Entre Irmãos - Um Corpo que Cede

Da série Entre Irmãos
Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 1816 palavras
Data: 10/01/2026 22:27:07
Última revisão: 10/01/2026 22:33:54

Heitor me levou até o seu quarto, afastado da confusão. Eu não resisti. Ele trancou a porta. O som da festa virou um ruído abafado, distante, quase irreal, como se pertencesse a outro mundo.

Ali, sozinhos, o clima mudou sem aviso. O silêncio era íntimo. Pesado. Necessário.

Eu não tive tempo de processar. Num movimento rápido, Heitor me puxou para perto, me tocando com cuidado no início, mãos firmes, mas gentis, como quem pede permissão. Eu respondi instintivamente, me aproximando, buscando aquele corpo conhecido como quem busca abrigo. As mãos encontraram costas, nuca, cintura.

Eu me agarrei a Heitor como quem se ancora, como quem encontra terra firme depois de um afogamento longo demais. Heitor me segurou com força suficiente como quem promete proteção, mesmo sem saber se pode cumprir.

Ele me empurrou contra a parede mais próxima, o impacto roubando meu fôlego. Meu corpo magro se arqueou instintivamente, as costas pressionadas contra a superfície fria, enquanto Heitor se colava a mim, o calor do seu peito queimando através da camisa fina. Uma mão grande se fechou em torno de minha garganta, não apertando, apenas segurando, enquanto a outra descia pelo meu torso, dedos ágeis encontrando o contorno de um mamilo através do tecido.

— Você gosta disso, não gosta? — Heitor murmurou contra meus lábios, a voz um arrasto sujo de desejo — Gosta de ser tocado como se fosse quebrar.

Eu deveria negar, deveria empurrar ele para longe. Mas, em vez disso, um gemido baixo escapou de minha garganta quando Heitor beliscou meu mamilo sensível entre o seu polegar e o indicador, a dor aguda se transformando em uma onda de prazer que desceu direto para a minha virilha. Minha cabeça caiu para trás, batendo levemente na parede, enquanto minhas pernas, traidoras, se abriam um pouco mais, convidando.

Heitor não precisou de mais incentivo.

Sua boca desceu sobre a minha com uma fome animal, os lábios quentes e exigentes, a língua invadindo sem permissão. Eu gemia no beijo, as mãos subindo para agarrar os ombros magros e compridos de Heitor, minhas unhas cravando a pele dele através da camisa. Era demais. Era perfeito. Cada movimento de Heitor era uma reivindicação, cada toque uma promessa de que ele não me deixaria escapar. Não dessa vez.

Os beijos se seguiram urgentes, desordenados, não como jogo, mas como necessidade. Havia desejo, sim, mas também desespero. Um querer que nascia da tentativa de se salvar um no outro, carregado de tudo o que não tinha sido dito. Não havia delicadeza naquele instante, apenas corpos buscando confirmação, presença, alívio. O desejo misturado ao medo, à raiva, à paixão.

As mãos de Heitor não pararam. Enquanto a minha boca era assaltada pela sua língua, dedos ágeis arrancavam minha camisa, empurrando o tecido para cima até expor meus mamilos rosados, já duros de excitação.

Heitor quebrou o beijo apenas para baixar a cabeça, a língua quente e úmida traçando círculos lentos em torno de um dos bicos antes de o sugar para dentro de sua boca. Eu arfava, as costas arqueando, um som desesperado saindo de minha garganta.

— Heitor, porra...

— Mateus — Heitor mordeu levemente meu mamilo, me fazendo estremecer — Você vai gozar só de eu chupar seus peitinhos, não vai?

Eu deveria negar, deveria ter vergonha. Mas a verdade era que eu queria. Queria ser reduzido a isso, um corpo tremendo, uma boca aberta em gemidos, um cacete duro latejando contra a calça. Minhas mãos desceram, tentando alcançar a cintura de Heitor, mas foram interceptadas, pressionadas acima de minha cabeça. Heitor segurou meus pulsos com uma só mão, enquanto a outra descia, desabotoando a minha calça com movimentos rápidos, impacientes.

Roupas foram deixadas de lado sem método. Encontramos um ao outro no escuro do quarto como se o mundo lá fora tivesse deixado de existir. Era entrega. Um reconhecimento bruto de que, ali, pelo menos, não havia fingimento.

O ar frio do quarto atingiu a minha pele quente quando a calça e a cueca foram puxadas para baixo, me deixando completamente nu. Eu tentei fechar as pernas, a vergonha finalmente cutucando através do nevoeiro de desejo, mas Heitor não permitiu. Um joelho foi forçado entre as minhas coxas, me obrigando a me abrir, me expondo completamente.

— Olha só para você — Heitor rosnou, a voz grossa de luxúria enquanto seus olhos devoravam o meu corpo, o abdômen liso, a virilha depilada, o pau duro e latejante, já vazando pré-gozo — Todo molhadinho, todo duro pra mim.

Eu mordi o lábio, mas não conseguia conter o gemido quando Heitor passou os dedos pela fenda de minha bunda, encontrando o buraco apertado já piscando de antecipação.

— Você quer, não quer? — Heitor sussurrou, a ponta do dedo pressionando levemente contra a entradinha — Quer que eu te foda até você esquecer seu próprio nome?

Sim. Sim. Mas eu não conseguia dizer nada. Em vez disso, apenas assenti, os olhos fechados, o corpo tremendo de necessidade. Foi tudo que Heitor precisou.

Com um movimento rápido, Heitor me virou de frente para a parede, pressionando meu peito contra a superfície fria. Uma mão seguiu pela minha coluna, dedos traçando cada saliência de minha espinha antes de agarrar minha bunda com força, os dedos afundando na minha carne firme.

Eu ofeguei quando senti o pau de Heitor, duro como aço, quente como fogo, esfregando entre as minhas nádegas, a cabeça grossa pressionando contra meu buraquinho. Eu pedi para ele me lubrificar, então, ele passou um hidratante por toda a extensão do seu pau e aplicou bastante do creme na entrada do meu cuzinho.

— Vai doer — Heitor avisou, mais para si mesmo do que para mim — Mas você vai adorar.

E então, sem mais aviso, ele empurrou.

Eu gritei abafado, minhas unhas arranhando a parede enquanto Heitor me penetrava com uma estocada longa e implacável, seu pau grosso me esticando além do que eu achava possível. A dor foi aguda, queimando como fogo, mas abaixo dela havia algo mais, uma pressão profunda, uma plenitude que fazia meu corpo tremer de prazer.

Heitor não me deu tempo para me ajustar. Ele recuou apenas para empurrar de volta, ainda mais fundo dessa vez, as bolas batendo contra a minha bunda com um som úmido por causa de todo o creme aplicado.

— Porra, você é apertado pra caralho — Heitor grunhiu, os dedos se cravando nos meus quadris enquanto ele começava a me foder, cada estocada dura e profunda, sem piedade — Aperta mais, seu safado. Aperta esse cu gostoso em volta do meu pau.

Eu obedeci sem pensar, meus músculos internos se contraindo em torno do membro de Heitor, o fazendo gemer. Cada movimento enviava ondas de prazer através de mim, meu pau latejando entre as pernas, gotas de pré-gozo pingando no chão. Eu nunca tinha me sentido tão cheio. Tão usado. E era perfeito.

— Mais — eu implorei, a voz quebrada — Por favor, mais.

Eu não precisei pedir duas vezes. Seus quadris bateram contra a minha bunda com força suficiente para me fazer avançar contra a parede a cada estocada, o som de carne batendo contra carne ecoando pelo quarto.

Suor escorria pelas minhas costas, minha respiração saindo em soluços ofegantes enquanto Heitor me fodia sem misericórdia, cada movimento uma reivindicação, uma promessa de que eu pertencia a ele.

— Você é meu — Heitor rosnou, os dentes afundando na curva do meu ombro, me marcando — Todo seu corpo, todo esse gemido safado, é meu.

Eu não conseguia responder. Não com palavras. Em vez disso, eu apenas gemia, contido e desesperado, quando Heitor atingiu aquele ponto dentro de mim que fazia minhas pernas tremerem. Meu pau pulsou, o orgasmo se aproximando como uma tempestade, inexorável.

Mas Heitor não me deixaria gozar. Não ainda.

Com um último empurrão profundo, Heitor se retirou, me deixando vazio e tremendo. Antes que eu pudesse protestar, fui girado e empurrado em direção à cama, caindo de costas sobre o colchão macio. Heitor se ajoelhou entre as minhas pernas, os olhos cinzas fixos no meu pau, duro e vermelho, vazando sem controle.

— Não goza ainda — Heitor ordenou, a mão se fechando em torno da base do meu membro, apertando apenas o suficiente para me manter à beira do êxtase — Você goza quando eu mandar.

Eu choramingava, as mãos agarrando os lençóis enquanto Heitor começou a me masturbar, os movimentos lentos e deliberados, a palma quente e macia contra a minha pele sensível. Cada passagem do polegar sobre a minha cabeça inchada enviava faíscas através de meu corpo, o prazer se construindo como uma pressão insuportável em minhas bolas.

— Heitor, por favor...

— Olha para mim — Heitor exigiu, e eu obedeci, meus olhos castanhos encontrando os azuis de Heitor, escuros de luxúria — Goza pra mim, Mateus. Goza agora.

Foi tudo que eu precisei.

Com um grito rouco, eu me arqueei para cima, o esperma jorrando de meu pau em jatos quentes e grossos, pingando sobre meu abdômen liso e subindo até meu peito. Cada pulso de meu orgasmo parecia arrancar algo de dentro de mim, me deixando tremendo e sem fôlego, os olhos fechados enquanto ondas de prazer me consumiam.

Heitor não demorou. Com um grunhido gutural, ele se ajoelhou sobre mim, o pau na mão, bombando com movimentos rápidos e desesperados. Eu, ainda ofegante, abri os olhos a tempo de ver Heitor gozar em cima de mim, o esperma quente caindo sobre a minha barriga e peito, espirrando sobre meu próprio gozo, se misturando em minha pele. Heitor caiu para frente, se apoiando nas mãos, a respiração pesada enquanto olhava para baixo, para a bagunça que havíamos feito.

Por um longo momento, nenhum de nós dois falou. O único som no quarto era o de nossas respirações entrecortadas, o cheiro de sexo e suor pesado no ar. Eu senti os dedos de Heitor traçarem padrões lentos sobre minha barriga, espalhando o esperma grosso sobre a minha pele sensível, como se estivesse selando algo.

— Isso — Heitor finalmente murmurou, a voz rouca— É só nosso.

Eu não respondi. Não com palavras. Em vez disso, estendi a mão, meus dedos tremendo enquanto tocava o rosto de Heitor, como se estivesse verificando se aquilo era real. E quando Heitor inclinou a cabeça, pressionando um beijo suave e sujo em meus lábios, eu soube que, pela primeira vez em muito tempo, não precisava fingir.

Sem palavras, nos entregamos um ao outro, fechados naquele espaço, naquele momento, longe dos outros, das provocações, dos jogos e olhares. Ali, por algumas horas, o mundo se reduziu a dois jovens tentando se lembrar de por que haviam começado aquilo tudo.

Deitados juntos, respirando devagar, eu senti algo diferente, não paz completa, mas um intervalo. Um silêncio pesado e íntimo. Eu estava exausto, fisicamente e emocionalmente, mas estava inteiro.

Heitor me beijou a testa.

— A gente vai ter que falar sobre tudo isso — disse, baixo.

Eu fechei os olhos. Sabia que sim. Mas, por enquanto, me deixei ficar. Porque, naquela noite, sobreviver já era suficiente. Lá fora, a festa continuava. Mas dentro daquele quarto, nada mais importava

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POBRE HEITOR, VAI CONTINUAR SENDO CORNO. PENSA QUE TEM MAS NÃO TEM. PENSA QUE PODE MAS NÃO PODE. O DONO DISSO TUDO É RAPHAEL. RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

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