Os meses que se seguiram consolidaram um novo equilíbrio em minha vida — um estado de existência precário, perigoso, mas irresistivelmente vivo. Marília, outrora a esposa previsível, revelara-se a arquiteta de um mundo onde desejo, poder e submissão dançavam em uma sinfonia complexa. Eu não era mais apenas o marido ou o amante; era o elo central de uma rede que ela tecia com mãos de seda e aço.
No trabalho, a mudança era visível. Camila, antes consumida pelo estresse, tornara-se uma mulher centrada, de uma calma quase felina. A rigidez de sua antiga postura fora substituída por uma serenidade de quem encontrou a válvula de escape perfeita. Já Mariana, agora efetivada, trazia o oxigênio para a nossa engrenagem. Sua irreverência era o que impedia que o clima se tornasse pesado demais.
— E aí, "chefe"? — Mariana sussurrou para mim um dia no corredor, com aquele brilho malicioso que me desarmava. — A Marília mandou avisar que a inspeção do plug hoje é por sua conta, ou ela vai ter que aplicar uma suspensão por "insubordinação anal"? Porque, honestamente, se for pra ser castigada por ela, eu até atraso o relatório.
Ela riu, uma risada solar e atrevida, sempre disposta a testar os limites das leis de Marília, numa eterna dança entre a obediência e o deboche.
Uma noite, após uma sessão intensa, Marília deitou-se ao meu lado. O silêncio no quarto era preenchido apenas por nossa respiração sincronizada. — Quero levar Camila e Mariana para um retiro. Uma casa de campo. Sem interrupções. Um laboratório para testarmos os limites do que construímos.
O local era uma casa isolada, cercada por mata densa. Foi ali, naquela bolha fora do tempo, que as máscaras finais caíram. Tínhamos estranhado a ausência de Mauricio, mas até então ninguém tinha se pronunciado a respeito. No sábado à noite, após horas de uma entrega total, estávamos todos na sala. O clima era de uma calmaria pós-tempestade, até que Camila quebrou o protocolo.
— Eu não aguento mais dividir — disse ela, as mãos tremendo sobre os joelhos. — Quero tudo. Eu me divorciei do Maurício. Quero o Renato, quero você, Marília. Quero essa verdade em tempo integral.
Mariana, sentada no chão com sua habitual falta de cerimônia, soltou um de seus comentários ácidos, mas carregados de sinceridade: — O Thiago também já era. Ele era feijão com arroz demais pra quem já provou o banquete. Eu também quero o pacote completo. Se for pra ser a "novinha da firma", que seja com exclusividade para essa diretoria.
Marília não se perturbou. Seus olhos cintilaram com uma luz perigosa enquanto se voltava para mim. — E você, Renato? O que você quer?
Senti o peso do meu novo mundo. Olhei para aquelas três mulheres tão diferentes e tão ligadas a mim. — Eu não quero perder nada disso. Eu quero habitar esse abismo com vocês.
Marilia se levantou sem nada falar, foi no quarto e voltou com aquela cinta peniana que tinha visto na primeira vez que estávamos todos juntos na minha casa, se deitou de costas no chão e falou, pela primeira vez com carinho para Camila —venha minha deusa, tire a sua roupa e senta aqui— Camila não titubeou diante do convite e da fala amorosa de minha esposa, ela tirou a roupa, se aproximou de Marilia e foi acomodando aos poucos o monstro em sua buceta, depois de acostumada e gemendo, —vem Renato, come o cú de nossa gostosa— Falou minha esposa, continuando a acariciar o ego da morena, me aproximei para a dupla penetração, já adorando aquela nova dinâmica, já estávamos os três delirando, quando surge Mariana com uma cara de pidona em pé, nua ao nosso lado — senta aqui na minha boca minha menina linda — Mariana abriu um sorrisão e sentou na boca de Marilia, gozamos os quatro, com Camila urrando e desfalecendo logo depois de atingir sua plenitude. — A próxima serei eu! — Falou Mari de um jeito sapeca, sorrindo e olhando para Camila desfalecida.
O pacto foi selado ali. De volta à cidade, a vida mudou definitivamente. Alugamos nossos imóveis e compramos uma casa de quatro quartos. Um novo sistema de poliamor onde eu não era mais um homem dividido, mas multiplicado.
A rotina na empreiteira, que antes era o cenário de um flerte contido e cauteloso, agora havia se tornado o palco de uma cumplicidade elétrica e perigosa. Numa tarde de terça-feira, enquanto o escritório fervilhava com prazos, Mariana entrou na minha sala de TI sob o pretexto de um erro no sistema. Assim que a porta se fechou, ela ignorou a cadeira e sentou-se diretamente sobre a minha mesa, afastando os relatórios com um movimento insolente das pernas. —Sabe, Renato — ela sussurrou, enquanto eu trancava a porta num reflexo instintivo — o compliance da empresa é muito rígido, mas tecnicamente a Marília disse que eu sou sua responsabilidade... e eu estou me sentindo muito negligenciada nesta planilha. — Falou abrindo as pernas e mostrando sua bucetinha que eu tanto amava, com os pelos aparadinho, linda, ainda com um resquício de consciência fui verificar se a porta estava trancada, abaixei para chupar aquela linda buceta juvenil, o sexo que se seguiu foi rápido, frenético e carregado da urgência de quem joga com o risco; o som abafado dos servidores ao fundo era a trilha sonora para o corpo dela colado ao meu, enquanto ela sufocava os gemidos com a mão, rindo entre beijos com aquela sua irreverência incurável. 'Isso sim é otimização de recursos,' ela zombou ao pé do meu ouvido, ajeitando a saia, com meu mel escorrendo pelas pernas, segundos antes de sair da sala com a expressão mais profissional do mundo, deixando-me para trás com o coração disparado e a certeza de que a nossa 'verdade compartilhada' era muito mais divertida entre as paredes cinzas do corporativo.
O ponto mais curioso, e talvez o mais sagrado, era a minha relação com Marília. Entre nós, o sexo físico, o suor e a fricção dos corpos haviam dado lugar a algo muito maior. Nosso amor tornara-se transcendental, quase intelectual. Éramos os pilares daquela estrutura. Quando estávamos a sós no quarto, não havia urgência carnal; havia o toque suave, o conselho, o olhar de quem compartilha um segredo que o resto do mundo jamais compreenderia. Eu a amava além da carne, como se ela fosse a extensão da minha própria consciência.
Em compensação, a combustão sexual entre Marília e Camila era algo digno de nota. Ver minha esposa tomar Camila era presenciar um incêndio controlado. Camila entrava em erupção sob o domínio de Marília, uma entrega absoluta que parecia curar cada ferida de sua antiga vida estressada. Marília, por sua vez, encontrava no corpo de Camila a tela perfeita para sua autoridade, explorando-a com uma fome que era, ao mesmo tempo, possessiva e libertadora.
E havia Mariana, que circulava entre todos nós com sua graça moleque. — Gente, se a gente continuar nesse ritmo de "amor e fúria", vou ter que pedir auxílio-creme para as pernas no nosso orçamento familiar — ela brincava, enquanto passava pela sala de toalha, roubando um beijo de Marília e uma uva do meu prato.
Num domingo à tarde, sentado no sofá enquanto Marília lia ao meu lado, vi Camila trazendo o café e Mariana rindo na varanda. Não era um amor convencional. Era uma verdade compartilhada, tortuosa e magnífica.
Marília fechou o livro e me olhou, lendo meus pensamentos como sempre fazia. — Valeu a pena, não valeu? — sussurrou ela, pegando minha mão. — Valeu — respondi, sentindo o peso e a leveza de ser, finalmente, um homem completo.