O Garoto Rosa – Parte 7: O Cheiro de Nós

Da série Nick
Um conto erótico de Nick
Categoria: Trans
Contém 949 palavras
Data: 30/01/2026 21:37:41

O quarto rosa da Martina, com seu ar de santuário organizado e o perfume cítrico que parecia ter impregnado até as paredes, transformou-se em um universo à parte onde o tempo de Curitiba não ousava passar. Depois de retribuir o prazer com uma entrega que a deixou trêmula, eu me levantei lentamente da cama. Meus pés descalços, com a francesinha vermelha impecável, afundaram no tapete felpudo enquanto eu caminhava até a ecobag de pano cru jogada no canto. Recuperei a camisinha e, ao me virar, encontrei Martina exatamente como eu queria: ela estava deitada, o rosto corado, o sutiã vermelho de renda jogado ao lado e um olhar de puro tesão fixo em mim. Ela parecia fascinada pela minha figura, o contraste do meu cabelo rosa e das unhas vermelhas com a determinação que agora guiava meus movimentos.

Voltei para a cama com uma calma predatória. Sem dizer uma palavra, segurei as pernas grossas dela e as levantei, expondo-a completamente à minha vontade. Posicionei-me entre suas coxas e comecei a entrar, devagar, vendo meu pau abrir aquela bucetinha já inchada e extremamente úmida. Meus olhos não saíam do rosto dela; eu queria ver cada reação. Vi quando ela contraiu as sobrancelhas, uma careta que misturava dor e prazer enquanto o meu corpo se tornava um só com o dela. Ela não pediu para parar; meti até o talo, sentindo o calor das entranhas dela me envolver, e então comecei a tirar, milímetro por milímetro, bem devagar. Ficamos nesse jogo de vai e vem lento até que os gemidos de dor dela finalmente virassem puro prazer. Comecei então a meter cada vez mais rápido e forte. Martina gozou pela primeira vez naquela posição, o corpo todo se arqueando, o que me deu ainda mais tesão. Aumentei o ritmo até que não aguentei mais e gozei dentro dela.

Mas eu ainda não tinha terminado. Retirei-me, amarrei a camisinha e, sem dar tempo para ela se recuperar, coloquei outra logo em seguida. Com um movimento ágil, puxei Martina de quatro no meio da cama. Enrolei os cabelos loiros dela na minha mão, transformando-os em uma rédea para domar aquela garota que sempre fingia estar no controle de tudo. Comecei a meter por trás, com força, ouvindo-a gritar de prazer enquanto eu puxava seus cabelos para ditar a profundidade de cada estocada. Perdemos a conta de quantas vezes ela gozou, cada espasmo dela sendo combustível para minha resistência. Só parei quando senti que não aguentaria mais; gozei a segunda vez dentro dela e caí por cima do seu corpo mole e suado. Ali ficamos, entre carícias preguiçosas e breves sonecas, deixando o fim da tarde passar.

Acordamos com a fome batendo e o céu já escuro, a luz das persianas rosas criando sombras suaves no quarto. Olhei para o vestido de camponesa floral em cima da poltrona e fiz uma careta, sentindo o frio que começava a entrar pelas frestas. — Vai ser um gelo ir embora assim, Martina... — comentei, sentindo os músculos reclamarem do esforço. — Então fica — ela pediu, a voz doce, puxando o edredom para nos cobrir. — Vamos jantar juntos e você dorme aqui. O pessoal da república só volta amanhã tarde.

Pedimos comida, jantamos sentados no meio daquela cama bagunçada entre risadas e confidências, sentindo uma conexão que ia muito além do sexo. Mas o desejo ainda estava lá, latente. Acordamos de madrugada, no silêncio absoluto da casa, para transar mais uma vez — um ato lento, denso e profundo, com o cheiro do prazer se acumulando nos lençóis.

Na manhã seguinte, o despertador foi impiedoso. Acordamos "podres", o cheiro de sexo ainda impregnando o ar. Martina foi a primeira a ir para o banho, e eu fui logo depois. Quando saí do chuveiro, vi minhas roupas do dia anterior dobradas, mas Martina negou com a cabeça ao me ver pegar o vestido. — Está um gelo lá fora, Pérola. E está começando a garoar. Você vai congelar — ela disse, abrindo o guarda-roupa organizado. — Eu preciso ir antes que seus colegas cheguem, não quero arranjar problema — respondi, secando o cabelo rosa com a toalha dela. — Relaxa — ela brincou, piscando. — Se alguém aparecer, eu digo que você é só uma "amiga" que dormiu aqui.

Ela separou algumas peças para mim. Eu era baixinho como ela, apenas levemente mais alto. Peguei uma calça jeans preta skinny dela, que ficou perfeitamente justa, e uma camiseta polo de manga comprida, também preta, que em mim ficou com um caimento mais soltinho e confortável. Martina fez questão que eu pegasse uma lingerie nova. Ao abrir a gaveta, notei que 90% das calcinhas dela eram fio dental; acabei pescando uma branquinha sem costura, das poucas que não eram, mas que ainda assim era pequena e marcava meu corpo com delicadeza.

Me vesti sentindo o conforto das roupas dela e o cheiro do seu amaciante. Antes de sair, trocamos um último beijo na porta — um beijo que carregava toda a intensidade daquela maratona. Saí para a rua cinzenta de Curitiba sob uma garoa fina, sentindo o perfume dela impregnado na gola da polo que eu usava. Enquanto caminhava, meu peito apertava. Eu estava apaixonado por aquela menina, mas a lembrança da pegada bruta do Caio e a urgência das mensagens dele no meu bolso criavam um nó na minha cabeça.

Eu estava confuso, sentindo-me a "Pérola" dela, mas o mundo estava prestes a cobrar um preço por essa dualidade. Ao dobrar a esquina da minha república, parei bruscamente. Encostado no carro, sob a neblina matinal, estava o Caio. Ele não disse nada, apenas me olhou de cima a baixo, reconhecendo imediatamente que as roupas que eu vestia não eram minhas, e que o cheiro que eu exalava era o dela.

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 64Seguidores: 64Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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