Apenas uma visita ocasional

Um conto erótico de Dxow
Categoria: Heterossexual
Contém 1128 palavras
Data: 07/01/2026 01:02:03

Depois de ler alguns, tentei escrever sobre uma de minhas experiências, mas, não sei se tive um bom sucesso, então, ficarei no aguardo de feedbacks.

Uma visita a casa de sua avó é sempre um momento de alegria para qualquer criança e adolescente. E assim, em todas as oportunidades em que pude visitar minha avó, o fiz com grande vontade, afinal, esse simples ato também me permitiria rever minha prima Julia.

Claro, nas oportunidades em que estive na residência de minha avó Lucinda, não o fiz por mim mesmo. Não. Existia sempre a presença de minha irmã mais nova, e, acontecia normalmente de outros familiares também aparecerem na mesma data. Contudo, essas visitas ocasionais sempre trouxeram momentos interessantes, seja pela manhã, tarde ou noite.

Recordo-me de em uma dessas visitas, ter redirecionado meu caminho para o bairro de Lucinda, devido algumas aulas não ocorrerem. Na ocasião, o professor precisou faltar por conta de problemas pessoais, e desse modo, as turmas em que ele iria passar naquela manhã foram dispensadas com uma hora de antecedência.

Por já conhecer o caminho para a casa de minha avó nessa época, não tive problemas em chegar no seu portão com velocidade.

Mesmo sendo seguido de perto por dois colegas, que moravam na mesma região. Tratei de apressar meus passos para conseguir chegar o mais rápido possível.

É certo que a residência não era nada luxuosa e espaçosa. Não. Longe dessa ideia fantástica, Lucinda havia conseguido comprar um terreno simples no seu tempo de mocidade. E, levantando uma casa com três quartos, sala, corredor, cozinha, banheiro e uma área externa, que servia como abrigo para o cachorro adotado, essa casa logo ganhou novas visitas constantes.

Com seus netos já mais velhos, Lucinda passou a receber visitas semanais. A exceção? Julia, que já morava com ela desde os seus cinco anos de idade.

E, possuindo uma aparência ‘comum’, Júlia não se destacava realmente frente às suas amigas de escola. Seja pelo cabelo de tamanho mediano, ou até mesmo as roupas mais modestas, ela não poderia ser descrita como uma abelha rainha.

Assim, não conseguindo atenção incomum dos rapazes da sua idade, ela acabou desenvolvendo uma maior proximidade comigo.

Quando a residência estava repleta de filhos e netos da matriarca, nossas conversas seguiam um roteiro desinteresse e sem graça. Apenas questionando sobre as aulas, colegas e filmes da semana, esse tipo de diálogo não nos empolgava de verdade.

Mas, durante uma visita não planejada, nossos lábios não se utilizavam de palavras para dialogar verdadeiramente. Não. Nossas ações eram bem mais instigantes.

— Bom dia. — Sempre procurando primeiro por Lucinda, seguia o roteiro já ensinado. — Sua bênção?

— Deus lhe abençõe! — Com uma voz cheia de ternura, Lucinda sempre me recebeu de braços abertos. — O que está fazendo aqui? Não está fugindo das aulas, né?

E, claro, por não ter conseguido terminar seus estudos, ela também sempre se atentou às tarefas escolares, frequência e tudo que envolvesse uma boa educação para seus netos.

— Não. Apenas aconteceu do último professor faltar. Foi só isso.

— Entendi.

Seguindo a mesma prática de toda avó, Lucinda sempre me oferecia um pouco de café junto a um pedaço de bolo, pão ou algum outro acompanhamento possível.

Ao conseguir finalizar o primeiro ponto do roteiro convencional com louvor, procuraria imediatamente pelo motivo da visita inesperada.

Júlia. Assim como já mencionado, nosso relacionamento não era comum, afinal, meu primeiro beijo aconteceu com ela. Houve também outras situações de maior intimidade, mas, seguindo de modo progressivo, vamos por partes.

Pela casa possuir apenas um corredor retilíneo que liga todos os cômodos, não é difícil de se ouvir os passos de alguém no corredor. Logo, Júlia sempre foi perspicaz em reconhecer quem havia chegado pelo barulho produzido pela sola dos pés. Uma habilidade realmente impressionante.

E, frequentando a escola no turno da tarde, ela não costumava acordar tão cedo, contudo, os ponteiros do relógio já passavam as 10 horas naquela manhã. Ela já havia despertado nesse horário.

— Olá! — Seguindo diretamente para seu quarto, entrei sem nem mesmo solicitar uma permissão.

— Está fazendo o que aqui? — Mesmo surpresa, o sorriso em seus lábios já denunciava seu desejo. — Não está fugindo das aulas, não é?

— Não. O último professor faltou hoje.

— Hum…?

— Dois.

Já próximo ao seu corpo, o uso de palavras foi interrompido por um beijo rápido. Repetindo essa ação mais vezes, esse primeiro contato se estendia normalmente por alguns segundos. Entretanto, não enrolando mais que o suficiente, nossos lábios acabavam se conectando como se fossem apenas um. Movimentando nossos músculos faciais numa velocidade mais alta que o necessário, praticamos essa ação tão sigilosa e descarada.

É claro que reconhecemos a presença de Lucinda em casa, porém, estando sempre ocupada com suas próprias tarefas, éramos tomados pela confiança de que ela não iria nos flagrar diretamente.

Houve algumas situações onde Lucinda fez perguntas da cozinha, como se desejasse escutar algo incomum ecoando pelo corredor, mas, não se aproximando realmente dos quartos, ela não seria capaz de ter qualquer vislumbre de uma ação tão indecente quanto aqueles beijos trocados.

— Espera, — normalmente guiando esse tipo de situação, Julia era quem indicava como deveríamos nos posicionar e onde, contudo, o cenário mais repetitivo em nossos encontros íntimos, acontecia por baixo dos lençois —, vem pra cá.

Não sei se o seu desejo estava relacionado à ideia de poder se imaginar com seu amante, entretanto, recordo-me que a primeira vez que nos encontramos nesse tipo de situação, foi quando ela me convidou também para seu quarto. E, me pedindo para adentrar seus lençois, ela adquiriu controle da situação ao se colocar por cima de minhas pernas.

Assim como havia acontecido na primeira experiência mais íntima, Julia novamente subiu em meu corpo, e sem mais demora, voltou a selar minha boca com seus lábios finos.

Com medidas comuns para alguém de sua idade, ela realmente não conseguia se destacar pela beleza. Consigo compreender esse fato com maior precisão nos dias atuais. Todavia, sua iniciativa e vontade pela perversão, conseguiram criar uma imagem duma verdadeira mulher tentadora para minha mente adolescente.

— Mãos na cintura, — seguindo suas ordens sussurradas entre beijos, tentava agir da melhor forma possível —, bunda.

Usufruindo de beijos viciantes e demorados, nossa confiança de que não seríamos pegos era realmente indescritível. Contudo, controlando bem a situação, Julia mantinha um limite claro em nossos encontros pervertidos.

Por mais que pudesse beijá-la, e enfiar minha língua em sua boca, as carícias com as mãos eram o único bónus à mais oferecido para minha mente maliciosa.

Sem nem mesmo me permitir ver sua buceta, tinha que me contentar com beijos hora apaixonados, hora depravados. Mas, não posso dizer que me vi numa situação ruim. Mesmo não avançado para nada mais direto, nossos encontros sempre me deixaram animados por uma nova visita à casa de minha avó.

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Comentários

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Postagem bem instigante. . . Fico no aguardo da continuação, afinal contato entre primos sempre rendeu muita matéria !

Como incentivo deixo minha nota dez e três merecidas estrelas.

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