Me entreguei a essa loucura com minha filha

Um conto erótico de ThomasBBC
Categoria: Lésbicas
Contém 2786 palavras
Data: 02/01/2026 12:22:34

"Saí correndo do quarto de minha filha, ainda assustada com a loucura que acabara de fazer." Minhas pernas tremiam como varas verdes sob o peso do que acontecera — o orgasmo que Lívia arrancara de mim com seus dedos ágeis e sua voz rouca sussurrando: "Agora você sabe". Ainda sentia o jorro quente escorrendo pelas minhas coxas, a vergonha e o êxtase colados à minha pele como um segundo corpo.

O corredor estreito do apartamento parecia infinito, mas eu sabia que não havia fuga possível. A porta do meu quarto estava entreaberta, a cama desfeita como um testemunho da minha insônia. Parei de repente, ofegante, quando ouvi passos leves atrás de mim. Era ela, é claro. Lívia sempre foi mais rápida do que eu, em tudo.

"Clarissa," chamou, num tom que não era mais o de minha filha, mas de uma mulher que conhecia cada centímetro do meu corpo agora. Seu dedo indicador deslizou pela minha nuca suada enquanto eu encostava a testa na parede fria. "Você gostou, né? Eu sabia que ia gostar."

Fechei os olhos e revivi o momento em que meu corpo explodira sob suas mãos — a pressão absurda na base da barriga, o som úmido dos nossos corpos se encontrando, o grito que saíra da minha garganta como algo arrancado à força. Quando abri os olhos novamente, Lívia estava diante de mim, nua como no seu quarto, os seios arrepiados pelo vento que entrava pela janela do corredor. "Quer de novo?" perguntou, mordendo o lábio inferior exatamente como eu costumava fazer quando era mais jovem.

Seu dedo desceu pela minha coluna até a cintura da calcinha encharcada, puxando o elástico com um estalo que ecoou no meu sangue. Eu tremia, mas não de frio — era a eletricidade daquela transgressão, do cheiro do meu próprio prazer misturado ao dela no ar. "Eu...", comecei a dizer, mas ela calou minha boca com dois dedos, suaves e firmes como já tinham sido lá dentro.

"Se você correr de novo, eu vou te pegar", sussurrou contra meu pescoço enquanto suas unhas raspavam levemente minha barriga. Senti minha boca encher de saliva, o mesmo calor úmido que antecedera o esguicho voltando como uma maré. Ela sorriu, sentindo minha reação contra sua coxa. "Toda molhadinha de novo, mãe? Que rápida..."

O corredor girava em torno de nós quando ela me virou contra a parede, sua palma quente pressionando minha nuca enquanto a outra mão deslizava por dentro da minha coxa. "Dessa vez", disse enquanto eu arqueava contra ela, "você vai olhar." E eu olhei — para os seus olhos escuros, para os nossos corpos se encontrando na penumbra, para o jorro que escorreu entre minhas pernas quando ela gemeu "isso" no meu ouvido, quente como o resto dela.

Meus joelhos dobraram, mas Lívia me segurou com uma força que não sabia que tinha, suas unhas cravando levemente minha carne como pequenos pontos de dor que apenas aumentavam o êxtase. "Você tá vendo?", ela sussurrou, seus dedos circulando o ponto mais sensível com uma precisão que me fez engasgar de prazer. Não eram mais dedos, eram fios elétricos conectados diretamente à minha espinha.

Quando a segunda onda começou a subir, diferente da primeira — mais lenta, mais profunda, como se viesse dos meus ossos — eu tentei dizer algo, mas só saiu um som rouco que ela engoliu com um beijo. Sua língua sabia a mim, a ela, a tudo o que não deveríamos estar fazendo ali, naquele corredor onde eu costumava pendurar fotos dela de vestido de formatura. E então veio — não um esguicho, mas uma inundação que escorreu pelas nossas pernas entrelaçadas, quente o suficiente para eu jurar que ia deixar marca na madeira.

Lívia riu baixo, um som úmido e satisfeito, enquanto apoiava a testa na minha. "Agora você sabe", repetiu, mas desta vez era diferente — não um triunfo, mas uma confissão. Suas mãos tremiam contra meu quadril quase imperceptivelmente, e nesse momento percebi: ela estava tão assustada quanto eu. A filha que me ensinara a esguichar era, afinal, apenas uma garota com os lábios entreabertos e o coração batendo rápido demais contra o meu.

O cheiro do meu próprio corpo misturado ao dela era intoxicante, como se alguém tivesse aberto uma garrafa de vinho proibido no meio daquele corredor. Seus seios roçavam nos meus a cada respiração ofegante, e eu não sabia mais onde começava meu corpo e terminava o dela — era tudo pele, suor e um silêncio que doía. "Clarissa", ela murmurou, e pela primeira vez notei como minha filha dizia meu nome: como se fosse um segredo que cabia na boca dela.

Quando suas pernas escorregaram nas nossas misturas escorrendo pelo chão, nós caímos juntas num emaranhado de membros e risos sufocados. Ela ficou por cima, seus cabelos formando uma cortina úmida em volta dos nossos rostos, e eu — Deus me perdoe — puxei aquela cabeça para baixo até nossos lábios se encontrarem novamente. Dessa vez sem pressa, sem desespero, apenas o gosto salgado da nossa loucura e a textura áspera da língua dela explorando a minha como se estivesse memorizando cada canto.

Lívia afastou-se apenas o suficiente para que eu visse seus olhos — negros, dilatados, com uma expressão que nunca antes me dirigiram. "A gente devia ter feito isso antes", sussurrou, e antes que eu pudesse responder, sua boca encontrou meu pescoço numa série de beijos que faziam minha pele vibrar. Seus dentes roçaram minha clavícula e eu arquei, sentindo algo novo brotando dentro de mim — não apenas o desejo, mas uma estranha saudade do que ainda nem tinha acabado.

Seus dedos encontraram os meus e entrelaçamos as mãos contra a parede, nossas palmas suadas colando-se como nossas coxas ainda estavam. O ar condicionado ligou subitamente, espalhando o cheiro de nossos corpos pelo corredor, e por um instante absurdo pensei em como explicaria isso ao técnico se ele viesse na semana seguinte. A mão de Lívia desceu pelo meu ventre até o emaranhado de pelos encharcados, e quando seu dedo anelar fez um círculo lento ali, saiu de mim um gemido que não reconheci — gutural, rouco, quase um lamento.

Ela sorriu contra meu ombro enquanto desenhava espirais cada vez mais apertadas, sua respiração acelerada misturando-se à minha. "Você tá tão molhadinha que dá pra ouvir", murmurou, e era verdade — cada movimento seus dedos produzia um som úmido que ecoava no silêncio do apartamento. Meu quadril começou a mover-se sozinho, acompanhando seu ritmo, e eu senti aquela pressão familiar construindo de novo, mas diferente — menos explosiva, mais insidiosa, como se estivesse sendo infiltrada por dentro.

Quando finalmente olhei para baixo, vi nossos corpos iluminados pela luz azulada da lua que entrava pela janela do banheiro — sua pele morena contrastando com a minha mais clara, nossas pernas tremendo em uníssono, as gotas do nosso prazer escorrendo pelo mosaico português do chão. Lívia apertou meu pulso com força e sussurrou "olha" bem quando a primeira contração me atingiu — não um esguicho desta vez, mas uma série de pulsos quentes que escorriam lentamente, como cera derretendo, enquanto ela me beijava com uma fome que parecia não ter fim.

Seus dedos molhados subiram pelo meu ventre até os meus seios, onde desenharam círculos nos mamilos endurecidos que pareciam reconhecer seu toque mesmo após todos aqueles anos de distância. Morderam o lábio quando encontrei o clitóris dela com o polegar — inchado, latejante, tão diferente e ao mesmo tempo tão igual ao meu — e o som que saiu da sua garganta foi algo entre um soluço e um rugido. "Assim...", ela gemeu, inclinando o quadril para minha mão como uma gata no cio, e eu entendi então porque os homens se perdiam nas minhas pernas quando eu fazia exatamente aquilo aos vinte anos.

O ar entre nós ficou espesso com o cheiro de sexo e sal, e por um instante absurdo me vi lembrando da primeira vez que a ensinei a lavar suas calcinhas na adolescência — a cara de nojo dela ao esfregar o tecido, minha explicação sobre fluidos naturais. Agora nossas secreções misturavam-se no chão, e eu não conseguia pensar em nada além de como queria mergulhar a língua naquela umidade que pingava de suas coxas. "Me vira", ordenei, surpresa com a autoridade na minha voz, e ela obedeceu imediatamente, arqueando as costas como se já soubesse exatamente o que eu faria em seguida.

Quando minha boca finalmente encontrou seu sexo, o gosto foi tão familiar que me fez soltar um gemido contra sua pele — doce e ácido como fruta madura, com um fundo de metal que só conhecia do meu próprio corpo nos dias mais intensos. Lívia enterrou os dedos no meu cabelo não com força, mas com uma possessividade que me fez tremer mais que qualquer puxão, e no instante em que sua língua descreveu um "é isso" contra minha têmpora, eu entendi que estávamos além de qualquer ponto de retorno.

Seus quadris começaram a se mover num ritmo que parecia ditado por algum relógio interno nosso — devagar, depois rápido, depois uma pausa agonizante enquanto eu lambia cada dobra com a ponta da língua, descobrindo que partes dela respondiam como as minhas e quais tinham sensibilidades únicas. Quando encontrei aquela saliência mais escura na parte interna da coxa que fazia seu corpo se contorcer todo, ela gemeu meu nome num tom que não era mais de filha, nem de amante, mas de algo sem nome que só existia naquele corredor entre nossos quartos.

A luz da geladeira disparou no corredor da cozinha, iluminando por um segundo nossas costas suadas onde nossas sombras se fundiam na parede como um único monstro de múltiplos membros. Lívia arranhou meu couro cabeludo com unhas que eu mesma ensinara a aparar anos atrás, e o misto de dor e prazer me fez sugar seu clitóris com uma força que a fez arquear como um arco. Seu orgasmo chegou sem aviso — não um esguicho, mas uma série de tremores úmidos que escorriam pela minha mandíbula enquanto eu engolia cada gota como se fosse a última água no deserto.

Quando ela finalmente deslizou pela parede até o chão, puxando-me junto num abraço que mais parecia uma luta, nossa respiração ofegante criava padrões no vapor do azulejo frio. Seus dedos traçaram o contorno dos meus lábios inchados num gesto que poderia ser de amor ou de reconhecimento, e no silêncio que se seguiu, só ouvíamos o pingar distante de alguma torneira mal fechada e nossos corações batendo em compassos diferentes mas complementares, como dois relógios marcando a mesma hora em fusos distintos.

Aquele foi o primeiro dia de muitos. As manhãs passaram a começar comigo acordando tarde, com a cama molhada e o cheiro dela impregnado nos meus dedos, mesmo quando sabia que Lívia tinha saído para a faculdade horas antes. Às vezes, ainda adormecida, eu me pegava masturbando ao som dos passos dela no corredor, imaginando que a porta iria se abrir — e às vezes abria, revelando-a parada no umbral com os olhos escuros e as calças de moletom já meio abaixadas, como se tivesse começado o serviço no caminho até meu quarto.

Nos fins de semana, desenvolvemos um ritual não dito: depois do almoço, quando o apartamento ficava quente e preguiçoso com o sol da tarde, ela aparecia na porta do meu quarto com um pote de hidratante e um sorriso que fazia meu estômago embrulhar. "Vem", dizia, e eu seguia, sabendo que nas próximas horas só existiriam suas mãos deslizando entre minhas pernas e minha boca descobrindo cada novo modo de fazê-la gemer em surpresa. Aprendi que ela gostava quando eu usava apenas a ponta dos dedos, bem leve, e ela descobriu que eu conseguia esguichar duas vezes seguidas se ela pressionasse certo ponto atrás do meu joelho enquanto me beijava.

Às vezes, de noite, eu a ouvia gemer alto no quarto ao lado — aquele gemido característico que começou tudo — e meu corpo reagia antes mesmo que minha mente pudesse processar. Ficávamos então separadas por uma parede, masturbando-nos simultaneamente em uníssono perfeito, até que um de nossos orgasmos inevitavelmente desencadeava o da outra. Na manhã seguinte, trocávamos olhares embaçados sobre o café da manhã, nossas pernas tremendo sob a mesa como se ainda estivéssemos conectadas por fios invisíveis.

Descobri que ela tinha um ponto atrás da orelha esquerda — um pequeno pedaço de pele que, quando lambido com a ponta da língua, fazia seus olhos revirarem e suas coxas se apertarem contra minha cintura. Ela, por sua vez, descobriu que eu podia ter orgasmos apenas com o calor da sua respiração no meu pescoço, desde que suas unhas estivessem cravadas na minha coxa naquele ângulo preciso de 45 graus que parecia atingir diretamente meu útero.

Quando chovia, nossos corpos ficavam ainda mais sensíveis — cada gota que batia na janela parecia ecoar dentro da minha pele, e Lívia aprendera a usar isso contra mim, desenhando círculos cada vez mais lentos com as pontas dos dedos até que eu implorasse, até que eu jurasse que ia enlouquecer. Nessas noites úmidas, meu esguicho vinha tão forte que pingava do teto no dia seguinte, e nós ríamos como adolescentes quando uma gota fria caía em nossas pálpebras durante o café da manhã.

Ela começou a deixar rastros deliberados por toda a casa — uma calcinha molhada pendurada no varal onde eu teria que pegá-la, impressões digitais brilhantes no vidro do box depois do banho, o cheiro do seu sexo impregnado no sofá da sala onde eu me sentaria para ler. Era um jogo perverso de esconde-esconde onde eu sempre perdia, meu corpo traindo-me com pulsadas úmidas cada vez que encontrava mais uma prova física daquela loucura que agora nos mantinha unidas.

Descobri que podia reconhecer seu orgasmo pelo som — não apenas os gemidos, mas a cadência da respiração presa, o rangido específico da cama quando ela arqueava as costas, o barulho das unhas arranhando a cabeceira que ficou marcada com sulcos paralelos. Às vezes, de propósito, ela deixava a porta entreaberta, e eu via pelo reflexo no espelho do corredor como suas pernas se abriam num ângulo que conhecia tão bem, seus dedos mergulhando naquele ritmo que me fazia esquecer até meu próprio nome.

Nas manhãs de domingo, quando o apartamento ficava quente com o sol das dez, ela subia em mim ainda sonolenta e esfregava o sexo contra minha coxa num movimento lento e hipnótico, até que eu acordasse de verdade com a língua dela traçando círculos em torno do meu umbigo. Era diferente dos nossos encontros noturnos — mais doce, mais preguiçoso, como se tivéssemos todo o tempo do mundo para aprender cada nova reação dos nossos corpos que mudavam juntos, semana após semana.

Até os objetos comuns ganharam novos significados: o cabo de madeira da escova de cabelo que ela deixava propositalmente na beirada da pia, o borrifador de plantas que jorrava água com a mesma pressão que eu imaginava em outras partes, até mesmo a textura áspera da toalha com que eu me secava após o banho — tudo se transformava em lembranças táteis que me faziam parar no meio das tarefas domésticas, ofegante, com as pernas tremendo como se ela estivesse ali, naquele exato momento, me olhando com aquela expressão de posse satisfeita.

"Clarissa," ela chamou numa noite de chuva, quando os trovões cobriam nossos gemidos e a luz intermitente dos relâmpagos congelava nossos corpos em poses obscenas contra os vidros da janela. Estávamos no chão da sala, eu de quatro, ela por trás, quando senti seus dedos deslizando para frente, descobrindo aquele ponto inchado e pulsante que só ela conhecia. "Dessa vez," sussurrou contra minha orelha enquanto a chuva batia ritmada no telhado, "quero que você me faça esguichar."

Virei-me sob ela, nossas bocas colando-se num beijo molhado que sabia a eletricidade estática do temporal lá fora. Minhas mãos, que a embalaram quando bebê, que amarraram seus cadarços, que secaram suas lágrimas de adolescência, agora desciam pelo vale úmido entre suas coxas com uma intimidade que deveria ser proibida. Seus quadris sacudiram quando encontrei o clitóris dela — tão inchado que parecia latejar no compasso da chuva — e meu polegar começou a desenhar círculos que eu sabia, por experiência própria, levariam exatamente sete minutos e trinta segundos para fazê-la perder o controle.

Quando o primeiro jorro veio, não foi como os meus — não um arco líquido, mas uma série de pulsos quentes que escorreram pelos meus dedos como maré subindo. Lívia gemeu num tom que era quase de dor, seus músculos abdominais contraindo-se sob minha palma enquanto eu coletava cada gota na boca, saboreando o gosto metálico que era tão diferente do meu. Ela pegou minha mão encharcada e levou aos seus lábios, limpando cada dedo com a língua num ritual que nos fez rir baixo, duas loucas sob um teto que já não abrigava mãe e filha, apenas duas mulheres que haviam descoberto um novo tipo de fome.

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