Comi uma viajante do tempo

Um conto erótico de Adrian
Categoria: Heterossexual
Contém 1084 palavras
Data: 16/01/2026 10:39:26

Essa história aconteceu quando eu ainda era um jovem estudante de arquitetura, em 1995.

Eu tinha 23 anos, pouco dinheiro no bolso, muita bebida barata no sangue e aquela sensação constante de que a vida ainda não tinha começado de verdade. Naquela noite, eu estava num bar qualquer, desses cheios de fumaça, música alta e gente tentando esquecer a própria semana.

Eu já estava indo embora. Contava as moedas para pagar a última cerveja, pensando em como ia voltar pra casa sem gastar o que não tinha. Foi quando eu a vi.

Ela não entrou no bar. Ela simplesmente estava ali, encostada perto da parede, como se sempre tivesse feito parte do cenário. Vestido preto justo, simples demais para chamar atenção e, ainda assim, impossível de ignorar. O corpo dela era bonito sem esforço, e havia algo no jeito como ela observava tudo, com calma demais, que me deixou desconfortável.

Ela me olhou. Não desviou. Sustentou.

Aquilo já era estranho o suficiente.

Eu nunca fui o tipo de cara que chega em mulher assim. Sempre observei mais do que agi. Mas naquela noite, talvez pela bebida, talvez pelo cansaço, talvez por alguma coragem emprestada, eu fui até ela.

— Posso sentar aqui? — perguntei.

— Pode — ela respondeu, como se já esperasse.

Conversamos pouco. O suficiente para eu descobrir que o nome dela era Noys. Um nome estranho. Quando perguntei de onde vinha, ela sorriu de um jeito enigmático. Teve um momento de silêncio. A música preenchia o espaço entre nós. Eu resolvi brincar.

— Você sabia que eu consigo prever o futuro?

Ela riu. Não de deboche. Riu como quem entra no jogo.

— Que bom — respondeu. — Porque, de onde eu venho, a gente sabe como as coisas acabam.

Aquilo deveria ter sido um alerta. Não foi.

Não sei dizer exatamente quem tomou a iniciativa. Só sei que, quando percebi, já estávamos fora do bar, chamando um táxi, com uma urgência estranha, quase fora de lugar. No banco de trás, as mãos se encontraram. O beijo veio rápido, intenso, sem conversa fiada, como se não houvesse tempo a perder.

O motel era simples. Quarto barato, luz fraca, cheiro de sabonete forte demais. A porta do quarto bateu com força atrás de nós. Ela me empurrou contra a parede logo na entrada, com uma força que não combinava com o corpo aparentemente delicado. As mãos dela já estavam dentro da minha camisa, unhas arranhando de leve a pele do abdômen enquanto a boca procurava a minha com pressa. Roupas caíram no chão. Tudo aconteceu com uma naturalidade absurda, como se nossos corpos já soubessem o que fazer antes mesmo de nós.

Ela chupou meu lábio inferior até doer, depois mordeu de leve e puxou, me fazendo soltar um gemido rouco que ecoou no quarto pequeno.

Minhas mãos desceram pelas costas dela, apertando a bunda por cima do vestido preto justo. O tecido era fino demais; dava pra sentir a calcinha por baixo, ou a ausência dela. Quando levantei o vestido, confirmei: nada. Só pele quente, lisa, e a umidade já escorrendo pela parte interna das coxas dela.

Meu pau já estava duro o suficiente pra doer, pulsando contra a barriga dela. Ela segurou firme, polegar roçando a cabeça melada, espalhando o líquido pré-gozo enquanto me masturbava devagar, quase torturante. Ao mesmo tempo, com a outra mão, guiou minha mão entre as pernas dela. Dois dedos entraram fácil, escorregando na buceta encharcada, quente, apertada. Ela gemeu alto quando curvei os dedos pra cima, batendo no ponto que a fez tremer.

Dedos entrando e saindo rápido, o som molhado preenchendo o quarto junto com a respiração pesada dos dois. Ela gozou primeiro, de pé mesmo, encostada na parede: corpo inteiro se contraindo, unhas cravadas nos meus ombros, um gemido longo e rouco que terminou num “porra…”. As coxas tremeram, escorreram mais fluidos pela minha mão e pelo pulso.

Não esperei ela se recuperar. Levantei ela do chão — pernas em volta da minha cintura — e a joguei na cama. O colchão rangeu alto. Ela abriu as pernas sem cerimônia, expondo tudo: buceta inchada, brilhando, clitóris vermelho e duro. Eu me ajoelhei entre as coxas dela, lambi uma vez longa, da entrada até o clitóris, e ela arqueou as costas inteiras.

Entrei de uma vez. O pau deslizou até o fundo num movimento só. As unhas arranharam minhas costas, deixando marcas vermelhas que eu só veria no espelho depois. Comecei a bombar forte, fundo, quase saindo inteiro e voltando com tudo. A cama batia na parede a cada estocada. Ela acompanhava o ritmo, quadril subindo pra encontrar cada investida, buceta apertando em volta do pau como se quisesse sugar tudo. Pele batendo em pele, respiração ofegante, gemidos dela misturados com palavrões baixos.

Virei ela de quatro. Bunda empinada, entrei por trás, segurando os quadris com tanta força que deixei marcas dos dedos na pele. Cada estocada fazia os seios balançarem, o cabelo grudado de suor nas costas. Ela enfiou a mão entre as pernas, se masturbando enquanto eu metia, dedos rápidos na buceta.

Gozei primeiro. Não consegui segurar. O aperto dela, o calor, o jeito que ela rebolava pra trás… gozei fundo, pulsando dentro dela, enchendo tudo enquanto gemia alto e xingava. Ela sentiu, apertou mais forte com a buceta, e gozou de novo segundos depois, corpo convulsionando, gemido abafado no travesseiro, coxas tremendo violentamente.

Ficamos assim uns segundos, ofegantes, suados, colados. Meu pau ainda dentro dela, amolecendo devagar, escorrendo uma mistura dos dois. Ela riu baixo, rouca.

Depois, deitados, suados, ela passou a mão no meu peito e me observou em silêncio.

— Você vai lembrar de mim — disse.

— Claro que vou — respondi, rindo. — Como esquecer?

Ela não riu.

Na manhã seguinte, tomamos um café simples no próprio motel. Perguntei o que ela fazia da vida. Foi aí que ela disse, com a maior naturalidade do mundo:

— Sou uma viajante do tempo.

Eu gargalhei. Achei que fosse brincadeira. Ela não se explicou. Não insistiu. Pediu para o táxi deixá-la perto de uma rodoviária. Não trocamos telefone. Não combinamos nada.

Antes de descer, ela me deu um beijo rápido e disse:

— Provavelmente a gente se vê de novo.

Durante anos, contei essa história como uma curiosidade. A mulher estranha, o nome esquisito, a noite intensa. Virou uma anedota de bar. “Aquela da viajante do tempo”, como meus amigos chamavam.

E assim foi até 2015.

Mas isso… é outra história.

Essa não foi a única vez que isso aconteceu.

As outras histórias estão aqui:

https://www.amazon.com.br/Putarias-Além-Imaginação-Jean-Castle-ebook/dp/B0FXVZ1FKY

https://castelosdaluxuria.blog

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Foto de perfil de Jean_LucJean_LucContos: 22Seguidores: 9Seguindo: 4Mensagem Escrevo contos eróticos com elementos de magia, fantasia e sedução. Meu foco é criar histórias envolventes, com personagens marcantes, jogos de poder e prazer, e um toque de surrealismo. Se você curte universos sensuais e provocantes, seja bem-vindos.

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