FURDUNÇO (I)

Um conto erótico de Claudio_New
Categoria: Heterossexual
Contém 1082 palavras
Data: 19/02/2026 15:38:24
Última revisão: 19/02/2026 16:00:34
Assuntos: Heterossexual

Everardo tinha seus trinta e poucos anos. Conhecemo-nos numa campanha política. Fui contratado para coordenar a candidatura de um ricaço à prefeitura. Ele era um dos motoristas do diretório, por isso mantínhamos frequente contato. Ficamos amigos, conversávamos bastante. Através dele conheci sua esposa e a enteada. Gente simples, sem sofisticação, os três, mas Geisa, a cara metade de Everardo, uma baixinha cheia de carne e de simpatia, era bem gostosinha, e tinha uns enxerimentos para o meu lado, que me preocupavam, porque faltava pouco para eu entrar na dela – em todos os sentidos. Eu me segurava, porque essa gente do interior é meio chegada a resolver as coisas de um jeito pouco amigável. Além do mais, a corrida eleitoral, à medida que se aproximava do final, exigia cada vez mais de mim, praticamente sem tempo para saliências – como falavam por lá.

Como muito dinheiro, apesar de ajudar bastante, nem sempre faz ganhar eleição, o candidato perdeu, e eu deixei de receber o bônus financeiro que me fora prometido pela vitória. É a vida, não é?! Fazer o quê?! Logo após a divulgação dos resultados, enquanto a festa comia solta na rua, regada a baixarias e algumas confusões que terminaram em briga e mesmo derramamento de sangue, eu fui para o hotel, arrumar as malas para voltar a minha cidade, que eu já não aguentava o provincianismo daquele lugar.

Tinha eu acabado de organizar as coisas e concluía o banho, quando alguém tocou na campainha. Hotelzinho fubeca, de cidade do interior, não tem essa de se fazer anunciar na recepção – as pessoas sobem direto. Pela insistência dos toques, concluí que não daria tempo a me enxugar e vestir uma roupa mínima que fosse. Enrolei-me numa toalha e fui atender. Era Geisa. Enterrada num vestido justo, colorido, que lhe espremia as carnes, arredondava-lhe a bunda e apresentava metade dos seios, trazia o rosto em lágrimas. Entrou inesperadamente quarto adentro, fungando e ameaçando recomeçar a chorar. Fechei a porta e, preocupado, perguntei o que acontecera – já imaginando o pior.

– Tudo de ruim. O prefeito perdeu a eleição e eu perdi um emprego que ele tinha me prometido.

E se jogou em meus braços, voltando a soluçar. Eu não sabia como agir, atabalhoado, meio molhado, enrolado na toalha, aquela mulher chorando agarrada a mim e minha rola pronunciando-se descaradamente. Seu cheiro bom entrava pelas minhas narinas e me deixava ainda mais excitado. Só me restava agasalhá-la, falando aquelas bobagens inúteis, mas comuns e esperadas em momentos como este, que era preciso ter calma, que não fora dessa vez, que um dia a gente perde, noutro a gente ganha... essas merdas.

– Mas isso não é o pior...

“Cacete! O que teria mais a afligir aquela mulher?” – pensei. Ela derramou tudo, o pranto aumentando escandalosamente:

– Aquele patife do meu marido! Minha filha me contou que ele “mexeu” nela! Eu vou matar aquele filho-da-puta!

“Eita porra! Aí a coisa era mais séria. Eu é que não vou me meter num ninho de aripuá desse...” Agarrada fortemente ao meu corpo, em soluços, ela resumiu a presepada de Everardo, e disse, com sangue nos olhos, que de hoje ele não passava vivo. E voltou aos soluços e daí ao choro e a se esfregar fortemente em mim, a ponto de já desfazer o nó da toalha, que não caíra ainda por estar presa entre nossos corpos; um dos seios já mostrava a auréola no decote, a minha rola a dar pinotes, e eu não sabia mais o que fazer.

Agora eu precisava abraçá-la também fortemente, para a toalha não cair. Ela encostou a cabeça no meu peito (o cabelo perfumado no meu nariz), e do choro convulso, passou aos soluços, e mesmo estes foram rareando, até pararem totalmente. Ela se afastou um tantinho, levantou a cabeça, me olhando, o rosto lavado de lágrimas, e perto, muito perto, muito perto do meu. Nem vi quando a toalha caiu. Só percebi quando sua boca encostou na minha, sua língua invadiu-a e nos beijamos furiosamente.

Retirei avidamente o apertado vestido e a calcinha atolada na bunda e completamente encharcada de tesão, e rolamos para a cama, num frenesi de represa rompida. Minha rola enfiou-se pela buceta ardente e alagada de Geisa, que gemia e rugia em fogo de fêmea no cio. Parecia que os dissabores recentes agitavam furiosamente seus hormônios, e ela era uma leoa devorando e sendo devorada.

Claro que, naquele fuzuê, ela não demorou muito a gozar, aos gritos e pulos mais loucos. Eu também estava completamente fora de minha sanidade, e minha rola saiu tesa e molhada da sua buceta, pulsando e suplicando por gozo. Aproveitei os desordenados movimentos de Geisa e a pus de costas, sua adorável bunda voltada para mim, seu cu ainda piscando de gozo. Enfiei minha língua pelo seu buraquinho, ela voltando a saltitar e a gemer na cama, e quando julguei bem lubrificado, aprumei minha rola e fui enfiando, a partir dos movimentos desconexos da mulher. Ela parecia querer-me engolir inteiro dentro do seu rabo. O apertado daquele cu foi enforcando meu pau e em pouco tempo senti os raios de prazer se espalhando pelo meu corpo, minha rola inchando e explodindo todo meu tesão. Eu também gania, descontrolado, enquanto gozava naquela baixinha gostosa, aos solavancos.

Após nos acalmarmos minimamente, mas ainda ofegantes, a mente aos poucos voltando a funcionar, fomos tomando consciência de tudo que acontecera, e agora as coisas exigiam certa tranquilidade. Conversamos. Convenci-a a não tomar qualquer atitude precipitada com relação a Everardo, para não piorar a situação. Aconselhei-a a procurar o candidato derrotado (após a ressaca da derrota, naturalmente, quando ele voltasse à cidade), explicasse sua situação e pedisse o emprego mesmo assim. E, principalmente, que apagássemos geral o que acabara de acontecer entre a gente, pois fôramos levados pela intensa emoção que nos tirara do eixo do juízo.

Assim definidos, de boa, ela se vestiu e eu me vesti, ela recompunha a desordem psicológica interior, e, com os hormônios agora acalmados (inclusive os sexuais), dirigiu-se à saída; acompanhei-a até a porta – antes de abrir, ela se jogou novamente em meus braços e se pendurou em minha boca, para o beijo de despedida. Desejei-lhe boa sorte e recomendei juízo. Ela se foi e eu, ainda sem acreditar direito nessa tempestade de acontecimentos, voltei ao banheiro para concluir o banho, vesti uma roupa, fechei a conta no hotel e, por atalhos e descaminhos da pequena cidade, cheguei à rodoviária, quinze minutos antes da saída do ônibus que me levaria para longe daquele furdunço!

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