Loucuras com o amigo do meu marido

Um conto erótico de Andressa
Categoria: Heterossexual
Contém 1785 palavras
Data: 16/01/2026 01:32:55
Assuntos: Heterossexual

Me chamo Andressa e tenho 49 anos. Meu corpo, embora carregue as marcas e imperfeições naturais de uma mulher de quase 50, ainda mantém um formato que me orgulha; sinto-me, honestamente, acima da média. Sou casada com Leonardo há duas décadas. Ele é um homem sério, exigente, mas sempre foi muito carinhoso e atencioso comigo. No papel, vivemos um casamento tranquilo, sem nada do que reclamar.

Há alguns anos, a carreira de Leonardo nos trouxe para uma nova cidade, longe das nossas raízes. No início, a solidão foi nossa única companhia, mas o tempo nos trouxe novas conexões. Entre idas e vindas, construímos uma amizade que considerávamos "de verdade" com outro casal: Adriane e Marcelo.

Conhecemos Marcelo através do trabalho de Leonardo. No primeiro churrasco em nossa casa, algo em Marcelo me incomodou: tive a nítida impressão de que ele não tirava os olhos de mim. Com o tempo, essa sensação se acalmou. Embora eu notasse, vez ou outra, um brilho diferente no olhar dele, Marcelo era a definição do respeito. Nunca houve uma investida, nem mesmo quando o destino nos deixava sozinhos por alguns instantes.

A atração não nasceu de imediato. Primeiro, veio a admiração. Eu observava como ele tratava a esposa, a dedicação com a filha, sua educação impecável. Essa admiração fermentou silenciosamente até se transformar em um desejo que eu guardava a sete chaves. Eu nunca tive a real intenção de trair meu marido... até aquele domingo à tarde.

Estávamos à beira da piscina. Entre um gole e outro, comentei com Adriane que ficaria sozinha naquela semana; Leonardo viajaria a trabalho e nossa filha teria uma excursão escolar. Adriane, por coincidência, revelou que também viajaria, deixando Marcelo sozinho até o domingo. Em tom de brincadeira, lancei a isca para Marcelo, que estava na água com meu marido:

— Oh Marcelo, fiquei sabendo que você também está solteiro esta semana? — Ah sim! — ele riu. — Quero aprontar todas. Quando não estiver dormindo, estarei jogando!

Todos riram. Mas, para mim, a brincadeira virou obsessão. Passei a noite arquitetando um encontro. Na segunda, a culpa me venceu. Na terça, porém, um boato de que Leonardo me traía com uma colega de trabalho chegou aos meus ouvidos. Não confrontei, não conferi; usei aquela raiva momentânea como o combustível que faltava para o meu plano.

Na quarta-feira, a casa esvaziou. Às 19:00, mandei a mensagem fingindo esquecimento. O pretexto da pizza, a "confusão" com as datas de Adriane... eu estava jogando as cartas. Quando ele hesitou, mencionando o respeito ao meu marido e o olhar dos vizinhos, eu ofereci a solução perfeita: a nossa garagem subterrânea. O esconderijo ideal.

— Então tá, uns 20 minutos eu chego aí! — ele respondeu. E logo em seguida: — Ei, peraí. A cerveja está gelada?

Minha resposta foi rápida, mantendo o tom de flerte disfarçado de rotina. Vinte minutos depois, o som do motor dele ecoou no portão. Acionei o controle. O carro entrou, as luzes se apagaram e o portão desceu, selando o mundo lá fora.

Subi da garagem para a cozinha sentindo o sangue pulsar nas têmperas. Eu vestia algo leve, que parecia casual, mas que eu sabia exatamente como valorizava meu corpo sob a luz baixa da copa. Marcelo apareceu na porta. Ele não estava com a roupa descontraída de domingo; parecia mais imponente, e seu olhar, agora livre da presença de terceiros, varreu meu rosto com uma intensidade que me fez esquecer qualquer boato sobre Leonardo.

— A garagem subterrânea foi um toque de mestre, Andressa — ele disse, com um sorriso contido, enquanto deixava as chaves sobre o balcão. — Quase me senti em um filme de espionagem.

— Segurança em primeiro lugar, não é? — respondi, pegando dois copos de cristal, tentando esconder o leve tremor nas mãos. — Não queremos que ninguém tire conclusões precipitadas sobre uma simples cerveja entre velhos amigos.

— Na verdade — eu disse, deixando os copos de cerveja de lado antes mesmo de abri-los — eu estava pensando em algo mais forte. O que você acha de um uísque? Tenho uma garrafa que o Leonardo ganhou de um cliente e que ele guarda para "ocasiões especiais". Mas acho que hoje a ocasião sou eu.

Marcelo arqueou as sobrancelhas, surpreso e claramente satisfeito com a mudança de tom. — Uísque soa perfeito, Andressa. Bem melhor que cerveja para uma noite tão... silenciosa.

Fui até o bar da sala, sentindo o olhar dele fixo nas minhas costas, acompanhando o movimento do meu corpo sob o vestido de seda. Peguei a garrafa de um malte caro e dois copos baixos de fundo pesado. O som do gelo batendo no cristal ecoou como pequenos estalos de eletricidade no ar.

Entreguei o copo a ele e, desta vez, não houve apenas um roçar de dedos. Ele segurou o copo, mas manteve a mão ali, envolvendo a minha por um breve instante enquanto sentíamos o calor um do outro contrastando com o gelo da bebida.

— À nossa "solteirice" temporária — eu brindei, tentando manter o tom irônico, mas minha voz saiu um pouco mais rouca do que eu planejava.

— Às oportunidades que a vida nos dá quando menos esperamos — ele respondeu, com a voz grave, antes de levar o copo aos lábios sem desviar os olhos dos meus.

Bebemos em silêncio por alguns segundos. O uísque desceu queimando, aquecendo meu peito e me dando a coragem entorpecida de que eu precisava. Marcelo deu um passo à frente, saindo do limite da cozinha e entrando no espaço mais íntimo da sala, ficando a poucos centímetros de mim.

— Sabe, Andressa... — ele começou, deixando o copo sobre a mesa de centro sem tirar os olhos de mim — Eu passei os últimos vinte minutos no carro pensando no que eu estava fazendo vindo aqui. Mas agora, olhando para você nesse vestido, com esse copo na mão... eu percebo que eu não teria como estar em nenhum outro lugar.

Senti meu rosto esquentar. A barreira da amizade estava se tornando uma linha tênue, quase invisível.

O uísque já havia cumprido seu papel de relaxar os ombros, mas a tensão entre nós ainda era densa, quase palpável. Eu olhei para Marcelo, que saboreava a bebida com uma calma que me desafiava. Decidi que aquela noite não seria feita de meias medidas.

— O uísque é bom — eu disse, deixando meu copo de lado e fixando meus olhos nos dele — mas eu tenho algo que pode deixar a conversa ainda mais interessante. Algo que eu guardo para os dias em que a realidade de ser a "Doutora Andressa" se torna pesada demais.

Ele me observou, curioso, enquanto eu caminhava até uma pequena gaveta falsa em um móvel de jacarandá na sala. De lá, tirei um pequeno envelope. Voltei para perto dele e, com a habilidade de quem já buscava aquele escape há algum tempo, preparei duas linhas sobre a superfície fria do mármore do aparador.

Marcelo ficou em silêncio por um momento, observando o pó branco sob a luz suave do abajur. O contraste era absoluto: a casa impecável, os móveis caros, nossas vidas estruturadas e, ali, a transgressão explícita.

— Você me surpreende a cada minuto, Andressa — ele confessou, a voz agora um sussurro carregado. — Eu nunca imaginei que, atrás dessa postura toda de advogada séria, existia essa mulher.

— A maioria das pessoas só vê o que eu permito que vejam — respondi, entregando a ele um canudo de prata. — Mas hoje eu não quero ser a esposa do Leonardo, nem a mãe da minha filha, nem a advogada do escritório. Hoje eu só quero sentir tudo o que eu tenho direito.

Ele aceitou. O efeito foi quase instantâneo. A euforia da cocaína se misturou ao calor do uísque e à adrenalina da proibição. Meus sentidos se aguçaram; eu conseguia ouvir a respiração dele ficando mais pesada, via o brilho das suas pupilas dilatando e sentia o meu próprio coração martelando contra as costelas.

A distância entre nós desapareceu. Não havia mais espaço para o "respeito entre amigos" ou para a hesitação que ele demonstrara nas mensagens. O mundo lá fora, com Leonardo, Adriane e as convenções sociais, parecia ter sido sugado para um vácuo.

Marcelo passou a mão pela minha cintura, puxando-me para perto com uma urgência que o álcool sozinho não explicaria.

— Agora — ele disse, com o rosto a centímetros do meu, o hálito quente de uísque e a energia elétrica da droga emanando dele — agora eu entendo por que você me chamou aqui de verdade.

Marcelo não esperou por um convite verbal. Ele avançou, selando nossos lábios em um beijo que não tinha nada de amigável. Foi um beijo voraz, carregado de anos de desejos reprimidos e olhares desviados. O gosto do uísque se misturava ao entorpecimento da boca, e eu senti minhas mãos se enterrarem nos cabelos dele, puxando-o para mais perto, querendo fundir nossos corpos ali mesmo.

Interrompemos o beijo apenas o necessário, ambos arfantes. Nossos olhos se encontraram, brilhando com uma intensidade maníaca. Sem dizer uma palavra, voltei ao aparador de mármore. O som do cartão raspando na pedra era o único ruído na sala silenciosa. Preparei mais duas carreiras.

— Mais uma — sussurrei, sentindo o sangue latejar nas pontas dos dedos.

Ele inclinou-se, o efeito foi como um choque elétrico que percorreu sua espinha. Quando ele se levantou, a última barreira de autocontrole havia caído. Ele me puxou novamente, mas dessa vez o beijo foi ainda mais fundo, mais agressivo. As mãos dele, antes tão cuidadosas nos nossos encontros sociais, agora exploravam meu corpo com uma possessividade que me fazia perder o chão.

O vestido de seda, que eu havia escolhido tão meticulosamente, deslizou pelos meus ombros quase sem esforço, caindo como uma poça de sombra no tapete caro da sala. Eu sentia o calor da pele dele contra a minha, o contraste da textura da sua camisa polo com a minha nuca.

Não houve tempo de chegar ao quarto. Não havia paciência para escadas ou lençóis limpos.

Ali, no meio da sala, sob a luz âmbar dos abajures e cercada pelas fotos de família que agora pareciam borradas e distantes, nós nos entregamos. Marcelo me prensou contra o encosto do sofá de couro, e o contato físico foi uma explosão de sentidos. Cada toque era amplificado, cada suspiro ecoava como um trovão nos meus ouvidos.

Eu era uma advogada de 50 anos, dona de uma vida impecável, mas naquele momento, entregue aos braços do marido da minha melhor amiga, eu era apenas desejo puro e eletricidade. O risco, a droga e a traição se transformaram em um combustível que tornou tudo mais intenso do que qualquer coisa que eu tivesse vivido com Leonardo em duas décadas.

O silêncio da casa foi substituído pelo som da nossa respiração pesada e pelo ritmo frenético de dois corpos que finalmente haviam parado de fingir.

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Comentários

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Muito excitante a construção do conto, mas senti que o final ficou incompleto. Torcendo para ter continuação.

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Muito exitante esta aventura, sou fotógrafo, tenho 64 anos e adoraria conversar co vc e claro ver alguas fotos desta linda e exitante mulher, vamos conversar? caso interessar segue o umeu email: euamoavida2020@gmail.com

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