não consigo tirar ele da cabeça?
Ninguém respondeu. Só o silêncio e as lágrimas.
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Uma semana se passou. Duas. Três.
Marcelo conseguiu me achar por outro número. Dessa vez, em vez de mensagens curtas, ele mandou um áudio longo. Muito longo.
Fiquei olhando para a tela, o dedo pairando sobre o play. Minha razão dizia para deletar. Meu coração... meu coração queria ouvir.
Apertei play.
A voz dele estava diferente. Triste. Derrotada. Humana. Não era mais o pauzudo provocante, nem o cunhado brincalhão. Era um homem destruído, nu em sua vulnerabilidade.
"Lena, eu sei que você provavelmente vai deletar isso sem ouvir. Sei que mereço. Mas preciso falar. Preciso colocar para fora o que estou sentindo, mesmo que você nunca ouça."
Pausa. Respiração pesada.
"Eu não peço que me perdoe. Não tenho esse direito. Mas peço, pelo amor de Deus, que me encontre uma última vez. Não precisa ser nada. Só uma conversa. Cara a cara. Olho no olho. Pra eu pedir desculpas como mereço, pra eu olhar para você e dizer tudo o que eu sinto, sem máscaras, sem mentiras. Depois disso, se você quiser, eu sumo da sua vida. Nunca mais te procuro. Respeito sua decisão."
Longa pausa. Só a respiração pesada.
"Mas não me deixa ir embora sem isso, Lena. Não me deixa carregar essa culpa para sempre sem pelo menos tentar reparar."
"Tchau, Lena. Cuida de você. E desculpa por tudo. Desculpa mesmo."
O áudio terminou.
Fiquei paralisada, o celular na mão, as lágrimas escorrendo pelo rosto sem que eu percebesse.
Ouvi de novo. E de novo. E de novo.
Cada vez as palavras entravam mais fundo. Cada vez eu sentia mais a dor na voz dele. Cada vez eu me via mais dividida entre a razão e o desejo.
O celular vibrou com uma mensagem de texto, do mesmo número.
"Estou no hotel Internacional quarto 237. Se quiser aparecer, tô aqui. Qualquer hora. Não vou dormir essa noite."
Fiquei olhando para a tela por um longo tempo. O coração batia acelerado, a mente a mil.
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Contei para Pedro na manhã seguinte.
— Ele mandou um áudio. Muito longo. Muito sincero.
— E o que ele disse?
— Disse que quer se encontrar. Uma última vez. Pra pedir desculpas pessoalmente.
— E você? Vai?
— Não sei. Parte de mim quer ir. Parte de mim acha loucura.
— O que você sente?
— Raiva. Muita raiva. Mas também... uma curiosidade. Uma vontade de entender. E uma parte de mim... uma parte pequena, suja, proibida... quer ver ele de novo.
Ele me olhou nos olhos. — Se você for, eu confio em você. Mas tem que ser sincera comigo sobre o que sentir.
— Você não vai ficar com ciúmes?
— Vou. Claro que vou. Mas se isso vai te ajudar a fechar esse ciclo... vai.
— E se eu não voltar?
— Você volta. Você sempre volta para mim.
Beijei ele. — Te amo.
— Te amo também. Vai. Depois me conta.
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Me arrumei com cuidado.
Vesti um moletom cinza, largo, igual aos que eu usava antes de tudo começar. Aquele que escondia tudo, que me fazia invisível. Cabelo preso num coque simples. Óculos no rosto. A menina nerd de volta.
Mas por baixo... por baixo era diferente.
Vesti uma lingerie preta. Extremamente erótica. Renda francesa fina, transparente, que mal cobria os bicos dos seios. A calcinha era fio dental, com tiras laterais que mal seguravam nada, um triângulo minúsculo de renda na frente. Por que fiz isso? Não sabia. Talvez uma defesa. Talvez uma provocação. Talvez só uma forma de me sentir no controle.
Me olhei no espelho e vi a mulher que eu tinha me tornado. A mulher que lutava contra o que sentia, que tentava conciliar a raiva com o desejo, a culpa com o tesão.
— O que você tá fazendo? — perguntei ao meu reflexo.
Silêncio.
Peguei a bolsa e saí.
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O hotel era num bairro central. Subi de elevador, o coração na boca. Cada andar era uma eternidade. Cada segundo um martírio.
Bati na porta. Demorou.
Ele abriu.
Estava diferente. Muito mais magro, o rosto encovado, barba por fazer há dias, olheiras fundas que pareciam buracos. Os olhos vermelhos, inchados de chorar. A camisa amassada, o cabelo desgrenhado. Um homem destruído.
— Lena... — a voz falhou. Era um sussurro rouco. — Você veio.
— Não vim por você. Vim por mim.
— Entra.
Entrei.
A sala era simples, com um sofá velho e uma TV pequena. Caixas de mudança empilhadas num canto, roupas espalhadas, uma bagunça que refletia o estado dele. Ele sentou na ponta do sofá, eu fiquei de pé, de braços cruzados, tentando parecer forte.
— O que você quer, Marcelo?
— Só conversar. Explicar.
— Já explicou no áudio.
— Isso não foi explicação. Foi desabafo.
— E qual é a diferença?
Ele suspirou, passou a mão no rosto, um gesto cansado.
— A diferença é que aqui eu posso ver seus olhos. Ver se você tá mentindo quando disser que não sente nada. Ver se você ainda sente alguma coisa por mim.
— Você não tem o direito de falar sobre o que eu sinto.
— Sei que não. — a voz dele era calma, mas havia uma urgência ali. — Mas eu sinto. E sei que você também sente. Porque se não sentisse, não teria vindo. Não teria ouvido o áudio até o fim. Não estaria aqui agora, olhando para mim desse jeito.
— Não joga isso em mim.
— Não tô jogando. Só tô dizendo o que vejo.
Ficamos em silêncio por um momento. O peso da situação era quase físico, palpável.
— Por que você fez isso? — perguntei, a voz mais baixa, deixando a raiva escorrer. — Por que não veio falar comigo como homem, de verdade, sem máscaras?
— Porque eu tinha medo.
— Medo de quê?
Ele levantou os olhos para mim. Estavam marejados.
— Medo de você me rejeitar. Medo de você olhar para mim e ver só o cunhado, o marido da sua irmã. Medo de perder a única chance de ter você, mesmo que fosse só por mensagem, só por vídeo, só por aqueles momentos em que você era minha, mesmo sem saber.
— Mas me enganou, enganou minha irmã. A confiança, a paz, a família. A Fernanda ainda não sabe, mas você não vale nada.
— E tô pagando por isso todos os dias. Toda noite que deito na cama e olho para ela, sabendo que estou mentindo. Toda manhã que acordo e finjo que está tudo bem. Toda vez que ela me beija e eu penso em você.
— E você acha que isso me faz sentir melhor?
— Não sei. — ele balançou a cabeça. — Queria que sim. Queria que você soubesse que eu tô sofrendo tanto quanto você. Talvez mais.
— Você não tem ideia do que eu tô passando. — minha voz falhou. — Você não tem ideia do que é acordar no meio da noite molhada, pensando no pau do cunhado. Se masturbar com o vibrador imaginando que é ele e chorar depois de gozar. Postar foto leve no OnlyFans e perder seguidor porque não aguento mais ver meu rosto sem lembrar da putaria que a gente trocava.
As lágrimas começaram a escorrer. Não consegui segurar.
— Você destruiu minha paz, Marcelo. Não só o que você tem com a Fernanda. Minha paz. Meu equilíbrio. Minha capacidade de olhar para mim mesma sem sentir culpa.
Ele se levantou, veio até mim. Devagar, dando tempo para eu recuar.
— Me desculpa.
— Desculpa não adianta.
— Eu sei. — a voz dele era um sussurro. — Mas tô falando mesmo assim. Porque é verdade. Me desculpa por tudo. Por ter mentido. Por ter te desejado. Por ter te colocado nessa situação.
Ele levantou a mão, hesitou, depois enxugou uma lágrima do meu rosto.
O toque foi elétrico. Um choque que percorreu meu corpo inteiro.
— Não — eu disse, recuando. Mas minha voz não tinha força. — Não chega perto.
— Por quê?
— Porque se chegar, eu não sei o que vai acontecer.
— E o que você quer que aconteça?
— Não sei. — a voz falhou. — Tô confusa. Tô com raiva. Tô com tesão. Tô com culpa. Tudo junto.
Ele se aproximou mais. Dessa vez, eu não recuei.
— Eu também tô confuso, Lena. Desde que comecei a falar com você, não consigo pensar em mais nada. Não consigo dormir, não consigo comer, não consigo olhar para a Fernanda sem sentir que tô traindo ela de novo, mesmo quando não faço nada.
— Para.
— Por quê? É verdade.
— Porque é errado. Tudo isso é errado. Você é casado com minha irmã. Eu tenho um namorado. A gente não pode.
— Eu sei. — ele suspirou. — Mas o que a gente sente não escolhe.
Ele estava tão perto que eu sentia o cheiro dele. Um cheiro bom, de homem, de desejo, de pecado.
— Não — repeti, sem força.
— Posso te beijar?
— Não devia.
— Mas posso?
Olhei nos olhos dele. Vi a dor. O desejo. A culpa. A vontade. Tudo misturado num olhar que implorava.
— Não sei.
Ele inclinou a cabeça. Devagar. Dando tempo para eu desviar, para eu empurrar, para eu sair correndo.
Não fiz nada.
O beijo veio leve. Quase um roçar de lábios. Uma pergunta silenciosa.
Eu podia ter desviado. Podia ter empurrado. Podia ter ido embora.
Não fiz nada.
O beijo ficou mais firme. A boca dele quente, macia. A língua encontrando a minha.
Minhas mãos subiram para o peito dele. Eu queria empurrar. Mas não conseguia. Elas tremeram, fecharam os dedos no tecido da camisa, puxaram.
— Isso é loucura — murmurei contra a boca dele.
— Loucura total.
— A gente não pode.
— Eu sei.
— Mas tô aqui.
— Eu também.
Beijamos de novo. Dessa vez com mais fome. Com mais urgência. As mãos dele desceram pelas minhas costas, apertaram minha bunda por cima do moletom.
— Isso — ele murmurou. — Queria isso há tanto tempo.
— Não devia.
— Mas quero.
— Eu também.
Ele puxou o moletom, tentando tirar. Eu segurei a mão dele.
— Espera.
— O que foi?
— Tô com medo.
— Medo de quê?
— De mim. Do que vou sentir. Do que vou querer.
Ele me olhou nos olhos. — A gente pode ir devagar. Só o que você quiser. Eu prometo.
— Promete?
— Prometo.
Ele me levou até o quarto. Uma cama simples, lençol amassado, cobertor jogado de lado. Caixas de mudança empilhadas no canto. O quarto de um homem sozinho, destruído, esperando para recomeçar.
Sentamos na beirada da cama.
— Tá nervosa? — ele perguntou.
— Muito. Parece que vou ter um ataque do coração.
— Quer parar?
— Não. — balancei a cabeça. — Mas também não quero continuar.
Ele riu baixinho, um riso triste. — Entendi.
— Você entende o quê?
— Que você tá dividida. Como eu.
— É.
Ficamos em silêncio por um momento. Apenas nossos corações batendo acelerados.
— Posso te tocar? — ele perguntou. — Por cima da roupa. Só isso.
— Pode.
Ele passou a mão devagar pelo meu braço. Subiu até o ombro. Desceu pelas costas. O toque era leve, quase tímido, como se eu fosse quebrar.
— Você é tão linda.
— Não fala isso.
— É verdade. Sempre foi. Desde antes das lives, desde antes de você se mostrar. Você era linda na timidez, linda no canto, linda escondida atrás daquele moletom.
— Marcelo...
— Deixa eu falar. — ele suspirou. — Eu te via nos almoços e pensava: como alguém pode ser tão bonita e não saber? Como alguém pode se esconder tanto tendo tanto para mostrar?
Ele puxou o elástico do meu cabelo. Os fios caíram pelos meus ombros.
— Assim é ainda mais linda.
— Você vai me deixar louca.
— Já tô louco.
Ele beijou meu pescoço. Devagar. Com cuidado. Eu gemi baixinho.
— Isso — ele sussurrou. — Adoro ouvir você.
— Para de falar.
— Não consigo.
Beijou de novo. Dessa vez mais perto da orelha. Arrepios percorreram meu corpo.
— Marcelo...
— Hm?
— Eu não sei se consigo.
— A gente só vai até onde você quiser. Eu juro.
— Promete?
— Prometo.
Ele continuou beijando. Meu pescoço, meus ombros, a linha da mandíbula. As mãos dele percorriam meu corpo por cima do moletom, lentas, respeitosas.
— Posso tirar isso? — ele perguntou, puxando a barra do moletom.
— Não.
— Tá bom.
— É que...
— O quê?
— Por baixo... eu tô diferente.
— Diferente como?
— Mais... ousada.
Os olhos dele brilharam. — Posso ver?
— Não sei.
— Só ver. Prometo que não tiro mais do que você quiser.
Respirei fundo.
— Tá bom.
Puxei o moletom devagar. Tirei pelos ombros, deixando cair no chão.
Fiquei só de lingerie preta na frente dele.
Ele paralisou. Os olhos percorreram meu corpo lentamente, como se estivesse gravando cada detalhe.
— Caralho, Lena.
— Gostou?
— Gostou? — ele repetiu, incrédulo. — Você tá brincando? Você é a mulher mais linda que eu já vi.
— Não exagera.
— Tô falando sério. Essa lingerie... esse corpo... esses peitos... essa cintura... essa bunda...
Ele não conseguiu terminar a frase. Aproximou o rosto, beijou meus seios por cima da renda.
Gemi.
— Isso... assim...
Ele chupou devagar, sentindo a textura, o calor. A renda ficou molhada, marcando ainda mais os bicos.
— Posso? — ele perguntou, puxando a alça.
— Pode.
Ele desceu a alça, libertando um seio. O bico estava duro, rosado, brilhante. Ele olhou, maravilhado.
— Perfeito.
Abaixou a cabeça e chupou. Direto na pele. Quente. Molhado. Gostoso.
— Isso... — gemia. — Isso...
— Tá bom?
— Tá... muito... melhor do que eu imaginava.
Ele alternava entre os seios, chupando, mordiscando de leve. Minhas mãos seguravam a cabeça dele, puxando, guiando, perdidas no prazer.
— Quero você — ele disse.
— Tô aqui.
— Não. Quero dizer... quero te chupar. Ali.
— Lá?
— Posso?
Hesitei.
— Só se você quiser.
— Quero. Mas tô com vergonha.
— Vergonha de quê?
— De você ver. De você olhar.
— Já vi tudo nos vídeos. — a voz dele era doce. — Mas quero ver ao vivo. Quero sentir. Quero provar você de verdade.
— Marcelo...
— Por favor.
Olhei pra ele. O desejo nos olhos. A sinceridade. A vulnerabilidade.
— Tá bom.
---
Ele me deitou na cama. Abriu minhas pernas devagar. A calcinha ainda estava no lugar, minúscula, transparente, mostrando tudo.
— Posso?
— Pode.
Ele puxou a calcinha de lado. Meu corpo ficou exposto. A boceta molhada, os lábios inchados, o clitóris pulsando.
— Linda — ele murmurou. — Tão linda.
Abaixou a cabeça e lambeu.
Gemi alto. A língua dele era quente, macia, precisa. Desenhava círculos no meu clitóris, depois descia, lambia minha entrada, subia de novo. Um ritmo perfeito, como se me conhecesse há anos.
— Isso... assim... não para...
Ele não parou. Chupou com vontade, com fome, com uma técnica que parecia ensaiada. Os dedos dele entraram em mim, encontrando o ritmo da língua.
— Vou gozar — avisei, a voz falhando.
— Goza. Goza na minha boca.
Gozei. Gritei. O corpo inteiro tremendo, as unhas cravando no lençol, os espasmos tomando conta.
Ele continuou chupando até o fim, até eu empurrar a cabeça dele de tão sensível.
Depois, subiu, me beijou. Senti o gosto de mim na boca dele.
— Gostou? — ele perguntou, ofegante.
— Muito. — minha voz era um sussurro. — Muito.
— Agora quero que você me chupe.
— Tô com vergonha.
— Por quê?
— Porque... porque eu nunca fiz isso de verdade. Só nos vídeos. Com você.
— Eu sei. — ele sorriu, um sorriso triste. — E quero que seja eu a primeira. A primeira vez que você chupa um pau de verdade. Ao vivo.
Respirei fundo.
— Tá bom.
---
Ele se levantou, tirou a roupa. A camisa, a calça, a cueca.
O pau apareceu.
Era enorme. Muito maior que nos vídeos. Grosso, comprido, latejando. As veias saltadas, a cabeça roxa e brilhante. Uma obra de arte.
Fiquei olhando, sem conseguir desviar.
— Assusta? — ele perguntou, vendo minha expressão.
— Um pouco.
— A gente vai devagar.
— Tá.
Ajoelhei na frente dele. Mas não conseguia tocar. As mãos tremiam, o coração batia forte.
— Tudo bem — ele disse. — Sem pressa. Pode demorar o tempo que precisar.
— É que... eu não sei por onde começar.
— Pode começar devagar. Só olhando. Tocando se quiser. Sentindo.
Estendi a mão, trêmula. Toquei a ponta dos dedos na pele. Macia. Quente. Pulsando sob meu toque.
— Caralho — murmurei.
— Isso. — a voz dele era um gemido. — Assim.
Passei a mão devagar pela haste. Sentindo cada veia, cada textura. A pele deslizava sob meus dedos, quente, viva. A cabeça era lisa, brilhante, com uma gota de líquido escorrendo. Passei o polegar, sentindo a umidade.
— Você é muito grande.
— É seu. — ele disse. — Se quiser.
— Meu?
— Se quiser.
Olhei pra ele. Os olhos fechados, a respiração pesada, o corpo tenso de prazer. Ele estava entregue. Completamente entregue a mim.
Aproximei o rosto. Senti o cheiro. Forte, macho, viciante. Um cheiro que me fez fechar os olhos e querer mais.
Passei a língua devagar pela cabeça.
O sabor era novo. Salgado. Quente. Diferente de tudo que eu já tinha provado. Viciante.
Ele gemeu.
— Isso... assim...
Lambi de novo. Dessa vez mais tempo. Sentindo a textura, o gosto, o calor. A cabeça pulsou na minha língua.
— Mais — ele pediu. — Por favor. Mais.
Abri a boca e engoli a cabeça.
O gosto se espalhou pela minha língua. Quente, salgado, com um fundo adocicado que me fez querer mais. Chupei devagar, sentindo cada pulsação, cada batida do coração dele naquele pau.
— Isso... — ele gemia. — Isso...
Desci mais um pouco. Não entrava inteiro, era grande demais, mas eu tentava. A mão dele segurou meu cabelo, guiando, mas sem forçar.
— Assim?
— Perfeito. Tá perfeito.
Continuei. Subia e descia, a boca cheia, a saliva escorrendo pelo queixo. Cada descida era mais funda, cada subida mais lenta. Eu explorava cada centímetro com a língua, com os lábios, com a garganta.
— Você chupa como uma deusa.
— Hm hm.
— Tá gostoso?
Balancei a cabeça afirmativamente, a boca ocupada. Estava mais que gostoso. Estava viciante.
Ele puxou meu cabelo, me forçando a olhar para ele.
— Olha pra mim.
Olhei. Os olhos dele estavam vidrados em mim, cheios de desejo e admiração.
— Você é a mulher mais linda do mundo.
Continuei chupando. Mais rápido, mais fundo. Queria sentir ele gozar. Queria sentir aquele momento.
— Vou gozar — ele avisou, a voz falhando.
— Goza.
Ele gozou. Muito. Quente. Grosso. Jorrando na minha língua, na minha garganta. Eu engoli tudo, lambendo, aproveitando cada gota, cada pulsação.
Depois, fiquei ali, ajoelhada, olhando para ele, para aquele pau que ainda pulsava.
— Caralho — ele disse, ofegante. — Você é incrível.
— Gostou?
— Melhor que nos meus sonhos. Muito melhor.
Subi na cama, deitei ao lado dele. Estávamos os dois ofegantes, suados, nus.
— E agora? — perguntei.
— Agora... quero mais.
— Mais?
— Muito mais.
Ele me puxou para perto, me beijou. Dessa vez com calma, com gosto, com carinho.
— Pode chupar de novo?
— Já?
— Tô duro de novo.
Olhei para baixo. Era verdade. O pau dele já estava ereto outra vez, apontando para o teto.
— Como?
— Você me excita demais. Só de olhar para você já fico duro.
— Quer que eu chupe de novo?
— Quero. Mas agora quero que você faça do seu jeito. Sem pressa. Sem vergonha. Do jeito que você sempre imaginou.
— Meu jeito?
— É. Do jeito que você fantasiava quando se masturbava vendo meus vídeos.
Olhei para ele. Depois para o pau.
— Tá bom.
---
Dessa vez, fui mais confiante.
Ajoelhei na frente dele, passei a mão devagar, sentindo o peso, o calor. Aproximei o rosto, lambi a cabeça, sentindo o gosto que já conhecia.
— Isso — ele gemia.
Desci mais. Dessa vez consegui levar mais fundo. Ainda não inteiro, mas quase. Senti a cabeça bater no fundo da minha garganta, e ele gemeu mais alto.
— Caralho, Lena. Assim.
Chupei com vontade. Com ritmo. Com prazer. A mão dele no meu cabelo guiava, mas eu controlava o ritmo, a profundidade, a intensidade.
— Isso... isso...
Parei por um momento. Passei a língua pela haste, descendo até a base. Lambi as bolas, sentindo a textura, o cheiro, o gosto.
— Nossa — ele gemeu.
Voltei para a cabeça. Chupei com força. Com vontade. Queria sentir ele gozar de novo.
— Vou gozar — ele avisou.
— Goza.
Gozou. Mais uma vez. Eu engoli.
Depois, deitei ao lado dele, ofegante.
— Duas vezes — ele disse. — Em menos de meia hora.
— Tô viciada.
— Eu também.
Ele me puxou para perto.
— Mais?
— Quer?
— Quero a noite toda.
— Então vai ter.
Depois de mais uma longa sessão, estávamos deitados, ofegantes, pelados, eu encaixada no colo dele, sentindo o pau roçando na minha entrada. Uma posição perigosa. Provocante.
— Isso vai bombar — ele disse, de repente.
— O quê?
— Essa cena. Você me chupando. A gente junto. Imagina no OnlyFans.
Olhei para ele.
— Você acha?
— Com certeza. Os seguidores tão sentindo falta da Lena ousada. Isso traria tudo de volta.
— Mas eu nunca mostrei meu rosto com alguém.
— Mostra agora. Faz um teste. Só a primeira parte. A gente grava, você posta, vê o que acontece.
— E o Pedro?
— Você não vai transar comigo. Só chupar. Já fez isso a noite toda. Qual a diferença de filmar?
Pensei. Fazia sentido. E a ideia me excitava.
— Tá bom. Vamos.
---
Ele pegou o celular, apoiou em algum lugar, ajustou o foco.
— Pode começar.
Ajoelhei na frente dele de novo. Dessa vez com a câmera filmando. Dessa vez sabendo que milhares de pessoas iam ver.
O tesão triplicou.
Chupei com mais vontade, mais provocação. Olhava para a câmera, mostrava a língua, engolia fundo. Ele gemia, segurava meu cabelo.
— Isso — ele dizia. — Assim. Mostra como você chupa.
Filmei por uns vinte minutos. Depois parei, ofegante.
— Posta — ele disse.
Peguei o celular, editei rápido, postei no OnlyFans. Título: "A volta da Lena ousada."
Em cinco minutos, os comentários começaram a chegar.
"LENA VOLTOU"
"QUE CHUPADA"
"MELHOR DIA"
"QUEM É ESSE SORTUDO"
— Tá vendo? — ele disse. — Bombou.
— Tô vendo.
— Quer comemorar?
Olhei para ele. Para o pau dele. Para os olhos dele.
— Quero.
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Deitei de novo ao lado dele. Ficamos nos beijando, lentos, gostosos. A boca dele quente, a língua macia, as mãos percorrendo meu corpo.
Ele me puxou para cima, me sentou no colo dele. Fiquei montada, as pernas abertas, os joelhos afundando no colchão.
Senti o pau dele roçando na minha entrada. Quente. Duro. Perfeito. Escorreguei um pouco, sentindo a cabeça deslizar nos meus lábios.
— Caralho — murmurei.
— Tá molhada?
— Muito. Escorrendo.
— Posso ver?
Abri as pernas mais um pouco, inclinei o corpo. Ele olhou. A boceta escorrendo, os lábios inchados de tanto tesão, o clitóris pulsando.
— Linda — ele disse. — Tão linda.
Passou o dedo, sentiu a umidade. Depois passou a mão na minha bunda, apertando, admirando.
— Essa bunda... é um pecado.
— Gosta?
— Amo. Desde sempre.
Ele apertou mais, puxou, me puxando para perto. Senti o pau dele deslizar de novo.
— Lena — ele murmurou.
— Hm?
— Deixa eu entrar.
— Não.
— Só um pouquinho.
— Não posso.
— Por quê?
— Prometi para o Pedro. Só chupar. Só isso.
— Mas você quer.
— Quero. Muito. Tô doida. Olha para mim, Marcelo. Olha como eu tô.
Ele olhou. Meu corpo inteiro tremia. Os seios grandes, os bicos duros, a barriga lisa, a bunda enorme empinada, a boceta escorrendo. Eu era a imagem viva do tesão.
— Você é a mulher mais gostosa que já vi.
— E você tem o pau mais gostoso que já vi.
Segurei o pau dele na mão, deslizei a cabeça na minha entrada. Escorregava fácil, de tão molhada que eu estava. A cabeça roçou no clitóris, desceu, entrou um pouquinho.
— Isso é tortura — ele gemeu.
— Sei.
Deslizei de novo. A cabeça entrou mais um pouco. Só a ponta. Senti ele me abrindo, só um milímetro, mas já era suficiente para me deixar louca.
— Caralho — ele gemeu. — Tão apertada.
— Gostou?
— Você sabe que sim.
— Quer mais?
— Quero. Pelo amor de Deus, quero.
— Não pode.
Tirei. Deslizei de novo. Entrou mais um pouco. Dessa vez deu para sentir a pressão, o calor, a promessa do que podia ser.
— Assim você vai me matar.
— É o castigo.
— Castigo?
— Pelo que você fez. Por ter mentido. Por ter me enganado. Por ter me feito desejar você sem saber quem era.
Ele gemeu, os olhos fechados.
— Mereço.
— Então aguenta.
Comecei a rebolar devagar em cima dele. A bunda rebolando, os seios balançando, a cabeça do pau entrando e saindo, entrando e saindo, sempre só a ponta.
— Isso... — ele gemia. — Isso...
— Gosta de ver?
— Amo.
— Gosta de ver essa bunda rebolando em cima de você?
— Amo.
— Gosta de sentir essa boceta na ponta do seu pau?
— Amo. Amo demais.
Continuei. Mais rápido, mais lento, provocando. A cabeça entrava um pouco mais a cada vez. Meu corpo pedia para descer, para enfiar tudo, para sentir ele inteiro.
Olhei para ele, para aquele pau enorme que eu tinha acabado de chupar por horas, que ainda pulsava entre nós, roçando na minha entrada.
— Sabe de uma coisa, Marcelo? — minha voz saiu mais baixa, mais puta do que eu esperava.
— O quê?
— Esse pau é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida.
Ele gemeu.
— Você não tem ideia do que esse pau faz comigo. Desde a primeira vez que vi nos vídeos, eu não conseguia parar de pensar. Me masturbava toda noite imaginando. Comprava vibrador do tamanho, tentando sentir o que seria. Mas não é a mesma coisa. Nada é igual a você.
— Lena...
— Deixa eu falar. — passei a mão no pau dele, sentindo o peso. — Você é tão maior que o Pedro. Tão mais grosso. Quando a cabeça entra, parece que vou explodir. Meu corpo treme só de pensar.
— Você é doida.
— Doida por esse pau. Doida por você.
Ele gemeu mais alto.
— Me desculpa, Fernanda — murmurei, olhando para o teto, como se ela pudesse me ouvir. — Me desculpa, mana. Mas eu não consigo evitar. O pau do teu marido é a coisa mais gostosa que já vi na vida.
— Lena...
— Olha para isso. — segurei o pau dele, mostrando. — Olha o tamanho. A grossura. As veias. A cabeça roxa. Ela não sabe o que tem, Marcelo. Ela reclama que dói, que não aguenta. E eu aqui, doida para sentir ele inteiro.
— Você quer?
— Quero. Muito. Mas não posso.
— Por quê?
— Porque prometi. Mas olha como eu tô. — apontei para minha boceta escorrendo. — Só a cabeça já me deixa assim. Imagina se entrar tudo.
— Vou enlouquecer.
— Eu também.
Comecei a rebolar de novo, a cabeça entrando e saindo.
— Diz uma coisa — falei, a voz provocante.
— O quê?
— Diz que eu sou melhor que ela.
— Você é.
— Diz que você prefere a cunhadinha.
— Prefiro. Muito mais.
— Diz que você quer me comer.
— Quero. Quero te comer a noite toda.
— Diz que você quer enfiar esse pauzão na sua cunhadinha.
— Quero. Pelo amor de Deus, quero.
Continuei rebolando, mais rápido, mais provocante.
— Então pensa. Pensa nisso enquanto eu rebolo. Pensa em mim, sua cunhadinha puta, em cima de você.
— Tô pensando.
— Pensa na Fernanda descobrindo. Pensa na cara dela.
— Lena...
— Pensa no que ela vai sentir quando souber que o marido prefere a irmã mais nova.
Ele gemeu, os olhos fechados.
— Vou gozar — avisei.
— Goza. Goza em cima de mim.
— Isso Isso... Aahh... to gozando... gozando em cima do pauzão do meu cunhado... Ahhhh
Gozei como nunca na vida.
— Delícia Lena, continua que tô quase gozando...
Então parei, beijei sua boca e sai de cima, vi sua cara de desespero.
— Nada disso. Você foi um tremendo de um filha da puta e merece um castigo. Vai ficar hoje assim. Com tesão. Com vontade. Pra você pensar no que fez. Pra você lembrar dessa cena, dessa cunhadinha puta, desse rabo rebolando em você.
— Lena, pelo amor...
— É o castigo.
Desci dele, comecei a me vestir. Ele ficou lá, nu, o pau duro, me olhando com uma mistura de frustração e tesão.
— Você é cruel.
— Você merece.
— Volta amanhã?
— Não sei.
— Volta. Por favor. A gente pode conversar. Só conversar. Ou fazer o que você quiser.
Olhei para ele. O desejo nos olhos. A culpa. A vontade. O medo.
— Vou pensar.
— Pensa nisso também: você é muito melhor que ela. Em tudo.
Sorri, um sorriso malicioso.
— Eu sei.
Saí.
No caminho para casa, meu corpo tremia. De tesão, de culpa, de raiva. Minha boceta ainda pulsava, lembrando aquele momento. A cabeça do pau dele. A promessa. As palavras que eu tinha dito.
— Me desculpa, Fernanda — murmurei no carro, as lágrimas escorrendo. — Me desculpa, mana. Mas o pau dele... o pau dele é tão perfeito.
Eu quase tinha transado com ele. Quase.
Mas não foi.
Ainda.