Oi, eu sou a lia e vou contar como foi meu encontro com uma garota que conheci por um app de relacionamento.
Eu reconheci ela antes mesmo de confirmar. O jeito de olhar em volta, a postura confiante misturada com um nervosismo mal disfarçado. Quando nossos olhos se encontraram, senti o estômago apertar como se eu estivesse prestes a fazer algo que vinha evitando há tempo demais.
Ela sorriu primeiro. Um sorriso lento, que parecia me despir por dentro.
Sentamos no bar, próximas demais para ser casual. O calor do corpo dela chegava até mim, e eu me peguei prestando mais atenção na curva do sorriso dela do que na bebida que pedi. A conversa fluía fácil, mas por baixo de cada palavra havia algo não dito, pulsando, esperando brecha.
Quando ela riu, colocou a mão sobre a minha por um segundo a mais do que o necessário. Meu corpo respondeu antes de mim. O toque era simples, mas carregado de intenção. Eu não afastei. Pelo contrário entrelacei meus dedos nos dela, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.
A música estava baixa, mas ainda assim ela se inclinou para falar no meu ouvido. Senti a respiração dela na minha pele e tive que fechar os olhos por um instante. O perfume dela me deixou tonta. Não era só desejo, era curiosidade, era vontade acumulada de todas as mensagens que trocamos sem coragem de dizer tudo.
Quando me virei para olha-la, estávamos perto demais. Tão perto que qualquer movimento em falso mudaria tudo. Meu coração batia forte, e eu sabia que ela sentia o mesmo dava pra ver no jeito como os lábios dela se entreabriram, esperando.
Não foi um beijo. Ainda não. Foi algo mais intenso: a promessa dele. Um olhar que dizia vem, um silêncio que gritava agora. O bar desapareceu, o tempo desacelerou, e eu soube ali que aquele encontro não era apenas um encontro.
Era o começo de algo que eu já não tinha vontade alguma de controlar.
Ela se aproximou primeiro. Não pediu permissão apenas ocupou o espaço que já era dela. A mão firme na minha coxa, pressionando o suficiente para deixar claro que não era um toque inocente. Meu corpo reagiu antes que minha cabeça pudesse organizar qualquer pensamento.
— Olha pra mim — ela disse baixo, mas não era um pedido.
Eu obedeci.
O jeito como ela mantinha o olhar, sem piscar, me deixou vulnerável de um jeito quase doloroso. Ela gostava disso. Eu senti. Gostava de me ver perder o eixo enquanto fingia calma.
— Fica quieta —murmurou, inclinando-se até meu ouvido. —Todo mundo está vendo, mas ninguém está percebendo.
O controle dela era silencioso. Um dedo deslizando devagar, calculado. Um sorriso contido quando minha respiração falhou. Eu sabia exatamente o que estava acontecendo — e ainda assim não fiz nada para impedir.
Ela arrastou sua mão por baixo do meu vestido tocando minha intimidade. Eu mal conseguia disfarçar mas ela.. sorria para mim enquanto me fazia contorcer levemente na minha cadeira.
O que acham de uma continuação?