Ruivinha capitulo 20

Um conto erótico de henrique casado
Categoria: Heterossexual
Contém 659 palavras
Data: 30/01/2026 17:01:24

pessoal pessoal desculpas eu inverti a oredem dos contos na cronologia esse conto seria o 19

O boato corria nos corredores como rastro de pólvora. "A Ruiva de Curitiba" e os "Treinos Particulares" eram o assunto favorito nos vestiários dos funcionários. Paulo, um homem de quarenta anos, ex-atleta e observador nato, começou a notar padrões. Ele via as trocas de olhares entre Caio e o estagiário Fernando — uma mistura de cumplicidade masculina e uma tensão estranha que não deveria existir entre mestre e aprendiz.

Mas o centro do furacão era Aline. Paulo passou a monitorar as câmeras de segurança do escritório. Ele não via nada explícito — Aline era cuidadosa demais —, mas via a energia do ambiente mudar quando ela chegava. Ele via como Caio ficava submisso e como Fernando perdia o foco.

— Tem algo errado acontecendo no meu turno — murmurou Paulo para si mesmo, enquanto dava zoom na imagem de Aline fazendo leg press sob a supervisão de um Fernando visivelmente trêmulo.

Paulo decidiu agir. Ele não confrontou ninguém. Em vez disso, instalou uma pequena câmera de alta definição, oculta em um sensor de fumaça, na sala de avaliação física — o único lugar onde os "treinos" podiam se tornar privados.

Naquela noite, Aline relatou para Henrique:

— O dono da academia, o Paulo, está me rondando, amor. Sinto os olhos dele em mim o tempo todo. Ele não é como o Caio ou o Fernando. Ele é analítico. Ele está tentando entender o jogo.

Henrique, em vez de se preocupar, sentiu o familiar arrepio de excitação.

— Um sócio? Isso sobe o nível, princesa. Se ele descobrir, o risco para o Caio e para o Fernando é total. Eles estão com a cabeça a prêmio... e você é o troféu. Deixe o Paulo investigar. Deixe ele descobrir o que quiser.

A oportunidade de Paulo surgiu na quinta-feira seguinte. Aline, Caio e Fernando marcaram um "ajuste técnico" rápido na sala de avaliação após o treino. Paulo, trancado em seu escritório com as luzes apagadas, abriu o link da câmera oculta.

O que ele viu o deixou sem fôlego. Não eram boatos. Era muito mais intenso. Ele viu a "aluna casada" comandar os dois homens com uma autoridade que ele nunca vira em mulher nenhuma. Viu o professor de boxe mais respeitado da sua academia de joelhos, e o seu estagiário agindo como um escravo do prazer dela.

Paulo sentiu o sangue pulsar nas têmporas. A indignação moral durou apenas alguns segundos, sendo rapidamente esmagada por um desejo avassalador de fazer parte daquilo. Ele viu o sêmen voar, viu a "lambuzada" final e viu Aline se recompor com uma elegância fria.

No dia seguinte, Aline estava saindo da academia quando Paulo a chamou.

— Aline, uma palavra no meu escritório, por favor? Assunto administrativo.

Caio e Fernando, que observavam de longe, empalideceram. Achavam que era o fim.

No escritório, Paulo fechou a porta e girou o monitor para Aline. O vídeo da noite anterior estava pausado no momento exato da DP. O silêncio na sala era denso.

— Isso aqui daria demissão por justa causa, um processo ético e um escândalo para a sua família, Aline — Paulo disse, a voz baixa, enquanto caminhava até ela e parava perigosamente perto. — Mas eu não sou de desperdiçar talentos. E vi que você tem um talento raro para... gerenciar homens.

Aline sustentou o olhar dele. Ela não tremeu.

— E o que o sócio da academia propõe, Paulo? — ela perguntou, com um sorriso que desafiava a autoridade dele.

Paulo apoiou as mãos na mesa, cercando-a.

— Eu quero o que eles têm. Mas eu sou o dono. Eu não divido. Na próxima vez, eu quero ser o primeiro. E quero que você me mostre exatamente o que faz de você a mulher mais perigosa que já pisou neste tatame.

Aline mordeu o lábio inferior, já imaginando a reação de Henrique.

— O Paulo quer exclusividade, amor — ela pensou consigo mesma. — Mas ele não sabe que o contrato principal é com você.

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