Hoje eu estava pensando numa situação bem comum. Ônibus cheio. Mochila segurada para baixo. Dependendo da posição dentro do coletivo, a mão acaba esbarrando em alguém. Aí começa o jogo silencioso: deixo a mão aqui ou tiro? Tudo depende de notar os sinais. Tem homens que gostam de ser apalpados na condução lotada, outros não. Há aqueles que não ligam quando o encostar é casual, despretensioso, no famoso sem querer. Para alguns está tudo bem. Para outros, o toque já acende algo. E aí está o truque. Essas brincadeiras gostosas precisam de manejo e traquejo para não virar algo embaraçoso. Imagina outros passageiros percebendo que um homem está apalpando o outro dentro do ônibus.
Certa vez, indo para o trabalho, peguei o BRT sentido Gentileza. Eu aguardava para embarcar quando ele chegou já bem lotado, ainda mais com o pessoal do mesmo ponto. Havia um rapaz muito bonito, devia ter uns 26 ou 27 anos. O ônibus cheio e eu fiquei de frente para ele. Minha mão estava para baixo, como sempre, segurando a mochila. Foi quando senti um leve toque. Não liguei. Logo depois veio outro toque, agora no meu pau. Quando percebi, uma mão acariciava meu pau por cima da calça, ali dentro do BRT lotado. A posição não favorecia que eu retribuísse o carinho. Então deixei. Passei a viagem inteira recebendo aquele afago.
Descemos no mesmo ponto. Eu seguia um pouco à frente pelas rampas e, vez ou outra, nossos olhares se cruzavam enquanto descíamos. Isso aconteceu mais algumas vezes, como se um esperasse pelo outro, mesmo sem combinar nada.
Até que, certo dia, encontrei com ele novamente no BRT. Parei de um jeito que minha mão alcançasse melhor. A porta se fechou e a viagem começou. Não demorou muito para eu sentir a mão dele encostando no meu pau, que naquele momento já estava duro. A adrenalina subiu na hora. Eu sentia a mão dele pegando firme no meu pau. Fui rápido em retribuir o carinho, sempre atento aos olhares ao redor, porque com certeza havia.
Quando ele sentiu minha mão esbarrar no pau dele, passei a mão e dei uma segurada. Ele afrouxou o cadarço da calça e, como sempre usava camisas oversized, ajeitou o pau. Quando botei a mão, ele já estava para fora. Parecia medir uns 20, 21 centímetros. Grande e grosso. Fiquei ali batendo uma punheta modesta, enquanto meu coração pulsava forte. Às vezes eu parava, conferia se não havia olhos atentos, e voltava. Que delícia aquele pau, grande, grosso e pulsando na minha mão.
Em um desses dias, parecia que a gente queria exatamente aquilo. Mais uma vez fiquei numa posição ruim para retribuir o carinho. Foi então que ele começou a apalpar com mais vigor, me olhando dentro dos olhos no BRT lotado. Meu pau estava para baixo na cueca, então ele começou por fora da calça mesmo, alisando só a cabeça. Era um carinho gostoso demais. Eu quase me perdi. Quando me dei conta, estava quase gozando. Tirei imediatamente a mão dele e respirei fundo. Ele já tinha sentido meu pau pulsando, pronto para gozar, mas eu não podia deixar. Que mico e que falta de respeito seria sair com a calça toda molhada dentro de um ônibus lotado.
Fiquei com aquilo na cabeça.
Desde esse dia, nunca mais vi meu “amigo”.