Moro em uma casa grande, de dois pisos, foi mal planejada, e tivemos muitas pessoas que trabalharam nela, pois fomos fazendo, conforme nosso orçamento permitia. Procuramos seguir cada ampliação com base na obra anterior, mas com materiais diferentes e profissionais diferentes acaba que nem tudo é possível, e fora que passamos por pessoas que não foram legais com a dedicação ao nosso trabalho, desde colocar um cano quebrado na parede, até assentamento de piso com espuma expansiva.
Nosso segundo piso é com porcelanato, e vocês sabem que ele tem um cuidado redobrado para ser posto, pois bem, dois anos de piso colocado e começamos a perceber desníveis, pequenas lascas quebrando, enfim, mais uma vez prejuízo. Conversei com meu marido e concordamos em chamar alguém para avaliar, chamamos 3 pessoas, um conhecido que já havia feito bons trabalhos para nós, uma indicação de amigos e um nome que encontramos no Instagram.
Os dois primeiros vieram, avaliaram e ficaram de passar orçamento posteriormente, até que chegou o dia que marcamos com o rapaz que encontramos no Instagram, uns 15 minutos antes do horário marcado, ouvimos um carro encostar na frente de casa, meu marido foi na janela e viu que de fato era ele, me avisou e desceu para atender, enquanto eu vestia uma bermuda e uma camiseta, pois estava só de cropped e calcinha. Ouvi quando eles subiam as escadas e eu me dirigia para fora do quarto amarrando o cabelo que estava todo amassado, eu realmente não estava bonita, óculos no rosto cabelo por lavar, camisetão seis números maior e bermuda larga e chinelo tipo slider, praticamente um cosplay de “Pereirão”, se é que vocês me entendem. Um dia de casa, zero brilho, zero sensualidade, zero tudo.
Quando sai do quarto, meu marido e ele já estavam quase na porta, ele me olhou sorriu e estendeu a mão:
-”Jonas, tudo bem?” - ele se apresentou.
Não sou mulher de ficar reparando, sou fiel e não costumo ter esses pensamentos, mas naquele momento pensei, “nossa que homem bonito!”, e rapidamente procurei desviar meu olhar , pois percebi que arregalei os olhos. Enfim, ele fez sua avaliação do piso, sem demonstrar interesse em nada além do que ele tinha vindo ver, e disse que entraria em contato para passar o orçamento, e foi o primeiro que recebemos. Esperamos os outros e o dele era o mais alto, decidimos chamar o que já havia trabalhado para nós, pois conhecíamos o seu trabalho e o valor era bom, mas ele só tinha data para dali a 45 dias, íamos esperar, mas por dentro algo me dizia que eu queria ver o Jonas novamente, e eu não sabia o motivo. Foi então que sugeri:
-”E se chamássemos um dos outros dois, não aguento mais esse piso”
Meu marido comentou que não queria chamar o rapaz indicado, pois não confiou nele, e o orçamento do terceiro era o mais alto.
-Valor mais alto, pode ser sinônimo de qualidade! - eu disse
Ele pensou , pensou , pegou o telefone e mandou mensagem, não demorou muito ele me disse:
-O rapaz falou que pode na próxima quarta.
-Perfeito, chama ele então e vamos resolver isso logo- eu falei
Ele escreveu mais algumas coisas no celular e disse:
- Feito, quarta ele está aqui.
Juro que meus sentimentos foram um misto, deu um friozinho na barriga, um calor, e ao mesmo tempo, uma sensação de “tá , o piso tá resolvido”. Mas por quê eu insisti, por que fui impulsiva, por quê eu queria que ele voltasse a minha casa? Definitivamente eu não sei , mas quarta-feira não demoraria a chegar e talvez eu conseguisse pensar nesses motivos.
Passou o final de semana, segunda, terça e finalmente quarta, 08 da manhã e ele chegou, meu marido o atendeu e eu fiquei deitada, mas logo me levantaria, pois o querido começou a largar as ferramentas ali próximo do quarto, e o barulho não me deixaria continuar dormindo. Quando levantei, desamassei um pouco o rosto, coloquei uma roupa, também, nada chamativa, e passei para o banheiro, Jonas nem levantou os olhos, apenas disse :
- “Bom dia dona”, “bom dia” - , eu respondi . Não tiro a razão dele, claramente eu não estava chamando a atenção nem de um morto de fome, mas quando voltei, espichei o olho e vi a aliança dourada na sua mão esquerda, o que me deu um alívio, por certa forma. Ele é casado e não esconde isso de ninguém, com uma aliança daquele tamanho.
Fui aos meus afazeres, trabalhos e afins, mas estranhamente, aquele alívio que senti, não me parecia ser suficiente, eu pensava o tempo todo naquele rapaz que agora fazia sujeira e barulho por dentro da minha casa. Resolvi que iria falar com ele, pra acabar com aquela bobagem logo.
Com a desculpa de ir ver como estavam as coisas no piso, fui até ele. Estava no corredor, abaixado, tirando uma peça do piso, com cuidado para não quebrar, um rapaz moreno, lindo, perto dos seus 30 anos, cabelo alinhado, raspadinho atrás e mais alto em cima a barba por fazer, um corpo em forma, nada de exageros, mas claramente um homem que se cuida, vestia uma calça jeans, levemente surrada, uma camiseta escura com a marca da empresa, e uma bota de serviço. Minha descrição não faz jus ao que senti, ele me olhou de baixo e senti que alguma coisa não tava certa , até que me dei conta, safado , ele tem uma cara de safado, daqueles que despem a gente com os olhos: -”será que ele está me despindo na cabeça dele? Naaaaaaao, não com essa roupa que eu estou!”.
Final do dia , ele foi embora, mas fiquei pensando naquela sensação:
-”Será que ele pensava algo enquanto me olhava? Não, ele é casado! Eu também sou! Mas será que ele olhou pra minha bunda? Capaz, olha o tamanho da aliança dele!” - minha cabeça lutava com ela mesma.
Foi o segundo dia de trabalho, terceiro, no quarto dia eu já estava me sentindo mais tranquila com a presença dele em casa. E cada dia mais, eu o observava, e ele sempre respeitador , até porque eu não dava abertura, e nem ele.
No quinto dia como disse , estava mais à vontade, usando uma blusa mais justa e uma bermuda de academia não muito curta , mas também, não muito comprida , e desfilava normalmente por dentro de casa, em dado momento quando ele fazia o intervalo de almoço, fui até onde ele estava, descansando, para oferecer um pouco de refrigerante, e Jonas estava deitado no chão, sem camisa, com um boné no rosto, fazendo sua camisa de travesseiro, um braço pra cima e a mão esquerda, repousada sobre o meio das suas pernas. Vendo ele assim fiquei alguns segundos o olhando, quase admirando a cena , ele sentindo minha presença tirou o boné do rosto, e se levantou botando a camiseta:
desculpa dona Denise , eu tava descansando um pouco , não esperava que a senhora fosse entrar agora.
- Tudo bem - eu respondi - eu que fui entrando, no teu intervalo, sem fazer barulho , não tinha como saber. Aceita um refri? - perguntei oferecendo um copo a ele.
Aceito sim , muito obrigado. - ele pegou o copo, que eu enchi de refrigerante - se a senhora quiser esperar já pode levar o copo!
Aguardei até que ele acabasse, segurando a camisa na frente do peito.
Vamos só combinar uma coisa- eu disse- deixa pra lá esse negócio de senhora, me faz sentir com 90 anos
Ah desculpa , é uma questão de respeito, mas certamente se vê que a senh.. digo que você não tem 90 anos.
Hum, e quantos anos tu acha que eu tenho?
Olha , não por favor não se ofenda. - Enquanto ele disse isso, me olhou dos pés à cabeça, e aí sim eu senti que ele por um momento, me despia com os olhos- mas eu não diria que tem mais que 34, 35!
Aaaaaah , ganhei meu dia! Tenho 40! - eu comentei.
Sério? Pois a senhora, digo você não aparenta.
Bom , muito obrigada então. - disse isso, dei as costas , e sai enquanto percebi que Jonas fitava minha bunda enquanto eu saia da sala.
Feito, a primeira impressão estava dada , e saber que ele me analisou e seguiu me olhando, me deixou ardendo em calor. Naquele momento , eu soube o porquê, de eu querer que ele fosse à minha casa , porque eu insisti de ser ele , eu estava atraída por aquele homem , sem outros motivos , só estava.
No dia seguinte resolvi dar uma investida um pouco mais ousada, coloquei uma blusa justa como a do dia anterior, mas com um decote mais generoso, e sem nada por baixo, é uma bermuda um pouco mais curta, que mostrava parte da tatuagem que tenho na perna direita. No mesmo horário do intervalo, fui até a sala, olhei pelo canto da parede e lá estava ele, deitado quase do mesmo jeito, e novamente sem camisa. Dali mesmo onde eu estava , o chamei:
- Jonas, quer refrigerante?
- Opa, sim , aceito sim Denise - ele me respondeu , já vestindo a camisa.
Entrei na sala e me deixei ser vista , servi o refri, e enquanto ele tomava, comentou:
- “Bonita tatuagem."
- Ah, gostou? Foi meu marido que fez - respondi levantando a bermuda até quase a virilha para mostrar o desenho
- Aham! gostei muito - Jonas me respondeu - tem mais alguma , ou só essas que a gente consegue ver?
- Tenho uma que não posso mostrar . É mais indiscreta
- Hummm onde fica?
- Não não, essa é íntima, não posso mostrar.
Olhei ele bem nos olhos com um leve sorriso, de canto de boca , peguei o copo e fui me retirando.
Mais tarde naquele mesmo dia eu estava sozinha em casa. Meu marido havia saído, a trabalho e meu filho estava na escola. Eu ouvia Jonas trabalhando na sala , enquanto eu estava no quarto trabalhando, foi então que decidi ir ver o serviço, troquei a blusa por um top branco decotado, e um short, parte de um pijama, em veludo bordô com rendinhas pretas, que deixa a polpa da bunda de fora, e fui “ inocentemente” até a sala.
Fazia muito calor naquele dia, e quando cheguei na sala, Jonas estava sem camisa, trabalhando.
- Tudo bem aí Jonas? Precisando de alguma coisa? - perguntei
- Oh Deny - à essa altura ele esqueceu os protocolos patroa-funcionário e me chamou por apelido - me desculpa, não quis ser invasivo.
- Tudo bem, pode chamar assim - retruquei.
- Desculpe estar assim, se importa?
- Não, fica tranquilo, tá calor hoje mesmo.
- Então, tá tudo certo! Acho que mais uns dois dias de trabalho e eu termino aqui.
Droga , meu tempo estava se esgotando rápido…
- E olha, tenho que dizer que está ficando muito bom o trabalho, tô gostando de ver - disse isso, olhando para o peito dele - quero ver até o final… e novamente dei as costas e fui saindo.
Não demorou muito, ouvi ele bater na porta do meu quarto, atendi e ele estava lá parado me olhando, pingando suor, só de calça, sem camisa, sapato, ou meias, a visão do paraíso, ou do inferno, depende do ponto de vista:
- Posso te ajudar? - Perguntei
- Sim, tá acabando o cimento-cola, acho que vou sair pra buscar mais, se não, hoje não dá mais pra trabalhar.
- Puxa, mas são 2 da tarde, tu ainda tem algumas horas, antes de terminar o dia, e se tu sair agora, até voltar e fazer mais massa, ainda vale a pena?
- É, parece que não, o que tu acha Deny?
- Bom, se quiser ir, tudo bem. Mas amanhã, tu consegue compensar?
- Sim, claro, consigo. Mas, você não tem aí, mais um pouco daquele refri?
- Tenho sim, espera - ao responder me deitei na cama para pegar a garrafa do outro lado, com a bunda virada para a porta, onde ele estava de pé, peguei a garrafa e virei, me deitando de lado, enquanto Jonas me olhava, esfregando a cabeça do pau por cima da calça.
- Ah, lembrei, sabe aquela tatuagem que te disse? - perguntei - então, ela é aqui - baixei a parte de trás do meu short, mostrando a minha calcinha fio dental preta, e a minha nádega direita, onde tenho 3 estrelinhas tatuadas, e rapidamente vesti de novo .
- Hummm achei bonitas, mas não consegui ver bem - disse Jonas, apertando mais ainda o pau - posso ver de novo?
Deitei de bruços pra ele, empinei um pouco a minha bunda e disse :
- pode , mas aproveita pra olhar mais de pertinho pra ver todos os detalhes.
Continua...
