"Eu pensei cuidadosamente por algum tempo, enquanto vocês dois se fodiam e compartilhavam esse prazer todo, para aprender um pouco sobre você. Entendi pelo adesivo na sua Fiorino que a 'Jacó Hidráulica' é sua empresa, e você é o Matheus Jacó. Eu normalmente seria cordial e ficaria feliz em te conhecer, mas como você pode imaginar, depois do que descobri aqui essa noite, a cortesia acabou."
Vi um movimento pelo canto do olho. Elaine estava se contorcendo, dançando de um lado pro outro como fazíamos quando crianças apertadas pra ir ao banheiro. Olhei pra ela com desprezo. "Para de dançar, mulher. Fica completamente parada!"
O rosto dela estava contorcido de dor, e eu sabia que ela precisava desesperadamente urinar. Bom, ela não iria pro banheiro. Ela teria que se aliviar ali mesmo, na frente de nós.
"Mulher, não se mexa nem diga uma palavra, tá entendendo!" eu ladrei.
Elaine gritou, num desespero agudo: "Ai meu Deus, eu preciso fazer xixi!" E, instantaneamente, a represa se rompeu. Ela mijou-se toda, o líquido quente escorrendo pelas pernas nuas sob o roupão e empoçando no chão. Ela começou a soluçar de novo, a vergonha inundando o ambiente junto com a urina. Eu a observei friamente, e Matheus também. A humilhação dela era o combustível que eu precisava. Olhei pra ela e ordenei: "Elaine, olha pra mim. Agora senta nessa poça de mijo que você fez, e não se mexe."
Um olhar de horror absoluto cruzou o rosto dela. A vergonha era avassaladora enquanto ela escorregava pelas portas do armário da cozinha, sentando-se na própria sujeira. Ela cobriu o rosto com as mãos e soluçou, destruída.
Virei-me de volta para o Matheus, que ainda gemia no chão. "Olha o que você fez com sua amante e minha esposa. Você devia ter vergonha, Matheus. Nenhum homem de verdade permitiria que isso acontecesse com alguém que ama. Ah, mas você não ama a Elaine, não é? Você só estava usando minha esposa como sua marmita particular, certo?"
"Bom, já que você tirou algo valioso de mim — a lealdade dela — vou tirar algumas coisas de você. Primeiro, ia dizer que tomaria sua empresa, mas sei que a burocracia desse país é uma merda. Então vamos simplificar. Você causou o fim do meu casamento, e divórcios são caros. Vou querer uma indenização direta. Mas falaremos do valor depois. Primeiro, a lição física."
"Ah sim, Matheus, tem a segunda parte da sua punição. Por favor, abra as pernas o máximo que puder nessa posição. Você pode estar se perguntando por que. Bom, você vem fodendo a mulher de um homem casado por horas, dentro da minha casa, e tem um preço a pagar por esse desrespeito flagrante. Você é um predador, Matheus. Você entra na casa das pessoas pra consertar canos e acaba estourando famílias. Hoje, vou garantir que essa sua 'torneira' pare de funcionar."
"Antes de eu começar, preciso que responda umas perguntas. E Matheus... uma mentira, só uma, e a bala de borracha vai ser o menor dos seus problemas. Entendeu?"
Matheus engasgou, o suor frio misturado com o café na pele dele. "Sim!"
"Ótimo. Então, Matheus, diz pra minha esposa: quantas mulheres casadas você estima que seduziu no último ano?"
Pude ver o cérebro dele calculando o risco. Ele olhou pra Elaine, depois pra mim e pra arma. "Bem mais de cem, tenho certeza," ele admitiu com a voz trêmula.
Olhei pra Elaine. O medo no rosto dela deu lugar a uma raiva pura. Ela percebeu, naquele instante, que era apenas mais um número, mais um "serviço" na rota dele. Os olhos dela fuzilaram o amante. Se a arma estivesse na mão dela, Matheus já estaria morto.
"Obrigado, Matheus. E quantas solteiras?"
Ele hesitou. "Menos de vinte."
Elaine parecia em choque com a estatística. Ela era só mais uma conquista fácil. Eu não estava surpreso; tipos como o Matheus farejam a carência de esposas entediadas como tubarões farejam sangue. Isso tornava o que eu faria a seguir ainda mais justo.
"Então, você ataca as casadas porque são alvos fáceis, é isso?"
Matheus fez uma careta, mas assentiu. "Sim... acho que sim."
"OK, obrigado pela sinceridade."
Ele me encarou, esperando a próxima ordem. Antes que pudesse respirar, levantei a Taurus e apontei pro rosto dele. Ele se encolheu, levantando os braços instintivamente. Foi a distração que eu queria.
Levantei meu pé direito descalço e desci o calcanhar com toda a força na virilha dele. O som foi abafado, mas o impacto foi brutal. Esmaguei o saco dele contra o piso frio. Repeti o pisão, garantindo que o pau dele ficasse inutilizável por um bom tempo. Matheus soltou um guincho agudo, desumano, e depois silenciou, desmaiando de dor.
Elaine arfou. "Ai meu Deus!" Ela me olhava com terror. "O que você fez com ele?"
Sorri, sem humor nenhum. "Matheus não vai foder ninguém por muito tempo. Talvez nunca mais. Querida, seu amante acabou de ser aposentado compulsoriamente. Sua buceta pode ter sido a última que ele viu funcionando."
Pressionei o pé mais uma vez só para garantir, e Matheus acordou num susto, puxando o ar. Inclinei-me sobre ele. "Filho da puta, seus dias de Don Juan acabaram. Quando você for mijar e sentir como se estivesse passando arame farpado, lembre-se: essa foi a última vez que você tocou numa mulher casada. A MINHA MULHER!"
Virei para Elaine. "Levanta daí e limpa essa sujeira, vagabunda. Agora." Apontei para a mistura nojenta de urina e café.
Ela obedeceu, trêmula, pegando panos e o rodo. Descarreguei a arma e coloquei sobre a bancada.
Arrastei Matheus para a sala de estar e o joguei no sofá. Como fui enfermeiro no exército, fiz uma avaliação rápida. O tiro de borracha tinha deixado um hematoma roxo escuro, feio, de uns trinta centímetros no peito. Talvez uma costela trincada. Enfaixei o tórax dele com uma atadura que tinha no kit de emergência.
Puxei a cueca dele. O estrago era visível: tudo inchado, virando uma berinjela escura. Mas as bolas ainda estavam inteiras, não estouradas. Ele sobreviveria, mas desejaria não ter sobrevivido. Chamei a Elaine. "Vem ver isso."
Ela veio, olhou e cobriu a boca. "Você destruiu ele..."
"Olha bem. O instrumento que te deu prazer a noite toda agora é um pedaço de carne inútil. Essa é sua chance, Elaine. A única chance de me mostrar de que lado você está."
Fui até a cozinha, abri a gaveta e peguei a faca de churrasco, aquela Tramontina afiada que usávamos nos fins de semana. Voltei e estendi o cabo pra ela. "Se você quiser, pode terminar o serviço. Castra ele. Mas se fizer isso, vou ter que chamar a polícia pra recolher o corpo, porque ele morre de hemorragia."
Ela largou a faca no tapete e caiu de joelhos, soluçando compulsivamente. "Não, pelo amor de Deus, não! Me perdoa, Alfonso! Eu te amo! Foi só uma vez, eu juro! Não mata ele, você vai preso! Por favor!"
Era patético. E suficiente.
Como ato final, agachei-me, segurei o saco inchado do Matheus e apertei. Ele gritou, o corpo inteiro retesando como se tivesse levado um choque, e desmaiou de novo.
"O peito vai doer por semanas. As bolas... talvez meses," murmurei pra mim mesmo. Fui à cozinha, peguei gelo no freezer, enrolei num pano de prato e joguei sobre a virilha dele. O choque térmico o acordou de novo. Segurei o pulso dele. "Não toca. Vai doer. E se eu souber que você chegou perto de outra mulher casada, eu volto e termino o serviço com a faca. Entendeu, Matheus?"
Ele assentiu, lágrimas escorrendo.
"Diz! Entendeu?"
"Sim! Entendi!" ele gemeu.
"Sobre a indenização... Quero R$ 80.000,00. É o custo do meu divórcio e do transtorno que você causou. E não quero sua empresa, quero dinheiro vivo ou transferência."
Elaine gritou do chão. "Divórcio não! Alfonso, não!"
Ignorei os gritos dela. Levantei o Matheus, que mal conseguia andar, e o arrastei até a porta da frente, jogando-o para fora em direção à Fiorino. "Se você for à polícia, ou tentar vingança... eu te caço. E te mato. Considere a Elaine como pagamento pelo serviço de encanamento. Você tem duas semanas pro dinheiro."
Bati a porta com força, vendo ele se arrastar para o carro.
Voltei para dentro. A casa estava silenciosa, exceto pelo choro baixo da Elaine na cozinha. Agora, eu tinha que lidar com o problema real. Minha esposa.
**Fim da Parte 2**