O celular de Aline vibrou na console do carro, poucos minutos após ela enviar a mensagem desesperada. Era Henrique.
Henrique: Minha princesa. Respira. Você está bem? Machucou?
Aline, ainda tremendo, digitou rápido:
Aline: Estou bem. Só estou… estou em choque. E muito excitada. Não sei o que pensar.
A resposta dele veio imediatata, não como texto, mas como uma ligação. A voz dele era calma, mas com uma tensão por baixo, um fio de excitação rouca.
— Aline. Fala comigo. Ele te forçou? Te ameaçou?
— N-não. Não foi assim. Foi… foi como da outra vez. Ele mandou, mas eu… eu quis.
— Você quis — ele repetiu, não como uma acusação, mas como uma constatação fascinada. — E os outros PMs? Viram?
— Eles… eles estavam lá fora. Fizeram vista grossa. Acho que sabiam.
Ouviu-se um longo suspiro do outro lado da linha. Quando Henrique falou de novo, sua voz tinha mudado. Estava mais baixa, mais deliberada, carregada de uma intenção que fez o estômago de Aline revirar.
— Princesa… você deixou os outros lá, esperando. Deve ter sido muito… frustrante pra eles. Ver o chefe deles sendo atendido por uma deusa ruiva e ficar de fora.
Aline engoliou seco. O que ele estava insinuando?
— O que você quer dizer, amor?
— Quero dizer que… talvez você devesse voltar. — A pausa foi eletrizante. — Voltar pra blitz. Agora. E terminar o serviço direito.
Aline quase deixou o celular cair.
— Voltar?! Henrique, você tá louco? Eles vão me prender! Vão…
— Não vão fazer nada — ele interrompeu, suave, quase hipnótico. — Você já é a putinha do cabo. Eles sabem. Eles querem. E o cabo… ele vai adorar ver que você é tão obediente ao marido, que volta quando ele manda. Isso vai deixar ele com ainda mais tesão. E você… — sua voz baixou para um sussurro — … você vai adorar a sensação de se entregar assim, de verdade, sem desculpas. De ser a rainha puta daquela blitz.
As palavras dele eram como fogo derramado em suas veias. Era aterrorizante. Era a coisa mais excitante que ela já ouvira.
— Eu… não sei se tenho coragem.
— Você tem. Você teve coragem de me contar. Agora vai ter coragem de me obedecer. — Era uma ordem. A primeira ordem real dele nesse jogo. — Volta lá. Fala pro cabo que você sentiu que foi… injusto. Que os homens dele mereciam um agrado também. Deixa ele decidir como. E me liga depois. Quero ouvir tudo.
A conexão caiu.
Aline ficou parada, olhando para o escuro à sua frente. Sua mente gritava "isso é loucura, é perigoso demais". Mas seu corpo… seu corpo estava em chamas. A ideia era absurda, humilhante, degradante. E totalmente irresistível.
Ela deu a partida. O carro fez um retorno lento.
A blitz ainda estava lá, as luzes azuis piscando como faróis de um porto proibido. O coração batia tão forte que ela temia quebrar as costelas.
Ela encostou de novo, um pouco mais afastada. Dessa vez, foi o Cabo Marcos quem se aproximou imediatamente, um sobrolho franzido de surpresa genuína.
— Esqueceu alguma coisa, ruivinha?
— Eu… — a voz falhou. Ela respirou fundo, lembrando-se das palavras de Henrique. — Eu senti que fui… egoísta. Que deixei seus homens sem… atenção. Foi injusto.
Os olhos do cabo se arregalaram por uma fração de segundo. Então, um sorriso lento, admirativo e profundamente perverso se abriu em seu rosto. Ele olhou para trás, para os dois outros policiais, que observavam curiosos.
— Ouviu isso, rapaziada? A dama acha que foi injusta.
Um dos policiais, o mais jovem, deu uma risada baixa e nervosa. O outro apenas cruzou os braços, seu rosto impassível, mas seus olhos estavam fixos em Aline.
O cabo se inclinou na janela.
— E o que você sugere? Um sorteio? — brincou ele, a voz cheia de malícia.
— O que… o senhor achar melhor — ela sussurrou, os olhos baixos.
— Hmmm. — Ele se endireitou e fez um gesto para os dois se aproximarem. Falou baixo, rapidamente. Aline viu os olhos dos dois homens se arregalarem. Um deles corou visivelmente, mesmo no escuro.
O cabo voltou.
— Então é o seguinte, princesa. O soldado Ribeiro aqui — ele apontou para o mais jovem — nunca recebeu um… agrado em serviço. Acha que poderia dar uma aula básica pra ele? Aqui mesmo, do lado de fora. Pra todo mundo aprender como se faz.
Era pior — ou melhor — do que ela imaginava. Não seria na privacidade da viatura. Seria ao ar livre, na penumbra da blitz, com o cabo e o outro policial assistindo.
O soldado Ribeiro se aproximou, visivelmente nervoso, mas com um brilho inegável de excitação nos olhos. Ele era magro, jovem, talvez mais novo que ela.
— Não precisa ter medo, soldado — o cabo disse, dando um tapinha em suas costas. — A moça é profissional. Só abre o zíper e relaxa.
Aline saiu do carro. Suas pernas mal a sustentavam. Ela se ajoelhou na frente do jovem soldado, no asfalto frio. O cabo ficou ao lado dele, como um professor. O outro policial se posicionou um pouco atrás, vigiando a estrada, mas sua postura era rígida, atenta.
— Vai lá, ruivinha — o cabo ordenou. — Mostra como se faz um boquete que é pra deixar marca.
Com mãos trêmulas, Aline abriu o cinto e o zíper do soldado. Seu pau era mais fino, mais jovem, já totalmente ereto. Ela o levou à boca.
Foi diferente. Não era a posse experiente do cabo. Era algo mais… instrucional. O cabo ia comentando:
— Olha como ela lambe a cabeça primeiro, Ribeiro. Isso é pra deixar molhado… Isso, agora enfia fundo… Olha a mão nas bolas, sempre massageia as bolas… Ela tá usando a língua no freio, viu? Isso é o segredo…
Aline realizava as ações sob o olhar e a narração do cabo. O soldado gemeu, suas mãos se apertando em punhos ao lado do corpo. Foi rápido. Em poucos minutos, ele estremeceu e gozou em sua boca com um gemido abafado. Ela engoliu, sentindo o sabor diferente, mais suave.
— Muito bem — o cabo disse, satisfeito. — Agora, Ferreira. Sua vez.
O outro policial, mais velho e sério, não hesitou. Veio e já abriu seu cinto antes de se posicionar. Seu pau era mais grosso, curto. Aline o chupou com uma técnica mais agressiva, sentindo-se agora como uma máquina de prazer em exibição. O cabo não deu muitas instruções desta vez, apenas observou, seus olhos queimando-a.
Quando o policial Ferreira gozou — em silêncio, apenas com um tremor forte nas pernas —, Aline estava tonta, sua boca dolorida, seu corpo uma mistura de exaustão e êxtase.
O cabo Marcos a ajudou a se levantar. Seus joelhos estavam sujos de asfalto.
— Agora sim — ele murmurou, perto de seu ouvido. — Agora você é da família. — Ele limpou seu lábio com o polegar. — Pode ir pra casa, princesa. E diz pro seu marido que ele tem bom gosto. E mais coragem do que eu imaginei.
Aline dirigiu para casa em um transe. Seu celular vibrou incessantemente no banco do passageiro. Era Henrique.
Ao chegar, ele a esperava na porta da garagem. Seus olhos estavam escuros, sua respiração, acelerada. Ele não perguntou se ela estava bem. Ele perguntou, a voz rouca de desejo:
— E aí, princesa? Como foi? Conta tudo. Cada detalhe.
Ela caiu em seus braços, e naquela noite, pela primeira vez, ela contou tudo sob o comando dele, enquanto ele a possuía com uma fome que rivalizava com a dos três homens da blitz. A fronteira entre marido e cafetão, entre esposa e putinha, entre amor e obsessão, havia se desintegrado completamente.
Eles estavam livres. E perdidos. E mais vivos do que nunca.