Vida de Mulher #3 +curto

Um conto erótico de Pamela D
Categoria: Heterossexual
Contém 424 palavras
Data: 19/02/2026 14:44:33
Assuntos: Heterossexual

Fiz uma versão mais curtinha desse relato e espero q gostem bjs

Seu Antônio era parte da paisagem do prédio há quinze anos. Negro, calvo, barrigudo, sempre com aquele sorriso largo e prestativo. Todo mundo gostava dele.

Eu também gostava. E, secretamente, gostava do jeito que ele me olhava.

Não era assédio — era admiração silenciosa. Eu sentia seus olhos me acompanhando quando eu descia de legging, blusa decotada, cabelo solto. E confesso: eu gostava. Provocava disfarçadamente, um botão a mais aberto, uma curvada a mais no balcão. Era meu segredinho, meu jeito de lembrar que ainda era desejada.

Até aquela quarta-feira.

Desci de pijama — blusa de botão entreaberta, shortinho pequeno, chinelo. Nada planejado. Ele estava no balcão.

Quando ergueu os olhos, algo mudou.

Não era o olhar de sempre. Era um olhar que me percorreu inteira, que demorou nos meus seios pesados de leite, na fenda entre minhas coxas. O sorriso continuava lá, mas agora era outro — de quem sabia o que queria.

Meu corpo respondeu antes da minha cabeça. Calor no estômago, mamilos endurecendo visivelmente contra o pijama. Ele percebeu. A boca entreabriu.

*Ele tá me comendo com os olhos.*

Deveria ter me sentido indignada. Senti tesão.

Ele se levantou para pegar minha encomenda. A luz da tarde iluminou o volume estufado na calça apertada — não era sutil. Era um pau duro, grosso, evidente. A cabeça pressionando o zíper.

Meu coração parou. Senti umidade quente entre as pernas, a calcinha colando em mim. Fiquei imóvel, apertando as coxas, tentando disfarçar o óbvio.

Ele voltou com a caixa. Nossos dedos se tocaram. Um segundo. Meu corpo acendeu igual palha seca.

Entrei no elevador como quem foge. As pernas bambas, a caixa suada na mão. No caminho para o apartamento, pressionei a mão entre as pernas.

Em casa, meu filho dormia. Fechei a porta, puxei o shortinho e a calcinha. Minha boceta estava encharcada, latejando. Passei os dedos na gosma quente e comecei a rir — do absurdo, de mim.

Me imaginei de joelhos na portaria, chupando o pau enorme dele enquanto ele atendia o interfone. Ri mais alto.

Deitei na cama, fechei os olhos e gozei sozinha, só na força da imaginação.

Naquela noite, quando meu marido me comeu, fechei os olhos e vi o balcão da portaria. O uniforme azul. O pau duro escapando do zíper.

Depois que ele gozou, ainda estava longe. Meu corpo ainda pedia.

No dia seguinte, passei pela portaria sem olhar.

— Bom dia, Dona Pamela.

— Bom dia, Seu Antônio.

No elevador, sozinha, senti meu corpo queimar exatamente do mesmo jeito.

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