Corpos, Desejos e Silêncio... Historias que Nunca Ousamos Dizer. Capítulo 28 — O Verdadeiro Show — Parte 2

Um conto erótico de Bernardo
Categoria: Gay
Contém 5776 palavras
Data: 22/02/2026 00:15:50

O som do Baile da Gaiola ainda reverberava nos meus ossos, mas o mundo ao meu redor pareceu entrar em câmera lenta quando aquela voz cortou o som ambiente da tenda VIP. Eu congelei. Lucas, ao meu lado, ficou estático com o copo de uísque a meio caminho da boca. Quando girei nos calcanhares, o choque foi físico.

​Lá estava ela: Daniela. Uma aluna do novo colégio onde eu e Lucas lecionávamos. Ela sorria, um sorriso que misturava a surpresa genuína de encontrar os mestres em um território tão improvável com uma pitada de malícia de quem agora detinha um segredo compartilhado.

​— Professor? Você por aqui? — ela repetiu, aproximando-se com a confiança de quem conhece cada centímetro daquelas ruas.

​Eu tentei recuperar a postura, mas estar sem camisa, suado e com o braço de Arthuro possessivamente na minha cintura não facilitava a minha autoridade pedagógica. Lucas, mais rápido, forçou um riso.

— Daniela! Que coincidência, hein? Viemos conhecer a fama do baile.

​— Ah, relaxa, fessores! — ela riu, batendo no ombro de Lucas.

— Aqui a gente vê de tudo. Eu moro aqui perto, vim comemorar com o pessoal. Mas ó, o clima aqui na tenda tá ficando pesado, né? Daqui a uma hora a gente vai para um after. Um clube fechado, só para convidados. Se vocês quiserem, eu coloco o nome de vocês na lista.

Olhei para Lucas, buscando um sinal de vamos fugir, mas ele parecia intrigado.

— Aonde vai ser esse after? Como é o esquema? — Lucas perguntou, a voz vibrando com a curiosidade de quem não queria que a noite acabasse.

​— É ali depois da Igreja da Penha. Tem um clube, é bem mais tranquilo que aqui, mas a galera é... bem liberal. Vocês vão gostar.

​Daniela apontou para Arthuro, cujos olhos escaneavam a menina com uma mistura de tédio e prontidão.

— E o nome dele?

​— Arthur — respondi, omitindo o "o" final para manter a simplicidade.

​— Fechado então. Vou passar o endereço e o telefone para o Lucas. Espero vocês lá, tá, professor Bernardo? Aproveita aí! — Ela piscou e sumiu entre os vapores de narguilé e as figuras armadas que guardavam a entrada da tenda.

​Assim que ela se afastou, virei-me para Lucas, a indignação subindo pela garganta.

— Lucas, você é maluco? É uma aluna!

​— Ah, Bernardo, para com isso. Ela tem 18 anos, é maior de idade. E ela já viu a gente aqui, o estrago está feito. Melhor aproveitar um lugar seguro do que ficar aqui rodeado de fuzil e cara de poucos amigos. Olha em volta.

​Ele tinha razão. O "camarote" era cercado por homens com o rádio no ombro e armas ostensivas. Os caras que nos abordaram antes ainda nos vigiavam de perto. A hospitalidade ali era uma corda bamba.

​— Realmente, não dá para relaxar aqui — admiti, olhando para Arthuro.

— Você também não está confortável, né? Desculpa por te meter nessa.

​Arthuro se aproximou, o calor do seu corpo fundindo-se ao meu.

— Que isso, Bêr? Você me salvou de uma briga feia. — Sem aviso, ele inclinou-se e me deu um beijo na testa, um gesto que transbordava carinho e desejo. Em seguida, ele puxou a camisa preta que Lucas lhe emprestara, jogando-a sobre o ombro.

— Tá quente demais aqui.

​Lucas fez o mesmo, revelando o tronco definido e a pele preta brilhando de suor. Eu não fiquei atrás. Tirei a minha, sentindo o ar viciado bater na pele nua. Éramos três homens sem camisa, os músculos expostos, exalando uma masculinidade crua que atraía olhares de todos os lados da tenda.

​Daniela voltou rapidamente, avisando que o grupo dela já estava partindo para o tal clube.

— É uma galera legal, bem liberal — ela reforçou.

​— O que ela quis dizer com liberal? — cochichei para Lucas enquanto saíamos da área da Gaiola.

​— Ah, Bernardo... liberal é liberal. Tem de tudo, troca de casal, gente se pegando em todo canto. É o paraíso ou o inferno, depende de quem olha — Lucas riu, a voz carregada de uma antecipação erótica.

​Caminhamos pelas ruas de asfalto gasto até onde a moto estava. O silêncio da madrugada era quebrado apenas pelo som distante do baile.

Porra, vocês me colocaram em uma, hein? — Lucas reclamou, rindo.

— Mas tem um problema: o Arthuro veio de moto. Como a gente vai?

​— Vamos os três — Arthuro decidiu, subindo na sua moto. — Não é longe, né?

​— Não — Lucas respondeu, apontando para a silhueta imponente da Igreja da Penha iluminada no topo do morro.

— Fica logo depois da igreja. Eu moro ali perto, em Olaria. Dá para ir, mas nós três somos grandes, Arthuro. Temos muito volume.

​Lucas me deu uma escaneada lenta, de cima a baixo. Com todos nós sem camisa, a percepção do tamanho um do outro era inevitável. Os ombros largos de Arthuro, o peitoral estufado de Lucas e a minha própria altura criavam um impasse físico.

​— Relaxa — Arthuro comandou, ligando o motor que rugiu entre suas pernas. — Eu vou pilotando, o Bernardo vai no meio e você, Lucas, vai atrás. A gente se espreme, mas vai ser rápido.

​Subimos. Primeiro Arthuro, firme no guidão. Depois eu, encaixando-me entre ele e o banco traseiro. Por fim, Lucas montou, colando-se às minhas costas. O espaço era mínimo. Eu estava praticamente no colo de Lucas, sentindo o seu volume, sua coxa contra a minha e o calor do seu peito nu pressionando minhas costas. Na frente, meu peito estava colado às costas de Arthuro, sentindo cada vibração do motor e cada músculo dele se contraindo enquanto ele engatava a marcha.

​— Tá confortável assim, Bernardo? — Lucas sussurrou no meu pescoço, o hálito quente me fazendo arrepiar enquanto suas mãos buscavam apoio na minha cintura, os dedos roçando meu abdômen.

​— Não exatamente... — murmurei, sentindo a ereção de um Lucas pressionar meu corpo através do tecido fino das bermudas.

​— Relaxa, Bêr — Arthuro gritou sobre o ronco da moto, acelerando. — Curte o balanço. A gente já vai chegar.

​A moto arrancou, cortando a noite. O vento batia em nossos peitos nus, mas o calor entre nós três era uma fornalha. Eu estava imprensado entre dois homens potentes, sentindo o suor de Arthuro nas minhas mãos e a respiração pesada de Lucas na minha nuca. Cada curva era um pretexto para nossos corpos se esfregarem, uma dança de pele sobre pele que transformava o trajeto curto em uma tortura poética de alta voltagem. O "after" prometia ser liberal, mas no banco daquela moto, o show já tinha começado.

O trajeto até o clube foi sem dúvida, um dos percursos mais quentes e perturbadores da minha vida. Espremido entre os dois, eu sentia que cada centímetro da minha pele estava em chamas. Se as costas de Arthuro eram uma muralha de músculos firmes e suor que me guiava pela noite, o corpo de Lucas atrás de mim era o combustível da minha ereção.

​Eu não estava apenas sentado no banco da moto; eu estava sentado sobre o colo de Lucas. E a cada solavanco, a cada curva onde Arthuro inclinava a moto, o atrito era inevitável. Eu sentia perfeitamente o volume rígido e impressionante dele pressionando a minha retaguarda. Não era algo discreto; era uma presença bruta, latejante, que denunciava o quanto ele estava excitado com aquela proximidade forçada. A respiração dele, pesada e quente, batia no meu ombro nu, enviando descargas elétricas para o meu baixo ventre. Quando a moto passou por um quebra-molas, meu corpo subiu e desceu, roçando com força total no pau dele. Um gemido baixo ficou preso na minha garganta, e senti as mãos de Lucas apertarem minha cintura com uma força possessiva, os dedos cravando na minha pele.

​— Acho que é aqui, né? — a voz de Arthuro ecoou, cortando a névoa de desejo que me envolvia.

​Ele parou a moto diante de um portão discreto. Eu ainda estava zonzo, o quadril latejando pelo contato. Tentei me ajeitar para descer, mas no movimento de saída, acabei dando uma roçada ainda mais forte no membro de Lucas. Ele soltou um suspiro audível.

​— É ali na frente, naquele portão — Lucas indicou, a voz mais rouca que o normal.

​Ele foi o primeiro a pular da moto, ajeitando a bermuda com um movimento rápido e desconcertado. Desci logo atrás, tentando recompor minha própria ereção que teimava em marcar o tecido. Arthuro desligou a moto e, ao se virar para nós, não segurou o comentário ao ver Lucas tentando "domar" o volume óbvio entre as pernas.

​— Caralho, Lucas... — Arthuro soltou um riso debochado, olhando diretamente para o volume.

— Vocês estavam de pau duro nas minhas costas o tempo todo?

​Fiquei vermelho instantaneamente.

— Desculpa, é que... — tentei começar.

​Lucas, porém, assumiu a situação com uma honestidade brutal.

— Acho que a culpa foi minha, na verdade. É que a gente estava bem apertado ali e... bom, ele apontou para baixo, onde o volume ainda era proeminente sob a bermuda.

Arthuro arregalou os olhos, impressionado.

— Cara, esconde isso, porra! Você tem uma arma no meio das pernas. Se a polícia para a gente, acha que é um fuzil.

​Eu ri, tentando aliviar a tensão.

— É... e eu vim sentado exatamente nisso aí o caminho todo, né?

​— Desculpa, Bernardo — Lucas sorriu, os olhos brilhando com um desejo que ele não fazia mais questão de esconder.

​— Tudo bem, não tem problema — respondi, lançando-lhe um olhar que dizia que eu tinha gostado de cada segundo daquela tortura.

​Aproximamo-nos do portão. Daniela abriu logo após a mensagem de Lucas.

— Vem, gente, entrem! Já está rolando tudo aqui — ela disse, animada.

​Ao cruzarmos o umbral, o cenário mudou. Era um casarão com uma piscina imensa iluminada por luzes. O ambiente era de pura liberdade: aproximadamente umas cinquenta pessoas circulavam, muitas apenas de cueca ou biquínis mínimos. O cheiro de narguilé e álcool flutuava no ar, e a música batia num ritmo envolvente.

​— Podem ficar à vontade, fessores! — Daniela piscou e sumiu na multidão.

​— Cara, olha como o pessoal está — Lucas comentou, já se sentindo em casa.

— Todo mundo de cueca, sem julgamentos. Vamos aproveitar.

​Virei-me para Arthuro, cujos olhos claros escaneavam o lugar com curiosidade.

— Aqui você pode aproveitar melhor, Arthuro. Estamos seguros. Não tem namorado de ninguém para se preocupar.

​— Com certeza! — Lucas exclamou, já se desfazendo dos últimos resquícios de inibição.

— Cheio de mulher gostosa, cara bonito... é o paraíso. Vou buscar umas bebidas para a gente, esperem aí.

Eu e Arthuro sentamos em uma espreguiçadeira. Tiramos os tênis, sentindo a grama e o piso frio sob os pés. Arthuro sentou-se perto das minhas pernas, o corpo exalando o calor da pilotagem.

— O Lucas é uma pessoa bem maneira, né? — ele comentou, olhando se afastar.

​— É sim. Ele é jovem, responsável, muito legal — respondi.

​— E bonito também, né? — Arthuro disparou, me olhando de canto.

— Já rolou algo entre vocês?

​— Nunca aconteceu nada — afirmei, sentindo o peso da pergunta. — A gente se conhece há pouco tempo, trabalhamos juntos.

​— Mas aconteceria? — ele insistiu, a voz carregada de uma provocação que parecia testar meus limites.

​— Acho que não é a intenção de nenhum de nós dois. Por que a pergunta?

​— Porque se acontecer, não tem problema, Bêr. Você tem que aproveitar a noite. Todo mundo aqui está aproveitando.

​Encarei Arthuro. Ele estava me dando permissão? Ou estava apenas tentando aliviar a própria consciência pelo que ainda poderia fazer durantea noite?

— Entendi o que você quis dizer. Mas você tem que aproveitar também, Arthuro.

​— Com essa sua insistência... eu vou aproveitar sim — ele disse, levantando-se.

​Num gesto fluido e carregado de sensualidade, Arthuro tirou o short. Por baixo, ele usava apenas uma cueca box preta que abraçava suas coxas grossas e destacava o volume viril. O abdômen dele, sob a luz azul da piscina, parecia esculpido em mármore. Ele deu um mergulho perfeito, emergindo segundos depois na beira da piscina, jogando o cabelo molhado para trás.

​— Vem, Bêr! — ele chamou, a água escorrendo pelo peito largo.

​— Vou esperar o Lucas chegar com a bebida — respondi, meu olhar grudado na imagem dele.

​Lucas apareceu logo em seguida, equilibrando três copos grandes e uma garrafa de água.

— Aqui, uma água com gás para o sobrevivente, que eu sei que você ia pedir — ele brincou, entregando-me a garrafa.

​— Valeu, eu adoro água com gás — agradeci, sentindo o frescor da garrafa contra minha palma quente.

​Lucas entregou a bebida de Arthuro e sentou-se na espreguiçadeira bem perto de mim, também se desfazendo da bermuda e ficando apenas de cueca. O corpo dele era igualmente impressionante: preto, definido, com uma energia viril que contrastava com a aura mais solar e intensa de Arthuro.

​— Pô, você já entrou, cara? — Lucas gritou para Arthuro na piscina.

​— É, a gente tem que aproveitar! — Arthuro respondeu, dando um gole longo na bebida que Lucas lhe estendera. — Bora brindar!

​— Espera eu digerir tudo isso primeiro — falei, observando os dois.

​Ali, entre o brilho da água e a penumbra do clube, eu estava cercado por dois homens magníficos, ambos em trajes íntimos, ambos exalando um desejo que pairava no ar como eletricidade estática. Os olhares de Lucas sobre mim eram famintos, e os de Arthuro eram desafiadores. A sensualidade da situação era palpável; cada movimento, cada gota de água que escorria pelo peito de Arthuro ou o modo como Lucas cruzava as pernas fortes ao meu lado, parecia um convite para um"verdadeiro show que estava apenas começando.

​Senti que aquela madrugada naquele lugar não seria apenas de diversão, mas de uma exploração profunda dos nossos corpos e desejos, onde ganharia um significado que nenhum de nós esqueceria tão cedo.

Aquele lugar era um refúgio de hedonismo, escondido atrás de muros altos onde a moralidade da Igreja da Penha, lá no topo, não parecia alcançar. O ambiente era carregado de uma névoa de liberdade e vapor de água. Lucas já estava completamente à vontade, desfilando apenas de cueca, seu corpo atlético brilhando sob as luzes de que circundavam a piscina. As nossas coisas estavam juntas abaixo da espreguiçadeira, formando um amontoado de tecidos e camisas descartadas.

​Eu era o único que ainda resistia, permanecendo de bermuda, segurando meu copo de água com gás como se fosse um escudo. Lucas, percebendo minha hesitação, aproximou-se com um sorriso predatório. Ele já havia abandonado qualquer formalidade profissional; ali, ele era apenas o desejo em forma de homem.

​— Caralho, Bernardo, tira esse shorts logo! — ele exclamou, rindo da minha postura defensiva.

​— Não, Lucas... deixa eu aqui na minha — tentei rebater, sentindo o calor subir pelo meu rosto.

​— Tira, cara! Vamos logo, olha ali — ele apontou para a piscina, onde Arthuro já nadava, completamente integrado ao ambiente, exibindo o corpo de forma livre.

— O seu amigo já está à vontade, eu também.

— Deixa de ser careta.

Antes que eu pudesse protestar, Lucas foi mais rápido. Com um movimento ágil e audacioso, ele segurou o cós do meu shorts e o puxou para baixo com uma força que não me deu escolha. Fiquei ali, exposto, vestindo apenas uma cueca cinza-claro, que naquele momento parecia fina demais para esconder o que o meu corpo estava sentindo.

​— Caralho, Lucas! Não era para ter feito isso — murmurei, tentando cobrir o volume que insistia em se destacar no tecido elástico.

​— Agora já era — ele disse, com os olhos descendo sem cerimônia para a minha virilha. Ele deu um passo à frente, sua respiração batendo no meu peito nu.

— Se bem que... agora eu vejo exatamente o que eu queria ver. Você está de pau duro, né, Bernardo? Por isso estava com medo de tirar o shorts.

​— Ah, cara, deixa de bobeira — tentei desviar, mas o sorriso dele era de pura vitória.

​Sem me dar tempo de responder, Lucas deu um mergulho cinematográfico na piscina, juntando-se a Arthuro. Fiquei um tempo sozinho nas espreguiçadeiras, tentando acalmar meu coração. Olhei para o céu estrelado, sentindo a brisa da madrugada secar o suor do meu corpo, enquanto observava os dois homens que dominavam minha mente conversarem de forma animada na parte rasa da piscina.

​Percebi que eles engataram em uma conversa mais íntima, um pouco distante de onde eu estava. Arthuro, com sua natureza "

atacante, logo começou a escanear as pessoas ao redor. Eu via o movimento de sua cabeça, os olhos atentos, até que ele se afastou de Lucas em direção à borda oposta. Uma garota loira, de corpo escultural, vestindo apenas uma lingerie rendada e com o cabelo preso em um coque despojado, começou a falar com ele.

​Lucas voltou para a beira da piscina, apoiando os braços na borda, bem próximo de onde eu estava sentado agora.

— Ele tem um amigão atacante, né? — Lucas comentou, olhando para a direção onde Arthuro já ganhava terreno com a loira.

​— Ah, é o jeito dele — respondi, agora sentado na borda, mergulhando apenas os pés na água morna.

— Ele tem que aproveitar, tem que se divertir. Todos nós somos novos.

Lucas apoiou o queixo entre as minhas coxas, me obrigando a olhar para baixo, para o seu rosto úmido e seus olhos penetrantes. Senti o calor da pele dele contra a minha pele nua. Minha mão, por instinto, repousou no topo da sua cabeça, os dedos se perdendo em seus fios molhados.

— Mas você não sente ciúmes? De ver ele assim com outra pessoa? — ele perguntou, a voz baixa, quase um segredo.

​— Não sinto — menti um pouco, tentando convencer a mim mesmo. — A gente não tem nada sério. Eu gosto dele, e acho que ele sente o mesmo, além da amizade. Mas não quero prender ninguém.

​— O Arthuro é uma pessoa que merece muito viver cada dia dessa vida.

Lucas virou a cabeça para cima para me encarar nos olhos.

— Ele merece muitas coisas boas. Mas você sabe que você pode ser uma coisa boa para ele, não é?

​— É complicado, Lucas. Prefiro que ele aproveite. Eu também estou aproveitando a minha vida.

​Senti uma súbita volúpia, um desejo de me fundir àquela cena. Mergulhei na piscina, sentindo o choque da água contra a pele quente. Emergi bem próximo de Lucas, o peito dele quase colado ao meu. Olhei para o outro lado da piscina e vi o que o Lucas já esperava: Arthuro e a loira estavam em um beijo intenso. Era um beijo tipicamente "Arthur": viril, possessivo, as mãos dele segurando a nuca dela enquanto a puxava para si.

​— É, ele realmente não perde tempo — Lucas riu, a voz carregada de uma sensualidade compartilhada.

​— Não perde mesmo — concordei, sentindo a tensão entre eu e Lucas subir a níveis perigosos sob a superfície da água.

​— Acho que a gente também tem que aproveitar, né, Bernardo? — Lucas sussurrou, aproximando-se ainda mais. Suas mãos subiram para os meus ombros, as palmas quentes contrastando com o frescor da água. — Eu sinto que você ainda está sob efeito dessa noite... Dá para sentir daqui que você ainda está excitado.

​Ele não hesitou. Sob a água, Lucas colou seu quadril ao meu. Senti o volume dele roçar na minha cueca, um atrito elétrico que fez minhas costas arquearem levemente. Ele riu baixo, uma risada sarcástica, e esfregou o próprio pau no meu com uma lentidão torturante.

— Para, Lucas... deixa de ser bobo — falei, embora minhas mãos estivessem apertando os ombros dele com força.

​— Vou pegar mais uma bebida e já volto — ele anunciou, soltando-me repentinamente, deixando um vazio frio no lugar onde seu corpo estava.

Logo pensei: Relaxa, Bernardo. Vamos aproveitar cada momento dessa noite.

Ele saiu da piscina, a cueca molhada delineando perfeitamente seus glúteos firmes e a largura das suas costas, indo em direção ao bar interno. Fiquei ali, boiando naquelas águas, sentindo o peso do desejo e a estranha liberdade daquele lugar. Arthuro estava em seu próprio mundo com a loira, Lucas era uma promessa constante de pecado, e eu estava no centro de tudo, finalizando meu copo e fechando os olhos por um segundo.

​Foi quando a paz foi quebrada. Alguém mergulhou pesado ao meu lado, uma onda de água atingindo meu rosto com força, me fazendo tossir e abrir os olhos bruscamente.

— Que merda! — exclamei, tentando limpar a visão.

​A figura emergiu à minha frente, rindo da minha cara, e o que eu vi me fez perceber que a noite ainda tinha muita coisa pra acontecer.

​A gargalhada ecoou, vibrante e desavergonhada, cortando o som da água que escorria pelo meu rosto. Eu estava ensopado, a visão levemente turva e o humor ácido pronto para disparar um xingamento, quando a figura se materializou na minha frente.

​— Desculpa, desculpa! Foi mal, cara, eu juro que não vi ninguém boiando por aqui — ele disse, estendendo as mãos em um gesto de rendição e se apresentando, mas com um brilho de divertimento nos olhos que me fez travar a língua.

​O homem que emergiu diante de mim era a definição de um magnetismo natural. Ele não tinha o volume massivo de academia, mas possuía um corpo que parecia esculpido à mão, com definições naturais e precisas. Tatuagens de traços finos e escuros serpenteavam por seus braços e peitoral, subindo até a base do pescoço, criando um mapa de tinta sobre a pele bronzeada. A barba era curta e milimetricamente aparada, contornando um maxilar forte, e os cabelos pretos, curtos e cacheados, brilhavam com a água da piscina.

​— Tá tudo bem... — resmunguei, tentando recuperar a dignidade enquanto limpava os olhos.

​Ele riu novamente, uma risada gostosa que mostrava dentes perfeitamente alinhados.

— Foi mal mesmo. Mas vou te dizer... o jeito que você ficou bravo foi bem engraçado.

​— É, imagino — respondi, virando os olhos e apontando para o meu copo boiando — mas você também batizou minha bebida. Olha o estado disso aqui, puro cloro.

​— Putz, estraguei a festa? Eu pego outro para você agora mesmo — ele se ofereceu, aproximando-se mais, diminuindo a distância entre nossos corpos na água.

​— Não precisa. Daqui a pouco eu vou ali no bar e pego — falei, tentando dar as costas, mas ele foi mais rápido e tocou levemente no meu braço.

​— Prazer, eu sou o Murilo. Eu nunca tinha te visto por aqui, e olha que eu conheço quase todo mundo que frequenta esse after.

​— Eu não venho muito para esses lados. Sou o Bernardo.

​— Prazer, Bernardo — ele disse, e sem pedir licença, estendeu a mão. Ao apertá-la, senti a firmeza de seus dedos, mas Murilo não queria apenas um aperto de mão. Ele me puxou para perto, envolvendo-me em um abraço molhado e inesperado. Senti o cheiro de álcool e um perfume cítrico que sobrevivia à água da piscina.

​— Calma aí, cara! Você não precisa me abraçar assim, mal nos conhecemos — ri, sentindo-me levemente tonto com a audácia dele.

​— Foi mal, foi mal! É que eu exagerei um pouco na bebida, sabe? — ele disse, com uma franqueza desarmante, mas sem parecer sarcástico.

— Mentira, eu nunca bebo tanto assim. Esse é o meu normal, eu sou uma pessoa feliz, sou alegre por natureza.

​— Entendi, alegre — brinquei, observando como ele se movia com uma leveza.

​— Tu veio com quem? Tá sozinho nessa imensidão? — ele perguntou, inclinando a cabeça, seus olhos escaneando meu rosto com uma curiosidade faminta.

​— Estou com dois amigos. Eles estão por aí, aproveitando o ambiente.

​— Então você está sozinho, né? — Murilo deu um passo para trás, sentando-se na borda da piscina enquanto eu permanecia na água, de frente para ele. Ele coçou a cabeça, soltando um suspiro honesto.

— Vou falar a real: eu dei aquele mergulho intencional perto de você. Queria chamar sua atenção mesmo.

​Arqueei a sobrancelha, surpreso com a confissão.

— Você é maluco? Quase me afogou para dar um oi ?

​— É que eu vi você conversando com aquele rapaz que foi para o bar... o moreno de cueca. Queria entender se estava rolando algo sério, porque eu já estava de olho em você desde que vocês chegaram.

​— Somos todos amigos — respondi, sentindo um calor diferente subir pelo meu peito.

​Murilo se aproximou novamente, ficando cara a cara comigo na borda.

— Que bom que você não tem dono então — ele murmurou, olhando fixamente para os meus lábios. — A música está alta aqui, né?

​— Nem tanto, estamos bem longe das caixas — retruquei, sentindo o flerte pairar no ar como fumaça.

Ele ignorou minha lógica e se inclinou mais.

— Você tem uma boca linda, Bernardo. Sabia disso?

​— Obrigado — respondi, sentindo o magnetismo dele me puxar.

​— Pra ficar mais bonita ainda... eu só preciso de uma coisa — ele disse, deixando a frase no ar.

​Eu não esperei que ele terminasse. Ousado pela atmosfera liberal do lugar e pela provocação constante daquela noite, eu mesmo tomei a iniciativa e beijei Murilo. No momento em que nossos lábios se selaram, o resto do mundo — Arthuro, Lucas, os segredos; simplesmente desapareceu. O beijo de Murilo era diferente; era explorador, cheio de uma urgência nova. Envolvi seu pescoço com as duas mãos, sentindo a textura do seu cabelo molhado, enquanto ele perdia a mão direita na minha nuca e a esquerda descia com firmeza, apertando minha bunda por baixo da água, me puxando para colar meu corpo ao seu.

​Quando nos separamos, ambos ofegantes, ele sorriu contra meus lábios.

— Além de bonita, sua boca é gostosa demais, Bernardo. Que perigo.

​— Bobo — murmurei, mas logo fui tragado por outro beijo.

​Aquelas costas largas dele, as marcas de tinta na pele e o desejo evidente em seus olhos me faziam sentir a pessoa mais desejada daquele lugar. Era um desejo cru, sem as complicações emocionais que eu tinha com os gêmeos.

​— Bora lá dentro pegar essa bebida? — ele sugeriu, levantando-se.

— Eu faço questão.

​Olhei para o outro lado da piscina. Arthuro estava distraído, rindo e conversando com um novo grupo, a loira ainda por perto. Lucas não estava à vista.

— Beleza. Só preciso encontrar meu amigo que foi pegar bebida antes.

​Murilo saiu da água em um movimento atlético. Ao vê-lo de pé, a descrição física dele se completou: ele era esguio, mas cada músculo era aparente. O abdômen era uma sucessão de gomos definidos, as pernas eram fortes e as tatuagens ganhavam vida com o movimento. Ele não era um rato de academia inchado; era um homem funcional, com um corpo de nadador ou lutador, ágil e esteticamente impecável.

​Ele me estendeu a mão para me ajudar a sair. Tentei me apoiar na borda, mas ele se adiantou.

— Não, deixa que eu te ajudo — ele disse, segurando-me pela cintura e me içando para fora da água como se eu não pesasse nada.

​— Obrigado — agradeci, sentindo o toque possessivo dele.

​Ele já passou o braço pela minha cintura, caminhando colado a mim, quando um grito cortou o ar.

— BERNARDO!

​Era Arthuro. Ele me olhava do outro lado, com uma expressão que misturava curiosidade e um leve alerta.

— Oi, Arthuro! — respondi.

​— Tu vai aonde, cara? — ele perguntou, aproximando-se alguns passos.

​— Eu vou ali... procurar o Lucas e pegar uma bebida. Fica de olho nas nossas coisas aqui, tá bom?

​Arthuro olhou para o Murilo, escaneou o cara de cima a baixo, e depois olhou para mim. Ele soltou um risinho de canto, aquele sorriso de quem sabia que eu também estava jogando o jogo daquela noite, e fez um sinal de joinha.

— Tá bom, vai lá! Se diverte!

​Virei-me novamente para Murilo, que apertou minha cintura de leve, guiando-me em direção ao bar. Eu estava entrando em um novo território, com um homem que eu acabara de conhecer, enquanto o meu passado e o meu presente ficavam para trás, assistindo à minha partida.

Caminhar ao lado de Murilo em direção ao bar era como flutuar em uma corrente de eletricidade estática. O trajeto era curto, mas ele fazia questão de pontuá-lo com pequenos selinhos roubados, toques rápidos de lábios com antecipação. Eu admirava aquela audácia; havia algo de libertador em ser desejado por um estranho de forma tão direta, sem o peso histórico que eu carregava com os gêmeos. O corpo dele, magro e fibroso, roçava no meu a cada passo, e as tatuagens em seu braço pareciam ganhar vida sob a iluminação estroboscópica do clube.

​Ao nos aproximarmos do balcão de madeira escura, avistei Lucas. Ele estava encostado, girando um copo entre os dedos enquanto conversava animadamente com um pequeno grupo. Lucas parecia um deus de ébano sob aquela luz, a pele brilhando, a cueca delineando cada curva de sua coxa poderosa.

​— Lucas! — chamei, aproximando-me com Murilo ainda colado à minha cintura.

​— Oi! Desculpa, Bernardo — ele disse, virando-se com um sorriso que vacilou levemente ao notar a presença ao meu lado.

— Eu me distraí aqui na conversa, você demorou na água.

​— É, deu para perceber — brinquei, sentindo uma pontinha de ironia.

— Lucas, esse aqui é o Murilo. Acabei de conhecer ele na piscina.

​O aperto de mãos entre os dois foi breve e carregado de uma análise mútua. Lucas, com seu olhar clínico de quem conhece a noite, mediu Murilo de cima a baixo. O clima ficou subitamente denso, uma disputa silenciosa de territórios masculinos. Murilo, percebendo a vibração, manteve o sorriso fácil.

​— Prazer, cara. Beleza? — Murilo cumprimentou.

​— Beleza — Lucas respondeu, seco, mas educado.

​— Vou pedir a nossa bebida — Murilo avisou, fechando os olhos por um segundo como se processasse o efeito do álcool.

— Só um minutinho que eu já volto.

​Assim que ele se afastou dois passos em direção ao barman, Lucas se inclinou para mim, a voz baixa e carregada de uma surpresa provocativa.

— De onde saiu esse cara, Bernardo?

​— Ele entrou na piscina com uma desculpa esfarrapada de que tinha me visto e queria falar comigo. Acabou que a gente se beijou ali mesmo na borda — confessei, sentindo um calor no rosto que não era apenas do ambiente.

​— Caramba! Do as costas e isso tudo já acontece? Traição nas minhas costas, é? — Lucas riu, batendo no meu ombro com aquela camaradagem que escondia um desejo latente.

​— Para de graça, Lucas!

​— Não, relaxa. Você e o Arthuro têm mais é que aproveitar mesmo. A noite é uma criança e a gente não sabe o dia de amanhã.

​Coloquei a mão no ombro largo de Lucas, sentindo a firmeza do seu trapézio. Murilo voltou rapidamente equilibrando três copos Eram três doses de uísque, simples e fortes. Sentamos em um canto do balcão, os joelhos se tocando.

​— Então, Bernardo... — Murilo começou, dando um gole longo na bebida — eu não vim sozinho. Estou aqui com uma amiga, ela ficou lá na piscina.

​Ele começou a descrevê-la: loira, corpo escultural, de lingerie. Meus olhos se arregalaram levemente.

— Acho que ela está com o meu amigo agora. Eles estavam quase se fundindo lá do outro lado.

​— Ah, entendi — Murilo riu, sem qualquer sinal de ciúme.

— Na verdade, viemos eu, ela e meu namorado.

​— O quê? — A pergunta saiu automática da minha boca e da de Lucas simultaneamente.

​— É — ele deu de ombros, aproximando o rosto do meu para me dar um beijo rápido no rosto. — Eu tenho um relacionamento aberto. Ele deve estar por aí com alguém também. É tranquilo.

​— Bem moderno isso, né? — Lucas comentou, trocando um olhar significativo comigo.

— Essas relações de hoje em dia são práticas, eu diria.

​— E não tem problema nenhum você ficar com outras pessoas assim? — perguntei, genuinamente curioso.

— É meio estranho para mim, admito.

​— Relaxa, Bernardo. Quando a gente sai, a gente aproveita tudo. Sem cobrança, só prazer. Tem algum problema para você eu ser comprometido?

​Olhei para os olhos negros dele, depois para o corpo tatuado que exalava uma liberdade que eu invejava.

— Acho que o problema seria meu. Para mim está suave.

​Lucas, sentindo que o clima entre nós dois estava esquentando, fez menção de se levantar.

— Vou deixar vocês dois mais à vontade e vou voltar para a piscina. O Arthuro deve estar precisando de um reforço lá.

​Instintivamente, segurei a mão de Lucas, impedindo-o de sair. O contato da minha pele com a dele disparou um gatilho de posse que eu não sabia que tinha.

— Não, Lucas. Pode ficar aqui. Eu até prefiro que você fique aqui comigo.

​Murilo, captando a vibração tripla, lançou um olhar predatório para Lucas.

— É, Lucas, fica aqui. Ele prefere que você fique com ele... — Murilo repetiu minhas palavras, saboreando-as.

Logo Murilo questionou:

— E você Lucas, qual a sua ?

— E eu curto de tudo, cara. Para mim é tranquilo.

Murilo se aproximou de Lucas, mordendo o lábio inferior enquanto seus olhos escaneavam o peitoral definido do meu colega.

— Interessante... porque você também é um gato, sabia?

​Lucas deu um sorriso de canto, mas desviou levemente quando Murilo tentou uma aproximação maior.

— Obrigado, mas você está indo rápido demais, não acha?

​— Para mim não é problema nenhum — eu disse, levantando as mãos em sinal de rendição

— Se quiserem, fiquem à vontade.

​Murilo, encorajado pela minha permissão, foi para cima de Lucas. O clima era de puro desejo; o cheiro de uísque, suor e cloro se misturava à tensão sexual que quase podia ser cortada com uma faca. Mas Lucas tinha seus próprios planos. Antes que Murilo o alcançasse, Lucas me puxou pela cintura com uma força bruta e possessiva, deixando Murilo sem reação.

​— Deixa eu ficar à vontade aqui primeiro — Lucas sussurrou, e então me beijou.

​Foi um beijo avassalador. Lucas usava a língua com uma maestria que me fazia perder o chão. Ele me segurava com as mãos grandes espalmadas nas minhas costas nuas, puxando meu corpo contra o seu de modo que eu sentia cada músculo da sua coxa e a rigidez do seu desejo contra a minha cueca. O beijo parecia durar uma eternidade, um mergulho profundo em uma intimidade que vínhamos ensaiando a noite toda.

​Quando ele se afastou minimamente, meus lábios estavam inchados e minha respiração era um desastre.

— Lucas... — consegui apenas murmurar.

​Murilo assistia a tudo com um sorrisão de quem tinha acabado de ganhar na loteria.

— Eu gosto de amizades assim — ele disse, a voz rouca de excitação.

​Ele não perdeu tempo. Murilo colocou uma mão na minha nuca e a outra na nuca de Lucas, aproximando nossas cabeças. O que se seguiu foi uma confusão deliciosa de lábios, línguas e mãos. Era um beijo triplo, quente e caótico. Eu concentrava minha atenção na boca de Lucas, no gosto de uísque e na textura familiar, mas Murilo se fazia presente, sua língua explorando os cantos, seus dedos tatuados puxando meu cabelo com uma força excitante.

​Era intenso. Era novo. O suor de três corpos se misturava ali no balcão do bar. Eu sentia a mão de Lucas na minha bunda e a de Murilo na minha cintura. O mundo ao redor, o som, as pessoas, a luz, era apenas um ruído distante diante daquela sinergia de corpos.

​Afastei-me devagar, segurando a cintura de Lucas para recuperar o fôlego. Murilo limpou o canto da boca com o polegar, rindo, os olhos brilhando de pura volúpia.

— É disso que eu gosto — ele declarou, olhando para nós dois.

— Eu adoro essas coisas assim, sem roteiro, só pele.

​Olhei para Lucas, que tinha um brilho vitorioso no olhar, e depois para o salão....

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Comentários

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Que loucura. Bernardo parece estar perdido. Se envolvendo com pessoas do trabalho, já foi um diretor agora um estagiário que ele acabou de conhecer. Acho que ele está perdendo a mão da própria vida.

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Talvez ele/eu, só estivesse me/se divertindo.

Controle da vida realmente não tinha tanto, porém nem tudo requer controle.

Próximo capítulo tem surpresas viu...

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