O Corrupto e a esposa Exemplar. Cap. 8 pt 2 - Final

Um conto erótico de Dr.jakyll6
Categoria: Heterossexual
Contém 6756 palavras
Data: 19/02/2026 19:02:17

Sexta-feira, 15h – A Segunda Visita das Meninas

O celular vibrou em cima da mesa e eu peguei, a tela iluminando meu rosto enquanto lia a mensagem da Larissa no grupo "Professora, a gente pode ir aí hoje? Umas 17h? A gente queria conversar", e respondi rápido "Pode vir. Estou em casa", e fiquei pensando no que elas poderiam querer, já que fazia semanas que não vinham e eu sentia falta daquele brilho nos olhos delas, daquela curiosidade misturada com medo que tanto me lembrava de mim mesma alguns meses atrás, quando eu ainda era uma versão mais apagada de quem sou hoje, antes de Valério, antes das descobertas, antes de me permitir sentir tudo sem culpa, antes de entender que o prazer não tem limites quando a gente se entrega de verdade.

Valério ainda dormia no quarto, então deixei ele lá e fui tomar meu banho, a água quente escorrendo pelo corpo enquanto eu pensava na vida, em como tudo tinha mudado desde que ele apareceu, em como eu era antes, cheia de medos e culpas, e em como agora era livre, puta, dona de mim mesma, e lembrei da primeira vez que ele me tocou, do medo que eu senti, da confusão, do tesão que veio junto, e lembrei de como ele foi paciente no começo, me mostrando cada pedaço de mim que eu nunca tinha explorado, e lembrei de como depois ele foi ficando mais dominador, mais dono, mais macho, e como eu amei cada segundo, cada ordem, cada tapa, cada gozada, cada vez que ele me chamava de puta e eu sentia meu corpo responder com mais vontade ainda, e pensei que talvez hoje fosse o dia de apresentar esse mundo para elas, se elas estivessem prontas, se fosse isso que viessem buscar, e também pensei naquele corno do Renato, meu marido, lá fora, trabalhando, sem fazer ideia do que acontecia dentro de casa, sem imaginar que a esposa dele estava prestes a iniciar mais quatro meninas no caminho da putaria, e isso me deu um tesão danado, essa sensação de poder, de segredo, de ter uma vida que ele nunca entenderia.

Me arrumei simples, short rosa de tactel, blusa solta também rosinha, cabelo solto, o crucifixo no pescoço e o morango na barriga aparecendo de vez em quando quando a blusa subia, e fiquei esperando, sentada na poltrona da sala, os pensamentos vagando entre lembranças e expectativas, até que a campainha tocou e eu fui atender, abrindo a porta para encontrar as quatro ali, Clara, Mariana, Beatriz e Larissa, todas com aquele ar de quem carrega um peso mas também com aquele brilho nos olhos de quem descobriu que existe algo mais e não sabe como alcançar.

— Entra, meninas — falei, e elas entraram e sentaram no sofá, ficando em silêncio por um longo minuto enquanto eu sentava na poltrona esperando, sabendo que elas precisavam começar, que eu não podia forçar nada, que o desejo tinha que vir delas.

Larissa falou primeiro como sempre, com aquela voz de quem está acostumada a tomar a frente:

— Professora, a gente não sabe explicar direito. A gente anda se sentindo... diferente.

— Diferente como? — perguntei, mantendo a voz calma, deixando espaço para elas se abrirem.

— É como se tivesse alguma coisa faltando. Algo que a gente não consegue entender. Algo que... que a senhora parece ter.

Olhei para cada uma, Clara mordendo o lábio com as mãos inquietas, Mariana com as mãos no colo e os dedos se mexendo nervosamente, Beatriz inquieta mudando de posição no sofá, Larissa com os olhos marejados mas firmes, e percebi que estavam exatamente como eu estava no começo, perdidas e cheias de vontade sem saber nomear, e isso me tocou de um jeito profundo.

— Vocês sabem o que eu fiz nos últimos meses? — perguntei, e quando elas negaram, comecei a contar, falei sobre o começo, sobre as primeiras descobertas, sobre as primeiras vezes com Valério, falei sobre as festas, sobre as loucuras, sobre como eu tinha me descoberto, falei sobre a liberdade, sobre a falta de vergonha, sobre o prazer sem culpa, sobre como eu aprendi a me entregar sem medo, sobre como cada tapa, cada gozada, cada humilhação me fazia mais completa, e enquanto falava via os olhos delas se arregalando, via a curiosidade crescendo, via o medo se misturando com o desejo, via a identificação em cada rosto.

— Eu era como vocês. Cheia de dúvidas, cheia de medo. Até que resolvi experimentar. E não parei mais.

— Mas a senhora não tem medo? — Clara perguntou, a voz trêmula.

— Tenho. Mas aprendi a sentir medo e ir mesmo assim. Aprendi que o medo faz parte. Que ele não precisa me parar.

Ficamos em silêncio por um momento, o peso das palavras pairando no ar, e eu sabia que estava plantando uma semente que podia florescer ou não, dependia delas.

— O que vocês querem? — perguntei finalmente.

— A gente não sabe — Mariana respondeu, a voz baixa, quase um sussurro.

— Então vamos descobrir. Juntas.

Levantei e fui até o quarto, abri o armário e peguei uma pilha de roupas, lingeries, vestidos curtos, transparências, saltos altos, tudo que eu tinha acumulado nos últimos meses, e levei tudo pra sala.

— Quero que vocês experimentem essas roupas — falei, vendo a hesitação nos olhos delas. — Só experimentar. Não precisa fazer nada. Quero que vocês vejam como é se olhar no espelho de um jeito diferente.

Clara pegou um conjunto de lingerie preta, Mariana escolheu um vestido curto vermelho, Beatriz pegou uma camisola transparente, Larissa escolheu um sutiã de renda e uma calcinha fio dental além de um salto alto, e eu apontei para o quarto:

— Podem trocar ali.

Enquanto esperava, fiquei pensando em como eu me senti na primeira vez que coloquei uma lingerie ousada, a vergonha, o tesão, a descoberta, e queria que elas sentissem o mesmo, queria que elas se vissem com outros olhos, queria que elas descobrissem o poder que tinham nos próprios corpos, e quando voltaram fiquei sem fôlego.

Clara estava na lingerie preta com os seios pequenos mas firmes, a calcinha marcando o quadril, as pernas à mostra, Mariana no vestido vermelho curtíssimo mostrando as coxas, o decote revelando o começo dos peitos, Beatriz na camisola transparente com os peitos grandes aparecendo por baixo do tecido e os biquinhos marcando, Larissa no sutiã de renda e calcinha fio dental com o salto alto alongando as pernas e o corpo moreno à mostra, e eu senti uma onda de tesão percorrer meu corpo, minha boceta molhando na hora.

— Olha pra vocês. Como se sentem? — perguntei, a voz um pouco mais rouca.

— Estranha — Clara disse, mas com um sorriso que mostrava que o estranho era bom.

— Gostosa — Beatriz riu, se olhando no espelho e passando a mão no próprio corpo.

— Diferente — Mariana murmurou, passando a mão no próprio corpo também, mais tímida.

— Puta — Larissa completou, os olhos brilhando, provocando.

— Que isso em Larissa, pelo jeito já sabe muita coisa. Agora sintam. Sintam como é bom ser assim.

Elas começaram a se olhar, a se tocar, a se admirar, Clara passou a mão no próprio corpo sentindo a textura da lingerie, Mariana ajustou o vestido subindo a barra e vendo as coxas, Beatriz rebolou na frente do espelho com a camisola balançando, Larissa provocava com as mãos deslizando pela própria pele e o salto fazendo o corpo ondular, e eu observava com o corpo em chamas, sentindo minha boceta molhando mais e mais, minha respiração acelerando, querendo tocá-las, querendo que elas me tocassem, mas sabendo que precisava esperar, que elas precisavam dar o primeiro passo.

— Isa — Clara chamou —, o que a gente faz agora?

— O que vocês sentem vontade de fazer?

— Não sei.

— Então deixa o corpo responder.

Clara se aproximou de Mariana e passou a mão no braço dela, Mariana tremeu mas não afastou, e eu murmurei baixinho "Isso, assim", enquanto Beatriz e Larissa já estavam mais perto, a ruiva e a rebelde se encarando a poucos centímetros uma da outra.

— O que vocês estão sentindo? — perguntei.

— Vontade — Beatriz respondeu, a voz trêmula.

— Vontade de quê?

— De chegar mais perto.

— Então cheguem.

Clara e Mariana se beijaram, tímido no começo com lábios apenas roçando, depois mais solto, mais quente, a língua de Clara encontrando a de Mariana, enquanto Beatriz e Larissa fizeram o mesmo, a ruiva puxando a rebelde pela cintura e encostando os corpos, e eu assistia excitada, controlando para não pular nelas, querendo ver até onde iriam sozinhas, quando a porta do quarto abriu e Valério apareceu.

Ele estava só de cueca, o corpo largo, o peito peludo, a barba por fazer, e parou na porta olhando a cena, as meninas nuas ou semi-nuas se beijando e se tocando, e eu vi o olhar dele percorrendo cada corpo, cada curva, cada pedaço de pele exposta, e vi o desejo crescendo nele, vi o predador despertando, vi ele se lembrar daquele corno do Renato, meu marido, lá fora, trabalhando, sem ideia do que estava prestes a acontecer.

— Isa... — ele disse, a voz grossa, cheia de tesão.

— Fica. Vai ficar bom.

Ele se aproximou devagar, pisando macio como um felino, e ficou no meio da sala observando, as meninas pararam tímidas mas não se afastaram, e eu vi o medo nos olhos delas, mas também a curiosidade, o tesão começando a brotar.

— Continuem — ele ordenou com a voz firme, e elas obedeceram, voltaram a se beijar, mas agora mais lentas, mais conscientes da presença dele.

Ele foi até Clara primeiro, passou a mão no cabelo dela, puxou pra trás expondo o pescoço, ela tremeu mas não resistiu, e eu vi o medo nos olhos dela, mas também a entrega começando.

— Gosta? — ele perguntou.

— Gosto — ela sussurrou, a voz falhando.

Ele mordeu o pescoço dela de leve e ela gemeu, um gemido baixo, assustado mas gostoso, e depois foi em Mariana, passou a mão na coxa dela subindo devagar até quase tocar, ela arfou com os olhos arregalados de medo e tesão.

— Já sentiu isso antes? — ele perguntou.

— Não — ela respondeu, a voz falhando, os olhos cheios de lágrimas que não caíam.

— Vai sentir agora.

Depois foi em Beatriz, puxou a camisola dela deixando os peitos de fora, inclinou e chupou um biquinho enquanto a mão apertava o outro, ela gemeu alto com a cabeça jogada pra trás, o medo dando lugar ao tesão:

— Isso... isso...

Depois foi em Larissa, puxou a calcinha dela, a mão deslizando, os dedos encontrando a boceta molhada, ela mordeu o lábio com os olhos fechados, o corpo tremendo.

— Tá molhadinha, hein? — ele disse.

— Tô... tô — ela respondeu, a voz saindo entrecortada.

Eu observava com o corpo em chamas, Valério dominando minhas alunas, mostrando a elas o que é ser mulher, mostrando a elas o que é ser dominada por um macho de verdade, e sentia orgulho, tesão, vontade, e ele me olhou e disse "Vem", e eu fui, e ele me beijou ali na frente delas com a língua quente e o gosto de desejo, e depois disse:

— Agora vocês vão aprender tudo.

Ele foi até a cozinha e voltou com uma garrafa de uísque e copos, encheu pra todas e disse:

— Vão beber. Vai soltar vocês.

Elas hesitaram mas beberam, a primeira dose queimou, a segunda desceu mais fácil, a terceira já fez os olhos brilharem, e Clara riu nervosa:

— Tô... tô quente.

— Quente é pouco — Valério disse, servindo mais uma rodada, e eu vi o medo delas diminuindo, o álcool soltando as amarras.

Aos poucos as línguas foram ficando mais soltas e as vergonhas foram embora, e Beatriz chamou com a voz pastosa:

— Isa, como é que a senhora... como é que você aguenta ele? O tamanho dele?

Eu olhei pro Valério que sorriu safado, sabendo que aquela pergunta era a deixa perfeita.

— Vocês querem ver? — perguntei.

Todas assentiram com os olhos brilhando, e Valério baixou a cueca, o pau apareceu enorme, grosso, pulsando, e as meninas prenderam a respiração, o medo voltando mas misturado com um tesão evidente.

— Nossa... — Clara murmurou, os olhos fixos.

— É muito grande — Mariana completou, a voz assustada.

— Isso cabe? — Beatriz perguntou, incrédula.

— Cabe — eu ri — e é bom demais. Dói um pouco no começo, mas depois é só prazer.

Larissa estava vidrada com os olhos fixos no pau dele, o medo dando lugar à curiosidade.

— Posso tocar? — ela pediu.

— Pode.

Ela se aproximou, estendeu a mão e tocou de leve, sentindo o pau pulsar na mão dela, e eu vi o medo se transformar em fascínio:

— É quente...

— Quente e duro — Valério disse. — E vai entrar em vocês todas. Uma por uma.

O medo voltou aos olhos delas, mas também o tesão, e eu sabia que aquele medo era parte do prazer, era o que tornava tudo mais intenso.

Uma a uma, elas foram tocando, sentindo o tamanho, a textura, o calor, e eu murmurava "Isso, isso", vendo a aceitação crescendo.

Valério foi até a mesa e pegou um papelote, colocou um pouco de pó na mesa e fez carreiras:

— Agora vocês vão experimentar isso.

— O que é? — Clara perguntou, o medo de novo.

— Pó. Vai fazer vocês viajarem. Vai tirar o medo de vez.

Elas se entreolharam mas a curiosidade falou mais alto, e Valério ensinou como cheirar e uma a uma foram, Beatriz tossiu:

— Isso... queima...

— Passa. Depois passa.

E passou, e os olhos foram ficando vidrados, as risadas mais soltas, os corpos mais leves, e Clara ria:

— Tô... tô sentindo tudo. Tudo mais forte.

Valério sorriu sabendo que agora elas eram dele, que o medo tinha ido embora, que a entrega seria completa.

Com o álcool e o pó as meninas perderam o pouco de vergonha que ainda tinham e se ajoelharam na frente dele sem ninguém mandar, começaram a tocar, a beijar, a lamber, o pau, as bolas, as coxas, e Valério gemia:

— Isso... isso... assim que eu gosto. Minhas putinhas aprendendo.

— É tão grande — Clara murmurava lambendo a cabecinha.

— Quero chupar — Beatriz disse abrindo a boca.

— Devagar. Com jeito.

Ela chupou aprendendo, sentindo, enquanto as outras assistiam se tocando, Mariana ficou com as bolas, lambeu, chupou, sentiu o peso delas na boca murmurando "Isso, assim, que delícia", e Larissa lambeu as coxas dele subindo e descendo provocando:

— Macho gostoso.

Eu observava sentada no sofá me tocando, minhas alunas adorando meu macho, meu homem sendo venerado, e murmurava "Isso, isso, tudojunto", e o pensamento do Renato, meu corno, longe dali, trabalhando, me dava ainda mais tesão.

Depois de chuparem bastante Valério as colocou no tapete uma por uma, e começou por Clara:

— Deita de costas. Abre as pernas.

Ela obedeceu, o medo ainda nos olhos mas a excitação maior, e ele deitou em cima dela, encostou o pau na boceta dela e perguntou:

— Tá pronta?

— Tô... tô com medo.

— O medo passa. O tesão fica.

E ele enfiou, devagar no começo, e ela gemeu, os olhos arregalados, as mãos apertando o tapete.

— Isso... isso... que pau... — ela gritava, a dor e o prazer se misturando.

— Gosta, putinha?

— Amo... amo... não para...

Ele meteu com força, sem piedade, e ela gozou rápido, o corpo tremendo, e ele não parou, continuou metendo, e ela gozou de novo, e de novo, até que ele tirou e foi para Mariana.

Mariana estava nervosa, tremendo, mas quando ele se aproximou ela abriu as pernas sozinha, e ele enfiou de uma vez, e ela gritou, as lágrimas escorrendo, mas o tesão estava ali, e ela foi se soltando, até gozar também, gemendo alto.

Depois Beatriz, que já estava mais experiente, e quando ele enfiou ela gemeu alto e disse:

— Isso, isso. Mete na ruiva. Mete fundo.

E ele meteu com força, e ela ria e gemia ao mesmo tempo, gozando sem parar.

Depois Larissa, que quando ele enfiou, gemeu alto e disse:

— Isso, macho. Mete na putinha. Mete fundo que eu tô doida.

E ele meteu, e ela gozou gritando, os olhos vidrados de pó e tesão.

E depois eu, e ele me comeu com vontade, me olhando nos olhos, e eu gozei com ele, os dois juntos, enquanto as meninas assistiam, se tocando, aprendendo.

Depois dessa primeira rodada, ele nos colocou de quatro, uma do lado da outra, no tapete, e começou a bater na nossa bunda, uma por uma, com força, as palmas ecoando na sala.

— Isso, isso. Bunda de puta tem que ficar vermelha. Vocês são minhas putas, minhas cadelas, e tem que aprender a sentir dor também.

Nós gemíamos, mas adorávamos, cada tapa um arrepio, cada ardor um tesão, e o medo tinha ido embora completamente, substituído por uma entrega total.

Depois ele foi para o cu. Começou por mim, que já estava acostumada, e enfiou devagar, depois mais forte, e eu gemia, pedia mais.

— Isso, isso. Fode meu cu, macho.

Depois foi Clara, que gemeu alto quando ele enfiou, as mãos apertando o tapete, as lágrimas escorrendo mas o sorriso nos lábios:

— Aaaiinn... que dor... que gostoso... não para...

Depois Mariana, que chorou um pouco, mas não pediu pra parar, foi até o fim e gozou.

Depois Beatriz, que já estava doida e rebolava no pau dele, pedindo mais.

Depois Larissa, que mandou ele meter mais forte, mais fundo, e gozou gritando.

Quando ele terminou de comer o cu de todas, nós estávamos exaustas, mas ele não tinha acabado.

— Agora — ele disse — vocês vão ser minhas cadelas de verdade.

Ele foi até o quarto e voltou com cinco coleiras de couro, e colocou uma em cada uma de nós, eu senti o couro no meu pescoço, aquele aperto gostoso de submissão, e vi as meninas sentindo o mesmo, o medo e o tesão se misturando de novo.

— Isso. Agora vocês são minhas cadelas. Minhas putinhas de coleira. E vão fazer o que eu mandar.

Ele nos fez ficar de quatro no chão e começou a andar pela sala, e nós tínhamos que segui-lo, andando de quatro, as coleiras penduradas, os sininhos que ele tinha colocado tilintando.

— Isso, isso. Que lindas. Minhas cadelinhas.

Ele parou e apontou para o chão.

— Lambe. Lambe o chão.

Nós lambemos. A poeira, o pó, o que tinha. E ele ria.

— Isso, cadelinhas. Lambam tudo. Lambam o chão da casa do corno.

O pensamento do Renato, meu marido, longe dali, sem saber que a esposa e as alunas estavam de quatro lambendo o chão, me deu um tesão absurdo.

Depois ele sentou no sofá e nos chamou.

— Venham. Venham lamber o pau do dono.

Nós fomos, de quatro, e começamos a lamber o pau dele, todas juntas, as línguas se encontrando, se atrapalhando, e ele ria.

— Isso, isso. Lambam o pau do dono. Adorem o pau do dono. Esse pau que vai comer vocês todas as vezes que eu quiser.

Nós lambemos, chupamos, babamos tudo, até que ele gozou na nossa cara, e a porra espirrou em todas nós, nos nossos olhos, na nossa boca, no nosso cabelo.

— Isso, tomem. Tomem a porra do dono. Engulam tudo.

Nós lambemos a porra do rosto umas das outras, e ele observava, satisfeito, com aquele olhar de quem tinha dominado completamente.

Depois ele se levantou e disse:

— Agora quero ver vocês gozando. Todas juntas. E quero ouvir. Quero ouvir vocês falando igual puta favelada. Do jeito que a Isa ensinou. Do jeito que eu gosto.

Nós começamos a nos tocar, a nos lamber, a nos chupar, umas nas outras, e os gemidos foram aumentando, e as palavras foram saindo soltas, como ele mandou.

— Isso... isso... tô gozano... cacete...— Clara gritava, a voz já embargada de tesão.

— Goza, novata. Goza que nem cadela.

— Tô gozano... tô gozano muito... caralho... que delícia...

— A ruiva também... tô gozano... tô gozano igual porca...

— A rebelde... tô gozano... que pau gostoso... que macho pirocudo...

— A fessora... tô gozano junto... tô gozano com minhas putinha...

Nós gozamos todas juntas, os corpos tremendo, os gritos se misturando, as palavras se embaralhando num delírio só, e Valério ria, satisfeito, vendo a putaria que ele tinha criado.

— Isso, isso. Minhas putinhas. Minhas cadelinhas. Minhas vagabundas favoritas.

Nós caímos no tapete, exaustas, suadas, felizes, e eu olhei para elas, para minhas alunas, agora minhas irmãs de putaria, e sorri.

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No dia seguinte – A Orgia na Casa de Isabella

Acordei com o sol entrando pelas frestas da janela, a cabeça pesada, a boca seca, o corpo doendo em lugares que eu nem sabia que existiam. Olhei em volta e vi as meninas espalhadas pelo tapete da sala, todas nuas, todas sujas, todas dormindo com um sorriso bobo no rosto, e fiquei ali deitada, olhando pro teto, os pensamentos vagando entre flashes da noite.

Valério apareceu na porta do quarto, nu, e disse:

— Hoje vai ter mais. Muito mais. Hoje a gente vai fazer uma orgia de verdade. Na sua casa, na minha casa, no jardim, onde der. Vou chamar todo mundo. E vocês vão ser as estrelas. As putinhas da festa.

As meninas foram acordando aos poucos, ouvindo a voz dele, e eu vi o medo misturado com tesão nos olhos delas, aquele mesmo medo da noite anterior, que depois virou entrega.

— Uma orgia? — Clara perguntou, a voz ainda sonolenta.

— Uma orgia. Muita bebida, muito pó, muito pau. E vocês vão servir todos. Todos os machos que vierem.

A tarde foi uma preparação. Banhos, roupas, maquiagem. Eu ajudei elas a se vestirem, escolhi as lingeries mais ousadas, os vestidos mais curtos, os saltos mais altos, e enquanto fazia isso, sentia um orgulho imenso, uma sensação de poder, de estar criando algo, de estar transformando aquelas meninas em mulheres, em putas, em deusas do prazer.

Os convidados começaram a chegar no fim da tarde. O Cabeludo, o Gordo, o Magro, o Careca, o Tatuado, e mais uns dez que eu não conhecia, todos com bebida, todos com pó, todos com aquele olhar faminto.

A música começou, funk pesado, batida suja, e a casa foi enchendo, a sala ficou pequena, os corpos se esbarrando, as mãos se encontrando, e as meninas foram se soltando, bebendo, cheirando, dançando, se misturando.

A noite foi se desenrolando como um sonho líquido, um delírio sem fim. Eu via as meninas sendo tocadas, beijadas, comidas, por um homem, por outro, por dois ao mesmo tempo, e elas iam se entregando, iam aprendendo, iam ficando mais putas a cada gozada.

Em algum momento, a orgia se espalhou pra fora. O jardim do condomínio virou um templo de putaria. Colchões no chão, almofadas, bebida por todo lado, homens e mulheres pelados se misturando, gemidos ecoando na noite.

Clara estava de quatro num colchão, o Cabeludo atrás dela, enquanto o Magro enfiava o pau na boca dela. Ela ria, gemia, babava, os olhos vidrados de pó.

— Isso... isso... dexa eu mamá *glub*... mamá no pau*slwug*... que gostoso hehe...

Mariana tava sentada no colo do Gordo, cavalgando sem parar, os peitos pequenos balançando, e ela chorava de tesão, as lágrimas escorrendo, mas o sorriso nos lábios.

Beatriz tava deitada de costas na grama, o Tatuado e mais um metendo nela ao mesmo tempo, um na boceta, outro na boca, e ela ria, louca, doida, feliz.

Larissa tava montada no Careca, mas tinha mais dois homens nela, um chupando os peitos, outro passando a mão na bunda, e ela mandava em todos, a rebelde dominando a putaria.

Eu tava no meio do jardim, sentada num banco, observando tudo, e de repente Valério veio, me puxou, me jogou num colchão, e começou a me comer ali mesmo, no meio da orgia, no meio da noite, no meio da putaria.

— Isso, Isa — ele dizia, metendo forte. — Olha elas. Olha tuas alunas. Tão todas putinhas.

A noite foi longa, muito longe, um borrão de imagens, sons, cheiros, gostos. Em algum momento, estávamos todas no jardim, as cinco, deitadas nos colchões, enquanto uma fila de homens passava por nós, gozando em cada uma, na nossa cara, nos nossos peitos, na nossa boca.

— Toma... toma porra... — eles diziam.

— Tô tomando... tô tomando tudo... — a gente respondia.

E as meninas falavam, cada vez mais soltas, mais putas, mais faveladas:

— Mamá... mamá no pau...*slugh* quero mamá... — Clara pedia.

— Tô sendo leita .. leitada de porra... Hahah— Beatriz ria.

— Nós é puta novinha... puta ninfetinha... pauzudo filha da putaa— Larissa gritava.

— Tô gozano... tô gozano igual vaca Muu... igual cadela auau... igual porca oinc oinc... — Mariana gemia.

No fim da noite, quando a festa acabou, quando os homens foram embora, quando o sol começou a raiar, ficamos as cinco, deitadas nos colchões do jardim, nuas, sujas, felizes.

— Obrigada, Isa — Clara sussurrou, a voz fraca.

— Obrigada, Isa — as outras repetiram.

— Não agradeçam a mim. Agradeçam a vocês mesmas.

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Domingo, 23h – O Quarto do Bebê

Depois que as meninas foram embora, eu e Valério ficamos sozinhos na casa. A bagunça estava por todo lado, mas a gente nem ligava. Bebemos mais, cheiramos mais. A noite estava quente, o corpo pedia mais.

— Hoje quero o quarto do bebê — falei, a língua já pesada, os olhos vidrados.

Ele riu, me pegou pela mão. Atravessamos o corredor. Abrimos a porta.

O quarto estava perfeito. O berço branco, os móveis claros, os ursinhos na prateleira olhando com seus olhos de botão, as estrelinhas no teto brilhando no escuro.

— Segura aqui — ele mandou, me guiando até o berço.

Me apoiei na borda. Minhas mãos segurando a madeira onde um dia a gente imaginou colocando nosso filho. Minha bunda grande empinada pra ele, as palavras ainda escritas no corpo, o crucifixo balançando, o morango na barriga.

Ele passou a mão na minha bunda, apertou, deu um tapa.

— Bate mais — pedi.

Ele bateu. Minha pele ardeu.

— Isso... isso...

Ele me comeu por trás. Forte. O berço balançando, rangendo com cada estocada. Minha bunda grande batendo na barriga dele. Meus peitões balançando.

— Isso... mete... mete fundo... nesse berço...

— Toma, puta. Toma no berço do corno.

— O corno... o viado... ele nunca vai saber...

— Ele nunca vai saber o que a gente faz aqui.

Ele metia mais forte, mais fundo. Eu gemia, pedia mais, as palavras saindo embaralhadas.

— Tô... tô quase...

— Goza. Goza pra mim.

— Tô gozando... tô gozando, caralho...

Gozei. Gritei. O corpo todo tremendo, as mãos segurando o berço com tanta força que os dedos doeram. E ali, gozando sem parar, sentindo a onda tomar conta, eu mijei.

Sozinha. Sem controle. O xixi quente escorrendo pelas minhas pernas, descendo pelas coxas, pingando no chão, formando uma poça no tapete do quarto do bebê.

— Mijou? — ele riu, incrédulo.

— Mijei... mijei, caralho...

— Isso! Mija! Mija nesse chão! Mija onde ia ter o filho do corno!

— Tô mijando... tô mijando tudo...

Meu corpo continuava tremendo, os espasmos do orgasmo se misturando com o xixi que não parava de sair.

Ele riu, satisfeito. Depois se levantou. Ficou em pé na minha frente, me olhando de cima, toda mijada, toda trêmula, toda sua.

— Agora minha vez.

E mijou em mim.

O xixi quente dele jorrou no meu peito, na minha barriga, na minha cara, nos meus peitos, no meu cabelo. Abri a boca, recebi, tomei tudo. O líquido quente escorrendo, misturando com meu mijo, com minha porra, com meu suor.

— Toma... toma mijo de macho... mistura com teu mijo de cadela...

— Tô tomando... tô tomando tudo...

Quando ele terminou, caí de lado no tapete molhado. Exausta. Molhada. Perdida. Rindo igual doida.

— Isso... isso... tudojunto... hic... slurp...

Ele se ajoelhou na minha frente, segurou meu rosto, meus lábios.

— Você é a puta mais nojenta que eu já tive. Mija no quarto do bebê. Toma mijo na cara. E ainda usa cruz.

Puxou meu crucifixo, lambeu ele, sujo de mijo.

— Que deus deve pensar dessa puta?

— Devi amá... poqê sô a puta mai deplavada dele... hic...

Ele riu. Me puxou pro peito dele.

— Vem. Ainda não terminei.

— Sim meu dono.. hehehe... hic... pauzao... poca... sou porca deplavadaA Despedida

Depois de mais uma rodada, a gente ficou ali, deitado no tapete molhado, exaustos, rindo.

— Isa — ele disse, acendendo um cigarro —, tenho que te falar uma coisa.

— O quê?

— Vou ter que me mudar. Meus negócios tão crescendo, arrumei uma mansão maior, mais afastada. Fica uns 200 quilômetros daqui.

Meu coração gelou.

— O quê? Mas... e a gente?

— A gente continua. Se você quiser. Mas vai ter que ser lá. Não vou poder mais vir aqui.

Sentei no chão, o corpo dolorido.

— E o Renato?

Ele riu, aquele riso de canto.

— Antes de ir, queria me vingar dele de verdade. Mostrar tudo. Jogar na cara. A reunião do condomínio, a humilhação que ele me fez passar. Queria ver a cara dele quando soubesse que a mulher dele era minha puta.

Fiquei em silêncio, pensando. Lembrei do Renato, do casamento, dos planos, do quarto do bebê. Lembrei de como ele me olhava, de como ele me amava. Lembrei também de como eu me sentia sufocada, de como ele nunca me via de verdade. Em um último suspiro a esposa surgiu.

— Não — eu disse, a voz saindo firme.

— Como não?

Levantei do chão, cambaleando, o corpo reclamando. Fui até ele de joelhos, me arrastei na frente dele, segurei o rosto dele com as duas mãos.

— Não faz isso, Valério. Não precisa se vingar. Ele já perdeu. Ele já perdeu tudo. A mulher dele tá aqui, de joelhos, implorando pra ir com você.

Ele me olhou, surpreso.

— Você quer ir comigo?

— Quero. Quero muito. Quero sair dessa vida, dessa casa, desse casamento. Quero ser sua puta pra sempre. Na sua mansão, no seu mundo. Leva eu.

Ele ficou em silêncio por um longo minuto, os olhos nos meus olhos.

— Tem certeza?

— Tenho. Mais certeza do que tive de qualquer coisa na vida.

Ele sorriu, me puxou pro colo dele.

— Então vamo.

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A gente se arrumou no escuro, sem fazer barulho. Juntou minhas coisas, minhas roupas, meus documentos, minhas lingeries. Deixei a casa toda bagunçada, do jeito que tava. As garrafas vazias, o pó na mesa, os lençóis no chão, o cheiro de sexo no ar. Tudo do jeito que ele ia encontrar.

Peguei o papel e a caneta, sentada na ponta da cama bagunçada, o cheiro de sexo ainda impregnado no ar, as marcas da noite no meu corpo, o crucifixo no pescoço, o morango na barriga. Olhei em volta, vi a bagunça, as garrafas, o pó na mesa, os lençóis amassados no chão. E vi também as fotos do nosso casamento, ainda na parede, eu de branco, ele de terno, sorrindo, inocentes.

Respirei fundo e comecei a escrever.

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Renato,

Se você está lendo isso, é porque eu já fui embora. E antes que você pense qualquer coisa, quero que saiba: não foi por raiva, não foi por ódio, não foi porque você fez algo errado. Foi por mim. Porque eu precisei descobrir quem eu sou, mesmo que isso significasse destruir tudo que a gente construiu.

Lembra quando a gente se conheceu? Eu era tão diferente. Tão certinha, tão dentro dos padrões, tão preocupada em ser a esposa perfeita, a professora exemplar, a mulher que todo mundo esperava que eu fosse. E por muito tempo eu consegui. Eu realmente acreditei que aquela era eu.

Mas tinha uma coisa dentro de mim que não calava. Uma voz que sussurrava que existia mais, que eu podia ser mais, que eu podia sentir mais. E eu passei anos abafando essa voz, anos colocando panos quentes, anos me convencendo de que a vida era aquilo mesmo.

Até que ele apareceu.

Valério não me apresentou um mundo novo. Ele só me mostrou o que já estava dentro de mim, esperando pra sair. Me mostrou que eu podia sentir prazer sem culpa, que eu podia me entregar sem medo, que eu podia ser puta, santa, cadela, rainha, tudo junto e misturado. E que isso não me fazia menos mulher. Me fazia mais completa.

Eu sei que você nunca vai entender isso. E tudo bem. Não escrevo essa carta pra pedir entendimento. Escrevo pra pedir desculpas. Pelas mentiras, pelas noites em claro, pelo vazio que eu deixei. Pelo quarto do bebê que a gente nunca usou, pelas flores que você plantou no jardim, pelos planos que a gente fez e que eu destruí.

Mas também escrevo pra dizer que eu não podia mais ficar.

Não era você. Era eu. Eu precisava voar, mesmo que isso significasse cair. E eu caí, Renato. Caí fundo. Me sujei, me perdi, me encontrei. Me transformei em alguém que você não reconheceria.

Olha só no que eu me tornei: tatuada, puta, livre. Meu corpo é meu templo, minhas tatuagens são minhas orações, meu prazer é minha religião. Eu sou a mulher que eu sempre quis ser, mesmo que essa mulher não tenha espaço no mundo que a gente construiu junto.

Mas saiba de uma coisa: em algum lugar, bem fundo, existe um pedaço de mim que ainda ama você. Não do jeito que você precisa, não do jeito que você merece, mas ama. Ama as lembranças, ama os momentos bons, ama o homem que me segurou a mão e disse "sim" naquele dia.

Me perdoa. Me perdoa por não ser a mulher que você merecia. Me perdoa por ter que ir embora pra me encontrar. Me perdoa por tudo.

Cuida de você. Planta mais flores no jardim. Encontra alguém que possa te dar o que eu não pude. E se um dia, por acaso, a gente se esbarrar por aí, não fale comigo pra não sofrer ainda mais.

Com amor, ou com o que sobrou dele,

Isabella.

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Deixei a carta em cima da mesa, ao lado das fotos do nosso casamento junto da minha aliança. Peguei minha bolsa, minhas coisas, e fui.

Sem olhar pra trásmeses depois.

Renato estava destruído. Tinha vendido a casa, se mudado pra um apartamento pequeno, trocado de emprego. Não conseguia mais olhar pra nada que lembrasse ela. Passava os dias num marasmo, a depressão comendo solta, os amigos tentando ajudar mas ele recusando.

Ele leu o bilhete tantas vezes que decorou. Chorou sobre ele até as letras borrarem. Tentou procurar, mas não achou pista nenhuma. Era como se ela tivesse simplesmente desaparecido do mundo.

Uma noite, ele tava andando por uma rua qualquer do centro, sem destino, quando viu uma figura que paralisou ele.

Era ela.

Isabella.

Mas diferente. Muito diferente.

Ela tava na esquina, debaixo de um poste, e por um segundo ele duvidou que fosse ela. O corpo estava mais trabalhado, mais definido, a pele morena de sol, um bronzeado uniforme que cobria cada curva. Os cabelos loiros agora tinham mechas azuis e verdes que brilhavam sob a luz do poste, caindo soltos pelos ombros.

Mas o que mais chamava atenção era a barriga.

Ela estava grávida. Um barrigão de uns sete ou oito meses, protuberante, coberto por um vestido curto e transparente que mostrava as tatuagens ao redor. O morango ainda estava lá, agora esticado pela pele esticada.

Os braços, antes limpos, agora eram cobertos por desenhos e palavras em letras cursivas, artísticas. No antebraço direito, em letras delicadas mas provocantes, estava escrito "PUTA NATURAL". No esquerdo, "VICIADA EM PAU". Subindo pelos ombros, mais palavras: "PIRANHA", "VADIA", "CADELA", todas em estilos diferentes.

No pescoço, além do crucifixo que ela nunca tirava, uma tatuagem fina dizia "PROPRIEDADE DO MACHO". Na barriga, em volta do morango, as palavras "DOCE E PUTA" e mais abaixo, "FILHO DO MACHO".

Na lateral do tronco, descendo pela cintura, uma tatuagem maior dizia: "FEITA PARA DAR PRAZER". Nas costas, ele podia ver parte de uma frase quando ela se movia: "ALUGUEL POR HORA".

Ela usava um top vermelho minúsculo, tão pequeno que mal cobria os peitos, que agora estavam ainda maiores, inchados pela gravidez. O short jeans era tão curto que parecia uma calcinha, mostrando a bunda inteira, e na parte de baixo das costas, uma tatuagem dizia: "BATE COM VONTADE".

As pernas, bronzeadas e definidas, estavam cobertas por meia arrastão preta, e em cada coxa, palavras tatuadas: na direita, "ABRE", na esquerda, "ENTRA". Os saltos altos eram gigantes, deixando ela ainda mais imponente.

Do lado dela, Valério, também diferente, mais tatuado, mais velho, mas com o mesmo sorriso de canto. Ele usava uma corrente no pescoço e uma camisa aberta mostrando o peito peludo e tatuado, e agora também carregava uma barriga de quem vivia bem.

Renato parou. O coração disparou. As pernas tremeram. Os olhos dele foram direto pra barriga dela.

— Isa... — ele murmurou, sem acreditar.

Ela ouviu, virou o rosto, e olhou pra ele. Por um segundo, nada. Depois, um sorriso doce, profissional, iluminou o rosto dela.

— Oi, amor — ela disse, com a voz macia, envolvente, aquela mesma voz que ele conhecia mas agora com um tom diferente. — Tá procurando companhia? Cê veio no lugar certo.

Renato ficou paralisado, sem conseguir falar, os olhos fixos na barriga dela.

Ela se aproximou um passo, rebolando, as tatuagens brilhando sob a luz.

— 200 a hora, amor. Faço de tudo. Boca, boceta, cu, o que cê quiser. Cê escolhe. E agora até grávida tem um charme especial, né? Os cliente adoram.

— Isa... sou eu... Renato... seu marido...

Ela piscou, inclinou a cabeça, como se estivesse tentando lembrar de algo muito distante. O sorriso profissional sumiu, substituído por uma expressão de confusão.

— Renato? — ela repetiu, sem emoção, os olhos percorrendo ele sem interesse. — Acho que não conheço não. Aí que chatinho, se não gosta de uma gravidinha chamo minha amiguinha, Larissa, venha aqui, moreninha bem putinha pra vc amor...

— Como não conhece? A gente foi casado... a gente construiu uma vida... o quarto do bebê... as flores no jardim... e agora... agora você tá grávida...

Os olhos dele se encheram de lágrimas.

— De quem é esse bebê, Isa?

Ela franziu a testa, como se a pergunta fosse absurda.

— De quem é? — ela riu, passando a mão na própria barriga. — Ué, do meu macho, oras. Do Valério. Quem você pensou que era?

— Amor — Valério chamou, do lado dela, passando a mão na barriga dela com um carinho possessivo. — Esse aí te conhece?

Ela deu de ombros, as tatuagens nos ombros se movendo.

— Sei lá. Talvez algum cliente antigo. Muita gente já passou por aqui.

Renato sentiu o chão sumir. As lágrimas começaram a escorrer.

— Isa... pelo amor de Deus... esse bebê podia ser nosso... a gente tentou tanto... o quarto do bebê... as flores...

— Tá viajando, amor — ela cortou, a voz mais dura. — Não sei de quarto, não sei de flor. Só sei que tô trabalhando.

— Mas...

— MAS NADA, PORRA! — ela gritou, a voz agressiva, os olhos brilhando de raiva. — Já falei que não te conheço! Some daqui!

Renato deu um passo à frente, desesperado.

— Isa, pelo menos me diz... por que você foi embora? Por que você escolheu ele? Por que...

Ele não terminou a frase.

O punho de Valério acertou em cheio o rosto dele.

Renato caiu no chão, a boca sangrando, a visão turva, os olhos ainda fixos nela.

— Já falei pra sumir, corno — Valério disse, esfregando a mão. — Minha mulher não quer papo com você.

Isabella riu. Uma risada alta, gostosa, cruel, que ecoou na rua vazia.

— Otário — ela disse, passando a mão na barriga, alisando a pele esticada. — Vambora, Valério. Esse aí já deu o que tinha que dar.

— É, amor. Bora.

Ela virou as costas, e ele viu a tatuagem completa nas costas dela: "ALUGUEL POR HORA - PUTA PROFISSIONAL", em letras grandes, artísticas, ladeada por desenhos de correntes e rosas.

Eles começaram a andar, de mãos dadas, rebolando, rindo, desaparecendo na esquina. A bunda dela balançava a cada passo, a barriga protuberante contrastando com as roupas de puta, as tatuagens brilhando.

— Tchau, corno! — ela gritou de longe, sem olhar pra trás. — Aparece lá em casa qualquer hora! 200 a hora, lembrando! O filho do meu macho vai adorar saber que o pai dele deu uma surra no ex-marido da mãe!

O riso dos dois ecoou na noite enquanto eles desapareciam.

Renato ficou ali, caído no chão da calçada, o sangue escorrendo do lábio, as lágrimas quentes misturadas com o sangue, os soluços rasgando o peito.

— Meu filho... — ele murmurou, a voz falhando. — Podia ser meu filho...

As pessoas passavam, olhavam, desviavam. Ninguém parava.

Ele ficou ali por muito tempo.

Até que não sobrou mais lágrima.

Até que não sobrou mais nada.

FIMNOTA DO AUTOR:

Foi bem difícil fazer esse final, tive que reescrever algumas vezes, eu pretendia fazer um volume 2 dessa história mas acabei condensando demais e o final acaba fechando bem, não saberia pra onde ir num volume 2, por isso vou terminar essa história por aqui e fazer contos novos de outros temas. Mais pra frente pretendo revisitar esse conto e escrever capítulos extras que vou disponibilizar em alguma plataforma com um desenvolvimento maior entre os capítulos já escritos, aviso vocês aqui no site mesmo.

PS: Estou colocando o mesmo conto no site vizinho com imagens. ABS. @dr.jakyll6

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Comentários

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nao sei da historia original, mas penso que o personagem do Renato deveria ser mais trabalhado, tipo dar a volta por cima, e passar pela Isa, mostrando o que ela perdeu, porque uma hora o arrependimento vai aparecer.

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Conto horrível final pessimo

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O site tinha que achar uma forma de proibir esses contos traduzidos.

A galera se perde totalmente e ainda faz o favor de estragar tudo pq fica evidente a falta de criatividade pra fechar a história.

Nessas acabamos perdendo grandes autores que deixam de postar justamente por causa disso.

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Como em muitos outros contos o autor destrói o conto no último capítulo e lamentável

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Mas o conto já era uma baita bosta desde o começo. Não tá bom separa e vive sua vida sem foder a de outro.

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Não achei que destruiu o conto.

Tinha abertura pra outros desdobramentos? Tinha.

Mas não achei destrutivo.

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