Romance na sala dos professores - II

Um conto erótico de Mira
Categoria: Heterossexual
Contém 1682 palavras
Data: 16/01/2026 11:38:48

Depois do êxtase cochilamos os dois, o momento era só nosso, Cassiano abriu os olhos e falou: Eu tenho que ir embora, eu vou resolver essa situação, acho que depois de hoje é o mínimo que eu posso fazer, mas me dá um tempo, eu sei que você deve estar cheia de perguntas, mas só me aceita, pode ser?

Quem fechou os olhos dessa vez fui eu, muita informação emocional emanando desse homem, puta que pariu! E daí que ele é uma delicia e tem o pau mais gostoso do mundo? Que dilema duro, duro e em forma de anzol! Não consigo resistir, que tormento. Ele se vestiu e saiu, eu fiquei na cama sentindo um vazio enorme dentro de mim, quem diria que meu dia favorito agora era segunda-feira?!

Eu dormi meio que sem querer antes de tomar um bom banho e trocar toda roupa de cama que estava molhada e exalava o cheiro do meu pecado, da foda maravilhosa, mas errada que eu acabava de ter, imaginar que o Cassiano vai chegar em casa com aquele cheiro impregnado nas roupas e vai ter muito o que se explicar...Pela hora...

Adormeci com esses questionamentos e tive um sonho muito esquisito, entrava na sala dos professores e o Cassiano estava lá, de costas sem camisa ele se masturbava e eu estava lá também, uma outra versão de mim, ela estava nua e tinha a pele brilhosa, encarava a rola dele com um desejo enorme, seus olhos escuros estavam vesgos, de joelhos esperando seus jatos de porra com a língua pra fora, ele olhava para trás e dizia que eu deveria esperar um pouco, ele gozava na boca dela e como magica minha versão nua e sedenta desaparecia e ele vinha me beijar já tirando minha roupa, em meio aos beijos quentes eu acordei, a sensação de ser tocada por ele ainda estava na minha pele, algo muito bizarro e difícil de descrever, no relógio marcava alta madrugada mas a sensação é que ele estava ali naquele instante, eu sinto o cheiro do seu perfume e senti também um arrepio, sou bastante velha pra essa baboseira supersticiosa, mas eu acho que acabei de sonhar com a tal vampira/demônio tarada!

Sábado de tarde já com toda bagunça organizada a vida voltava ao normal, mensagem da secretaria da escola: "Boas novas, professora, você tem disponibilidade para mais duas turmas? Um dos professores de artes do ensino médio se aposentou! Segunda conversamos melhor!". Ignorei minha amiga Luiza porque precisava entender melhor aquela proposta, o celular vibra novamente, dessa vez Cassiano, meu coração acelerou estranhamente, paixão nesse momento da minha vida? Ainda mais por um professor ranzinza de 37 anos com a vida mais embolada que carretel? Isso só podia ser zombaria do destino, a mensagem dizia: "Bom dia minha flor, minha vida é bem melhor depois de ti! Sai de casa, estou morando provisoriamente com meu irmão, sonhei com você essa noite, você estava incrível como sempre!"

Lendo suas mensagens parecia que ele estava sentado na cama na minha frente, eu respirei fundo e me senti por alguns instantes naqueles filmes de terror toscos dos anos 2000 em que o mau espreita a mocinha boba por uma cortina, eu olhei para o chão do quarto e na quina da porta tinha um brilho dourado refletindo a luz da lâmpada, era a aliança de Cassiano, em algum momento ele perdeu e até o momento não havia se dado conta, ou havia e não quis mencionar, mas como em um filme piegas de demônio eu não tive coragem de colocar a mão no objeto amaldiçoado, não era minha intenção convidar o Cassiano para voltar na minha casa tão rápido, então também ignorei sua mensagem e segui para minha seção de faxina calmante, dessa forma eu pude pensar mais claramente sobre tudo aquilo e fez o dia transcorrer mais rápido, assim sendo mais fácil de digerir a culpa e o prazer que estava sentindo, também a incerteza do futuro.

Banho tomado, camisola de seda, óleos essenciais finos, auto massagem relaxante, uma gozada maravilhosa imaginando quando Bruno Mars me daria uma chance, celular desligado, pronta para encarar segunda-feira e o encontro inevitável com meu amante, mesmo que esses pensamentos me perturbem eu durmo, durmo pesado e mais uma vez sonhos esquisitos com a Cassiano, na sala dos professores ele me senta na poltrona, abre bem as minhas pernas e me chupa, cada chupada que ele dava fazia barulho e em menos de dois segundo eu já estava com vontade de gozar, eu gozei no sonho e a intensidade era muito maior do que os orgasmos acordados, nessa mesma poltrona enquanto eu ainda sentia as descargas elétricas da gozada Cassiano tirava a calça e me fodia ali mesmo, eu queria dizer que não, eu queria protestar, eu queria mesmo era sentir aquela rola pulsando dentro de mim, ele socava fundo em mim enquanto me enforcava e olhava fundo nos meus olhos, outro orgasmo onírico se aproximava e Cassiano começou a gemer mais forte e ter espasmos, um sinal de que também estava gozando, em meio a essa foda psicodélica conforme gozava Cassiano desaparecia do sonhos, em seu ultimo espasmo de prazer ele sumiu completamente e eu me vi sozinha no meu quarto, na minha cama, lençóis enxarcados e o perfume inconfundível dele no ar. Eu nunca tinha gozado em sonhos antes, que experiencia fora do comum! Tudo isso só podia ser meu inconsciente tentando processar o carnaval de emoções que estamos passando, Alexa toca um barulho de chuva e eu adormeço novamente, sem tempo para paranoias sobrenaturais nesse momento.

05:55 toca meu despertador, gosto de acordar com tempo para me alongar e saudar o sol na varanda do meu apartamento, ele entra todas as manhãs e brincamos juntos até que eu tenha meu corpo quente e aí estou pronta para mais um dia! Hoje eu já acordei com meu corpo quente, ao mesmo tempo mole, cansado, parecia até que eu tinha corrido 2h na ladeira, minha serie de alongamentos estavam focadas em acordar meu corpo na pancada, acordar na segunda-feira tão destruída, sem balada? Eu mais uma vez jogo na conta do sexo selvagem de sexta e me convenço que o exercício físico e a enxurrada de hormônios me cansou, um bom e velho: É hormonal! Meu lindo rosto estava com uma expressão de cansaço que maquiagem nenhuma iria corrigir, apelei para o óculos escuros e decidi pedir um uber ao invés de dirigir, cheguei na escola com o animo um pouco recuperado, estava me esforçando para fazer o dia render mesmo não tendo um pingo de boa vontade, A atividade que programei para as aulas da semana era a confecção de fantoches articulados de cartolina, iriamos apresentar uma peça ao final das aulas, chego na segunda lotada de materiais e ao tentar abrir a porta uma mão me ajuda e sussurra no meu ouvido: "Deixa que eu te ajudo, amor" Me arrepiei inteira, senti até uma tontura muito breve, é comum quando estou nervosa, eu só não imaginava que precisaria apenas uma noite pra esse professor mexer comigo dessa forma. Antes que pudesse responder qualquer coisa de bem longe a voz aguda de d. Luiza me alcança, chamando meu nome como se estivesse eu perdida em uma quermesse com milhares de pessoas ao meu redor, quando só tinha eu mesma, Cassiano entrou na sala carregando minha caixa como o sedutor cavalheiro que é! Luiza acena com a mão, me fazendo ir até ela: Mira minha filha, a escola está de pernas para o ar, desde sexta a noite, a diretora abandonou o cargo, boatos que pegou o marido com outra na cama, ele veio trabalhar normalmente o descarado, já Andréa mandou mensagem para o tio, o monsenhor que administra a escola, avisando que o marido estava fornicando com outra mulher e ela iria sair de casa e não voltaria mais para escola! Todos sabem que Cassiano só está aqui por conta do casamento dele com Andrea, acho muito difícil o tal doutorado fora do país sair e blá blá blá. Luiza conseguia falar trinta coisas em um segundo, em resumo depois de me fazer ficar tonta uma vez mais antes do café ela me explicou que eu precisava assumir as turmas, mesmo sem nada formalizado, porque não se conseguiria outra diretora do dia pra noite e as turmas não poderiam ficar com aula vaga, os pais reclamavam! Receberia mais pelas aulas, devido a informalidade, minha avó já dizia: Se está no inferno, que mal tem abraçar o capeta?

Eu terminei de falar com Luiza, aceitei as turmas, claro, eu preciso do dinheiro e agora o que fazer com essa enxurrada de informações que o Cassiano não me passou nenhuma, ele se esmiuçou por horas sobre o como ele sofreu e sofre em ser um homem fiel a suas convicções e esqueceu de mencionar, nem que fosse uma vez que sua esposa estava na sala ao lado da nossa? Na sexta-feira a própria Andrea poderia ter visto ele me beijando na sala dos professores, se o Monsenhor me recomendar mal eu dificilmente arrumo outro emprego na área. Assumi minhas turmas novas e peguei todo material do ano letivo até agora, fichários e diários, aquilo era um inferno pedagógico! Na saída esperando o Uber meu celular vibra, é Cassiano: "Precisamos muito conversar!"

Agora esse careca tarado celibatário precisa conversar? Eu vou enforcar o Cassiano! Eu nem tive coragem de abrir as mensagens, as vi pela barra de notificação e segui para minha casa na companhia de Felipe, um jovem bastante agradável que queria saber minhas preferencias mesmo que eu já tivesse colocado no aplicativo, acho que arrumei um novo admirador, esse flerte me fez esquecer por alguns instantes toda confusão, em meio a gargalhadas divertidas durante o trajeto eu anotei o numero de Felipe sem a menor intenção de enviar mensagem, isso é uma obvia distração e nesse momento eu preciso estar atenta a minha vida, estou começando a desconfiar que Cassiano não é só o rígido professor de coração puro, há algo de podre nesse colégio religioso!

Continua...

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