Minha Irmã Viu Meu Nude e Agora Tudo Mudou - PARTE 3

Um conto erótico de contradio
Categoria: Heterossexual
Contém 3229 palavras
Data: 14/01/2026 10:43:35

Tem essa mentirinha grudenta que as pessoas contam pra si mesmas, e funciona assim: "Vou acordar às 6:30, fazer café da manhã, começar a lavar roupa, limpar meu quarto, e ainda vou ter tempo de ir na academia e talvez reorganizar minha biblioteca da Steam antes do almoço." A realidade, pelo menos se seu nome é Bruno e você é eu, é que você acorda às nove com o som do seu próprio celular vibrando numa convulsão epilética na mesinha de cabeceira, grudento dos pesadelos da noite passada e o tipo de pau duro matinal que provavelmente conseguiria atravessar uma parede de gesso se tivesse a oportunidade.

Levei um segundo pra registrar que tinha acordado em cima do edredom, sem camisa, uma perna pra fora como um frango espalmado. Era pra me sentir descansado. Em vez disso, me sentia como uma meia que tinha sido atropelada por um rolo compressor. E debaixo de tudo isso, a memória embaçada da noite passada queimava como uma caixa preta de avião—a Manda na porta, os dedos compridos da Manda roçando a frente da minha calça, e os olhos castanhos grandes da Manda que não largavam.

Não tem nada como acordar duro e culpado. Esse foi meu primeiro pensamento. Meu segundo foi que eu realmente, realmente precisava mijar, mas o terceiro—o terceiro foi pior, o tipo de pensamento que deveria ser ilegal ter numa casa de família: E se ela tivesse no quarto dela agora, emaranhada numa bagunça de cobertores, sem nada vestindo? E se ela tivesse feito aquilo com a mão de propósito?

Fiquei ali por uns bons dez segundos, observando o teto girar enquanto meu corpo acordava antes do meu cérebro. Talvez fosse a ressaca da maratona de jogo da noite passada. Talvez fosse a Manda. Talvez fosse o simples fato de que eu tinha 22 anos, solteiro, e facilmente influenciado por vídeos do TikTok à noite. De qualquer jeito, não tinha como voltar a dormir até eu resolver isso.

Então resolvi. Rápido e quieto. Padrão. Rolei pro lado, deslizei a mão pra baixo, e deixei minha imaginação fazer o resto. A versão fantasia da Manda essa manhã era um pouco mais agressiva do que ela tinha sido na vida real—ela me chamava de "tarado" e "otário" e dizia que ia me entregar pra mãe a menos que eu fizesse exatamente o que ela mandasse. O orgasmo de fato veio constrangedoramente rápido, e fiquei ali por um segundo, ainda me segurando, pulmões trabalhando além da conta, até a vergonha me alcançar e me acertar na cabeça.

Pareceu um exorcismo. A ereção morreu, mas a culpa ficou por perto.

*Que merda eu tô fazendo. Que merda eu TÔ FAZENDO.*

Cambaleei até ficar de pé e fui direto pro banheiro, porque eu tava nojento e precisando de um banho e talvez um peeling químico. A casa tava em silêncio mortal exceto pelo sistema de ar condicionado idiota, que vinha fazendo os mesmos barulhos de zumbi gemendo desde antes do Natal. No espelho de corpo inteiro da porta do banheiro, eu parecia exatamente com alguém que tinha acabado de bater punheta pensando na própria irmã: pálido, mal dormido, cabelo grudado na testa e uma marca de nascença em forma de chupão florescendo logo acima da minha clavícula esquerda.

Coloquei o celular na pia, abri o próximo capítulo da série de LitRPG que eu tava ouvindo (livro seis de He Who Fights With Monsters), e liguei o chuveiro no vulcânico. A água demorou uma eternidade pra esquentar, então mijei no vaso primeiro—porque sou uma besta civilizada, e também porque é a única coisa que realmente vai fazer meu pau ficar mole de verdade.

Quando finalmente entrei, o mundo se estreitou em três coisas: água quente, o som de algum cara australiano lendo sobre bônus de status, e a névoa teimosa de pensamentos que eu não conseguia esfregar com sabonete Granado. Ela quis me tocar daquele jeito? Ou não foi nada?

Foi quando o outro lado da porta do banheiro se abriu. Não a batidinha educada de uma mãe, mas a batida rápida de metralhadora de um irmão irritado.

"Cara, eu preciso MUITO fazer xixi. Dá pra sair daí ou algo assim?" A voz da Manda, levemente abafada, mas muito acordada.

"Usa um dos outros banheiros. Tem literalmente mais dois nessa casa," gritei de volta por cima do barulho do chuveiro e do audiobook.

"Você sabe que não é essa a questão," ela disse. "Esse é meu banheiro também."

"Não quando eu tô pelado, não é." Sorri, embora ela não pudesse me ver.

Uma pausa. Depois: "Só se apressa, tá?"

Então ela tinha ido. O narrador descreveu o golpe crítico do herói num Vampiro. Me lavei extra devagar, deixando o sabonete entrar embaixo das unhas, depois fiz um inventário rápido: cabelo, rosto, axila, saco, bunda, pés. Pronto.

Me sequei, enrolei a toalha na cintura, e saí. A porta da Manda tava entreaberta—erro clássico de amador—então empurrei ela fechada pra ela enquanto fazia meu caminho de volta pro meu quarto.

Dez minutos depois, tinha me secado, me vestido (fit de hoje: calça de moletom da Adidas, camiseta desbotada da BGS, moletom com buraco no bolso), e domado meu cabelo com produto que tinha roubado do banheiro da mãe. Minha barba tava parecendo semi-respeitável, então passei um pouco de óleo de argan e considerei bom. Enquanto eu tava apertando o cordão da calça, meu celular acendeu com uma mensagem:

manda: vc vai fazer café da manhã ou não?

eu: trabalhando nisso, chef. tá afim do quê?

manda: sei lá, só não aveia. vou tomar banho primeiro. me manda msg quando tiver pronto, não deixa esfriar

Encarei a última mensagem, tentando decodificar se tinha algum significado escondido na palavra "esfriar." Provavelmente não. Provavelmente só com fome. Ainda assim, senti um pulso de calor no peito.

Lá embaixo, a cozinha parecia que precisava ser limpa completamente depois da surra que levou nas festas de fim de ano. Liguei a Nespresso, scrollei o Reddit, e então comecei a digitar no meu bloco de notas o que tinha acontecido no dia anterior.

Outra mensagem da Manda:

manda: tomando banho agora. não bota fogo na casa

Decidi tentar "Ovos Nuvem," que tinha visto no Instagram outro dia e achei que parecia fácil o suficiente pro meu nível de habilidade. Separar as gemas, bater as claras até parecerem algo de um programa antigo da Nickelodeon, assar, adicionar gemas, finalizar. Cheguei na metade antes de perceber que nunca tinha realmente separado um ovo na vida, então meio que improvisei. A maioria das claras acabou nas minhas mãos ou no balcão, mas consegui colocar dois montes semi-parecidos-com-nuvem no forno.

Pra ganhar tempo, joguei um monte de linguiças de café da manhã na air fryer, porque nessa casa, a gente acreditava em preguiça acima de tudo. Ou pelo menos a Manda e eu acreditávamos.

A cozinha encheu com o cheiro quente e gorduroso de ovos assando e linguiça barata. Por um segundo, quase me senti como um adulto funcional. Arrumei a mesa, coloquei duas canecas desemparelhadas, e esperei a Manda fazer sua entrada.

Ela fez, eventualmente, mas não antes de me mandar mensagem mais três vezes pra me lembrar de não deixar a "parada de fumaça" disparar o alarme como da última vez.

Quando ela desceu as escadas, quase engasguei com meu café.

A Manda geralmente se vestia como um brechó ambulante: moletons oversized, moletom com manchas de tinta, tênis antigo. Hoje, ela usava calça jeans skinny apertada o suficiente pra fazer meus olhos lacrimejarem e uma camiseta manga longa do CPM 22—a exata camisa que eu costumava usar no fundamental, agora esticada no peito dela como se tivesse sido pintada. Eu tinha ficado grande demais pra ela há anos, mas a Manda tinha resgatado da pilha do brechó e aparentemente decidiu fazer dela.

A calça jeans não deixava nada pra imaginação. Quer dizer, nada mesmo. As costuras cavavam tão fundo que tive que conscientemente desviar o olhar ou arriscar um sangramento nasal.

Deixei cair a espátula. "Caramba. Não sabia que era possível essa camisa servir em alguém."

Ela deu um sorrisinho, e os olhos dela brilharam. "É, é dia de lavar roupa. Todo o resto tá na secadora."

"Aham," disse, provavelmente cético demais.

Ela se jogou numa cadeira da cozinha e puxou os joelhos pra cima, o que só acentuou a situação toda. "Relaxa, Bruno. Você parece que acabou de ver um fantasma."

Empratei os ovos e linguiças, passei um café pra ela, e deslizei pela mesa como um bartender num western. "Você vai sair hoje?" perguntei, o que era código pra: Por favor me diga que você não tá se vestindo assim só por minha causa.

"Vou pro shopping com a Júlia," ela disse, scrollando no celular. "Ela vai fazer outra tatuagem e quer que eu tire fotos pro Instagram dela. A gente pode ir no Starbucks depois. Talvez garimpar umas paradas no brechó."

"Starbucks é tipo uma personalidade completa pra você," disse.

"Melhor que ser um gamer otário," ela retrucou.

Touché.

Comemos em silêncio por alguns minutos, exceto pelo chiado agonizante da air fryer e o slurp molhado de ovos sendo devorados. Observei a Manda roubar linguiças do meu prato com a mesma confiança que ela sempre teve—como se o mundo lhe devesse um pouco mais.

Não sei o que é sobre ver sua irmã como adulta. Talvez seja que a pessoa que você lembra como uma criança goblin de repente tá aqui parecendo uma mulher de verdade. Talvez seja a calça jeans. Talvez seja só eu.

Ela olhou pra cima e me pegou encarando. "Que foi?"

"Nada," disse rápido. "Só... você tem algo no rosto." Fiz um gesto vago, embora ela não tivesse.

Ela limpou a bochecha, me fuzilou com o olhar, depois pegou o próprio reflexo na janela e bufou. "Você é tão otário."

"Não muda o fato de você ser ladra," disse, apontando pras minhas linguiças sumidas.

"Vamos concordar que nós dois somos otários, então." Ela amassou o guardanapo e sorriu.

*Ele tá me olhando diferente. Ou eu tô imaginando? Merda, deveria ter colocado outra calça.*

Se tinha algum constrangimento persistente da noite passada, ela não mostrou. O que me fez sentir um pouco melhor, e também muito pior.

Ela terminou o café, deixou a caneca na pia, e foi flutuando escada acima pra terminar de se arrumar. Observei ela ir, o jeito que a calça jeans agarrava e a camisa subia o suficiente pra mostrar uma faixa da parte de baixo das costas. Disse pra mim mesmo pra parar de ser esquisito, depois voltei pro celular pra ver se a internet tinha resolvido algum dos meus problemas.

Não tinha.

As próximas horas passaram num borrão de partidas de Valorant, YouTube mutado, e o zum suave de fundo do HD do meu servidor Plex ao lado do PC. Entrei numa fila de jogo e não me movi por horas. Joguei até minhas mãos ficarem dormentes, parei só pra um Sprite da geladeira e uma ida rápida no banheiro onde tirei um momento pra ficar parado na porta do quarto da Manda, só pra ver se o quarto dela ainda cheirava a ela. Cheirava, frutado e levemente floral, com uma batida forte de removedor de esmalte.

Lá pelas 18:30, meu celular vibrou de novo:

manda: pensou em algo pro jantar?

eu: tem as paradas que a mãe deixou. ou a gente pode pedir ifood.

manda: vou pegar pizza no caminho pra casa. dominos ou pizza hut?

eu: que porra? dominos!

manda: boa resposta. te vejo em 40

Domino's era a favorita do pai. Ou tinha sido, quando ele ainda tava por perto pra comer. Ele costumava dizer que era a única pizza de verdade, e todo o resto era "merda mole." O pai era originalmente de São Paulo capital, então pizza paulistana era a única pizza que ele comia.

Andei pela cozinha, coloquei as coisas na lava-louças, e limpei os balcões o suficiente pra fingir que era domesticado. Quando a Manda passou pela porta com duas caixas fumegantes e uma caixa de palitos de queijo, eu tava morrendo de fome de novo. Ela colocou elas no balcão e me disse pra só esperar um minuto antes de atacar. Ela correu escada acima pra trocar de roupa.

Ela tinha trocado a calça jeans e a camisa do CPM 22 e agora usava um moletom enorme e sem forma que quase chegava nos joelhos dela. Por um segundo achei que ela tinha esquecido a calça, mas então vi a bainha de uns shorts de academia por baixo.

Ela colocou a pizza no balcão e jogou uma mecha solta de cabelo pra fora dos olhos. "Peguei calabresa pra você, queijo pra mim, e palitos de queijo pros dois. Se você comer todos, eu literalmente vou te matar enquanto você dorme."

"Promessas, promessas," disse.

Comemos na mesa da cozinha, alternando entre scrollar nos celulares e fazer comentários sarcásticos sobre o dia. Ela me contou sobre a nova tatuagem da Júlia ("É um guaxinim andando de hoverboard, e sim, é tão feio quanto você imagina") e sobre como elas acidentalmente caíram numa festa de aniversário no Starbucks e acabaram tomando chá tailandês grátis por duas horas.

Contei pra ela sobre as partidas do jogo que tinha jogado, embora soubesse que ela só fingia se importar. Estávamos em terreno seguro, familiar, o tipo de conversa que vínhamos aperfeiçoando desde crianças. Se algum de nós tava pensando sobre a noite passada, ou essa manhã, com certeza não tocamos no assunto.

Depois do jantar, a Manda sumiu pro quarto dela por um tempo, e carreguei a lava-louças de novo. Quando me joguei no sofá da sala pra digerir meu bebê de comida, ouvi ela batendo escada abaixo alguns minutos depois.

Ela tinha trocado os shorts por uns ainda mais curtos (talvez shorts de corrida? Não sabia a terminologia), mas o moletom ainda cobria quase tudo. Ela se esparramou na outra ponta do sofá em L, apoiando os pés no meu colo como se fosse a coisa mais normal do mundo.

"É hora de TV, ou você vai jogar mais joguinhos de nerd?" ela perguntou, alcançando o controle.

"Depende. O que você quer assistir?"

Ela deu de ombros. "Tem uma compilação do Whindersson Nunes no YouTube que quero ver. A menos que você tenha algo melhor."

"Whindersson Nunes? Você curte ele, ou isso é uma parada irônica?"

Ela chutou minha coxa levemente com o calcanhar. "Não fica com ciúme só porque você não consegue ter aquele visual de influencer do TikTok."

Tentei agir de boa com isso, mas minha perna ficou tensa sob a pressão dos pés dela. Comecei a compilação e tentei focar na tela, não no peso quente das panturrilhas da Manda me prendendo.

Dez minutos dentro, percebi que ela continuava mudando de posição—talvez pra ficar confortável, talvez pra se mexer, talvez só pra ver se eu ia dizer algo. Em um momento, o pé dela deslizou alto demais e fez contato direto com algo que definitivamente não era minha coxa.

Ela não disse nada, mas juro que ela pressionou um pouco mais forte por meio segundo antes de puxar de volta. A tensão que tinha estado fervendo o dia todo explodiu.

Tossi. "Sabe, tem tipo um milhão de lugares pra colocar seus pés que não sejam no meu pau."

Ela bufou. "Relaxa, você é tão sensível. Aqui, isso ajuda?" Ela mudou pra que o calcanhar dela cavasse no meu quadril, depois adicionou: "Você vai ficar bem, ou precisa de uma bolsa de gelo?"

"Tô de boa, valeu." Senti minhas bochechas corarem.

*Ele ficou duro. Merda. Eu deixei ele duro. O que eu faço com essa informação?*

Assistimos em silêncio por alguns minutos, ambos fingindo não notar o contato. Depois de um tempo, ela me cutucou com o dedão de novo. "Bruno, pode me fazer um favor?"

"Depende do que é," disse, cuidadoso pra não soar ansioso demais.

"Massagem nos pés. Fiquei de pé o dia todo, é recesso e esse é o momento de relaxar, é o mínimo que você pode fazer."

Hesitei. Ela esperou. Tinha um pequeno lampejo de desafio nos olhos dela, como se ela soubesse exatamente o que tava pedindo e tava me desafiando a dizer não.

"É, beleza," disse, e ela jogou os pés no meu colo como se tivesse acabado de ganhar uma aposta.

Os pés dela estavam frios, dedos pintados de preto e descascados. Comecei a massagear com as duas mãos, tentando manter platônico, mas não tinha como ignorar o jeito que as pernas dela tensionavam a cada aperto ou como ela fazia esses suspiros pequenos, mal audíveis por cima da TV.

"Cara, esse é o ponto," ela disse, rolando o pescoço pra trás. "Você deveria largar o escritório e os jogos e fazer isso pra viver."

"É, vou só adicionar no meu LinkedIn," disse, a boca seca.

Ela não moveu os pés durante a compilação de uma hora inteira, e continuei massageando, mesmo depois que minhas mãos começaram a cãibrar. Quando terminou, ela olhou pra mim, o rosto sério pela primeira vez no dia todo.

"Valeu," ela disse baixinho. "Eu sei que às vezes sou meio demais."

Dei de ombros, minhas mãos ainda envolvidas no tornozelo dela. "Nós dois somos demais."

"É. Acho que somos."

Ela puxou os pés de volta e abraçou os joelhos no peito. Por um segundo, achei que ela ia dizer algo real, algo sobre a noite passada ou a tensão que agora tava tão grossa que dava pra passar manteiga e comer no café da manhã.

Mas em vez disso, ela só disse, "Tô cansada. Acho que vou bater."

"Boa noite," disse, sem saber se queria que ela ficasse ou fosse.

Ela subiu as escadas de chinelo, e esperei até ouvir a porta do quarto dela fechar antes de exalar. Fiquei sentado no sofá, encarando a tela escura da TV, o eco dos pés dela ainda formigando nas minhas mãos.

Levei uns bons trinta minutos antes de conseguir levantar sem me constranger.

Quando finalmente me arrastei escada acima, conseguia ouvir barulhos abafados do banheiro que separava nossos quartos. No começo, achei que era só ela assistindo Netflix alto demais, mas então ouvi: um gemido fino e agudo, elétrico e constante, seguido do suspiro mais suave.

Congelei, coração batendo forte.

Ela tava—ela tinha que estar. Usando o vibrador dela. Era o que o som era.

*Não pode ser. Mas é. Caralho, é.*

Segurei a respiração e me aproximei da porta, tentando captar outro som. Lá estava, um suspiro entrecortado, depois um "porra" suave abafado por um travesseiro. Pressionei minha palma contra o batente da porta, e por um segundo delirante, imaginei ela do outro lado, pernas abertas, moletom amassado até as costelas, olhos espremidos fechados.

Era tão quente que deu vontade de vomitar.

Cambaleei de volta pro meu quarto, fechei a porta, e sentei na beira da minha cama, sem saber se ia desmaiar ou explodir. Nem me preocupei com as luzes. Só puxei pra baixo minha calça de moletom e fui, dessa vez imaginando ela—realmente imaginando ela, boca aberta, coxas flexionando, talvez até sussurrando meu nome se eu tivesse sorte.

Gozei tão forte que quase apaguei.

Depois, fiquei ali, peito ofegante, olhos bem abertos no escuro. A casa tava silenciosa de novo, o único som o ar condicionado idiota gemendo pelas saídas de ar.

Sabia que não tinha como dormir essa noite.

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