Toda quarta-feira uma galera da empresa tinha o compromisso quase sagrado de disputar umas partidas de tênis em duplas após o expediente, numa quadra que alugávamos. Era um grupinho meio fechado, a admissão de alguém novo passava por um crivo rigoroso por que o admitido também ia entrar para o seleto grupo de amigos onde não havia segredos. Eram nesses encontros entre as partidas e as rodadas de cerveja que rolavam as fofocas, que circulavam as notícias da rádio pirata da companhia, quais cabeças estavam a prêmio, quais seriam alçadas a cargos e salários mais importantes. As partidas em si, apesar de acirradamente disputadas, não passavam de coadjuvantes.
Naquela quarta-feira de verão não foi diferente. Estavam me zoando pelo resultado que minhas aulas de tênis com um professor particular, todo trabalhado nos músculos, estava produzindo. Do apelido de raquete-furada para Federer da bunda tesuda houve um caminho árduo, o que me levou a ser o mais requisitado da galera na formação das duplas.
- Não acredito que esse veadinho levou a melhor de três novamente! Tô curioso para saber o que esse tal de professorzinho marombado está te ensinando para você estar jogando tão bem! Aposto que são as aulas particulares fora de quadra as responsáveis por isso! – sentenciou despeitado um dos colegas, por ser a quinta semana seguida que perdia para mim. Até então a façanha tinha sido dele, por isso estava tão inconformado. A frustração dele só deu munição para a turma gozar da cara dele.
Passava das 20:00h quando terminou a última partida e, como estava ameaçando cair um daqueles temporais de verão, resolvemos encerrar e voltar para casa. Eu e dois colegas pedimos um carro de aplicativo, já que o caminho para a minha casa passava pela deles. A chuva grossa com ventania e relâmpagos começou a desabar pouco antes do motorista chegar. Após a identificação e a passagem do código, o motorista saradão de uns vinte e tantos anos, comunicou que já havia pontos de alagamento pela cidade, mas nenhum no nosso trajeto, segundo mostrava o aplicativo de navegação por GPS.
Ocupei o banco do carona ao lado dele, o que me deu a chance de admirar o corpão musculoso, os bíceps saltados com a tatuagem de uma águia, os ombros largos saindo pela camiseta regata e as coxonas peludas emergindo da bermuda. De início, ele só ficou ouvindo a nossa discussão sobre o resultado das partidas, pois o Marcelo ainda estava remoendo a quinta semana perdendo para mim. Embora eu tenha notado que ele não prestava atenção no nosso papo, mas nas minhas coxas grossas e lisinhas saindo do short curto com duas fendas laterais profundas que, ao me sentar, permitiam que se chegasse a ver a dobra entre elas e as nádegas carnudas.
Não sei como o Marcelo e eu ainda continuávamos amigos, se é que se pode chamar o que rola entre nós de amizade. Quando cheguei à empresa ele já estava lá há mais de um ano, nossos boxes eram vizinhos o que facilitou o entrosamento. No entanto, à medida que fazia novas amizades, notei que ele sentia ciúmes e começou a me criticar por uma risada mais espontânea, por eu ter ido almoçar com outro colega e não o ter esperado, por ter pego carona com nosso chefe e não com ele, por ser o centro das atenções na rodinha da pausa para o café. Era como se eu tivesse um cão de guarda cuidando de cada passo e afastando quem se aproximasse. A princípio achei charmoso, afinal o Marcelo era o machão mais cobiçado do departamento com seu corpão parrudo, aquela safadeza nata estampada na cara e o cacetão que tinha dificuldade de alojar nas calças. Suspiravam por ele pelos corredores da empresa, inclusive eu, sendo bem sincero.
Esse assédio dele começou depois da festa de aniversário de uma garota do departamento, que reuniu a galera numa balada, durante a qual ele tomou uns drinques a mais, ficou saliente e ousado, começando a dar em cima de mim descaradamente com umas cantadas baratas. Quando começou a passar mal, fui dar uma força para ele no banheiro onde despejou até a última gota de bile, cambaleando e tendo que se segurar nas paredes para não cair.
- Não tem vergonha de fazer um papelão desses? O diretor e o gerente do departamento estavam assistindo ao espetáculo deprimente que você protagonizou. – afirmei.
- Eu quero que se fodam! Quero que todos se fodam, já que não consigo foder esse seu bundão! Por que você faz isso comigo, Lucas? – perguntou, apoiando-se nos meus ombros
- Fazer o quê? O que é que eu estou fazendo com você, pode me explicar?
- Fica de conversinha com tudo que é cara, finge que não percebe que sei que você é gay, um veadinho muito do tesudo, que estou apaixonado por você, que quero meter minha pica nessa bundinha roliça! – sentenciou com o olhar injetado.
- Deixa de besteira, Marcelo! Você só bebeu demais e está criando fantasias! Vou te enfiar num táxi e te despachar para casa antes que arrume confusão.
- Não adianta negar, eu saquei que você é gay por mais discreto que seja, e estou ficando pirado de tanta vontade de enfiar minha caceta nessa bundinha. Deixa eu enfiar, Lucas, deixa? Só um pouquinho, uma rapidinha aqui mesmo.
- Você não está conseguindo nem passar por uma porta quanto mais enfiar a sua pica num buraquinho estreito. – afirmei
- Então seu buraquinho é estreito? Conta pra mim, Lucas, conta! Só estamos nós dois aqui, deixa eu ver seu buraquinho, deixa? – sentenciava ele, engolindo as palavras ao mesmo tempo que tentava tirar minha roupa.
- Se você continuar com essa besteira eu juro que te largo aqui e deixo você curtindo seu porre nesse chão molhado! Para, Marcelo, tira a mão daí! Que saco, cara! – protestava eu, já sem paciência, impedindo-o de passar a mão na minha bunda.
Desde esse dia o Marcelo acreditava piamente que tínhamos um caso, que ele podia controlar meus passos e determinar com quem eu podia ou não me relacionar. Perder no tênis, onde até então tinha sido o maioral, deixou tudo ainda mais confuso. E foi por essas e outras que comecei a manter distância dele, como agora, ao sentar no banco do carona do Uber ao invés do lado dele, onde minhas coxas expostas o levariam a se assanhar para o meu lado.
Após deixarmos o Tadeu na casa dele, seguimos só o Marcelo e eu no carro. Ele quis que eu fosse para o banco de trás; quando neguei, ele começou a bufar. A essas alturas eu estava tão distraído com o tesudo do motorista que não ligava para mais nada. O temporal engrossou, o trânsito foi se congestionando nos retendo num mar de carros em ruas cada vez mais inundadas.
William, o motorista do aplicativo, não parecia nem um pouco preocupado com o congestionamento que nos fazia avançar a passo de tartaruga. Ele estava mais falante, puxando conversa comigo, o que deixava o Marcelo no banco de trás cada vez mais irritado e impaciente.
Notei que ele dava umas secadas nas minhas coxas e precisava apertar o volumão que crescia entre as coxas. Ao perceber que eu tinha sacado o que estava acontecendo, ele abriu um sorriso lascivo, afastou bem as pernas para me exibir seu dote cavalar. Minha boca já estava salivando, só de imaginar aquilo tudo dentro dela. O Marcelo também começou a sacar aquele clima se formando entre nós e ficou tão puto que começou a implicar com o William.
- Essa sua porra de GPS não encontra uma saída desse congestionamento? Você está o dia inteiro rodando pela cidade, não conhece a merda de um atalho? Que porra de aplicativo é esse que aceita motoristas incapazes de escapar de um congestionamento! – protestou, mais furioso pelo que estava rolando entre mim e o William do que pelo trânsito parado.
- Que grosseria, Marcelo! Não está vendo que está tudo parado? Que culpa tem o William dessa chuva não dar trégua? – intervi. Mas eu ter citado o nome do motorista só o deixou ainda mais raivoso.
- Você está com o celular na mão, fique à vontade para procurar uma saída! A encontrando é só me avisar que eu sigo por ela, combinado? – retrucou o William, sem aceitar a intimidação.
Uma hora depois, estávamos diante do prédio do Marcelo. Quando fui me despedir, ele quis que eu subisse para o apartamento. Chegou a me dar uma prensa quando me neguei, alegando não ver a hora de chegar à minha casa.
- Esse filho da puta está te comendo com os olhos! Quando te deixar em casa vai comer seu rabo, ou você dúvida disso? Talvez é isso que está querendo, não é seu veadinho? – questionou, antes de eu entrar no carro novamente.
- Nem todo cara é como você, um pervertido! – exclamei, massageando o braço que ele havia esmagado
- Vai nessa! Esse aí vai te foder o cu antes de você perceber o que está acontecendo! Caralho, Lucas, por que fica regulando esse cuzinho só para mim, sabendo que estou apaixonado por você, seu puto?
- Deixa de ser maluco, Marcelo! Não rola nada entre a gente, são só invencionices da sua cabeça! – exclamei, deixando-o plantado e resmungando.
Percorremos três quarteirões e nos deparamos com um alagamento intransitável. Depois de meia hora parados no mesmo lugar, o William desligou o motor, se ajeitou no assento e começou a puxar conversa. Cada olhada para as minhas coxas era seguida de um apertão na rola que estava tão dura e enorme que já não cabia na bermuda.
- Esse cara é seu namorado? – perguntou sem rodeios
- O Marcelo? Não! Estamos mais para cão e gato do que para namorados! Não viu como ele enche meu saco? – devolvi
- O cara parece um cão de guarda, reparei pelo retrovisor como ele acompanhava cada movimento meu, achando que eu podia tomar alguma liberdade com você!
- É por isso que brigamos tanto! Ele nem me deixa respirar direito!
- Não o culpo!
- Como assim?
- Eu no lugar dele também não deixaria nenhum gavião chegar perto de você! – afirmou, com um sorriso malicioso focado nas minhas coxas. Precisei rir, o que deixou o clima mais descontraído.
- E isso tem a ver com você não estar conseguindo ajeitar esse troço enorme no meio das tuas pernas? – perguntei, pois meu cuzinho piscava mais que o semáforo quebrado à nossa frente.
- Pode crer! Com todo respeito, que coxas são essas, parceiro? Da bunda não vou nem falar, ou minha pica explode aqui dentro.
- Um cara bonitão feito você não pode estar nessa secura toda! O que foi que aprontou, brigou com a namorada, teve uma DR com a esposa? – perguntei.
- Antes fosse uma DR! Ela está grávida pela segunda vez, mal começou a gestação e já nem me deixa chegar perto dela. Só eu sei o que sofri durante a primeira gravidez, nessa ela está bem pior, disse que quando tirarem esse da barriga dela nunca mais vai me deixar encher o bucho dela. – precisei rir novamente, e não escondi o sorriso genuíno que pareceu cativá-lo.
- É uma ótima oportunidade para você virar celibatário! – caçoei
- Nem fodendo! Isso aqui foi feito para ser usado, se ficar parado atrofia! – devolveu rindo.
- Vai ser preciso mais que uma vida para essa coisa gigantesca atrofiar! – devolvi, jogando charme e deixando a conversa ficar apimentada. Ele riu.
- Mas eu preciso que ele continue trabalhando a meu favor durante essa vida! – exclamou. – Até agora ele fez bonito, ninguém nunca reclamou!
- Aposto que sim! E que você já deve ter perdido as contas de quantas ele fez a alegria!
- Até que não foram tantas, nem tantos! Podiam ter sido mais, se eu não fosse um cara todo certinho! – devolveu
- Você certinho? Tá aí uma coisa que eu duvido! – retruquei, passando sensualmente a língua pelos lábios para ver até onde o safado se segurava. – O que quis dizer com esse – nem tantos – já ficou com algum gay? – perguntei.
- Na época do colégio! Tinha um carinha na turma, daqueles bem bichinha, que dava para o colégio inteiro. Todo cara que ficava a perigo ia se esbaldar no cuzinho dele. Apesar de novinho, já estava bem largo de tanta pica que levou. Não chegava a ser tão laceado quanto uma boceta, mas estava longe de ser apertado feito um cuzinho. Foi o único gay que fodi! – revelou.
- Se foi o único, como sabe que ele não era tão apertado?
- Ah, pelo que falam! E porque já comi o cu de umas minas e senti que são mais apertados que as bocetas, mas elas reclamaram que eu era grande demais e paravam de dar. – confessou.
A maneira despojada, um tanto libertina, como contava suas proezas sexuais começou a me deixar com tesão, os calores aumentando, meu cuzinho se assanhando, eu não conseguindo tirar os olhos daquele caralhão preso na bermuda dele. Era evidente que ele tentava me seduzir com esse papo e o jeito que manipulava a rola, mas ambos não sabiam como dar o primeiro passo para a coisa engrenar. Ficamos mais um tempo embromando numa conversa que dava voltas e mais voltas e não chegava a lugar nenhum, até ele abrir o jogo. Quando digo abrir o jogo, estou sendo quase literal.
- Lucas, cara! O negócio é o seguinte, não estou aguentando mais! Nosso papo gostoso, esse seu rosto lindão, essas puta coxas tesudas, teus lábios quando sorri, estão me matando. Meu cacete chega a doer de tão duro, cara! – declarou
- Podemos mudar de assunto se você quiser! – devolvi, para o provocar.
Porém, mal tive tempo de terminar a frase quando ele se liberou do cinto de segurança, levou a mão ao meu cangote e grudou a boca na minha, num beijo estonteante carregado de tesão e desejo. Foi tudo que precisei para o envolver num abraço sentindo a solidez daquele tórax largo e, afagar sua nuca junto à implantação dos cabelos, o que lhe provocou um arrepio que desceu por toda coluna. O William capturava meus lábios com os dentes, chupava-os, metia a língua o mais fundo que conseguia na minha boca e se deliciava com minha saliva e a retribuição carinhosa do beijo devasso. Suas mãos me percorriam tão afoitas que pareciam estar sobre todo meu corpo. Ao enfiar uma delas pela fenda lateral do meu short e apalpar descaradamente minha nádega, ele me encarou nos olhos, parou de me bolinar e voltou a me beijar mais lenta e ternamente. Comecei a lamber e a chupar sua língua, mesclando nossas salivas e tateando a pele quente dele por baixo de sua camiseta. Ele a tirou minutos depois, exibindo o torso sensual, o abdômen trincado, os músculos desenvolvidos. Acariciei-o com as pontas dos dedos percorrendo cada canto, tocando suavemente os mamilos circundados de pelos sedosos, pousando um beijo molhado aqui e outro acolá. Ele arfava sonoramente a cada um dos meus toques, deixando-se examinar em êxtase.
Ele soltou meu cinto, reclinou um pouco o encosto do banco, desabotoou a bermuda e abriu a braguilha onde surgiu um chumaço denso de pentelhos do qual emergia a cabeçorra lustrosa, arroxeada e molhada do caralhão. Ele deixou propositalmente a braguilha aberta para que eu tirasse lá de dentro o que estava alimentando meu tesão. Eu o encarei, sorri, beijei suavemente o queixo anguloso, e fui deslizando a mão para dentro da bermuda até a fechar ao redor do colosso pulsante. Ele soltou um suspiro, afagou meu rosto, percorreu o contorno da minha boca com o polegar e o introduziu entre os lábios, onde o lambi e chupei sob o olhar libertino dele. Puxei vagarosamente o caralhão para fora e me impressionei com o tamanho daquela estaca de carne troncuda revestida de nervos excitados, olhei para ele e sorri intimidado.
- Gostou? – perguntou com a voz sensualmente rouca
- Muito, é lindo .... e enorme! Nunca vi nada parecido! – devolvi sedutor.
No curto tempo que segurava aquele cacetão meus dedos já estavam melados do tanto de pré-gozo que minava da chapeleta estufada. O cheiro almiscarado se espalhou pelo carro parado debaixo do temporal. Ao me inclinar para abocanhar aquele cogumelo gigante vazando excitação, libertei também o sacão taurino e peludo. Toquei a ponta da língua no orifício uretral, lambi o melzinho viscoso e denso, fui fechando os lábios ao redor da cabeçorra e suguei sutilmente aquela carne quente que pulsava forte na minha boca. O William grunhiu alto, soltou o ar aprisionado no peito e começou a acariciar meus cabelos.
- Cacete da porra, cara! É disso que eu preciso, tesão de boca! Mama, Lucas, mama meu caralho! – murmurou em êxtase.
A caceta dele era deliciosa, o cheiro viril estonteante, a textura do emaranhado de veias pulsando na mesma cadência de seus batimentos cardíacos acelerados tinha um quê de suavidade e força. Me esqueci do mundo lá fora e me dediquei com afinco a mamar, lamber, mordiscar a estaca rija que latejava na minha mão e boca, impulsiva e vigorosa. Ele não fazia mais que se contorcer na limitação imposta pelo assento do carro, arfar e ronronar guturalmente extravasando o prazer que minha boca trabalhando seu mastro lhe proporcionava. Não devo ter ficado mamando o caralhão nem por um quarto de hora quando ele começou a se retesar, a grunhir mais alto e ansiosamente, a fechar a mão com as mechas do meu cabelo presas entre os dedos.
- Ah caralho! Ah, porra! Ah, que vou gozar! Vou gozar, cara! Lucas, Ah, vougozar! – rugiu frenético, ejaculando forte na minha boca, me forçando a engolir o mais rápido possível o esperma leitoso e tépido que jorrava do caralhão.
À medida em que eu ia engolindo aquela porra toda, ele não parava de repetir – Não acredito, não acredito .... você está mamando meu leite .... caralho, que delícia .... que delícia, cara – me fazendo crer que nunca haviam engolindo seu sêmen saboroso. Eu estava limpando o caralho dele com lambidinhas sensuais, saboreando a porra que não consegui engolir durante a explosão de jatos do gozo farto, quando percebemos que o carro estava se movendo, flutuando na correnteza que percorria a rua, jogando um carro contra o outro. Mais do que depressa, o William guardou o cacetão delicioso na bermuda e pôs o motor em funcionamento, conduzindo o carro para cima da calçada e subindo a leve ladeira na contramão do cruzamento no qual estávamos parados. Imediatamente ele foi seguido por outros motoristas também apavorados com a possibilidade de a enxurrada entrar ou até cobrir o carro.
Assim que atingimos um lugar mais alto, afastado da correnteza, o motor do carro parou de funcionar, obrigando o William a descer e enfrentar a chuva torrencial para ver se conseguia fazê-lo voltar a funcionar. Felizmente foram apenas uns respingos que atingiram o módulo da injeção eletrônica, bastando ele os secar, esperar alguns minutos e o motor voltar a funcionar. No entanto, nesse período, ele ficou completamente encharcado, pingava da cabeça aos pés, as roupas completamente molhadas coladas ao corpo, quando entrou no carro.
Percorrendo algumas ruas na contramão e driblando o caos no qual o trânsito se transformou, com os motoristas tentando de tudo para não terem os carros imersos na correnteza que não parava de subir em algumas avenidas e ruas, ele me deixou em frente de casa pouco depois da meia-noite. Pairou um clima estranho quando estávamos para nos despedir, algo que parecia nenhum dos dois querer.
- Não quer entrar? Você precisa tirar essas roupas molhadas, pode pegar um resfriado. – argumentei.
- Está tarde, eu já devia estar em casa faz tempo. Minha mulher já deve estar aflita! – devolveu ele, procurando uma justificativa para não protelar aquele encontro que desejava não acabar.
- Liga para ela, avisa que não tem como chegar em casa, que está preso no alagamento. – sugeri, ante a hesitação dele. – Ademais, não está faltando com a verdade, pode ser que encontre mais alagamentos no caminho para a sua casa.
Ele parecia não estar tão preocupado com a mulher quanto queria demonstrar. Ligou para ela e, pela conversa que deve ter rolado, já que não ouvi mais do que algumas palavras pronunciadas por ele sem nenhum entusiasmo, concluí que ela não foi nada gentil e receptiva.
- Tudo bem? – perguntei, quando ele desligou e se aproximou de mim.
- Nunca engravide uma mulher, cara! Enquanto estão solteiras e afim de você, fazem de tudo para te enredar, depois do casamento consumado, com papelada e tudo, você descobre outra mulher, com a qual jamais queria se casar! Vai por mim, sei do que estou falando! – sentenciou, me obrigando a disfarçar o riso.
- Jamais quis engravidar uma mulher, tô fora! Aliás, quanto mais longe de mim elas ficarem, melhor. Mulher só amiga e, mesmo assim, olhe lá! – devolvi, fazendo-o rir.
- Nunca transou com uma mulher? Nunca sentiu vontade?
- Nem em sonho! Que, aliás, não seria sonho e sim um pesadelo! Gosto da mesma fruta que elas, e já é difícil disputar uma que valha à pena consumir. Homens têm aos montões por aí, mas machos são cada vez mais uma raridade. – afirmei sem pudores.
- Você tem tudo para botar muita mulher no chinelo! É a primeira vez que conheço um cara tão bonito, gostoso e com tanta sensibilidade. – retrucou ele, me puxando para junto dele e me beijando com voracidade.
- Você está todo molhado, precisamos cuidar dessas roupas. – afirmei, sacudindo a cabeça de tão estonteante que foi aquele beijo. – Tire-as, vou colocar tudo na máquina de lavar e, dentro em pouco estarão lavadas e secas. Enquanto isso, tome um banho para relaxar. – Ele era ainda mais lindo e fortão nu, me deixando desconcertado com toda aquela masculinidade. O que percebeu ao esboçar um sorriso orgulhoso.
- Entra na ducha comigo! – exclamou, cheio de segundas intenções. Atendi ao pedido dele, e voltei a sentir aquelas mãos deslizando pelo meu corpo pelado junto com a água morna que escorria por ele. – Você é um tesão, cara! Não dá nem para descrever como você é gostoso e tesudo, Lucas! Tô ficando de pau duro outra vez! – sussurrou, me abraçando por trás e mordiscando a pele da nuca, o que me arrepiou todo e me fez encaixar a bunda na virilha dele.
Escapei dos braços dele antes que ele resolvesse meter o caralhão no meu rabinho; não porque não estivesse louco de vontade de ter aquilo enfiado até o talo no meu cuzinho, mas porque de súbito parecia estar ouvindo o Marcelo me dando um esporro por estar sendo tão oferecido e leviano. O William ficou sem entender porque escapuli de sua tara, mas não disse nada.
Preparei um jantarzinho frugal com ele me espionando com a toalha enrolada na cintura. Tinha me oferecido ajuda, mas disse que me virava melhor sem ter um machão gostoso como ele querendo me enrabar. Ele riu e se pôs a abrir a garrafa de vinho que coloquei em suas mãos.
Devorou a comida com gosto e prazer, o que me levou a concluir que devia estar há horas sem uma refeição descente; mas ele alegou que minha comida estava simplesmente deliciosa. Prontificou-se a me ajudar com a louça, recusei e pedi que relaxasse depois do estresse pelo qual passamos.
- Não foi nenhum estresse, a sua companhia me traz um conforto como nunca senti. Gosto de estar ao seu lado, de conversar com você com tanta naturalidade, de ficar admirando esse corpão lindo e essa bunda que não dá um segundo de sossego para a minha rola. – afirmou, voltando a me abraçar e a se esfregar manhosamente em mim, o que fez a toalha cair exibindo o cacetão à meia-bomba.
A carne fraquejou, que se dane o que o Marcelo pensa a meu respeito, que se dane o ciúme e o controle que quer me impor, que se dane, Marcelo, vou dar o cu para esse garanhão sem culpa. Com o William se esfregando em mim, arriando o short de moletom que estava usando e pondo minhas nádegas à mostra, fui caminhando em direção ao quarto. A respiração acelerando, calores tomando conta do meu corpo, espasmos se espalhando e o desejo de sentir aquela estaca de nervos entrando em mim também o estavam deixando maluco.
Engatinhei sobre a cama e me deitei de bruços abrindo ligeiramente as pernas e soltando languidamente o peso do corpo numa posição sensual na qual ele podia ver meu reguinho profundo parcialmente aberto. Ele saltou sobre mim, abriu mais o rego e meteu a cara hirsuta entre as bandas lisinhas, mordiscando e lambendo o caminho quente que conduzia ao cuzinho rosado.
- Que rabo, cara! Tesão da porra, que nunca vi nada igual! – sussurrava, lambendo minhas preguinhas enquanto eu gemia alucinado.
Meu celular começou a tocar, a tela iluminada exibia o nome do Marcelo. Foram cinco ligações não atendidas até ele desistir e fazer entrar outro tanto de mensagens.
- O cão de guarda está mesmo preocupado com você! – disse o William ao ver o telefone tocar sobre a mesinha lateral. – Você não gosta dele? Ele parece gostar muito de você, pela maneira como espanta os caras que te cobiçam.
- Dele eu até gosto! O que não gosto e me deixa profundamente irritado, é essa mania de controle, de querer me subjugar, de querer mandar em mim. Sou passivo, mas não sou e nunca vou ser capacho de macho nenhum! – afirmei determinado.
- Mas podia ser bem submissinho para esse macho aqui, o que me diz? – sussurrou.
Aos 25 anos eu não era muito experiente, tinha me assumido há seis para a família, e dado o cuzinho para dois colegas da faculdade em algumas poucas trepadas sem maiores consequências durante as festas que o grêmio estudantil organizava. De repente, ver aquele machão querendo montar em mim me deixou inseguro. Não havia nada nos unindo, nem coleguismo, nem amizade, nem outro sentimento, seria apenas sexo com um cara bem mais experiente do que eu, casado e querendo resolver sua carência no meu rabo com aquele caralhão enorme. Ele não ia se preocupar em me detonar o cu, em ser minimamente cuidadoso, ele só precisava foder, foder até se sentir saciado, sem se importar em que estado deixaria meu cu, uma vez que provavelmente nunca mais nos veríamos depois da transa. Ao mesmo tempo que o tesão clamava me incitando a dar o rabo, a razão me alertava para a loucura que estava cometendo.
- O que foi, está com medo? Você ainda é virgem, Lucas? – perguntou ele, percebendo minha hesitação.
- Não, não sou virgem, mas diante do seu cacetão é como se fosse! – respondi.
- Prometo ser cuidadoso, vou enfiar aos poucos para suas preguinhas se acostumarem. Não quero te machucar, quero te dar prazer! Se estiver doendo muito, me avise que eu paro! – a voz dele, pausada e segura, me fez empinar a bundinha e deixar que se apossasse de mim.
Com tanto tesão acumulado como mencionou, eu duvidei de suas palavras, mas estava com tanta vontade de sentir aquele pauzão entrando em mim que o deixei pincelar o caralho na portinha do meu cu. Me arrepiei todo ao sentir ele lambuzando minhas preguinhas. Ele deu umas forçadas, mas estava com dificuldade de meter a cabeçorra grossa no meu buraquinho apertado. A cada tentativa eu me contraía todo, segurava a respiração esperando a estocada que o faria entrar em mim. Na quarta vez, a cabeçorra escorregou para dentro abrindo os esfíncteres e rasgando as preguinhas.
- Aaaaiiii meu cuzinho, cara! Tá me arrebentando! – gritei, travando o cu em meio a dor. – Você prometeu não me machucar, William!
- Não teve como, Lucas! Tu é apertado pra caralho! Sério que já levou rola nesse rabo? – perguntou abismado
- Você é grande demais, William, acho que não vou aguentar, meu cuzinho tá ardendo! – choraminguei, embora cada vez mais dominado pelo tesão.
Ele foi empurrando o restante do cacetão para dentro de mim, assim que percebeu eu destravando o cu. Gemendo feito uma cadela, senti o pauzão me preenchendo e os pentelhos dele roçarem minha bunda. Eu parecia estar nos céus, o tarugão vibrava dentro de mim, enquanto o macho bolinava meus mamilos e sussurrava frenético no meu cangote.
- Puta rabão gostoso do caralho, Lucas! Você precisa de um macho para cuidar desse cuzinho! – exclamava ele, estocando forte, porém com cuidado e metendo o pauzão cada vez mais fundo no meu rabo.
- Me sinto tão preenchido, William, você é tudo que sonhei, cara! É maravilhoso te sentir pulsando dentro de mim. – confessei, aninhando o pauzão na mucosa úmida e quente.
Ele sacava o cacetão todo do meu cu deixando o buraco rosadinho e molhado aberto e metia de novo me fazendo ganir ao me arregaçar a carne estreita com aquele caralhão descomunal. Um vaivém potente foi me arrepiando todo, ele se satisfazia no meu casulo exíguo grunhindo e arfando conduzido pelo tesão. Nunca havia sentido nada tão maravilhoso quanto aquele macho me fodendo como se eu fosse sua cadelinha.
- Vou encher esse cuzinho estreito da porra com meu leite, seu veadinho tesudo! – anunciou, quando senti ele se estremecendo todo, enquanto se agarrava com mais força ao meu tronco. – Mostra pro teu macho que quer meu leite, mostra! – exclamou, quando empinei a bunda sentindo uma forte contração no baixo ventre que me fez gozar junto com ele, que se derramava no meu cuzinho detonado, urrando de prazer.
O William deixou-se cair pesadamente sobre mim. Notei que estava cansado e me perguntei quantas horas ele devia dirigir aquele carro em meio ao trânsito pesado para sustentar a mulher embuchada e o filho. Ele acabou cochilando enquanto o pauzão amolecia lentamente no meu cuzinho. Devia estar se sentindo tão acolhido que não percebeu que estava adormecendo. Deixei-o ressonando serena e profundamente, engatado na minha bunda.
Ele despertou um tempinho depois um tanto quanto assustado, até perceber que tinha meu corpo quente debaixo dele e que o pauzão estava aninhado no meu ânus.
- Queria nunca mais ter que sair daqui! – afirmou, puxando lentamente o caralhão para fora do meu cuzinho por onde vazou um filete do esperma cremoso que inoculou em mim.
- Fique o quanto quiser, descanse, dá para ver que está esgotado e cheio de preocupações. – devolvi, colocando a cabeça dele sobre meu peito e afagando seu rosto e costas. Ele arfou forte umas duas ou três vezes e voltou a cair no sono.
A sensação de acordar ao lado do macho com o qual se trepou como nunca antes, ainda sentindo a umidade viril dele formigando no cu não podia ser mais maravilhosa. Saí da cama sem acordá-lo, deixando-o esparramadão com a ereção matinal a descoberto, o que o deixava ainda mais sexy. Consultei as horas e percebi que ia chegar atrasado ao trabalho, mas continuei preparando nosso café. Ele entrou peladão e sonolento na cozinha, me dirigiu um sorriso cúmplice e gostoso.
- Por que não me acordou? Senti sua falta na cama!
- Quis que descansasse, a noite passada foi cansativa! Preparei um café, senta aí e o tome sem pressa.
- Talvez seja mais prudente eu vestir minhas roupas, como pode ver o bichão aqui tá pedindo um repeteco da noite passada. – disse, balançando o caralhão pesado. – E com você nessa cuequinha cavada enfiada no rego tá me deixando maluco.
Devolvi-lhe as roupas lavadas e secas junto com um beijo que ele imediatamente retribuiu, me puxando para junto de si e amassando minhas nádegas.
- Preciso ir para o trabalho, já estou atrasado. – comuniquei, antes de ele ter qualquer ideia de voltar a socar aquela estaca grossa no meu cu esfolado e ardendo.
- Não é por nada não, mas nós homens héteros somos um bando de otários. Vivemos correndo atrás da mulherada esperando encontrar o amor das nossas vidas, aquela pessoa que vai ser nossa parceira para o que der e vier, carinhosa e dedicada. Mas, só vamos descobrir na cilada que caímos quando já é tarde, quando estamos atolados em compromissos, contas e preocupações, percebendo que aquela mulher só estava a fim de estabilidade e dos nossos espermatozoides. Se não fossemos tão idiotas e preconceituosos, olharíamos com mais cuidado para os homens a nossa volta e, nos apaixonaríamos por eles, cujos únicos interesses estão voltados a nós como machos. Todas as suas atenções, pensamentos e carícias sendo dirigidas exclusivamente a nós. – desabafou, levando minha mão aos lábios e a beijando com ternura.
- Acordou melancólico? – brinquei, para descontrair
- Nenhuma namorada, nem minha mulher nunca cuidou de mim como você tem feito nessas últimas horas! Feliz do cara por quem você se apaixonar, o sortudo precisa erguer as mãos aos céus e agradecer todos os dias da vida dele. – sentenciou.
Ao nos despedirmos, ele voltou a me abraçar com força, me beijou com emoção e carinho.
- Vou sentir sua falta! – disse, pouco antes de entrar no carro.
- Sabe onde eu moro, tem meu celular, faça contato quando quiser! – devolvi, acariciando mais uma vez aquela barba que espetava a palma da mão.
Cheguei atrasado no trabalho, mas não fui o único, as consequências do temporal da noite anterior ainda causavam lentidão por toda cidade. Não tirei o esperma do William do cuzinho, ele me trazia uma sensação gostosa ao formigar na mucosa anal ardente, embora sentar e caminhar não estivessem sendo muito confortáveis, pois parecia haver um rombo enorme no meu rabo. Nem preciso mencionar que foi a primeira coisa que o Marcelo notou ao me examinar da cabeça aos pés, como para verificar se me faltava algum pedaço, depois de haver se aborrecido com os olhares cobiçosos do William sobre as minhas coxas.
- Está tudo bem? – começou, tentando disfarçar a vontade de arrumar confusão.
- Está, claro!
- Você nunca chega atrasado, teve algum motivo especial? Talvez um motorista tarado?
- Quem sabe, não é? Fiquei preso dentro do carro com ele num alagamento até pouco depois da meia-noite. O tempo passando e a gente sem saber o que fazer, os assuntos terminando, a chuva caindo lá fora. – provoquei, atiçando sua imaginação.
- Caralho, Lucas! Você deixou aquele cara te pegar, seu veadinho da porra? – indagou, ao vir ao meu box me dar uma prensa. – Fala para mim, deixou?
- E se tivesse, o que você tem a ver com isso?
- Não me provoque, Lucas! Cara, você não pode! Não pode fazer isso comigo, eu vou acabar perdendo a cabeça e não sei o que sou capaz de fazer com você se souber que tem alguém metendo a pica no seu cuzinho. – afirmou enciumado.
- Pois então trate de cuidar da sua vida, não se meta na minha, e vá ser possessivo assim na casa do caralho, para cima de mim não, seu machão metido a besta! – devolvi irritado. – Se algum dia deixar de ser tão grosseiro, talvez eu ouça o que tem a me dizer!
O Marcelo passou a semana sem falar comigo, remoendo aquele ciúme que me impedia e acautelava de sentir qualquer coisa mais profunda por ele.
Já o William, me ligou no final daquela tarde, perguntou se eu estava disposto a tomar um café com ele quando saísse da empresa. Nem chegamos a ir ao café, fomos direto para casa e passei outra noite levando aquele pauzão no rabo. Isso foi se repetindo ao longo dos meses, mesmo depois da mulher dele parir o segundo filho, pois ele continuou a procurar em mim o que ela não lhe dava, atenção, cuidado, carinho. Não me iludi acreditando que essa relação se perpetuaria, mas a usufrui com todas as minhas forças enquanto durou, me proporcionando um prazer que vai ficar guardado para todo sempre na minha memória.