[…]
Ficou ali sentada, seios livres, mamilos duros sob a luz amarelada da lâmpada de teto. Perfeita. Obscena. Minha.
O silêncio na sala era tão pesado que eu conseguia ouvir o zumbido baixo da geladeira na cozinha. O Miguel tinha parado de embaralhar as cartas. O André estava congelado, cerveja a meio caminho da boca. Os olhos deles grudados nela como moscas em mel.
Raquel não tentou cobrir. Não cruzou os braços. Simplesmente ficou ali, recostada na cadeira, pernas cruzadas, sorrindo levemente enquanto pegava a própria cerveja e bebia um gole longo. A garganta dela se moveu quando engoliu. Vi uma gota de condensação escorrer da garrafa, pingar no colo dela, deslizar entre os seios.
—Próxima rodada? —ela perguntou, voz calma, como se estivesse totalmente vestida.
—Porra... —o André finalmente murmurou, balançando a cabeça. —Você é... caralho.
Ela riu. Aquela risada genuína, musical.
—É só corpo, André. Vocês nunca viram peito antes?
—Não assim —o Miguel respondeu, honesto demais. —Não... assim.
A forma como ele disse "assim" deixou claro: não peitos em foto, não peitos de lance casual. Peitos da namorada do melhor amigo, oferecidos voluntariamente, iluminados e reais e a um metro de distância.
—Continua o jogo —eu disse, voz saindo mais rouca que pretendia.
Porque a verdade é que eu queria ver até onde aquilo ia. Queria descobrir se ela realmente tiraria a calcinha. Queria saber se eu conseguiria assistir. Queria testar os limites daquele acordo insano que tínhamos feito meia hora atrás.
O Miguel distribuiu as cartas de novo. As mãos dele tremiam levemente. Peguei minhas cinco cartas, mas não conseguia me concentrar nos naipes. Meus olhos continuavam desviando pra Raquel. Pra forma como ela segurava as cartas na frente dos seios, mas não exatamente cobrindo—como se soubesse o ângulo exato que dava vislumbres dos mamilos pros caras do outro lado da mesa.
Jogamos a rodada. Eu perdi.
—A cueca —o André disse.
Levantei, tirei. Fiquei ali de pau duro na frente de todo mundo. Não tinha como esconder. A ereção apontava pra frente, obscena, tornando óbvio exatamente o quanto eu estava excitado vendo minha namorada pelada na frente dos meus amigos.
—Caralho, mano —o Miguel riu, mas não era cruel. Era... solidário? —Pelo menos você é honesto.
Raquel me olhou, olhos descendo pro meu pau, e mordeu o lábio. Aquele olhar. Conhecia aquele olhar. Era o mesmo que ela tinha quando me provocava na cama, quando queria me fazer implorar.
—Gostei do que vejo —ela disse, pra mim, mas alto o suficiente pra todos ouvirem.
Sentei de volta, pau latejando. A cadeira de madeira estava fria contra a minha bunda nua. Tudo parecia surreal—os quatro ali, praticamente nus, jogando cartas como se fosse normal.
Próxima rodada. O Miguel perdeu.
—E agora? —ele perguntou, já de pau duro também. —Só tô de sunga.
—Tira —a Raquel disse antes que eu pudesse. Não foi sugestão. Foi ordem.
Ele olhou pra mim. Eu deveria ter dito não. Deveria ter parado ali. Mas a parte doente de mim queria ver. Queria ver outro cara pelado na mesma sala que a minha namorada nua. Queria sentir aquele ciúme doentio que me fazia gozar.
—Pode —eu disse.
O Miguel levantou, puxou a sunga pra baixo. O pau dele saltou pra fora—grosso, mais grosso que o meu, com uma curvatura pra cima. Ele não tentou esconder. Ficou ali parado por dois, três segundos a mais que o necessário, deixando todo mundo ver.
Incluindo a Raquel.
Vi os olhos dela grudarem. Vi a forma como ela lambeu os lábios sem perceber. Vi quando ela apertou as coxas, aquele movimento sutil que eu conhecia—ela estava ficando molhada.
Algo se retorceu no meu estômago. Raiva? Ciúme? Tesão? Tudo junto, uma mistura venenosa que fazia meu pau latejar ainda mais.
O Miguel sentou. Agora éramos três nus e um de cueca—o André, que sorriu.
—Não sei se quero continuar. Parece que vou perder de propósito agora.
Todos riram. Tensão quebrada por um segundo. Mas voltou rápido, mais pesada.
—Última rodada —o André sugeriu. —Quem perder... sei lá. Faz alguma coisa.
—Tipo? —a Raquel perguntou.
—Fica de pé e dá uma volta. Deixa todo mundo ver... tudo.
Meu coração acelerou. Aquilo era cruzar outra linha. Não era só nudez estática. Era exibição ativa.
—Eu aceito —a Raquel disse, olhando diretamente pra mim. Desafiando. —Se eu perder, faço. Mas se você perder, André, você faz também.
—Fechado.
Distribuímos as cartas. Última rodada. Minhas mãos suavam. Olhei pras minhas cartas—par de setes. Merda. Joguei duas, pedi reposição. Rei e dama. Nada.
—Vamos mostrar —o Miguel disse.
André: trinca de quatros.
Miguel: dois pares.
Eu: par de setes.
Raquel: nada. Nem par.
Ela tinha perdido.
—Bem... —ela disse, levantando devagar. —Acordo é acordo.
Ficou de pé ao lado da mesa. Completamente nua exceto pela calcinha minúscula do biquíni. A luz de cima jogava sombras nos seios dela, destacando cada curva. O corpo inteiro dela brilhava de suor—fazia calor na sala, ar condicionado não dava conta.
—A calcinha também? —o Miguel perguntou, voz rouca.
Ela olhou pra mim. Não pedindo permissão. Apenas... verificando. Vendo se eu ia parar.
Eu não parei.
Raquel enfiou os polegares no elástico da calcinha. Puxou pra baixo, devagar, centímetro por centímetro. O tecido desceu pelos quadris. Pelo topo das coxas. Pelos joelhos. Caiu no chão.
Ela chutou pra longe e ficou ali. Completamente nua.
O primeiro pensamento que tive foi: linda. O segundo: não é mais só minha.
Porque três pares de olhos—incluindo o meu—estavam consumindo cada centímetro dela. O triângulo escuro de pelos entre as pernas. As coxas torneadas. A barriga lisa com aquela leve curva feminina. Os seios pesados com mamilos apontando levemente pra cima. O pescoço longo. O rosto corado.
—Vira —o André pediu. Não foi grosseiro. Mas também não foi opcional.
Ela virou. A bunda dela—redonda, firme, com aquela marquinha de biquíni—ficou de frente pra eles. Vi o momento exato em que o André ajustou o pau por baixo da cueca. Vi o Miguel passar a mão pelo próprio pau abertamente, dois toques rápidos.
—De novo —o Miguel disse.
Ela girou de volta, completou o círculo. Quando parou, estava de frente pra mim. Nossos olhos se encontraram. Naquele segundo, foi como se fossemos os únicos na sala. Eu vi a pergunta nos olhos dela: *Você tá bem com isso?*
E eu assenti. Porque a resposta era não, mas também sim, mas também não sei.
—Satisfeitos? —ela perguntou pros caras, mãos nos quadris. Nenhuma vergonha. Nenhum pudor.
—Muito —o André disse.
—Obrigado pelo show —o Miguel acrescentou, e tinha genuína gratidão na voz.
Raquel começou a se abaixar pra pegar a calcinha.
—Deixa —eu disse, levantando de repente. —Vai subir sem ela.
Silêncio.
Ela me olhou, surpresa. Então sorriu. Aquele sorriso malicioso que significava: *agora você tá entrando no jogo.*
—Tudo bem —ela concordou.
Peguei ela pela mão, puxei pra porta. Meu pau ainda duro balançando enquanto eu andava. Não me importei. Não olhei pra trás pra ver as reações deles. Só subi a escada, puxando ela atrás de mim, ouvindo os passos descalços dela nos degraus de madeira.
Entramos no quarto. Fechei a porta com o pé, tranquei.
Então me virei pra ela.
***
Por dois segundos, só ficamos ali, encarando um ao outro. Ela ainda nua, brilhando de suor e excitação. Eu também nu, pau dolorosamente duro.
—Você gostou —ela disse. Não foi pergunta.
—Sim —admiti, porque não tinha sentido mentir. Meu pau era prova viva.
—Eu também —ela confessou, dando um passo à frente. —Ver eles olhando pra mim daquele jeito... ver VOCÊ olhando pra mim daquele jeito... porra, Brian, eu tô encharcada.
Ela pegou minha mão, guiou entre as pernas dela. Senti. Ela não estava mentindo. Estava molhada, escorregadia, quente.
—Eles viram você —eu disse, enfiando um dedo nela. Ela gemeu. —Viram cada centímetro. E você adorou.
—Adorei —ela ofegou quando enfiei outro dedo. —Mas é você que eu quero dentro de mim. Só você.
Algo se quebrou em mim. Puxei os dedos pra fora, virei ela de costas, empurrei contra a parede. Ela colocou as mãos na parede, empinou a bunda. Eu me posicionei atrás, agarrei os quadris dela, e entrei de uma vez.
Ela gritou. Alto. Alto o suficiente pra eles ouvirem lá embaixo? Provavelmente. E parte de mim queria isso. Queria que eles soubessem que ela era minha. Que por mais que tivessem visto, só EU podia ter.
Fodi ela com violência. Sem preliminares, sem delicadeza. Cada estocada era uma declaração de posse. Cada gemido dela era confirmação. As mãos dela escorregavam na parede pintada. Os seios balançavam violentamente. O som obsceno de pele contra pele ecoava no quarto.
—Mais forte —ela pediu. —Me fode mais forte, porra!
Segurei o cabelo dela, puxei a cabeça pra trás, e obedeci. Entrei tão fundo que senti ela inteira ao redor do meu pau. Quente, apertada, molhada, minha.
—Você viu o tamanho do pau do Miguel —eu rosnei no ouvido dela. Não sei por que disse isso. Mas saiu.
—Vi —ela gemeu.
—Maior que o meu.
—Não me importo —ela ofegou. —Quero o seu. Só o seu.
—Você olhou pra ele.
—Olhei. E fiquei molhada pensando em você me vendo olhar.
Aquilo me destroçou. Gozei violentamente, enchendo ela, segurando os quadris dela com força suficiente pra deixar marca. Ela gozou junto, gritando meu nome, corpo inteiro convulsionando.
Ficamos ali, colados na parede, respiração pesada, suor misturado.
Então ela virou a cabeça, me beijou. Foi o beijo mais intenso que já tínhamos dado. Línguas brigando, dentes batendo, desespero e amor e loucura tudo junto.
Quando finalmente separamos, cambaleamos até a cama. Caímos juntos, entrelaçados, exaustos.
—Nós somos loucos —ela sussurrou no escuro.
—Completamente —eu concordei.
—Mas você não se arrepende?
Fiquei em silêncio. Aquela era a pergunta, né? Me arrependi de deixar minha namorada ficar pelada na frente dos meus amigos? De ver eles devorando ela com os olhos? De saber que o Miguel tinha se tocado olhando pra ela?
—Não —eu admiti, e a palavra saiu carregada de vergonha e verdade. —Não me arrependo. Mas tenho medo do que isso significa.
—Significa que a gente tá descobrindo coisas sobre nós mesmos —ela disse, virando pra me encarar. Mesmo no escuro consegui ver os olhos dela brilhando. —Coisas que não sabíamos. Coisas que talvez não quiséssemos saber. Mas que existem.
—E depois de amanhã? Quando formos embora? O que acontece com essas coisas?
—Não sei —ela admitiu. —Mas podemos decidir juntos. Se queremos continuar explorando ou se foi só... uma experiência louca de um fim de semana.
—Você quer continuar? —perguntei, precisando saber.
Ela ficou em silêncio por tanto tempo que achei que tinha dormido. Então:
—Sim. Não sempre assim, não desse jeito. Mas... gosto de me sentir desejada por mais de uma pessoa. E amo ver como isso te deixa louco por mim. Então sim. De alguma forma. Controlada. Talvez.
Era a resposta que eu temia e esperava ao mesmo tempo.
—Ok —foi tudo que consegui dizer.
Ela se aconchegou em mim, cabeça no meu peito, perna sobre a minha. Em minutos, a respiração dela ficou profunda e regular. Dormindo.
Eu fiquei acordado mais tempo. Olhando pro teto. Ouvindo sons abafados de conversa lá embaixo—os caras ainda acordados, provavelmente falando sobre o que tinham visto. Sobre ela. Sobre nós.
Eventualmente, o sono veio. Mas foi agitado, cheio de sonhos que não conseguia lembrar quando acordava de repente no meio, só pra cair de volta neles.
***
Acordei com luz do sol entrando pela fresta da cortina. Devia ser umas oito, nove da manhã. Raquel ainda dormia do meu lado, virada de costas, lençol descido até a cintura. Os seios visíveis de lado, subindo e descendo com a respiração.
Levantei com cuidado pra não acordá-la. Coloquei uma bermuda, desci pra cozinha.
O Caio já estava lá, fazendo café. Ele olhou pra mim quando entrei, e foi... estranho. Não hostil. Mas definitivamente desconfortável.
—Bom dia —eu disse.
—Bom dia —ele respondeu, focando na cafeteira.
Silêncio.
—Olha, sobre ontem... —comecei.
—Não precisa explicar —ele interrompeu. —Vocês são adultos. Fazem o que quiserem. Só... não é pra mim, saca?
—Eu sei. E respeito.
Ele assentiu. Serviu duas xícaras de café, me entregou uma.
—Só toma cuidado, mano —ele disse baixinho. —Esse tipo de coisa... pode acabar mal.
—Eu sei.
—Você sabe? Ou você tá tão excitado que não consegue pensar direito?
Aquilo me calou. Porque ele tinha um ponto.
Antes que eu pudesse responder, ouvi passos na escada. A Raquel desceu, usando só uma das minhas camisetas. Ela era grande nela, chegando na metade das coxas. Mas quando ela levantou os braços pra prender o cabelo, a barra subiu, revelando que ela não tinha nada por baixo.
O Caio desviou o olhar imediatamente, saiu da cozinha com a xícara dele.
Raquel pegou café, veio ficar ao meu lado. Cheirava a sexo e sono.
—Bom dia —ela murmurou, me beijando no pescoço.
—Bom dia.
—Os caras já acordaram?
—Só o Caio até agora.
Ela percebeu o tom na minha voz.
—Ele tá bravo?
—Não. Só... desconfortável.
—É compreensível —ela disse, surpreendentemente madura sobre isso. —Não vou forçar nada com ele. Prometo.
Ouvi a porta do quarto do Miguel se abrir lá em cima. Passos pesados no corredor. Ele desceu, só de sunga, cabelo bagunçado.
—Bom dia, lindezas —ele disse, sorriso largo. Sem vergonha. Nenhum traço de estranheza.
—Bom dia —Raquel respondeu.
Ele serviu café, se sentou à mesa. Raquel foi sentar também. Quando ela puxou a cadeira, a camiseta subiu de novo. Tenho certeza que o Miguel viu que ela estava sem calcinha. Mas ele não comentou.
O André desceu uns minutos depois. Clima ficou mais leve com ele lá—ele tinha aquele jeito de deixar todo mundo confortável.
—Alguém vai fazer café da manhã de verdade? —ele perguntou. —Porque café sozinho não sustenta ninguém.
—Eu cozinho —o Caio apareceu da sala. —Mas só se tiver ingredientes.
—Tem ovos, bacon, pão —o Miguel listou. —Faz aquela scramble sua que é boa.
O Caio aceitou, começou a preparar. Raquel se ofereceu pra ajudar, mas ele educadamente recusou. Ela ficou na mesa com a gente, tomando café, participando da conversa leve sobre planos pro dia.
—Podíamos ir na praia de novo —o Miguel sugeriu. —Tá um sol foda lá fora.
—Ou jet ski —o André acrescentou. —Faz tempo que não uso.
—Vamos decidir depois do café —eu disse.
A comida ficou pronta. Nos sentamos todos à mesa—menos o Caio, que disse que ia comer no quarto, trabalhar um pouco no notebook.
Quando ele saiu, a atmosfera mudou. Ficou mais... carregada.
—Então... —o Miguel começou, sorriso malicioso. —Ontem foi loucura.
—Foi —a Raquel concordou, nenhuma vergonha.
—Vocês realmente tão ok com tudo aquilo? —o André perguntou, mais sério.
—Sim —eu disse, antes que pudesse pensar muito. —Dentro dos limites que estabelecemos.
—Que são? —o Miguel perguntou. —Tipo, especificamente. Porque não quero cruzar nenhuma linha sem saber.
Olhei pra Raquel. Ela pegou minha mão sobre a mesa.
—Olhar tá ok —ela disse. —Tocar por cima da roupa tá ok. Mas nada de sexo. Nada dentro. Só o Brian.
—Entendido —o Miguel disse. —E nudez?
—Pelo visto tá ok —Raquel riu. —Já que vocês viram tudo ontem.
—Foi... porra —o André balançou a cabeça. —Você é incrível, Raquel. O Brian é um cara de sorte.
—Obrigada —ela disse, e pareceu genuinamente feliz com o elogio.
—Vamos ter um bom dia hoje —o Miguel disse, levantando a xícara de café. —Ao acordo.
—Ao acordo —todos repetimos, e brindamos com xícaras.
E foi ali, naquele café da manhã bizarro, que percebi: tinha cruzado um Rubicão. Não tinha volta. Aquele fim de semana ia mudar tudo, pra sempre.
A única questão era: pra melhor ou pior?
***
Depois do café, todo mundo subiu pra trocar pra praia. Raquel estava escovando os dentes quando entrei no quarto.
—Que biquíni você vai usar? —perguntei, tentando soar casual.
Ela cuspiu a espuma, enxaguou a boca.
—Não sei. O que você acha?
Foi até a mala dela, puxou dois. Um era o azul que ela tinha usado ontem—mais coberto, mais "seguro". O outro era preto, fio dental, com bolinhas brancas. Minúsculo.
—Você escolhe —ela disse, me entregando os dois.
Segurei eles, sentindo o peso daquela escolha. Se eu escolhesse o azul, estaria dizendo: vamos com calma. Se escolhesse o preto, estaria dizendo: continua.
Devolvi o preto pra ela.
Ela sorriu. Aquele sorriso que dizia: *eu sabia.*
Se trocou na minha frente, sem pudor. Amarrou o top—que mal cobria os mamilos. Vestiu a calcinha—que era basicamente dois triângulos minúsculos conectados por cordas. Quando ela se virou, praticamente toda a bunda estava de fora.
—Bom? —ela perguntou.
—Perfeito —eu disse, e era verdade.
Descemos. Os caras já estavam na cozinha, pegando cervejas pra levar.
Quando o Miguel viu a Raquel, ele parou. Simplesmente parou e olhou.
—Puta merda —ele disse.
—Problema? —ela perguntou, inocente.
—Nenhum. Só... puta merda.
Rimos. E descemos a trilha até a praia particular da propriedade.
O sol estava forte, céu completamente limpo. Água do lago brilhando como vidro. Perfeito.
Raquel estendeu a toalha dela, tirou a saída de praia que tinha colocado por cima. Ficou ali, praticamente nua, se passando protetor solar.
—Alguém pode passar nas minhas costas? —ela perguntou.
Eu estava perto, mas antes que pudesse me oferecer, o Miguel já tinha se adiantado.
—Eu passo.
Raquel deitou de bruços. O Miguel pegou o frasco, espremeu nas mãos, começou a espalhar nas costas dela. Massageando os ombros. Descendo pela coluna. Chegando na parte de baixo das costas.
E continuando.
As mãos dele deslizaram pra bunda dela. Sobre o tecido mínimo do biquíni, mas ainda assim. Massageando. Apertando de leve.
Raquel gemeu. Baixinho, mas audível.
—Isso é bom —ela murmurou.
Olhei pro André. Ele estava assistindo, pau claramente duro dentro da sunga. Olhei pro Miguel. Concentrado, mãos se movendo com propósito.
Deveria parar? Aquele era o limite? "Tocar por cima da roupa" incluía massagear a bunda da minha namorada?
Decidi que sim. Porque eu tinha dado permissão. E porque, honestamente, estava com tesão demais pra pensar direito.
—Pronto —o Miguel disse, tirando as mãos. Mas devagar demais. Deixando claro que não queria.
—Obrigada —Raquel disse, se virando. —Você é bom nisso.
—Prática —ele respondeu, e o sorriso dele era puro malícia.
Passamos as próximas horas na praia. Nadamos, jogamos bola na água, bebemos cerveja. Foi... normal. Quase normal. Exceto que minha namorada estava praticamente nua e todos sabiam que ontem ela tinha ficado completamente nua na frente de todos.
No final da tarde, o Miguel sugeriu:
—E se a gente jogasse aquele jogo de ontem à noite de novo?
—Strip poker? —o André perguntou. —Já sabemos como termina.
—Não poker. Outra coisa. Tipo... verdade ou consequência.
Raquel se animou.
—Eu gosto desse jogo.
—Claro que gosta —eu disse, mas estava sorrindo.
Sentamos em círculo na areia. O Miguel pegou uma garrafa vazia de cerveja, colocou no centro.
—Regras: giramos a garrafa. Quem ela apontar tem que escolher verdade ou consequência. Nada muito extremo. Só... divertido.
—Define divertido —eu disse.
—Você vai ver.
A primeira rodada, a garrafa apontou pro André.
—Verdade —ele escolheu.
—Ok —o Miguel pensou. —Verdade: qual parte do corpo da Raquel você mais olhou ontem?
—Miguel, porra —eu comecei.
—É parte do jogo! —ele defendeu.
O André corou, mas respondeu:
—Os seios. Definitivamente os seios.
Raquel riu.
—Boa resposta.
Giramos de novo. Apontou pra mim.
—Consequência —eu disse, porque verdade parecia mais perigoso.
—Hmm... —o Miguel pensou. —Você tem que deixar a Raquel sentar no colo do André por cinco minutos.
Meu estômago gelou.
—Isso não cruza a linha? —perguntei.
—Ela vai tá de biquíni. Ele de sunga. Só sentar. Nada de mãos. Nada de movimento. Só sentar. Dentro das regras, né?
Tecnicamente era. Mas emocionalmente...
—Ok —eu disse.
Raquel levantou, foi até o André. Ele tinha acabado de se sentar, pernas esticadas. Ela se posicionou de costas pra ele, entre as pernas dele, e sentou no colo.
Vi o momento exato em que a bunda dela encontrou o quadril dele. Vi quando ela ajustou a posição. Vi o André fechar os olhos e respirar fundo.
Cinco minutos nunca passaram tão devagar.
Eu só olhava. Olhava a forma como o corpo dela estava relaxado contra o dele. A forma como as mãos dele ficavam nas coxas DELE, travadas, claramente se segurando pra não tocar. A forma como a nuca dela estava a centímetros da boca dele.
Quando o tempo acabou, ela levantou. Voltou pro lugar dela, sentou do meu lado, pegou minha mão.
—Tá tudo bem? —ela sussurrou.
—Tá —menti.
O jogo continuou. Girou, girou, girou. Perguntas ficando mais ousadas. Consequências ficando mais intensas. Raquel teve que deixar o Miguel passar protetor de novo, dessa vez na frente também—o que significou mãos nos seios por cima do biquíni. Eu tive que admitir que tinha gozado pensando neles vendo ela. O André teve que contar sobre uma vez que tinha transado em público.
Então a garrafa parou em mim de novo.
—Consequência —eu disse de novo.
O Miguel sorriu. Aquele sorriso que significava problemas.
—Você tem que dar permissão explícita pra Raquel ficar de topless o resto do dia. Mas você não pode pedir pra ela voltar a cobrir. Só ela decide quando cobre de novo.
Olhei pra Raquel. Ela me olhou de volta. Esperando.
—Pode ficar de topless —eu disse, voz saindo mais firme do que me sentia.
Ela não hesitou. Desamarrou o top, tirou, jogou na toalha. Ficou ali, seios livres ao sol, mamilos se endurecendo com a brisa.
—Obrigada, amor —ela disse, e me beijou. Na frente deles. Língua e tudo.
Quando separamos, ela virou pra eles.
—Satisfeitos?
—Muito —o Miguel disse.
E continuamos o jogo. Com ela topless. Como se fosse normal. Como se minha namorada ficar de peito de fora na praia privada dos meus amigos fosse apenas... outra tarde de sábado.
Eventualmente o sol começou a descer. Voltamos pra casa. Raquel não colocou o top de volta. Subiu a trilha de peito de fora, entrou na casa assim, pegou outra cerveja da geladeira assim.
Só quando fomos tomar banho pra jantar que ela finalmente se cobriu.
E mesmo então, senti que uma linha tinha sido cruzada. E não tinha como voltar.
***
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