Semana no Monte — Dia II
### 06h30 – O despertar
A porta da jaula abre-se com estrondo. O Engenheiro puxa-me pela trela.
— Acabou a dormida, cadela. Hoje vais suar por nós. —
A Dra. Zita aguarda no topo da escada, impecável em robe de linho.
— Leva-a para a cozinha. Quero-a a trabalhar já. —
### 07h00 – Limpezas humilhantes
De quatro, esfrego o chão da cozinha com uma escova minúscula. Cada metro demora eternidades.
— Mais força, cadela, ou recomeças. —
A Dra. Zita pisa-me as costas com o salto sempre que acha que falho.
### 08h30 – Pequeno-almoço da família
Sirvo a mesa no terraço: pão quente, compotas, queijos e café.
Eles sentam-se a comer calmamente, conversando sobre a ida à praia mais tarde.
A minha refeição: a tigela de água turva que trouxe da masmorra.
### 10h00 – Trabalho de criada
Sou obrigada a lavar roupa à mão, no tanque exterior, enquanto o sol alentejano me queima as costas.
Cada peça deve ser torcida e estendida impecavelmente.
O Engenheiro passa de vez em quando, lança-me água fria e comenta:
— Nem como máquina de lavar serves bem.
### 12h00 – Castigo do suor
Na cave, colocam-me de braços abertos, correntes presas, e obrigam-me a ficar de pé enquanto o Engenheiro conta em voz alta até mil.
O corpo treme, o suor escorre. Cada vez que abaixo a cabeça, recebo uma bofetada.
### 14h00 – Almoço e humilhação
Na sala de refeições, eles comem peixe fresco grelhado.
Eu recebo as espinhas, atiradas ao chão. Sou obrigada a lamber até ficarem brancas.
Dona Zita cospe-me vinho na boca como se fosse uma cadela com sede.
### 16h00 – Jardim e piscina
Enquanto eles descansam na piscina, obrigo-me a varrer o terreiro, carregar lenha e limpar espreguiçadeiras.
De quatro, corro para cada ordem:
— Traz gelo!
— Lava o chão da varanda!
— Beija-me os pés antes de me levantares da espreguiçadeira!
### 18h00 – Exercício forçado
Na masmorra, a Dra. Zita impõe:
— Cem agachamentos com o plug no rabo.
— Cem flexões com a língua colada ao chão.
Cada erro: dez vergastadas.
### 20h00 – Jantar da família
No terraço iluminado, comem ao som dos grilos.
Eu fico ajoelhada, segurando a garrafa de vinho, servindo cada copo.
Se hesito, o Engenheiro bate-me com a colher de pau.
### 22h00 – Sessão noturna
Na sala, de joelhos, sirvo ambos oralmente, em alternância.
O Engenheiro goza-se no meu rosto, a Dra. Zita exige-me a língua até ao orgasmo.
— Não levantes a cabeça, cadela. Só pára quando eu disser. —
### 00h30 – Regresso à masmorra
De volta à jaula, o corpo colapsa.
Antes de fechar o cadeado, a Dra. Zita diz ao ouvido:
— Hoje serviste como criada. Amanhã vais servir como nada. —