Parte 2 – Domínio.
ESSE CONTO É FICTÍCIO E ENVOLVE TEMAS COMO DOMINAÇÃO E SUBMISSÃO. PODE CONTER CENAS DE MANIPULAÇÃO E DOMINAÇÃO PSICOLÓGICA. SE VOCÊ SE E SENSÍVEL, NÃO CONTINUE A LEITURA. AOS DEMAIS QUE SE INTERESSAREM, BOA LEITURA.
Naquela noite, quando o jantar já estava pronto, eu resolvi tomar banho antes de comer. Avisei a Tomás que ele poderia comer se quisesse e fui para o banheiro. Estava gostoso sentir a água quente caindo em mim, e eu fiquei ali mais do que o necessário. Aleatoriamente, me lembrei de Tomás dizendo “Você é mesmo um bom menino, Rafa”. Aquilo me acendeu de uma maneira que minha única reação foi fechar a água quente e deixar a água fria me esfriar um pouco. Mais calmo, me vesti e saí do banheiro. Fui para a cozinha, e Tomás não estava ali. Por um momento, eu pensei que ele já tinha jantado, mas poucos minutos depois, ele apareceu usando só um short de jogar futebol, a toalha no ombro, terminando de secar os cabelos úmidos.
- Eu quis tomar um banho também. – Falou, entrando na cozinha. Eu me virei para ele e fiquei estático com aquela cena. Ele sorriu de canto, de um jeito que me desarmou, enquanto dizia. – Serve um prato pra mim. Eu vou pendurar minha toalha lá fora e já venho. Tô cheio de fome hoje.
Eu sempre fazia tudo o que Tomás pedia. Não era algo que eu fazia só com ele, mas qualquer pessoa. Contudo, às vezes, quando ele falava num tom de ordem, eu parecia… querer… obedecer. Eu gostava de vê-lo satisfeito comigo. E ele ficou realmente satisfeito quando viu o prato o esperando, o que me encheu de um orgulho estranho. Depois do jantar, nós nos sentamos juntos no sofá para assistir um pouco de TV. Tomás dava uns gemidos estranhos, até que eu perguntei.
- Tudo bem com você?
- Mais ou menos. Meus pés estão me matando. – Respondeu, esticando a perna no ar. Então, quase se deitando no sofá com os pés viradas para mim, disse. - Tu bem que podia me ajudar com isso, né!? Faz uma massagem pra mim aí.
- Tudo bem. – Falei, pegando um de seus pés enormes com as suas mãos. Eu apertei da forma que conseguia, e o ouvia gemer hora ou outra.
- Porra, muito bom. – Disse, visivelmente relaxado. Eu tentava não olhar pra ereção que se formava naquele short fino. – Era tudo que eu precisava depois de uma janta boa daquelas. Aperta um pouco mais aí, debaixo dos dedos.
- Aqui?
- Isso! Caralho, que delícia. Só corre a mão nele todo de leve agora. Hmm, isso. Bom menino. Passa para o outro pé agora.
Ele conduzia como queria que eu massageasse e eu fazia. Eu tive de colocar uma almofada no colo, com a desculpa de ser mais confortável para ele, mas o que eu queria mesmo era esconder uma ereção atrevida que insistia em se formar. Eu agradecia por ele coordenar o que eu fazia porque minha cabeça estava distante, meio incrédula por eu estar excitado por massagear Tomás. O pau dele marcando extremamente duro também não ajudava nada. Ele parecia não ligar. Mesmo com almofadas sobrando no chão, ele não estava nem um pouco preocupado ou envergonhado, querendo esconder aquilo.
- Você tem mãos muito boas. Leves, mas firmes. Muito bom.
- Eu… obrigado. – Falei, só pra morrer o silêncio.
- Você sempre agradece qualquer coisa. Eu gosto disso em você.
- Eu não sei o que dizer a não ser “obrigado”. – Disse, de forma quase irônica, o que o fez rir.
- Pode agradecer. Eu gosto de ouvir você dizendo “obrigado”. Ouça, eu estive pensando. Se você conseguir me fazer passar em cálculo eu vou fazer uma surpresa pra você, o que você acha?
- Surpresa?
- Sim. Uma coisa que eu sei que você vai gostar. – Falou, se levantando. - Mas agora já está ficando tarde e amanhã temos aula cedo. Boa noite.
Eu mal dormi aquela noite. Virava de um lado para o outro pensando no que havia acontecido. Eu não conseguia imaginar o que seria aquela surpresa, e eu me excitava com pensamentos… sujos. Ao mesmo tempo, minha parte racional gritava pra que eu não cruzasse a linha da amizade. Além do mais, poderia ser qualquer coisa. Foi difícil dormir com aquele barulho na mente, e mais difícil ainda acordar. Tomei um banho gelado antes de irmos para a faculdade. Tomás agia normalmente, conversando e rindo. Na sala de aula, nos sentamos no mesmo lugar de sempre.
- Bom dia, Rafa. – Disse Vini, que já havia chegado. – Bom dia, Tomás. Você está melhor?
- Estou sim. Até chegamos a voltar para a faculdade ontem. – Respondeu Tomás. Eu fiquei meio confuso com aquilo. Não me lembrava de Tomás estar mal. Talvez Vini também tenha percebido que ele estava diferente ontem. Tomás continuou, simpático - Eu tentei te ligar, mas você não atendeu.
- Eu não vi nenhuma chamada. – Respondeu Vini. Então, se virando para mim, perguntou. – Você pode me ajudar hoje? Eu realmente estou precisando.
- Claro. Posso sim. – Respondi, imediatamente. – Vamos para a biblioteca depois da aula. Você pode vir também, Tomás.
- Tudo bem. Eu vou com vocês.
Nós estudamos depois da aula e ambos tiveram progresso. Tomás quase não dizia nada. Vini fazia muitas perguntas e a expressão de Tomás para ele era sempre de algo como desprezo. Só no carro ele voltou a conversar normalmente. Assim foi também o dia seguinte, anterior à prova, que foi na quinta feira de manhã. À tarde, as notas já haviam sido lançadas e Tomás ficou quase eufórico por ter passado. Eu estava feliz por ele e por Vini, que também havia sido aprovado. Tomás me deixou em casa e saiu novamente. Eu suava frio quando pensava se ele havia falado sério sobre uma surpresa. Acabei me convencendo que aquilo era alguma brincadeira e nem pensei mais nisso. Eu estava cansado e acabei dormindo. Acordei com Tomás batendo na porta do meu quarto.
- Eu tava dormindo, foi mal. – Disse, abrindo a porta.
- Tudo bem. Você se lembra que eu disse que faria uma surpresa? Então, hoje o jantar é por minha conta. E eu tenho uma coisinha para você. Toma um banho e vá lá pra fora, eu já acendi a churrasqueira.
Eu tomei um banho e sai para o quintal. Tomás tinha comprado muita cerveja também, e não deixava meu copo esvaziar. A noite foi boa, conversamos e rimos muito, até resolvermos entrar. Eu estava meio alto de bebida e tentava me policiar. Nós nos sentamos no sofá e eu nem reparei quando comecei a massagear seus pés. Eu só voltei a realidade quando o ouvi dizer.
- Veja, eu comprei isso para você. Ingresso pra festa da república da rua debaixo amanhã.
- Ah, sim. Eu queria mesmo ir. Obrigado.
- Por nada. Você é um bom menino, está merecendo. Agora, muda pra o outro pé, sim!?
Eu fazia como ele mandava. Alternava entre a consciência e alguns clarões. As vezes eu o via excitado, e tirava rapidamente os olhos dali para não salivar. Tomás fez ou outra mexia no pau, e eu não sabia se ele queria chamar minha atenção ou só arrumar para ficar mais confortável.
- Você é mais resistente que eu imaginava. – Falou, arrastado. – Não tem nada que você queria fazer?
- Eu… eu acho melhor ir para a cama. Boa noite, Tomás. – Disse, num lampejo de consciência, me levantando e saindo.
No outro dia fomos normalmente para a faculdade. O dia passou demorado e, à noite, fomos juntos para a festa. Eu bebi novamente, mas me controlei mais dessa vez. Estava afastado de Tomás, e ele também não se aproximou muito de mim. Estava com uma menina, dançavam juntos e se beijavam. Um rapaz alto, bem bonito, chegou perto de mim, e começamos a conversar. O papo estava bom, começamos a nos beijar e ele me chamou para irmos para a casa dele. Eu concordei e fui avisar Tomás que não voltaria para casa com ele.
- Tomás. Eu vou pra casa com aquele cara ali, tudo bem? – Disse, chegando bem perto dele.
- Não. – Respondeu, seco. – Você tem que ir pra casa fazer o meu jantar. Eu já estava mesmo indo te chamar para ir embora.
- Tem algumas coisas na geladeira. Você consegue se virar. Eu já aceitei ir com ele.
- Nah, eu não gosto de comida improvisada. Quero jantar de verdade. Vá lá e diga a ele que você não vai poder hoje, marque outro dia. Eu estou te esperando.
Eu não sei por que, mas eu sentia algo maior que eu, que me dizia para obedecê-lo. Eu fui até o cara que estava ficando, me desculpei dizendo que precisava ir embora e trocamos telefone. Em casa, o mesmo ritual: fiz o jantar, servi para nós dois e fomos para a sala. No sofá, ele pediu novamente que eu fizesse massagem em seu pé e eu fiz sem discutir. Ele se mexia muito, até que disse.
- Está um pouco desconfortável para mim.
- Você quer que eu mude de posição?
- Seria ótimo. Vai ser mais confortável se eu me sentar. Tome, se ajoelhe no chão. – Disse, em entregando uma almofada.
Não era bem o que eu estava pensando, mas tudo bem. Eu estava mesmo excitado e, assim, seria mais fácil esconder. Quando olhei pra ele, já ajoelhado, vi seus olhos brilharem e um sorriso de vitória, quase sádico em seus lábios. Eu comecei a apertar seu pé conforme ele orientava e o escutava gemer.
- Porra, que delícia. Suas mãos… incríveis.
- Obrigado. – Disse, o que fez seu sorriso aumentar ainda mais.
- É a verdade. Agora, corre a mão bem leve em toda a extensão. Hmmm, isso. Bom menino. – Falou, relaxado. Então, abrindo os olhos, me fitou e perguntou, num sussurro. – Você gosta, né? De agradar aos outros? De me agradar?
- Eu…!?
- Sim. Você. Você se desdobrou em mil pra explicar as coisas pro Vinícius. Eu até duvidei se ele tinha ensino médio, mas você insistiu. Você sente prazer nisso, não sente!?
- Eu… gosto de ajudar.
- Não. Não estou falando sobre ajudar. Estou falando sobre… gostar… de agradar os outros. Quer dizer, você é um bom menino, não é mesmo?
- Sim. – Disse baixo, quase hipnotizado, o que o fez rir.
- Muito bem. Eu sei que é. Sabe, eu achava que você não demoraria a querer me agradar mais. Mas você nunca busca isso e eu tô cansado de esperar.
- Esperar? O que você está falando?
- Você sabe. Eu sei que sabe. – Me olhou do alto. – Você é desesperado para me agradar. Lamberia o chão se eu mandasse. Mas ainda assim não dá o braço a torcer e pede para ser minha fêmea.
- O que é isso, Tomás? – Falei, meio chocado. Mas meu pau pulsou de tesão na cueca.
- Encare os fatos. Você faz tudo que eu mando. Coloca até comida no meu prato. Você veio igual um cachorrinho me pedir pra ir com outro embora, buscando minha aprovação. E não fez quando eu mandei não fazer. Quer dizer, até sua mente já sabe. Seu subconsciente já entendeu. Você quem resiste.
- Essa conversa… está indo longe demais. – Falei, tentando me levantar. Mas sua voz ecoou como um trovão, me paralisando enquanto ele dizia.
- Eu não mandei você se levantar. Seu lugar e aí: de joelhos, aos meus pés.
- Para com isso, Tomás.
- Parar? Por que eu faria isso? Nós dois queremos. Veja, você não gosta de me agradar? Não quer me deixar satisfeito com você? Diga a verdade.
- Eu… não. Não sei. Por favor, Tomás.
- Não? Não gosta? – Falou, dando uma gargalhada. Então, colocando o pé bem perto do meu rosto, disse, com a voz de comando. – Você não quer ser um bom menino?
- Eu… quero. – Confessei, abaixando os olhos para o chão enquanto sentia todo meu controle se esvair.
- Um bom menino tem que obedecer o alfa. E você sabe que o alfa aqui sou eu, não sabe? – Disse ele, com a voz sedutora. Eu balancei a cabeça que sim, submisso, e ele sorriu, orgulhoso. – Então você quer me deixar feliz, não quer?
- Sim. - Eu estava rendido no meu tesão e no desespero que eu sentia em agradá-lo. Sua voz veio fria como aço.
- Prove que quer, então. Beije meus pés.
E eu beijei. Beijei como se minha vida dependesse daquilo. Eu estava descontrolado em mim, nunca tinha sentido isso, meu corpo nunca esteve tão quente e eu sentia que poderia gozar a qualquer momento. Seus pés eram macios, quentes, as pernas acima cobertas de pelos. Eu quase explodi de tesão quando ele se inclinou para frente e passou a mão nos meus cabelos, dizendo.
- Bom menino. Adore meus pés. Me trate como o rei que eu sou.
E aquilo me levava a loucura. Tomás nunca era arrogante naquele ponto, mas naquele momento, a confiança com que ele falava, o jeito autoritário e beirando ao narcisismo, tudo aquilo estava muito excitante para mim. De repente, ele afastou os pés de mim. Quando eu abri os olhos, seu rosto estava a centímetros do meu e os nós dos seus dedos estavam prestes a me tocar.
- Sua pele é lisa e macia. – Disse, a voz baixa, me acariciando a bochecha. – Quase delicada demais. Aposto que nunca levou um tapa nessa carinha. Me diga: alguém já a sujou toda de porra?
- Não. Eu nunca… ninguém. – Confessei. Seus olhos brilharam enquanto ele dizia.
- Ninguém? Você só pode estar de brincadeira. Hoje é meu dia de sorte então. Eu vou ter o prazer de tirar essa inocência que você carrega.
- Eu acho melhor a gente parar. – Pedi, com o último fio de consciência que eu consegui agarrar.
- Você quem sabe. Mas se você é um bom menino, e eu sei que você é, você só está preocupado em me deixar feliz. E eu, Rafael, só estarei feliz enfiando meu pau em você enquanto piso nessa carinha inocente que você tem. Só vou ficar feliz quando eu macular sua pele fina com todo o leite que tem no meu saco. – Foi dizendo, a cada palavra se aproximando mais de mim. Quando já estava com a boca colada ao meu ouvido, sussurrou. – E é muito leite.
- Eu… - Tentei dizer alguma coisa, mas a voz quase não saiu. E Tomás apenas ignorou. Raspando a barba no meu pescoço, rosnou.
- E então, o que você quer? Ir para o seu quarto ou deixar seu alfa tomar conta de você?
- Eu… quero… ficar. – Sibilei, num sussurro. Seus dentes então se cravaram em meu pescoço, me deixando mole. Ele me soltou, segurou meus cabelos e puxou levemente para trás, me fazendo encará-lo.
- Eu sei que você quer. Mas, veja, eu esperei muito até você admitir isso e eu não acho certo. Você não acha que deve se desculpar?
- Me… desculpe. – Falei, afobado, sem desviar os olhos dos olhos dele.
- Bem, eu posso te desculpar, mas tem uma condição. Eu jurei a mim mesmo que, quando você caísse em si, você imploraria pra que eu te usasse pro meu prazer, como tem de ser. Porque só assim, Rafa, você vai sentir prazer de verdade: me dando prazer. É isso o que você quer, não é? É disso que você precisa pra se satisfazer, não é? Servir a um homem!?
- Sim, Tomás. É disso que eu preciso para me satisfazer. – Falei, urgente. Algo que parecia ter vindo da minha alma. Ninguém nunca me leu como ele, nem eu mesmo. E, a cada segundo, a cada palavra que ele falava… ele tinha razão em tudo.
- Bom menino! – Disse ele, acariciando meu queixo. Esse já era o melhor elogio do mundo pra mim, e eu sorria sempre que ele falava. Então, me dando dois tapinhas leves, com os olhos escuros de tesão e… posse… rosnou. – Agora implore. Me convença a te fazer meu. Implore pra que eu faça de você minha fêmea.