Quando o amor incomoda - 4

Um conto erótico de mrpr2
Categoria: Gay
Contém 1137 palavras
Data: 05/01/2026 23:34:03

No pronto-socorro, o ar estava carregado de um cheiro antisséptico misturado ao suor residual da briga no Toba's Bar. As luzes fluorescentes zumbiam como um sussurro insistente, iluminando corpos marcados pela adrenalina e pelo desejo latente que pairava entre nós. Eu, Gustavo sentia meu corpo magro dolorido pulsar com uma mistura de preocupação e um desejo proibido. Toda aquela situação fazia minha camisa colar à pele úmida pelo suor da correria. Meus cabelos castanhos claros caíam desordenados sobre meus olhos castanhos, que não conseguiam desviar do homem ao meu lado.

Luiz Felipe estava sentado na maca, seu corpo de deus grego exposto sob a luz crua: pele morena clara brilhando com um leve suor, músculos esculpidos na academia ondulando a cada respiração rasa. Seus cabelos castanhos encaracolados estavam desgrenhados, emoldurando olhos mel que piscavam com uma doçura dolorida. Sua camisa justa, agora rasgada no ombro e manchada de sangue, deixava a mostra o corte superficial no braço, um traço vermelho já esterilizado e coberto com um curativo, gentilmente eu segurava sua mão como se pudesse curá-lo com o toque. O corte na cabeça, suturado com pontos precisos, ainda latejava, e eu me inclinava sobre ele, meu peito roçando levemente no seu, sussurrando agradecimentos.

_ Obrigado por ter me salvado, mas você não precisava se arriscar por mim, Luiz Felipe.

Eu murmurava, minha mão deslizando devagar pelo seu braço musculoso, sentindo a textura quente e firme da pele, o pulso acelerado ecoando o meu. Ele sorria fracamente, educado e doce como sempre, seus lábios carnudos se entreabrindo em um gemido baixo de dor, ou seria prazer?

_ Não precisa agradecer, fiz o que eu tinha que fazer e faria de novo quantas vezes fosse necessário.

Disse Luiz Felipe acariciando meu rosto.

Pego em sua mão ainda sobre meu rosto, a aperto e sem perceber, por instinto vou entrelaçando nossos dedos com uma intimidade que fazia o ar entre nós crepitar.

Ao lado, a tensão entre Manu e Eduardo era palpável, como uma faísca erótica prestes a incendiar o ambiente estéril. Manu, minha amiga e namorada do meu irmão, andava de um lado para o outro, seu corpo esguio e curvilíneo agitado pela raiva. Ela vestia um top justo que realçava seus seios firmes, mas sua fúria a tornava ainda mais irresistível aos olhos de meu irmão.

_ Tinha necessidade de toda essa violência, Eduardo? Você poderia ter ficado cego com aquela imprudência!

Maria Eduarda esbravejava, os olhos flamejantes cravados nos dele, aproximando-se tanto que seus peitos roçavam no peito largo dele a cada gesto. Eduardo, meu irmão mais velho, com ar imponente e orgulhoso, defendia-se com um sorriso predatório e um curativo no supercílio esquerdo, três pontos que o faziam parecer ainda mais viril, como um guerreiro marcado.

_ Eu estava defendendo sua honra, Manu. Esse é o papel de um homem de verdade!

Ele rosnava, sua mão grande envolvendo a cintura dela, puxando-a para si em um gesto possessivo, os dedos afundando na carne macia através do tecido. Ela se debatia, mas não o suficiente para se soltar, o corpo arqueando contra o dele, a respiração ofegante misturando raiva e desejo não dito. Romário, nosso amigo, intervinha do canto, com um curativo no braço superficial, exaltando Eduardo:

_ Foi heroico, cara, foda pra caralho! Defendendo sua gata contra aquele bêbado imbecil

Mas aquelas palavras só inflamaram mais ainda Manu, fazendo-a girar nos calcanhares, os quadris balançando com uma sensualidade furios

Meus pais Jorge e Miriam chegaram preocupados, cortando a tensão como uma brisa fresca. Meu pai, Jorge, com sua postura firme, abraçou Eduardo primeiro, murmurando algo sobre orgulho masculino, enquanto Miriam, minha mãe, corria para mim, suas mãos suaves alisando meus cabelos.

_ Gusta, meu filho, você está bem? Se machucou?

Ela perguntava, mas meus olhos estavam fixos em Luiz Felipe, minha mão ainda na dele, traçando círculos lentos na palma, sentindo o calor subir por nós dois, uma preocupação que se misturava a um carinho profundo, quase lascivo.

Então, Dona Eulália irrompeu no pronto-socorro como uma tempestade floral. Mãe solteira e superprotetora, vestia um vestido longo florido que fluía ao redor de seu corpo maduro e curvilíneo, o coque alto na cabeça dando-lhe um ar ainda mais furiosa. Seus olhos se arregalaram ao ver Luiz Felipe na maca, o corte na cabeça e no braço, marcas vermelhas de sangue que faziam seu peito arfar de desespero.

_ Meu filho! O que vocês fizeram com ele?

Ela gritava, apontando dedos acusadores para Eduardo e Romário, que recuavam, mãos erguidas em defesa.

_ Vocês são más companhias! Não quero mais vocês perto do meu filho!

Eduardo tentava explicar, sua voz grave ecoando:

_ Não fomos nós, dona Eulália. Ele estava me ajudando, protegendo a Manu e o Gustavo de um bêbado que quebrou uma garrafa na cabeça dele...

Dona Eulalia girou, transferindo toda sua fúria para mim, aproximando-se com passos pesados, o vestido roçando o chão.

_ Você! Foi por sua causa? Meu menino se machucou por um moleque como você?

Seus olhos me perfuravam, mas sob a raiva, havia uma tensão elétrica, como se ela sentisse o laço invisível entre mim e seu filho. Eu me encolhia, minha mãe e Luiz Felipe vieram em minha defesa, mas a furiosa mãe de Luiz Felipe não quis saber, pegou na mão do filho e saiu indo embora.

Meus pais nos levaram embora, deixaram Romário em sua casa e explicaram o ocorrido para seus pais que não receberam a notícia com alarde, Manu não quis ficar em sua casa e veio com a gente para nossa casa. Enquanto eu tomava banho me livrando do cheiro do hospital, suor e dor no corpo devido a tensão e mal jeito Manu e Eduardo no seu quarto misturavam repreensões, agradecimentos e toques possessivos. Eduardo a puxava para seu abraço, lábios roçando o pescoço dela em uma reconciliação carnal, caricias intensas e corpos entrelaçados em um ritmo lento e sensual.

Romário rindo um sorriso perverso, ajustando o curativo no braço musculoso enquanto lembrava com orgulho do caos no bar.

Longe dos olhares acusadores. Debaixo d’agua eu me lembrava das imagens do dia, Luiz Felipe correndo, seus movimentos, cada detalhe de seu corpo, a excitação me invadia era impossivel me conter, não me tocar imaginando o toque dele sobre meu corpo molhado. Com a mão ensaboada , vou de encontro ao meu membro rígido e o acaricio. Aos poucos meus movimentos vão acelerando, em minha mente o peitoral definido de Luiz Felipe vindo de encontro a mim, brilhando de suor, seu sorriso lindo, aquele olhar intenso cor de mel…

Bam, bam , bam! Batia na porta do banheiro quase a derrubando meu irmão cortando o clima.

_ Porra Gusta, vai morar nesse banheiro ai mano? Quero mijar!

Ps. Já aconteceu de você ser interrompido bem em um momento íntimo com você mesmo? Kkk

Autor: Mrpr2

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Comentários

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REALMENTE TUDO PODERIA TER SIDO RESOLVIDO DE FORMA MAIS PACÍFICA, MAS O MACHINHO ENRUSTIDO DA TURMA RESOLVEU PARTIR PRA IGNORÂNCIA. NA VERDADE TODO VIOLENTO É NA VERDADE UM GRANDE COVARDE. O QUE NÃO CONSEGUE RESOLVER NA CONVERSA, TENTA RESOLVER NO FÍSICO. BABACA. LIUIZ FELIPE COMO FILHO OBEDIENTE SEGUIU A MAMÃE. É GUSTAVO, VOCÊ CONSEGUIR ENFRENTAR SEU IRMÃO VIOLENTO E SUA SOGRA PARANÓICA? RSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

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Muito bom ver que Luiz Felipe está também de alguma forma atraído por Gustavo.

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Uma família bem disfuncional, um pai que só se importou com o bem estar do filho másculo, um irmão que preferiu arrumar uma briga para se mostrar másculo, uma mãe que se mostrou mais preocupada com o filho mais frágil, um filho frágil que não se impõe (não precisa sair do armário para isso).

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